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sábado, 9 de abril de 2011

Mensagem - Rubens Alves

Escutatório

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores.

Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos.

Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos.

Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima.

O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores.

Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes.

A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes.

As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar.

A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.

Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... (O amor que acende a lua, pág. 65.)

MOVIMENTO NACIONAL DA CIDADANIA PELA VIDA - Brasil Sem Aborto
 
Filme Pró-vida enfrenta silêncio abortista da mídia nacional

Na luta em defesa da vida no Brasil um dos grandes adversários sempre foi a mídia, incluindo aí, os grandes Jornais Nacionais. No caso agora do Filme intitulado "As mães de Chico Xavier" é notório o terrível silêncio de boicote da mídia nacional em razão da FORTE MENSAGEM PRÓ-VIDA, especialmente, no que diz respeito ao ABORTO. Alguns críticos têm dito aos produtores e divulgadores do filme que este filme é uma peça de publicidade contra a legalização do aborto e, por isso mesmo, afirmam que sua mensagem é moralista, fundamentalista, conservadora  e retrógrada. Essa maneira de pensar não é novidade nenhuma para quem milita na defesa da vida e está acostumado a enfrentar  TODOS OS OBSTÁCULOS da grande mídia, que é claramente pró-aborto, servindo desta forma, aos interesses do movimento pela legalização do aborto em nosso país.
 
Por outro lado, houve quem, como profissional da imprensa, olhasse o filme por um outro ângulo: "As Mães de Chico é, em primeiro plano, um drama sobre a dor da perda, e, no contexto, da existência materialista se abrindo para uma busca de respostas sobre o sentido da vida e da morte. Ruth (Via Negromonte) e Elisa (Vanessa Gerbelli) choram e amargam as dores da perda de seus filhos em circunstâncias diferentes. Não entendem como eles se foram tão de repente, cuja falta de aviso prévio abre um fosso em suas vidas. Lara (Tainá Muller) vive inicialmente o drama de estar despreparada para uma gravidez indesejada e indecisa entre o aborto e a concessão à vida, depois, da perda do amor que dói na alma. Em comum às três mulheres, em circunstâncias diferentes, um fator cruel: o inesperado.
Como lidar com ele?" (Pedro Martins, Diário do Nordeste).
 
Fato é que não podemos permitir que este filme saia de cartaz sem alcançar um patamar de milhões de brasileiros a assistí-lo. O pano de fundo do seu roteiro é, evidentemente, espiritualista, mas o que fica na mente das pessoas que já viram é a sua profunda e corajosa mensagem em defesa da vida, apresentada pela vivência sofrida de 3 mães que expressa no OLHAR DOCE E AMOROSO, FORTE E DETERMINADO, ao buscar dentro de si mesmas a FORÇA NECESSÁRIA para romper com os obstáculos que feriam, de morte, a sua MATERNIDADE, encontrando na figura DOCE DE CHICO XAVIER a resposta para as suas angústias frente à DOR da perda ou da possibilidade de perder UM FILHO. Num mundo marcado pela VIOLÊNCIA esse filme nos impulsiona, ainda mais, a continuarmos firmes em nossas lutas pela CAUSA DA DEFESA DA VIDA, de maneira INCONDICIONAL.
 
Portanto, amigos e amigas PRÓ-VIDA DO BRASIL se lotarmos as salas de cinema nesta semana e no próximo fim de semana estaremos dando uma resposta à midia brasileira que grita pela liberdade de expressão só quando estão em jogo os seus interesses, nem sempre éticos e democráticos.
 
Por isso, vamos prestigiar este belíssimo trabalho que têm como objetivo contribuir para maior conscientização dos brasileiros de que o direito à vida, independe da opção religosa de cada um. 
 
Por isso reforço o convite: vá ao cinema, nesta semana e no próximo fim de semana. Se emocione com a mensagem de defesa da vida. Ajude a divulgar esta obra maravilhosa que fortalece a luta pela defesa da vida, em nosso país.
 
Jaime Ferreira Lopes
Militante Pró-vida

"Assim que é concebido, um homem é um homem" (Prof. Jerôme Lejeune, Pai da Genética Moderna).

"O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo... Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito". (Mário Quintana)
 

Mensagem - Instituto André Luiz

ANDRÉ LUIZ

Lembre-se de que os outros são pessoas que você pode auxiliar, ainda hoje, e das quais talvez amanhã mesmo você precisará de auxílio.


Todo solo responde não somente conforme a plantação mas também segundo os cuidados que recebe.

Aqueles que renteiam conosco nas mesmas trilhas evolutivas assemelham-se a nós, carregando qualidades adquiridas e deficiências que estão buscando liquidar e esquecer.

Reflita nos arranhões mentais que você experimenta quando alguém se reporta irrefletidamente aos seus problemas e aprenda a respeitar os problemas alheios.

Pensemos no bem e falemos no bem, destacando o lado bom dos acontecimentos, pessoas e coisas.


Toda vez que agimos contra o bem, criamos oportunidades para a influência do mal.

Mostremos o melhor sorriso - o sorriso que nos nasça do coração - sempre que entrarmos em contato com os outros.


