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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Palestra Pública CEACLUZ - Sábado dia 07.05.2011


Centro Espírita
A Caminho da Luz

Palestra Pública
A Visão Espírita na
Prevenção ao Suicídio

Data: 07/05/2011 ( Sábado)
Hora: 19:30
Local: Início da Estrada do 53º BIS, s/nº ( Ao lado do IBAMA)
Bairro Bom Jardim - Itaituba - PA.












Artigo - Site Somos Todos Um


O perdão - Como entender e aplicar essa máxima de Jesus.

por Mauro Kwitko - maurokwitko@yahoo.com.br

Muitas pessoas afirmam que já perdoaram um desafeto. Na verdade, decidiram entregar o caso a Deus, afastar-se da pessoa, como se diz na gíria "deixar pra lá..." e tocar a sua vida, deixando o Tempo decidir o que é certo, o que é errado.

As pessoas boas de coração possuem a capacidade de aceitar as atitudes daqueles que lhes fizeram ou ainda fazem mal. Muitas vezes, elas são até incompreendidas por essa capacidade de amar e perdoar. São Espíritos mais antigos e elevados em seu grau de consciência e discernimento, e sabem que perdoar faz bem principalmente para si mesmos, que entendem que não vale a pena permanecer aferrados a uma mágoa, a uma raiva, a uma aversão, pois é como um veneno que se ingere diariamente e que vai destruindo os pensamentos, os sentimentos e o corpo físico de quem costuma permanecer remoendo fatos passados.

Outras pessoas dizem que querem perdoar alguém, mas acham isso impossível, e que apenas um Ser Superior como Jesus poderia perdoar. São Espíritos em um grau um pouquinho menos elevado de consciência, mas que já têm a suficiente elevação para querer perdoar, já entenderam que o beneficiado maior é quem perdoa, conhecem as Leis Divinas da atração pelos cordões energéticos e até levantam a possibilidade de, em encarnações anteriores, terem agido mal, prejudicado, o atual "vilão".
Outros dizem que não querem perdoar um inimigo porque têm razão na sua mágoa ou no seu ódio por essa pessoa. Não esquecem o que foi feito contra eles, ou o que deixou de ser feito, enfim, acreditam-se com absoluta razão para decretar que aquela pessoa é um vilão, que é mau, não merece seu perdão e terá de se entender com Deus.

Enfim, nessa questão de "Perdão", encontram-se as mais variadas opiniões, os mais diversos raciocínios, dependendo do grau de elevação espiritual da pessoa que sofreu ou sofre um mal. Se somos um ser espiritual com no mínimo 500.000 anos de existência mais as poucas décadas da nossa persona atual, como é arriscado ter uma opinião firmada a esse respeito... Quando alguém sente mágoa ou raiva do seu pai ou de sua mãe, pelo que lhe fez ou deixou de fazer, na sua infância, como pode afirmar estar certo, ter razão nesse sentimento, se não lembra de duas questões importantíssimas, a seguir:

1. Por que seu Espírito "pediu", em outras palavras, por que necessitou desse pai ou dessa mãe?
2. O que pode ter feito para ele(a) em encarnações passadas de igual ou pior teor?

Se a mágoa ou a raiva é em relação a seu marido ou ex-marido, sua esposa ou ex-esposa, outro familiar, um amigo que lhe traiu, lhe enganou, enfim, um acontecimento durante a vida, se pensar nessas mesmas duas questões, poderá afirmar com convicção que tem razão?
Somos um ser, que chamamos de Espírito, muito antigo, vivemos centenas ou milhares de encarnações; todo esse tempo, tudo o que aconteceu, o que fizemos, o que nos fizeram, guardado dentro do nosso Inconsciente, apenas lembramos dessa vida atual, poucas décadas de vida... vocês não acham extremamente arriscado decidir coisas como "Não vou perdoar!", "Ele(a) me fez(faz) mal, sou(fui) sua vítima!", "Ele(a) não merece perdão!"...

No Mundo Espiritual, existe algo que na Terra ainda não existe: o Telão. Quando voltamos para Casa, durante a nossa permanência no período intervidas, em um certo momento, somos chamados a assistir um filmezinho de nossas vidas passadas, o que fizemos, o que não fizemos, como éramos, e, ao contrário da Regressão Terapêutica realizada por nós aqui na Terra durante um tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista, no qual é vedado incentivar o reconhecimento de pessoas no passado, lá, nessa sessão de Telão, os Mentores oportunizam esse reconhecimento, tanto da "vítima" como do(a) "vilão(ã)", e o resultado dessa viagem no tempo é uma cena chocante de arrependimento, de vergonha e de frustração, por não termos, na vida encarnada anterior, alcançado o que havíamos proposto a nós mesmos: o resgate e a harmonização com aquele Espírito que sabíamos iríamos encontrar aqui na Terra, para fazermos as pazes, e, pelo contrário, mantivemos a nossa tendência anterior, arcaica, de nos magoarmos, de odiarmos, de sentirmos aversão a ele. E nesse momento, quando a verdade está ali, escancarada à nossa frente, percebemos que perdemos uma grande oportunidade de nos reconciliarmos com aquele antigo desafeto e, com isso, elevarmos o nosso grau espiritual e, com bastante freqüência, nos redimirmos do que havíamos feito a ele, até pior, em encarnações passadas.