Ninguém estima transitar sobre tapetes de espinhos.

Evitemos discussões.


Diálogo, na essência, é intercâmbio.

Se você tem algo de bom a realizar, não se atrase nisso.


Hoje é o tempo de fazer o melhor.

Estime a tarefa dos outros, prestigiando-a com o seu entusiasmo e louvor na construção do bem.


Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade.

Não contrarie os pontos de vista dos seus interlocutores.


Podemos ter luz em casa sem apagar a lâmpada dos vizinhos.

Você é uma instituição com objetivos próprios dentro da Vida, a Grande Instituição de Deus.


Os amigos são seus clientes e se você procura ajudá-los, eles igualmente ajudarão você.

Se você sofreu derrotas e contratempos, apenas se deterá se quiser.


A Divina Providência jamais nos cerra as portas do trabalho e, se passamos ontem por fracassos e dificuldades em nossas realizações, o Sol a cada novo dia nos convida a recomeçar.

(Do livro "Na era do Espírito", André Luiz (Espírito), Francisco Cândido Xavier (médium))

Mensagem FEB

APASCENTA



*
"Apascenta as minhas ovelhas".- Jesus. (JOÃO, 21:17).

      Significativo é o apelo do Divino Pastor ao coração amoroso de Simão Pedro para que lhe continuasse o apostolado. 

      Observando na Humanidade o seu imenso rebanho, Jesus não recomenda medidas drásticas em favor da disciplina compulsória.

      Nem gritos, nem xingamentos.

     
      Nem cadeia, nem forca.

      Nem chicote, nem vara.

      Nem castigo, nem imposição.

      Nem abandono aos infelizes, nem flagelação aos transviados.

      Nem lamentação, nem desespero.

      "Pedro, apascenta as minhas ovelhas!".

      Isso equivale a dizer: - Irmão, sustenta os companheiros mais necessitados que tu mesmo.

      Não te desanimes perante a rebeldia, nem condenes o erro, do qual a lição benéfica surgirá depois.

      Ajuda ao próximo, ao invés de vergastá-lo.

      Educa sempre.

      Revela-te por trabalhador fiel.

      Sê exigente para contigo mesmo e ampara os corações enfermiços e frágeis que te acompanham os passos.

      Se plantares o bem, o tempo se incumbirá da germinação, do desenvolvimento, da florescência e da frutificação, no instante oportuno.

      Não analises, destruindo.

      O inexperiente de hoje pode ser o mentor de amanhã.

      Alimenta a "boa parte" do teu irmão e segue para diante.

      A vida converterá o mal em detritos e o Senhor fará o resto.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Biografia

Humberto de Campos ( Irmão X)


Humberto de Campos nasceu na pequena localidade de Piritiba, no Maranhão, em 1886.

Foi menino pobre. Estudou com esforço e sacrifício. Ficou órfão de pai aos 5 anos de idade. Sua infância foi marcada pela miséria. Em sua "Memórias", ele conta alguns episódios que lhe deixaram sulcos profundos na alma.

Tempo depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, então Capital da República, onde se tornou famoso. Brilhante jornalista e cronista perfeito, suas páginas foram "colunas" em todos os jornais importantes do País.

Dedicou-se inteiramente à arte de escrever, e por isso eram parcos os recursos financeiros. A certa altura da sua vida, quando minguadas se fizeram as economias, teve a idéia de mudar de estilo.

Adotando o pseudônimo de Conselheiro XX, escreveu uma crônica chistosa a respeito da figura eminente da época - Medeiros e Albuquerque-, que se tornou assim motivo de riso, da zombaria e da chacota dos cariocas por vários dias.

O Conselheiro, sibilino e mordaz, feriu fundo o orgulho e a vaidade de Medeiros, colocando na boca do povo os argumentos que todos desejavam assacar contra Albuquerque. O sucesso foi total.

Tendo feito, por experiência, aquela crônica, de um momento para outro se viu na contingência de manter o estilo e escrever mais, pois seus leitores multiplicaram, chovendo cartas às redações dos jornais, solicitando novas matérias do Conselheiro XX.

Além de manter o estilo, Humberto se foi aprofundando no mesmo, tornando-se para alguns, na época, quase imortal, saciando o paladar de toda uma mentalidade que desejava mais liberdade de expressão e mais explicitude na abordagem dos problemas humanos e sociais.

Quando adoeceu, modificou completamente o estilo. Sepultou o Conselheiro XX, e das cinzas, qual Fênix luminosa, nasceu outro Humberto, cheio de piedade, compreensão e entendimento para com as fraquezas e sofrimentos do seu semelhante.

A alma sofredora do País buscou avidamente Humberto de Campos e dele recebeu consolação e esperança. Eram cartas de dor e desespero que chegavam às suas mãos, pedindo socorro e auxílio. E ele, tocado nas fibras mais sensíveis do coração, a todas respondia, em crônicas, pelos jornais, atingindo milhares de leitores em circunstâncias idênticas de provações e lágrimas.

Fez-se amado por todo o Brasil, especialmente na Bahia e São Paulo. Seus padecimentos, contudo, aumentavam dia-a-dia. Parcialmente cego e submetendo-se a várias cirurgias, morando em pensão, sem o calor da família, sua vida era, em si mesma, um quadro de dor e sofrimento. Não desesperava, porém, e continuava escrevendo para consolo de muitos corações.

A 5 de dezembro de 1934, desencarnou. Partiu levando da Terra amargas decepções. Jamais o Maranhão, sua terra natal, o aceitou. Seus conterrâneos chegaram mesmo a hostilizá-lo.

Três meses apenas de desencarnado, retornou do Além, através do jovem médium Chico Xavier, este, com 24 anos de idade somente, e começou a escrever, sacudindo o País inteiro com suas crônicas de além-túmulo.

O fato abalou a opinião pública. Os jornais do Rio de Janeiro e outros estados estamparam suas mensagens, despertando a atenção de toda gente. Os jornaleiros gritavam. Extra, extra! Mensagens de Humberto de Campos, depois de morto! E o povo lia com sofreguidão...

Agripino Grieco e outros críticos literários famosos examinaram atenciosamente a produção de Humberto, agora no Além. E atestaram a autenticidade do estilo. "Só podia ser Humberto de Campos!" - afirmaram eles.

Começou então uma fase nova para o Espiritismo no Brasil. Chico Xavier e a Federação Espírita Brasileira ganharam notoriedade. Vários livros foram publicados.

Aconteceu o inesperado. Os familiares de Humberto moveram uma ação judicial contra a FEB, exigindo os direitos autorais do morto!

Tal foi a celeuma, que o histórico de tudo isto está hoje registrado num livro cujo título é "A Psicografia ante os Tribunais", escrito por Dr. Miguel Timponi.

A Federação ganhou a causa. Humberto, constrangido, ausentou-se por largo período e, quando retornou a escrever, usou o pseudônimo de Irmão X.

Nas duas fases do Além, grafou 12 obras pelo médium Chico Xavier.

"Crônicas de Além-Túmulo", "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", "Boa Nova", "Novas Mensagens", "Luz Acima", "Contos e Apólogos" e outros foram livros que escreveu para deleite de muitas almas.

Nas primeiras mensagens temos um Humberto bem humano, com características próprias do intelectual do mundo. Logo depois, ele se vai espiritualizando, sutilizando as idéias e expressões, tornando-se então o escritor espiritual predileto de milhares.

Os que lerem suas obras de antes, e de depois, de morto, poderão constatar a realidade do fenômeno espírita e a autenticidade da mediunidade de Chico Xavier.

O mesmo estilo, o mesmo estro!

Fonte: Revista REFLEXÕES - Edição n.º 5 - Maio de 1999 - Fernandópolis/SP - Brasil
Fonte internet: Federação Espírita do Paraná

TENHAMOS FÉ


*
"..vou preparar-vos lugar." - Jesus, (JOÃO, 14:2.)

      Sabia o Mestre que, até à construção do Reino Divino na Terra, quantos o acompanhassem viveriam na condição de desajustados, trabalhando no progresso de todas as criaturas, todavia, "sem lugar" adequado aos sublimes ideais que entesouram. 

      Efetivamente, o cristão leal, em toda parte, raramente recebe o respeito que lhe é devido:
      Por destoar, quase sempre, da coletividade, ainda não completamente cristianizada, sofre a descaridosa opinião de muitos.
     
      Se exercita a humildade, é tido à conta de covarde.

      Se adota a vida simples, é acusado pelo delito de relaxamento.

      Se busca ser bondoso, é categorizado por tolo.

      Se administra dignamente, é julgado orgulhoso.

      Se obedece quanto é justo, é considerado servil.

      Se usa a tolerância, é visto por incompetente.

      Se mobiliza a energia, é conhecido por cruel.

      Se trabalha, devotado, é interpretado por vaidoso.

      Se procura melhorar-se, assumindo responsabilidades no esforço intensivo das boas obras ou das preleções consoladoras, é indicado por fingido.

      Se tenta ajudar ao próximo, abeirando-se da multidão, com os seus gestos de bondade espontânea, muitas vezes é tachado de personalista e oportunista, atento aos interesses próprios.

      Apesar de semelhantes conflitos, porém, prossigamos agindo e servindo, em nome do Senhor.

      Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus que lhes prepararia lugar na vida mais alta.

      Continuemos, pois, trabalhando com duplicado fervor na sementeira do bem, à maneira de servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro raro "Há muitas moradas na Casa do Pai."

      E o Cristo segue servindo, adiante de nós.

      Tenhamos fé.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

Mensagem - Gotas de Luz

A mágoa

A magoa é uma chaga que corroí  até a melhor das intenções.

Precisamos nos limpar de toda mágoa e ressentimento para podermos adquirir a leveza que necessitamos para evoluir plenamente.

Olhe bem para dentro de você e procure algo que te incomoda, alguma situação que viveu e que te causa dor ou sofrimento e perceba que por trás deste sentimento existe a mágoa.

Veja quantas coisas boas você está aprendendo com o estudo do evangelho de Jesus.