Muitas vezes, por trás do hábito de fumar, beber, usar drogas, encontra-se mágoa, rejeição, raiva e, então, é muito importante trazer essa mensagem, de que é extremamente perigoso julgar alguém, condenar-se uma pessoa, decretar quem é o vilão e quem é a vítima, considerando que 20, 30, 40, 50 anos de vida é muito pouco tempo, comparado com milhares e milhares de anos, que é a idade do nosso Espírito.
Em um tratamento com Psicoterapia Reencarnacionista, do qual faz parte as "sessões de Telão", realizadas pelo terapeuta, mas totalmente comandadas pelos Mentores Espirituais das pessoas, é relativamente freqüente encontrar-se depois da visita às encarnações mais recentes, vidas mais anteriores em que se trocam os papéis, e a atual "vítima", descobre-se um "vilão" e o atual "vilão" como sua vítima... E a pessoa que fumava, bebia, usava drogas, para amenizar a sua mágoa, acalmar a sua raiva, para vingar-se ou para agredir o "vilão" (muitas vezes o seu pai ou sua mãe), o que faz agora com essa descoberta?
Pode-se fazer duas coisas:

1. Aguardarmos a morte do nosso corpo físico e o nosso desencarne e assistirmos as sessões de Telão no Mundo Espiritual e nos encaixarmos na estatística oficial de 99% de frustrações, arrependimentos e vergonha.
2. Assistir essas sessões aqui, durante a encarnação, quando ainda estamos "vivos" e podemos, pela mudança radical do nosso raciocínio, perceber o nosso erro de interpretação, e resolvermos reavaliar completamente a nossa infância e a nossa vida, substituindo a "versão persona" da nossa história pela "versão Espírito", e, com isso, amenizarmos os nossos sentimentos inferiores, elevarmos o nosso grau espiritual e nos reconciliarmos com antigos desafetos que "pedimos" para reencontrar.
E quando deixamos de nos sentir "vítimas" nem precisamos mais perdoar, precisamos é pedir perdão pelo que fizemos em nosso passado para o(a) atual "vilão(ã), e que Deus, em Sua Absoluta Justiça, nos presenteou com esse reencontro. Essa mudança de raciocínio, esse novo tipo de enfoque, essa abertura para a verdadeira história de conflito entre Espíritos há séculos digladiantes, opera verdadeiros milagres, pois ao invés de sabermos disso apenas lá em cima, para deixarmos para a próxima encarnação (quando provavelmente erraremos novamente...), podemos fazer isso agora, já, aqui na Terra, nessa encarnação mesmo, acertando o nosso rumo, retificando o nosso pensamento e sentimento, e aproveitando a atual encarnação para alcançarmos o crescimento espiritual há tanto tempo almejado e também adiado. E, então, pedir perdão a Deus e ao(a) vilão(ã) e seguir nosso caminho, como aconselhou Jesus: "Vá e não peques mais!"

Mensagem - Federação Espírita Brasileira - 06.05.2011

ANTES DE SERVIR


*

 “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir.” — Jesus. (MATEUS, CAPÍTULO 20, VERSÍCULO 28.)

Em companhia do espírito de serviço, estaremos sempre bem guardados. A Criação inteira nos reafirma esta verdade com clareza absoluta.
Dos reinos inferiores às mais altas esferas, todas as coisas servem a seu tempo.
A lei do trabalho, com a divisão e a especialização nas tarefas, prepondera nos mais humildes elementos, nos variados setores da Natureza.
Essa árvore curará enfermidades, aquela outra produzirá frutos. Há pedras que contribuem na construção do lar; outras existem calçando os caminhos.
O Pai forneceu ao filho homem a casa planetária, onde cada objeto se encontra em lugar próprio, aguardando somente o esforço digno e a palavra de ordem, para ensinar à criatura a arte de servir. Se lhe foi doada a pólvora destinada à libertação da energia e se a pólvora permanece utilizada por instrumento de morte aos semelhantes, isto corre por conta do usufrutuário da moradia terrestre, porque o Supremo Senhor em tudo sugere a prática do bem, objetivando a elevação e o enriquecimento de todos os valores do Patrimônio Universal.
Não olvidemos que Jesus passou entre nós, trabalhando. Examinemos a natureza de sua cooperação sacrificial e aprendamos com o Mestre a felicidade de servir santamente. Podes começar hoje mesmo. Uma enxada ou uma caçarola constituem excelentes pontos de início. Se te encontras enfermo, de mãos inabilitadas para a colaboração direta, podes principiar mesmo assim, servindo na edificação moral de teus irmãos.