Observe as  coisas boas que você tem feito pelo seu semelhante e  sinta vibrar em seu coração a gratidão de poder servir a Deus, de poder aliviar o sofrimento do seu próximo,  e perceba um numero infinito de possibilidades de servir com amor. 

Sabemos que as quedas e os erros fazem parte do nosso aprendizado, mas não devemos ficar remoendo as situações que já aconteceram. 

É como sacodir um tapete, tirar a poeira e recomeçar.

Livremo-nos do peso de culpas, mágoas ou ressentimentos, que vão trazer desequilíbrio e desconforto,tirando a  paz do espírito e do corpo físico.

Liberte-se de qualquer sentimento de mágoa, ore com o seu coração, e peça para Deus lhe mostrar o que ainda está te aprisionando e fazendo sofrer. Deus te ouvirá e atenderá, e o resto é por sua conta.

Tenha muita Fé, Paciência, Resignação, Amor e boa vontade.

Não tenha pressa, pois não se muda de repente.

Tenhamos uma conduta de amor e misericórdia para com o próximo. 

Não perca a oportunidade de libertar-se de todo o peso que carrega e que  em nada ajuda na sua evolução.

Fonte: Site Gotas de Paz

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mensagem Instituto André Luiz

ESCLARECIMENTO ACERCA DA VIDA PÓS MORTE
André Luiz
Francisco Cândido Xavier


    "Quando alinhamos nossas despretensiosas anotações acerca de "Nosso Lar" (1), relacionando a nossa alegria diante da Vida Superior, muitos companheiros inquiriram espantados: - "Afinal, o que vem a ser isso? Os desencarnados olvidam assim a paragem de que procedem? Se as almas, em se materializando na Terra, chegam do mundo espiritual, por que as exclamações excessivas de júbilo quando para lá regressam, como se fossem estrangeiros ou filhos adotivos de nova pátria?"

    O assunto, simples embora, exige reflexão.

    E é necessário raciocinar dentro dele, não em termos de vida exterior, mas de vida íntima.

    Cada criatura atravessa o portal do túmulo ou transpõe o limiar do berço, levando consigo a visão conceptual do Universo que lhe é própria.

    Almas existem que varam dezenas de reencarnações sem a menor notícia da Espiritualidade Superior, em cuja claridade permanecem como que hibernadas, na condição de múmias vivas, já que não dispõem de recursos mentais para o registro de impressões que não sejam puramente de ordem física.

    Assemelham-se, de alguma sorte, aos nossos selvagens, que, trazidos aos grandes espetáculos da ópera lírica, suspiram contrafeitos pela volta ao batuque.

   E muitos de nós, como tantos outros, em seguida a romagens infelizes ou semicorretas, tornamos do mundo às esferas espirituais compatíveis com a nossa evolução deficiente, e, além desses lugares de purgação e reajuste, habitualmente somos conduzidos por nossos Instrutores e Benfeitores para ensaios de sublimação a círculos mais nobres e mais elevados, nos quais nem sempre nos mantemos com o equilíbrio desejável, já que nos achamos saudosos de contato mais positivo com as experiências terrestres.

    Agimos, então, como alunos inadaptados de Universidade venerável, cuja disciplina nos desagrada, por guardarmos o pensamento na retaguarda distante, ansiosos de comunhão com o ambiente doméstico, em razão do espírito gregário que ainda prevalece em nosso modo de ser.

    Como é fácil observar, raras Inteligências descem, efetivamente, das esferas divinas para se reencarnarem na esfera física.

    Todos alcançamos as estações do berço e do túmulo, condicionando nossas percepções do mundo externo aos valores mentais que já estabelecemos para nós mesmos, porque todos nos ajustamos, bilhões de encarnados e desencarnados, a diferentes faixas vibratórias de matéria, guardando, embora, o Planeta como nosso centro evolutivo, no trabalho comum. 

    Desse modo, a mais singela conquista interior corresponde para nossa alma a horizontes novos, tanto mais amplos e mais belos, quanto mais bela e mais ampla se faça a nossa visão espiritual.

    Construamos, pois, o nosso paraíso por dentro.

    Lembremo-nos que os grandes culpados que edificaram o inferno, em que se debatem, respiram o ambiente da Terra – da Terra que é um santuário do Senhor, evolutindo em pleno Céu.

    Nosso ligeiro apontamento em torno do assunto destina-se, desse modo, igualmente a reconhecermos, mais uma vez, o acerto e a propriedade da palavra de Nosso Divino Mestre, quando nos afirmou , convincente: - "O reino de Deus está dentro de nós." - André Luiz, 1º de setembro de 1955, Uberaba, MG

1)Primeiro livro ditado por André Luiz à Francisco Cândido Xavier, e que deu origem à série.

(Do livro "Vozes do Grande Além", pelo Espírito André Luiz, Francisco Cândido Xavier)NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html

Fonte: Instituto André Luiz

PENSASTE NISSO?


*
 “Sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, segundo o que também nosso Senhor Jesus-Cristo já mo tem revelado.” - (2ª EPÍSTOLA A PEDRO, CAPÍTULO 1, VERSÍCULO 14.)

Se muitas vezes grandes vozes do Cristianismo se referiram a supostos crimes da carne, é necessário mencionar as fraquezas do “eu”, as inferioridades do próprio espírito, sem concentrar falsas acusações ao corpo, como se este representasse o papel de verdugo implacável, separado da alma, que lhe seria, então, prisioneira e vítima.

Reparamos que Pedro denominava o organismo, como sendo o seu tabernáculo.

O corpo humano é um conjunto de células aglutinadas ou de fluidos terrestres que se reúnem, sob as leis planetárias, oferecendo ao Espírito a santa oportunidade de aprender, valorizar, reformar e engrandecer a vida.

Freqüentemente o homem, qual operário ocioso ou perverso, imputa ao instrumento útil as más qualidades de que se acha acometido. O corpo é con-cessão da Misericórdia Divina para que a alma se prepare ante o glorioso porvir.

Longe da indébita acusação à carne, reflitamos nos milênios despendidos na formação desse tabernáculo sagrado no campo evolutivo.

Já pensaste que és um Espírito imortal, dispondo, na Terra, por algum tempo, de valiosas potências concedidas por Deus às tuas exigências de trabalho?

Tais potências formam-te o corpo.

Que fazes de teus pés, de tuas mãos, de teus olhos, de teu cérebro? sabes que esses poderes te foram confiados para honrar o Senhor iluminando a ti mesmo? Medita nestas interrogações e santifica teu corpo, nele encontrando o templo divino.

Do livro Pão Nosso

Mensagem - Médium Raul Teixeira

A morte

Porque a morte propicia tanto sofrimento e catadupas de pranto, acarretando desespero no mundo, é válido lembremos que:
a semente morre para que surja a plântula tenra;
transforma-se a ostra, de modo a produzir a pérola preciosa;
estiola-se a flor, emurchecida, a fim de que provenha o fruto que guarda, na essência, o sabor;
morre o dia nas tintas do poente, de modo que o véu cintilante da noite envolva a Terra;
morre a noite, entre as lágrimas do orvalho, para que o manto aurifulgente do dia consiga embelezar a amplidão;
o rio morre na exuberância do mar;
fana-se o homem para que se liberte o Espírito, antes cativo.
                                                                              *   *   *
À frente disso, vemos que a morte é sempre a chave que desata o perfume da vida. Não há morte, essencialmente. Tudo é transformação, tudo é recriação...
A lágrima de agora se tornará sorriso.
A dor atual prepara a ventura porvindoura.
A saudade que punge hoje, fomenta o sublime reencontro de logo mais.
Morte é vida, agora o sabemos...
                                                                              *   *   *
Habitue-se, caro coração, a refletir a respeito da morte, com serenidade e confiança em Deus, porque você não ignora que, por mais se aturda, desarvore ou se inconforme, essa é a única regra para a qual não se conhece exceção.
Prepare-se, amando e trabalhando no bem grandioso, até que você, um dia, igualmente se transforme em ave libertada da prisão – escola corporal.
A morte tão somente revela a vida mais amplamente. Pense nisso.

                                                                                                                                             Rosângela.

Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira.

Em 18.03.2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mensagem FEB

O BEM É INCANSÁVEL


*
 “E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” — Paulo. (2ª EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 13.)

É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura.

Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos.

É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido.

O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos da nossa própria ilu-minação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora.

Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, por que não poderemos experimentar de ãnimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias?

A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é muito justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda nos não foi possível a emersão do mal de nós mesmos.

Do livro Pão Nosso

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mensagem FEB

INTERCESSÃO


*
 “Irmãos, orai por nós.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 25.)
Muitas criaturas sorriem ironicamente quando se lhes fala das orações intercessórias.
O homem habituou-se tanto ao automatismo teatral que encontra certa dificuldade no entendimento das mais profundas manifestações de espiritualidade. A prece intercessória, todavia, prossegue espalhando benefícios com os seus valores inalterados. Não éjusto acreditar seja essa oração o incenso bajulatório a derramar-se na presença de um monarca ter-restre a fim de obtermos certos favores.
A súplica da intercessão é dos mais belos atos de fraternidade e constitui a emissão de forças benéficas e iluminativas que, partindo do espírito sincero, vão ao objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia. Isso não acontece, porém, a pretexto de obséquio, mas em conseqüência de leis justas.

O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram; só admite o auxilio tangível, no entanto, na própria natureza física, vêem-se árvores venerandas que protegem e conservam ervas e arbustos, a lhes receberem as bênçãos da vida, sem lhes tocarem jamais as raízes e os troncos.

Não olvides os bens da intercessão.

Jesus orou por seus discípulos e seguidores, nas horas supremas.

Do livro Pão Nosso


AVISO  OPORTUNO
Inácio Bittencourt
Francisco Cândido Xavier

Meus amigos: Louvado seja o Senhor.

Em minha última romagem no campo físico, mobilizando os poucos préstimos de minha boa-vontade, devotei-me ao serviço da cura mediúnica; no entanto, desencarnado agora, observo que a turba de doentes, que na Terra me feria a visão, aqui continua da mesma sorte, desarvorada e sofredora.Os gemidos no reino da alma não são diferentes dos gemidos nos domínios da carne.