Do livro Pão Nosso

Doutrina Espírita - Site Esoterismonet




O ESQUECIMENTO DO PASSADO

INTRODUÇÃO
O esquecimento do passado é considerado a mais séria das objeções contra a reencarnação. Como pode o homem aproveitar da experiência adquirida em suas anteriores existências, quando não se lembra delas? Pois que, desde que lhe falta essa reminiscência, cada existência é para ele qual se fora a primeira; deste modo está sempre a recomeçar... Pareceria ilógico fazer-nos expiar em uma existência faltas cometidas nas vidas passadas, de que tivéssemos perdido a lembrança. Enfim, se o homem já viveu, pergunta-se: por que não se lembra de suas existências passadas?
RAZÕES DO ESQUECIMENTO
Allan Kardec [LE-qst 392-399] [ESE-cap V it 11] vai examinar essa questão.
Depois de concluir que o esquecimento do passado atesta a sabedoria de Deus, pois a lembrança de existências anteriores traria inconvenientes muito graves, o Codificador apresenta as principais razões do ponto de vista moral:
a) A lembrança do passado traria perturbações inevitáveis às relações sociais: o Espírito renasce freqüentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas a fim de reparar o mal que lhes tenha feito. Se nelas reconhecesse as mesmas que havia odiado, talvez o ódio reaparecesse. De qualquer modo, ficaria humilhado perante aquelas pessoas que tivesse ofendido.
Quantos ódios milenares são desfeitos em uma existência quando os adversários de ontem se reencontram na condição de pai e filho, de mãe e filha ou de irmãos consanguíneos? Se eles tivessem na consciência a lembrança das faltas cometidas uns contra os outros, dificilmente conseguiriam pacificar as relações. De tudo isto deduz-se que a lembrança do passado perturbaria as relações sociais e tornar-se-ia um entrave ao progresso.
b) Pelo esquecimento do passado o homem é mais ele mesmo: livre da reminiscência de um passado importuno, o homem viverá com mais liberdade, terá maior mérito em praticar o bem, e poderá exercitar seu livre-arbítrio de forma mais ampla.
A lembrança do passado poderia humilhar o Espírito culpado levando-o a muitos processos de auto-depreciação, como poderia também exaltar o orgulho dos Espíritos que tiveram um passado de destaque em qualquer área da atividade humana.
A vida terrestre é, algumas vezes, difícil de suportar; ainda mais o seria se, ao cortejo dos nossos males atuais, acrescesse a memória dos sofrimentos ou das vergonhas passadas;
c) O esquecimento do passado arrefece o complexo de culpa, dando condições ao Espírito culpado de renovar-se psiquicamente: muitos Espíritos faltosos encontram-se em terríveis sofrimentos purgatoriais. Nas diversas esferas da erraticidade, em função de um remorso estanque, de uma culpa neurótica, sem estrutura psicológica para reparar o passado através da prática do bem e de uma atitude mental positiva.
Esquecendo o passado, ele mergulha em nova vida, onde as oportunidades de ressarcimento se lhe apresentarão naturalmente sem que o remorso paralisante atormente a sua consciência frágil;
d) O esquecimento do passado é uma condição temporária: ocorre apenas durante a vida física. Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado. Nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono.
Ao retornar à vida extra-física, o homem vai, paulatinamente (mais ou menos rapidamente em função de sua evolução), tomando ciência de suas experiências anteriores, e então, já mais lúcido e tranqüilo, tem condições de tomar decisões sábias, preparando-se para novas batalhas.
Há, ainda, outra argumentação filosófica: por acaso o fato de não nos lembrarmos da nossa infância representa prova de que essa infância não existiu? Quantos acontecimentos vivemos, muitos deles, inclusive, perpetuados em fotografias, em filmes ou em gravações, e deles nos esquecemos completamente?
Do ponto de vista científico, as razões que explicam porque perde o Espírito as lembranças do passado são de três ordens:
1. O restringimento do perispírito no processo encarnatório;
2. O estado de perturbação que acompanha o Espírito reencarnante;
3. A imaturidade das células do sistema nervoso central nos primeiros anos de vida.
Esses fatores se somando fazem com que em cada nova existência o Espírito se esqueça, em seu próprio benefício das experiências pretéritas.
INSTRUMENTOS DO PRESENTE
Se o homem esquece o passado, poder-se-ia objetar: como condu-zir-se diante das provas, das opções, das situações difíceis que se lhe depararão na nova existência? Qual o caminho a seguir? Qual a atitude a tomar?
Kardec diz:
"Deus nos deu, para nos melhorarmos, justamente o que necessitamos e nos é suficiente: a voz da consciência e as tendências instintivas. O homem traz ao nascer, aquilo que adquiriu. Ele nasce exatamente como se fez. Cada existência é para ele um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi: se está sofrendo, é porque fez o mal, e suas tendências atuais indicam o que lhe resta corrigir em si mesmo. Examinando suas aptidões, seus defeitos suas inclinações inferiores ele pode inferir de seu passado e buscar elementos para reestruturar-se moral e intelectualmente. É sobre isso que ele deve concentrar toda a sua atenção, pois daquilo que foi completamente corrigido já não restam sinais." [ESE-cap V it 11]
Examinando sempre sua consciência, estudando atentamente o que é certo e errado ele encontrará o caminho ideal a seguir, pois cada um traz impresso em seu interior as necessidades prementes e as resoluções tomadas quando no mundo espiritual.
A estes fatores acrescem-se dois outros: a assistência dos bons Espíritos e as lembranças advindas durante o sono.
Não é somente após a morte que o Espírito terá recordações de suas outras existências. Muitas vezes, quando Deus julga útil, permite que o Espírito durante o desdobramento natural do sono, tenha lembranças fragmentárias de outras encarnações. Mesmo que não se lembre totalmente delas ao acordar, as manterá em seu campo psíquico sobre a forma de reflexos e condicionamentos positivos, que nos momentos de dúvida poderão auxiliá-lo a tomar as decisões corretas.
Por outro lado, todos nós, ao reencarnamos, passamos a ser assistidos por amigos espirituais que estarão ao nosso lado, sempre que necessário, velando por nós e nos inspirando nas decisões mais difíceis.
BIBLIOGRAFIA
1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) O Que é o Espiritismo? - Allan Kardec
3) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec

Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mensagem - Federação Espírita Brasileira - 05.05.2010


NA GRANDE ROMAGEM

 

*

"Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia". - (Paulo. HEBREUS 11:8).

     Pela fé, o aprendiz do Evangelho é chamado, como Abraão, à sublime herança que lhe é destinada.
     A conscrição atinge a todos.
     O grande patriarca hebreu saiu sem saber para onde ia...
     E nós, por nossa vez, devemos erguer o coração e partir igualmente.
     Ignoramos as estações de contacto na caminhada enorme, mas estamos informados de que o nosso objetivo é Cristo Jesus.
     Quantas vezes seremos constrangidos a pisar sobre espinheiros da calúnia? quantas vezes transitaremos pelo trilho escabroso da incompreensão? quantos aguaceiros de lágrimas nos alcançarão o espírito? quantas nuvens estarão interpostas, entre o nosso pensamento e o Céu, em largos trechos da senda?
     Insolúvel a resposta. Importa, contudo, marchar sempre, no caminho interior da própria redenção, sem esmorecimento.
     Hoje, é o suor intensivo; amanhã, é a responsabilidade; depois, é o
sofrimento e, em seguida, é a solidão...
     Ainda assim, é indispensável seguir sem desânimo.
     Quando não seja possível avançar dois passos por dia, desloquemonos para diante, pelo menos, alguns milímetros...
     Abre-se a vanguarda em horizontes novos de entendimento e bondade, iluminação espiritual e progresso na virtude.
     Subamos, sem repouso, pela montanha escarpada:
     Vencendo desertos...
     Superando dificuldades...
     Varando nevoeiros...
     Eliminando obstáculos...
     Abraão obedeceu, sem saber para onde ia, e encontrou a realização da sua felicidade.
     Obedeçamos, por nossa vez, conscientes de nossa destinação e convictos de que o Senhor nos espera, além da nossa cruz, nos cimos resplandecentes da eterna ressurreição.

   Do livro FONTE VIVA
   FRANCISCO CANDIDO XAVIER
   DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

Fonte: FEB - Federação Espírita Brasileira - SGAN 603 - Conjunto F - Av. L2 Norte - Brasília - DF - CEP 70.830-030 - Telefone: (61) 2101 6161


Doutrina Espírita - Site do Centro Espírita Nosso Lar

As Três Revelações

1ª Revelação: Moisés

Ponto de Vista Geral
Revelação: Re + velar (velar = Latim "Velum") Tirar o véu, por a nu, figuradamente descobrir, fazer conhecer uma coisa secreta ou escondida.
E de forma mais geral ainda: qualquer idéia nova que nos põe a par daquilo que não sabemos. O caráter de qualquer revelação deve ser a verdade.
Ponto de Vista Religioso: A revelação diz respeito mais particularmente às coisas espirituais que o Homem não pode descobrir por meio de seus próprios sentido, sendo que o conhecimento lhe á dado por Deus ou por seus mensageiros (Profetas, Messias ou Missionários).
Ponto de Vista Científico: Investigações da Ciência que nos fazem conhecer fenômenos e leis da Natureza, que antes desconhecíamos.
Moisés foi a primeira revelação. Na sua Lei há duas partes distintas: A Lei de Deus, recebida mediunicamente no Monte Sinai e a Civil ou Disciplinar, apropriada aos costumes e ao caráter do povo.
Modifica-se com o tempo. Para imprimir autoridade às suas leis, Moisés atribuiu-lhes origem divina. A autoridade do Homem precisa apoiar-se na autoridade de Deus.
Algumas das leis civis ou disciplinares de Moisés: "Olho por olho, dente por dente" - "Amareis o vosso próximo e odiareis o vosso inimigo".