E dói-me o coração reparar as filas imensas de necessitados e de aflitos a se movimentarem depois do sepulcro, entre a perturbação e a enfermidade, exigindo assistência.É por esta razão, hoje reconhecemos, que acima do remédio do corpo temos necessidade de luz no espírito.Sabemos que redenção expressa luta que resultados colheremos no combate evolutivo, se os soldados e obreiros das nossas empresas de recuperação jazem desprevenidos e vacilantes, infantilizados e trôpegos?Nas vastas linhas de nossa fé, precisamos armar-nos de conhecimento e qualidade que nos habilitem para a vitória nas obrigações assumidas.

Conhecimento que nasça do estudo edificante e metódico, e qualidade que decorra das atitudes firmes na regeneração de nós mesmos.Devotamento à lição que ilumine e à atividade que enobreça.Indubitavelmente, ignoramos por quanto tempo ainda reclamaremos no mundo o concurso da medicina e da farmácia, do bálsamo e do anestésico, da água medicamentosa e do passe magnético, à feição dê socorro urgente aos efeitos calamitosos dos grandes males que geramos na vida, cujas causas nem por isso deixarão de ser removidas por nós esmos, com a cooperação do tempo e da dor.

Mas, porque disponhamos de semelhante alívio, temporário embora; não será lícito olvidar que o presente de serviço é a valiosa oportunidade de nossa edificação.
A falta de respeito para com a nossa própria consciência dá margem a deploráveis ligações com os planos inferiores, estabelecendo em nosso prejuízo, moléstias e desastres morais cuja extensão não conseguimos sequer pressentir; e a ausência de estudo, acalenta em nossa estrada os processos da ignorância, oferecendo azo às mais audaciosas incursões da fantasia em nosso mundo mental, como sejam: a acomodação com fenômenos de procedência exótica, presididos por rituais incompatíveis com a pureza de nossos princípios, o indevido deslumbramento diante de profecias mirabolantes e a conexão sutil com Inteligências desencarnadas menos dignas, que se valem da mediunidade incauta e ociosa entre os homens, para a difusão de notícias e mensagens supostamente respeitáveis, pela urdidura fantasmagórica, e que encerram em si o ridículo finamente trabalhado, com o evidente intuito de achincalhar o ministério da verdade e do bem.

A morte não é milagre e o Espiritismo desceu à Humanidade terrestre com o objetivo de espiritualizar a alma humana.

Evitemos proceder como aquele artífice do apólogo, que pretendia consertar a vara torta buscando aperfeiçoar-lhe a sombra.
Iluminemos o santuário de nossa vida interior e a nossa presença será luz.

Eis a razão por que, em nos comunicando convosco, reportamo-nos aos quadros dolorosos que anotamos aqui, na esfera dos ensinamentos desaproveitados, para destacar o impositivo daquela oração e daquela vigilância, perenemente lembradas a nós todos pela advertência do nosso Divino Mestre, a fim de que estejamos seguros no discernimento e na fé, na fortaleza e na razão, encarando o nosso dever face a face.

 
(Do livro "Vozes do Grande Além", pelo Espírito Inácio Bittencourt, Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 4 de abril de 2011


O Centro Espírita, sua importância e
seu papel social



1. O Centro Espírita é uma unidade basilar, uma verdadeira célula da ação programática do Movimento Espírita, constituindo-se não só como um educandário de Espíritos, mas também como um atuante templo de orações e de fraterna vivência evangélica. É a abençoada instituição de cultivo do amor entre as criaturas encarnadas e desencarnadas, um santuário de reeducação espiritual.

2. Podemos imaginar esse núcleo educativo e posto de socorro na complexidade de uma usina e laboratório, hospital e escola, núcleo de pesquisas e célula de experiências valiosas, onde o coração e o cérebro se entreguem a inadiáveis tarefas de abnegação e fraternidade, de equilíbrio e união, de estudo e luz.

3. O Centro Espírita é um posto de socorro, espiritual e material, que acolhe desde a criança até o velho, necessitados ou não de assistência e fraternidade. É templo, é casa de oração, é recanto de paz, acolhendo os desesperados, os revoltados.

4. É uma alegria verificar que, no Brasil, o idealismo, o anseio da prática da caridade em seus multiformes aspectos e a firme vontade de propagar a doutrina espírita têm sido as alavancas propulsoras da fundação e sustentação das instituições espíritas.

O papel do Centro Espírita

5. O papel que o Centro Espírita deve desempenhar é primordialmente operar a propagação da doutrina espírita para a renovação do homem, integrando-o no grupo familiar e na sociedade em que vive, com vistas ao progresso moral e espiritual de todos. Como escola de formação espiritual e moral, que deve ser, o Centro Espírita desempenha papel relevante na divulgação do Espiritismo e no atendimento a todos os que nele buscam orientação e amparo.

6. Cabe ao Centro Espírita a responsabilidade de mobilizar todos os recursos possíveis à instrução, orientação, alertamento e educação dos encarnados, seja na infância, seja na mocidade, na madureza ou na velhice, a fim de que se desincumbam com êxito de suas tarefas.

7. Incumbe-lhe, ainda, a atribuição de promover, em clima de harmonia, a Unificação. O opúsculo "Orientação ao Centro Espírita", obra elaborada pelo Conselho Federativo Nacional, recomenda que todo Centro deve unir-se aos demais com o propósito de confraternização e permuta de experiências para o aprimoramento de suas atividades. Fazendo-o, estarão os Centros cumprindo uma orientação sugerida por Kardec, como vimos anteriormente. (Leia sobre o assunto o módulo 8 deste estudo constante da edição de 6/6/2007 desta revista.)

8. Da relevância de suas atribuições, da magnitude de sua missão, por meio de suas múltiplas atividades atuais, ressalta toda a imensurável e notável importância de seu papel no mundo contemporâneo, tão envolto em crises e tormentosas convulsões sociais.

9. Ao aplicar a doutrina espírita, ensinando e promovendo a sua prática pelo exercício contínuo da lei de amor, o Centro Espírita estará realizando o que de mais edificante e altaneiro poderia alcançar: a evolução moral e espiritual do homem e da Humanidade, conduzindo a ambos ao reino de luz, de paz e de bem-estar geral. Por aí se pode bem aquilatar a sua inestimável e insuperável importância.

As atividades do Centro Espírita

10. O Centro Espírita desenvolve múltiplas realizações agrupadas em atividades básicas, administrativas, de comunicação e de unificação. As atividades que se relacionam com o objetivo da doutrina estão discriminadas no opúsculo "Orientação ao Centro Espírita" (obra citada), na seguinte ordem:
  • Promover o estudo metódico e sistemático da doutrina espírita e do Evangelho à luz do Espiritismo.
  • Promover a evangelização da criança à luz da doutrina espírita.
  • Incentivar a orientação da juventude na teoria e na prática doutrinária, integrando-a em suas tarefas.
  • Divulgar a doutrina espírita por meio do livro.
  • Promover o estudo da mediunidade, orientando as atividades mediúnicas.
  • Desenvolver atividades de assistência espiritual, mediante a utilização dos recursos oferecidos pela doutrina, inclusive reuniões privativas de desobsessão.
  • Manter um trabalho de atendimento fraterno, pelo diálogo, com vistas à orientação e esclarecimento das pessoas que buscam o Centro.
  • Promover o serviço de assistência social espírita, assegurando suas características beneficentes, preventivas e promocionais.
  • Incentivar e orientar a instituição do Culto do Evangelho no lar.
11. Além destas, o Centro desenvolve atividades administrativas, atividades de comunicação, inclusive a divulgação do Esperanto e, por fim, atividades de Unificação, conjugando esforços e somando experiências com as demais instituições congêneres da mesma localidade ou região, de modo a evitar paralelismo ou duplicidade de realizações.

12. O Centro Espírita, para melhor desempenhar seu papel, deve revestir a forma departamental de administração. Um modelo usual de organização de Centro Espírita no Brasil prevê, além da existência de um Conselho Deliberativo, uma Diretoria Executiva constituída de presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro e diretores de Departamentos, a saber: Departamento Doutrinário (estudos, palestras, educação mediúnica, assistência espiritual e desobsessão), Departamento de Assistência Social, Departamento de Infância e Juventude, Departamento de Divulgação (livraria, biblioteca, divulgação da doutrina por meio do rádio, da televisão e da imprensa) e Departamento de Administração.

Bibliografia:

"O Livro dos Médiuns", item 334.
"Orientação ao Centro Espírita", FEB, pp. 13 a 15.
"Reformador" de agosto/1976.
"Reformador" de agosto/1980.



 

SALÁRIOS


*
 “E contentai-vos com o vosso soldo.” — João Batista. (LUCAS, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 14.)
A resposta de João Batista aos soldados, que lhe rogavam esclarecimentos, é modelo de concisão de bom senso.
Muita gente se perde através de inextricáveis labirintos, em virtude da compreensão deficiente acerca dos problemas de remuneração na vida comum.
Operários existem que reclamam salários devidos a ministros, sem cogitarem das graves responsabilidades que, não raro, convertem os administradores do mundo em vítimas da inquietação e da insônia, quando não seja em mártires de representações e banquetes.
Há homens cultos que vendem a paz do lar em troca da dilatação de vencimentos.
Inúmeras pessoas seguem, da mocidade à velhice do corpo, ansiosas e descrentes, enfermas e aflitas, por não se conformarem com os ordenados mensais que as circunstâncias do caminho humano lhes assinalam, dentro dos imperscrutáveis Desígnios.
Não é por demasia de remuneração que a criatura se integrará nos quadros divinos.
Se um homem permanece consciente quanto aos deveres que lhe competem, quanto mais altamente pago, estará mais intranqüilo.
Desde muito, esclarece a filosofia popular que para a grande nau surgirá a grande tormenta.
Contentar-se cada servidor com o próprio salário é prova de elevada compreensão, ante a justiça do Todo-Poderoso. Antes, pois, de analisar o pagamento da Terra, habitua-te a valorizar as concessões do Céu.

Do livro P�o Nosso

domingo, 3 de abril de 2011

NO  QUADRO  REAL
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

“Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim como eu do mundo não sou." - Jesus. ( João, 17:14.)