2ª Revelação - O Cristianismo
Depois de Moisés e antes do aparecimento de Jesus, na Galiléia, surgiu a palavra dos profetas por todos os cantos da Palestina. As profecias anunciavam a chaga do Messias Salvador do Mundo.
Em Mateus, V: 17-18, encontramos a proposta do Cristo: "Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; cumprimento. Porque em verdade vos digo que o céu e a terra não passarão, até que não se cumpra tudo quanto está na lei, até o último Jota e o último Ponto".
Jesus chama Deus de Pai. Totalmente diferente do Deus de Moisés, vingativo e impiedoso, o Deus de Jesus é clemente, soberanamente justo e bom. Jesus acrescenta à revelação de Moisés, a vida futura, o amor ao inimigo e a necessidade do perdão; e dá como condição única de salvação: "Amai a Deus sobre todas as coisas e ao vosso próximo como a vós mesmos".

3ª Revelação - O Espiritismo
As manifestações dos Espíritos com os encarnados são de todos os tempos e de todos os países.
É, portanto, impossível fixar uma data para as primeiras aparições de uma força inteligente exterior, de maior ou menor elevação, influindo nas relações humanas. Esses fenômenos espíritas, porém, foram sempre esporádicos, mal interpretados, e a partir de um determinado momento, causadores de perseguições religiosas.
Foi somente em meados do século 19, que as manifestações espíritas se tornaram ostensivas, sistemáticas, públicas e repetidas, abalando os incrédulos, acordando consciências e tomando o aspecto de uma invasão organizada. O fato, porém, é que o Espiritismo, como doutrina, surgiu no mundo a 18 de abril de 1857, data em que apareceram nas livrarias de Paris os primeiros volumes de "O Livro dos Espíritos". O Espiritismo é a Terceira das Grandes Revelações, ao mesmo tempo em que o Consolador prometido por Jesus. Eis alguns pontos que confirmam essa afirmativa:

1 - O fato de o Homem poder comunicar-se com os Espíritos traz consequências da mais alta gravidade: é um mundo novo que nos é revelado e é o mais importante de todos os mundos, porque todos os Homens, sem exceção, terão de voltar a ele.
2 - O conhecimento de tal fato causa profunda modificação nos hábitos e no caráter das pessoas, influindo sobre as relações sociais.
3 - Essa revolução não se limita a um só povo, atingindo todas as classes, nacionalidades, cultos, etc. Confirma, explica e desenvolve o que Cristo disse e fez. Não mais uma idéia vaga ou imprecisa da vida futura, mas uma revelação consistente do mundo invisível que nos rodeia e povoa o espaço.
4 - Sabe que a alma progride incessantemente através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que se aproxima de Deus; explica racionalmente a palavra de Jesus, deturpada por vários sistemas religiosos, que lhes deram características essencialmente mundanas.

Artigo Alkíndar de Oliveira - Site Espiritismo.net

Reunião de Egos!
Alkíndar de Oliveira


De forma muito prejudicial, em reuniões empresariais, é mais comum do que podemos imaginar ocorrer “reuniões de egos”, em vez de “reuniões de pessoas”. É certo que em nossa estrutura psíquica o ego é um dos importantes componentes. Ele nos é aliado e amigo se temos controle sobre ele. Fortalece nossa auto-estima e motiva-nos a - positivamente - gostarmos de nós mesmos. No entanto, se ele nos comanda – que é a sua mais forte tendência – agimos com orgulho e prepotência. Então ele passa a ser nosso maior inimigo. O contra-senso é que quando o ego nos comanda sentimo-nos poderosos, cheios de si. Sobre sentir-se cheio de si, li certa vez (não me lembro onde) que a principal característica de uma pessoa “cheia de si” é o fato dela ser “vazia”!
Quando o ego nos comanda, somos insistentes em fazer com que o outro adote a “nossa” verdade; argumentamos com a finalidade de “derrotar” o outro; agimos com arrogância; somos rígidos em nossas atitudes comportamentais. Por outro lado, se aceitamos o outro como ele é (aceitar não significa concordar) e expomos nossa verdade de forma não impositiva; se procuramos somar nossas idéias com as do outro; se somos verdadeiramente empáticos e simpáticos; se comportamo-nos com flexibilidade; é sinal que – felizmente - estamos no comando do nosso ego.
Para aprendermos a comandar nosso ego, não comecemos pelo impossível: eliminá-lo! Ele faz parte de nossa estrutura psíquica, por isto é impossível eliminá-lo. Mas aprendamos a amigavelmente conviver com ele. E nesta convivência é fundamental que estejamos no comando. O que implica que, quando estivermos comunicando-nos em reuniões empresariais, periodicamente devemos perguntar mentalmente a nós mesmos: “Neste instante estou colocando o ego a favor da empresa, ou de mim mesmo?” ou “Neste instante quem está no comando, eu ou o meu ego?”
O retrato fiel do cultivador do ego por excelência é o líder personalista. Aquele que ainda julga que o bom líder é o que vai à frente. Sendo que cada vez mais o mundo corporativo precisa do líder que vai atrás, isto é, daquele que principalmente apóia e estimula sua equipe; daquele que age com espírito servidor. No contraponto, a humildade excessiva não é bem vinda, pois o bom líder, sem deixar de ser humanitário, necessita agir com pulso firme quando necessário for. Lembremo-nos que pulso firme não significa ser mal-educado, mas sim, utilizar de palavras firmes e determinantes nos momentos em que esta atitude é imprescindível.
Para evitarmos o personalismo em nossas ações, saibamos que todas as vezes em que falamos ou agimos, mostrando-nos que somos superiores ao outro, o ego está no comando, e todas as vezes que em nossas atitudes adotamos profundo respeito com o próximo - não importando quem ele seja - estamos no comando do nosso ego.
Em síntese, respeitar o próximo é a solução para dominarmos nosso ego.

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Site O Consolador

O Evangelho Segundo o Espiritismo



Mundos inferiores e mundos superiores (I)
A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores nada tem de absoluta; é, antes, muito relativa. Tal inundo é inferior ou superior com referência aos que lhe estão acima ou abaixo, na escala progressiva.
Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe. Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam. Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto. A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona; no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo. Esse instinto basta para torná-los superiores uns aos outros e para lhes preparar a ascensão a uma vida mais completa, porquanto eles não são seres degradados, mas crianças que estão a crescer.
Entre os degraus inferiores e os mais elevados, inúmeros outros há, e difícil é reconhecer-se nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, os que foram esses seres primitivos, do mesmo modo que no homem adulto se custa a reconhecer o embrião.
Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas das da vida na Terra. Como por toda parte, a forma corpórea aí é sempre a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está, conseguintemente, sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca. Mais apurados, os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo a grosseria da matéria obsta. A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza, a bem dizer, pela superfície, ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade, conforme se representam os anjos, ou como os antigos imaginavam os manes nos Campos Elíseos. Os homens conservam, a seu grado, os traços de suas passadas migrações e se mostram a seus amigos tais quais estes os conheceram, porém, irradiando uma luz divina, transfigurados pelas impressões interiores, então sempre elevadas. Em lugar de semblantes descorados, abatidos pelos sofrimentos e paixões, a inteligência e a vida cintilam com o fulgor que os pintores hão figurado no nimbo ou auréola dos santos.
A pouca resistência que a matéria oferece a Espíritos já muito adiantados torna rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. Isenta de cuidados e angústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra. Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos. A morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição; longe de causar pavor, é considerada uma transformação feliz, por isso que lá não existe a dúvida sobre o porvir. Durante a vida, a alma, já não tendo a constringi-la a matéria compacta, expande-se e goza de uma lucidez que a coloca em estado quase permanente de emancipação e lhe consente a livre transmissão do pensamento. (Resumo do ensino de todos os Espíritos superiores.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 8 e 9.)
Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mensagem - Raul Teixeira


Vida e Valores (Débitos e créditos)

O empresário Gordon Gould teve ensejo de expressar-se dizendo que, para ele, uma das coisas mais importantes desses tempos do mundo é a contabilidade de débitos e créditos. E ele alinhava uma série de razões para justificar o seu entendimento.
Vale lembrar que essa contabilidade de débitos e créditos nasceu no Século XV, mais propriamente em 1494 e foi criada por um monge franciscano chamado Luca Pacioli.
Esse monge franciscano criou essa metodologia exatamente para auxiliar aos mercadores, aos comerciantes, negociantes de Veneza que precisavam gerenciar suas economias crescentes.
Precisavam administrar seu dinheiro de uma forma eficiente e encontraram, no trabalho do monge franciscano Luca Pacioli, um elemento importantíssimo para que eles pudessem analisar perdas, ganhos, no bojo das suas realizações.
A partir daí, a Humanidade tem experimentado muito sucesso ao fazer uso dessa contabilidade: débito - crédito.
Isso entrou de tal modo na vida das comunidades do mundo inteiro que hoje faz parte dos cursos de contabilidade, de economia, de administração e usamos essa maneira de pensar, essa metodologia de lidar com valores, no nosso cotidiano.
Falamos em outros contextos a respeito de débito e crédito, em termos morais: Você tem débito comigo. Eu tenho crédito com você. Você tem créditos para comigo. Eu tenho débitos para com você.
A partir disso, a ideia de Luca Pacioli espalhou-se pelo mundo e é tão importante verificarmos que todos nós, de uma maneira ou de outra, teremos o nosso tempo de prestar contas do que estamos fazendo da nossa existência.
Não foi à toa que Jesus Cristo, um dia, exprimiu-Se dizendo que o administrador daria conta da sua administração.
Quando pensamos em administração, não é apenas a administração de negócios, de dinheiro mas, nesse sentido amplo, é a administração de nossa vida e, se não sabemos bem administrá-la, certamente contrairemos débitos.
Se conseguirmos bem administrar nossa vida, teremos os créditos decorrentes de nosso juízo, de nossa boa ação, da grandeza que criamos com a nossa vida na Terra.
Por isso é que nos cabe refletir, nos cabe pensar nessa dinâmica da vida de todos nós e de cada um em particular, que nos remete sempre a fazer esse balanço, entre os créditos que a Divindade nos confiou e os débitos que  contraímos, face ao mau uso ou ao desuso desses créditos Divinos.
É por isso que percebemos que cada vez que usamos mal, por exemplo, o crédito da palavra, usamos mal o nosso falar, adquirimos débitos para o futuro.
Cada vez que utilizamos mal o crédito da visão, criamos problemas para o nosso amanhã.
O crédito dos nossos pés, da nossa inteligência, das oportunidades sociais, tudo isto vai fazendo parte dos elementos de que dispomos na Terra para viver da melhor maneira.
Você sabe quantas bênçãos a vida lhe ofereceu e lhe oferece? A família, os amigos, o trabalho, a saúde, as oportunidades variadas e não se justifica que, diante de tantas oportunidades, façamos mau uso. Nada obstante, muitas vezes, em nome da nossa loucura, da nossa inconsciência, acabamos por usar mal os créditos que a Divindade nos confiou e teremos que acertar isso um dia.
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É importantíssimo, nesse capítulo de débitos e créditos, na contabilidade criada por Pacioli, verificarmos que, um dia, o Codificador Espírita Allan Kardec perguntou aos Bons Espíritos a respeito do que poderíamos fazer para superarmos as tentações do mal e para realizarmos com proveito a nossa jornada terrestre.
Os Nobres Guias da Humanidade responderam que um velho sábio da Antiguidade já nos houvera dito: Conhece-te a ti mesmo.
Allan Kardec voltou à carga e perguntou: Entendi o sentido desse autoconhecimento. O problema está exatamente em como fazê-lo. Como poderemos realizar isto?
O Espírito Santo Agostinho respondeu: Fazei como eu fazia quando estava no mundo. Ao final de cada dia, fazia o levantamento de como eu houvera vivido, aquilo que realizara em prejuízo do próximo, em meu próprio prejuízo. Aquilo que eu tivesse feito em contraposição às Leis Divinas.
Fazia uma tomada de débitos e créditos, dizemos nós e, graças a isso, ficamos com uma fórmula, digamos assim, para realizar esse esforço pelo autoconhecimento.
Não é fácil porque quase sempre nos ocultamos de nós mesmos ou, pelo menos, tentamos fazê-lo. Ao nos ocultar de nós mesmos, vamos dando desculpas que nada desculpam para os nossos atos: Eu fiz porque Fulano me provocou, eu deixei de fazer porque Beltrano não me ajudou.
Vamos sempre empurrando para longe, jogando para fora de nós as responsabilidades que são nossas.
Na medida em que queremos nos conhecer de fato, assumimos nossas falhas e nossos acertos. Aquilo que erramos, colocamos no prato simbólico de uma balança e aquilo que acertamos colocamos no outro prato da balança.
A partir daí, teremos o estabelecimento do peso entre débito e crédito, o que nos sobrará.
Quando estamos fazendo esforços por nos conhecer, não nos envergonhamos dos erros que ainda cometemos e nem queremos fugir dos acertos que empreendemos.
Há coisas maravilhosas que já fazemos. Para que esconder isso de nós? Para que fingir que não fazemos? Mas, ainda há muita sombra nas nossas atitudes e por que tentar ocultar isso de nós?
Se carregarmos uma mazela, uma ferida e negarmos que a conduzimos, quando é que vamos tratá-la?
O mais especial é quando assumimos que levamos uma chaga aberta porque então muitos se apresentarão para ajudar nesse processo do tratamento.
Cada qual de nós diante da vida carrega as coisas boas que já fez, as coisas felizes que faz, seus créditos. O bom uso daquilo que Deus nos deu, o bom uso daquilo que Deus nos dá são créditos mas, muitas vezes, fugimos do bom tom, nos perdemos nesses labirintos de equívocos e carregamos débitos.
Não há nenhum motivo para desesperação, não há nenhum motivo para que nos percamos desfigurados de remorsos, desejando morrer. O tempo de agora é o tempo da oportunidade. Desejaremos viver para corrigir o que ficou mal pintado em nossa tela.
É o tempo de acertar, corrigindo o passo que não tenha sido bem dado em nossa vida e, graças a isso, trabalharemos no sentido de que a contabilidade Divina possa reconhecer nossos créditos e justificar os nossos débitos com as coisas boas que fazemos.
Foi o Apóstolo Simão Pedro que fechou de forma notável esse ensinamento ao nos dizer que o amor cobre multidões de pecados.
Todos nós na Terra somos Espíritos nessa faixa de provações, de expiações, com necessidades de aprender, de pagar dívidas mas com a grande oportunidade de desenvolver em nós o amor sob todos os aspectos consideráveis, porque somente o amor cobre multidões de pecados.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 203, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.
Programa gravado em agosto de 2009.
                                                                         Em 25.04.2011.


Fonte: Site Raul Teixeira

Mensagem - Federação Espírita Brasilleira

Intercessão

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 “Irmãos, orai por nós.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 25.)

Muitas criaturas sorriem ironicamente quando se lhes fala das orações intercessórias.

O homem habituou-se tanto ao automatismo teatral que encontra certa dificuldade no entendimento das mais profundas manifestações de espiritualidade.

A prece intercessória, todavia, prossegue espalhando benefícios com os seus valores inalterados. Não é justo acreditar seja essa oração o incenso bajulatório a derramar-se na presença de um monarca terrestre a fim de obtermos certos favores.

A súplica da intercessão é dos mais belos atos de fraternidade e constitui a emissão de forças benéficas e iluminativas que, partindo do espírito sincero, vão ao objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia. Isso não acontece, porém, a pretexto de obséquio, mas em conseqüência de leis justas.

O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram; só admite o auxilio tangível, no entanto, na própria natureza física, vêem-se árvores venerandas que protegem e conservam ervas e arbustos, a lhes receberem as bênçãos da vida, sem lhes tocarem jamais as raízes e os troncos.

Não olvides os bens da intercessão.

Jesus orou por seus discípulos e seguidores, nas horas supremas.

Do livro Pão Nosso

Fonte Site da Federação Espírita Brasileira

Mensagem - Site Doutrina Espírita Luz da Razão




Amor e Amores


Os homens conhecem muitos amores: amor materno, amor filial, amor conjugal, amor fraterno, amor platônico, amor da pátria, amor divino, etc, etc.
 
E, talvez por isso mesmo, ignorem o que seja o amor propriamente dito. O amor sem complementos, desacompanhado de todas as adjetivações, essa força que preside à harmonia do Universo; o amor, simplesmente amor.
 
Da ignorância em que os homens vivem do único amor, origina-se a causa de todos os seus males e sofrimentos.
 
Os amores apendiculados não resolvem os problemas da vida, antes os complicam. Alguns chegam a ser nocivos e perigosos. Aquele que se denomina conjugal responde quase sempre pelos divórcios e pelas tragédias domésticas, não raras vezes sanguinolentas. E’ muito provável que sua benéfica influência explique a razão por que os cônjuges, neste mundo, raras vezes se entendem.
 
Esse mesmo tipo de amor, quando ainda nos pródromos da conjugação, costuma ter o seu epílogo nos necrotérios, através de dois crimes: assassínio e suicídio. Chama-se a isso — drama passional, ou delitos por amor! Blasfêmia!
 
Do amor fraterno resulta que os filhos dos mesmos pais, que juntos cresceram sob o mesmo teto, se desestimem e até mutuamente se hostilizem. Os que se querem constituem exceção. O amor da pátria gera as dificuldades e os graves problemas internacionais, as crises econômicas, para cuja solução determina a queima de produtos indispensáveis à vida humana, tais como o trigo, o café, o petróleo, etc.; esquecendo-se de que há carestia, fome e nudez em várias regiões do globo.
 
Faz mais ainda esse decantado amor: emprega a maior parte das arrecadações, extorquidas ao povo, na manutenção de exércitos parelhados com tudo quanto a arte de matar e destruir tem produzido de mais aperfeiçoado.
 
E, de quando em vez, açula essas matilhas de lobos umas contra as outras em cruentas lutas, ensopando a terra de sangue e de lágrimas, quando ficou estabelecido pelo Senhor dos mundos que o solo fosse regado com o suor do rosto. O dito amor divino (que dele o céu nos defenda) criou abismos de separação entre os membros da família humana. Não contente com isso, inventou a Inquisição, as Cruzadas e a noite de S. Bartolomeu!
 
Decididamente, os tais amores (salvo as exceções que transcendem para o amor propriamente dito, pois tais modalidades constituem um meio para atingir aquela finalidade) são desastrosos. Certamente, prevendo tudo isso é que o Divino Instrutor da Humanidade, depois de muito haver falado e exemplificado acerca do amor (sem complementos, nem apêndices), terminou dizendo aos seus discípulos: Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei. A novidade do mandamento está no modo como ele ama. Seu amor é diferente dos muitos amores já bem conhecidos, em todos os tempos, nesta sociedade.
 
Deus é amor. Portanto, o verdadeiro amor é uno com o verdadeiro Deus. O politeísmo, como o amor polimorfo, gera a confusão. Não podemos servir ao Deus uno, alimentando idéias exclusivistas e sentimentos sectários, por isso que todas as coisas e todos os seres são obras suas e refletem sempre, de uma ou de outra maneira, a divina presença.
 
O mesmo sucede no que respeita ao culto do amor. Este nobre sentimento em tudo palpita, pois, em essência, é a mesma vida universal que anima a infinita criação. Por isso, podemos senti-lo na estrela que refulge no azul do céu, no perfume da flor, na gota de orvalho que tremula na relva, no canto do passaredo, no sorriso da criança…
 
Tal é a moralidade daquele mandamento a que Jesus chamou novo há vinte séculos, e que novo contínua sendo hoje, porque ignorado e não praticado. E’ tempo de aprendê-lo, cultivando o amor, até que adquiramos o hábito de amar; até que nos tornemos, como Jesus, filhos do AMOR.
 
Livro: Em Torno do Mestre
Autor: Pedro de Camargo – Pseudônimo Vinicius
Local de Edição: Brasília – DF – Brasil – 1939
Paginas: 141 até 143