Aprendizes do Evangelho, à espera de facilidades humanas, constituirão sempre assembléias do engano voluntário. O Senhor não prometeu aos companheiros senão continuado esforço contra as sombras até à vitória final do bem.O cristão não é flor de ornamento para igrejas isoladas. É "sal da Terra", força de preservação dos princípios divinos no santuário do mundo inteiro. A palavra de Jesus, nesse particular, não padece qualquer dúvida:
“Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Amai vossos inimigos.
Orai pelos que vos perseguem e caluniam.
Bendizei os que vos maldizem.
Emprestai sem nada esperardes.
Não julgueis para não serdes julgados.
Entre vós, o maior seja servo de todos.
Buscai a porta estreita.
Eis que vos envio como ovelhas ao meio dos lobos.
No mundo, tereis tribulações."
Mediante afirmativas tão claras, é impossível aguardar em Cristo um doador de vida fácil. Ninguém se aproxime Dele sem o desejo sincero de aprender a melhorar-se. Se Cristianismo é esperança sublime, amor celeste e fé restauradora, é também trabalho, sacrifício, aperfeiçoamento incessante.
Comprovando suas lições divinas, o Mestre Supremo viveu servindo e morreu na cruz.

(Do livro "Segue-me", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html




Só por hoje



Hei de passar meu dia, sem querer ficar pensando, preocupado, no dia que vou ter amanhã.
Vou agüentar o que me acontecer, já que amanhã, quando acordar a luz, já estarei melhor.
Cuidarei de me sentir feliz, quieto com a hora, que me veio, dentro da qual habito, vivendo-a devagarinho.
Vou pensar um pouco, vou ler alguma coisa boa, vou enriquecer-me de alguma idéia certa, de alguma idéia pura.
Darei um jeito de ajustar-me aos fatos, sem pretender que os fatos se ajustem a mim.
Farei um bem a alguém, pelo mero gosto de ver feliz um meu irmão, o primeiro que me aparecer.
Farei tudo para ir contra meu feitio, aceitando, sem me queixar, a primeira amolação que me vier.
Calar-me-ei um pouco mais, não contando logo o que me sucedeu de triste, guardando-o dentro de mim.
Vou mostrar um rosto melhor, cuidar mais da minha aparência, para nada somar à cruz dos meus irmãos.
Tratarei de falar menos, de escutar mais, para dar ensejo de alguém desabafar.
Desistirei de corrigir todo mundo, lembrando de que todo mundo deve sofrer os defeitos, que moram em mim, maiores do que imagino e mais implicantes.
Farei um pequenino programa de vida, ordenando de algum modo o repetente curso das minhas horas.
Irei contra minha pressa, contra minha indecisão, nem me adiantando, nem me atrasando.
Tenho de arranjar uns minutos de silêncio e reflexão, lembrando de que tenho alma e coração.
Acreditarei na beleza, acreditarei na bondade, sem me deixar desencantar com o que houver de ruim, na vida.
Falarei, de vagar, com filial confiança a meu Deus, aumentando meu hábito de lembrar-me dele, no calor das horas, na roldana dos trabalhos.
Vou acabar com minhas implicâncias com o dia de ontem, que não existe mais; com o dia de amanhã, que ainda não é, não pode, nem deve ser meu.
Capricharei em tudo, como se tratasse do derradeiro dia da vida, como se fosse o primeiro.
Só por hoje, sem apegos nenhuns, nem ânsias nenhumas, certo de que cada dia me leva para mais perto do Pai, adiantando a hora de entrar na pátria.


MAIORIDADE


*
"... O menor é abençoado pelo maior", - Paulo. (HEBREUS. 7:7).

Em todas as atividades da vida, há quem alcance a maioridade natural entre os seus parentes, companheiros ou contemporâneos.
Há quem se faz maior na experiência física, no conhecimento, na virtude ou na competência.
De modo geral, contudo, aquele que se vê guindado a qualquer nível de superioridade costuma valer-se da situação para esquecer seu débito para com o espírito comum.
Muitas vezes quem atinge a maioridade financeira torna-se avarento, quem encontra o destaque científico faz-se vaidoso e quem se vê na galeria do poder abraça o orgulho vão.
A Lei da Vida, porém, não recomenda o exclusivismo e a separatividade.
Segundo os princípios divinos, todo progresso legítimo se converter em bênçãos para a coletividade inteira.
A própria Natureza oferece lições sublimes nesse sentido.
Cresce a árvore para a frutificação.
Cresce a fonte para benefício do solo.
Se cresceste em experiência ou em elevação de qualquer espécie, lembra-te da comunhão fraternal com todos.
O Sol, com seus raios de luz, não desampara a furna barrenta e não desdenha o verme.
Desenvolvimento é poder.
Repara como empregas as vantagens de que a tua existência foi acrescentada. O Espírito Mais Alto de quantos já se manifestaram na Terra aceitou o sacrifício supremo, a fim de auxiliar a todos, sem condições.
Não te esqueças de que, segundo o Estatuto Divino, o "menor é abençoado pelo maior".

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL