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sábado, 28 de maio de 2011

Mensagem Espírita - Nossos Sentimentos e Deus - Site Gotas de Paz



Nossos Sentimentos e Deus

Nossos sentimentos são como a chuva, em algum momento desenvolvemos
em nós sentimentos como se fossem tempestades com raios
e trovoadas e muitas vezes até granizos, porque nos afastamos de Deus,
esquecemos que ele está presente em nós.
Esquecendo de Deus geramos em nós muitas tempestades,
porque cultivamos em nossos corações muitas nuvens carregadas,
cinzas, pesadas que a qualquer momento podem desabar sobre nós.
Muitas vezes não entendemos o recado e continuamos a formar
estas tempestades em nossos corações, às vezes por orgulho
e pelo egoísmo de não nos redimirmos de nossas próprias faltas,
estamos sempre esperando que o outro venha nos trazer o sol,
sendo que nós mesmos devemos fazer de nossos
sentimentos todos os dias, um dia de sol.
Preserve Deus em seu coração, independente de suas dificuldades,
continue confiando em sua providência que é divina,
construa você esta aproximação com Deus através de bons sentimentos,
através da doação sem intenção, através da alegria de ter a vida
como aprendizado diário e principalmente através da prece.
A modificação de seus sentimentos só depende de você,
e se você quiser continuar fazendo de sua vida uma tempestade,
a escolha é sua, mas se quiser dias ensolarados busque a modificação
de seus sentimentos para o bem.
Utilize-se mais do Amor que você tem dentro do seu coração
e tenha a certeza de que se der Amor, receberá Amor seja em qualquer
tempo, mesmo diante das tempestades, quando esta passar,
verá a brisa que vai soprar em sua vida, desde que você tenha
o Amor incondicional para dar a você e aqueles que lhe acompanham.
Volte-se hoje para Deus, comunique a ele a sua volta,
com certeza ele te receberá de braços abertos
e dará a você muita paz em seu coração.

Fonte: Site Gotas de Paz

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Doutrina Espírita - O EVANGELHO NO LAR - Rede Amigo Espírita



O EVANGELHO NO LAR
(Emmanuel)

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação.
A Boa-Nova seguiu da Manjedoura para a praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes.
A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo.
Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.
A observação impensada é ouvida sem revolta.
A calúnia é isolada no algodão do silêncio.
A enfermidade é recebida com calma.
O erro alheio encontra compaixão.
A maldade não encontra brechas para insinuar-se. E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.
Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habitado para distribuir o pão divino da Boa-Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas as circunstâncias.
Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.

(Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Luz no Lar. Por diversos Espíritos. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1997. Cap. 1, p. 11-12. )
Fonte: Rede Amigo Espírita

Mensagem Espírita - Vida Feliz - Site do Centro Virtual de Divulgação do Espiritismo

Vida Feliz

Acalma as ânsias do teu coração. O que ainda não alcançaste, está a caminho. Não sofras de véspera, entregando-te a estados deprimentes, por ausências que certamente não fazem falta. A carência pode proporcionar recurso de valorização das pessoas e coisas. Quem desfruta de benefícios, com facilidade subestima o que possui. Aprende a conviver com a escassez, a solidão, e saberás evitar a embriaguez dos sentidos, a volúpia da luxúria, a exacerbação da posse. És o que tu realizas e não o que tens ou com quem te encontras.

Joanna de Ângelis/Divaldo Franco

Mensagem Espírita - Os Sentimentos Transformam Nossa Vida - Site Gotas de Paz



Os Sentimentos Transformam Nossa Vida

Temos em nós uma capacidade enorme de desenvolvermos todos os tipos
de sentimentos, bons e ruins, sentimentos que nos elevam e sentimentos
que nos levam aos enganos da vida, as ilusões e muitas vezes criam
em nós males físicos que não sabemos por que temos.
Escolhemos através do nosso livre-arbítrio que tipo de sentimentos
vai alimentar nossa vida, escolhemos se estes sentimentos mudarão
nossa vida para melhor ou para pior.
Veja que quando sentimos o Amor, estamos radiantes e felizes,
nos transformamos porque estamos em êxtase conosco, tudo fica melhor,
tudo parece modificado diante de nossos olhos, mas quando
desenvolvemos o ódio, nos transformamos, nada brilha a nossa volta,
tudo parece escurecer nossos olhos, queremos a vingança e que tudo
de ruim aconteça ao outro, mas nos enganamos pensando assim,
porque em primeiro lugar somos nós os primeiros a ser atingidos
pelos males do ódio, nosso corpo físico e nosso espírito perde o brilho,
e pegamos desta forma um caminho onde fazemos ruir diante de nossos
olhos tudo o que construímos.
Veja o quanto é importante estarmos atentos aos nossos sentimentos,
porque através deles podemos reverter tudo a nossa volta
e transformar não só a nossa vida mais a dos nossos semelhantes também.
Temos uma responsabilidade muito grande com o que sentimos
e muitas vezes ou na maioria das vezes não nos damos conta disso,
e nos esquecemos que para caminharmos em harmonia e paz dependemos
do tipo de sentimento que estamos nutrindo em nossos corações.
Reveja hoje se os seus sentimentos estão de acordo
com o que você deseja para sua vida.

Mensagem Espírita - Nos passos da Boa Nova - Site Raul Teixeira


Nos passos da Boa Nova
Raul Teixeira

Todos aqueles que se agitam nas experiências terrestres, na busca de harmonia para si mesmos ou lucidez para os próprios raciocínios, encontrarão expressiva ajuda por meio das instruções da Boa Nova.

Todas as pessoas que estejam à procura de caminhos novos para encontrar equilíbrio em seus relacionamentos com afetos íntimos ou na vivência com a sociedade, a fim de obter vitória sobre o temperamento complexo, encontrarão sugestões felizes no seio da Boa Nova.

Quem almeje conquistar robusta fé, enquanto enfrenta os cravos de duras provações, em si ou em redor de si, terá na Boa Nova valioso escrínio de preciosas gemas de paciência e de perseverança, envolvidas no veludo da oração.

Sempre que as refregas terrenas exigirem coragem e decisão superior aos filhos de Deus espalhados pelo mundo, os mais expressivos posicionamentos de resignação diante do irrecorrível, as firmes atitudes perante os próprios deveres, e tudo o mais que enobreça e impulsione para o bem, todos obterão substancial apoio nos exemplos venturosos da Boa Nova.

É por meio da Boa Nova que podemos travar contato com os benditos fatos da vida de Jesus Cristo junto aos Seus amigos mais próximos e com as demais criaturas. Nela é que aprendemos a amar sem pieguismo, a ajudar sem gerar dependência, a socorrer e passar sem quaisquer cobranças, a sermos fiéis ao bem e verdadeiros, a sofrer sem revolta, mantendo sempre a fibra de quem não perde a confiança nem duvida da prevalente ação da Divindade.

Nas páginas da Boa Nova é que deparamos o Rei Solar em ação de humildade como bom professor, como médico de almas ou, ainda como Bom Pastor, sem qualquer exibicionismo ou presunção, à frente daqueles para os quais viera, luminescente.

Nos passos bem dispostos da Boa Nova de Jesus, cada companheiro da lida evolutiva, se não acolher os sentimentos de desalento ou as propostas de desistência do roteiro feliz, conseguirá iluminar-se e elevar-se, de modo a compartilhar os projetos de progresso do mundo que foram traçados pelo Divino Amigo, o Guia Celestial, que é Jesus.

Tratemos, assim, de nos manter atenciosos e vigilantes pelas vias do mundo terreno, sem perdermos o rumo ansiosamente anelado, para construirmos, em definitivo, a ventura pessoal e a paz interior, cooperando com o progresso da Terra. O campo de trabalhos se apresenta em toda parte; cabe-nos desenvolver os olhos de ver, a boa vontade e a disposição para lavrá-lo com entusiasmo.

A Boa Nova do Senhor corresponde a um mapa bem-aventurado, com as localizações exatas dos tesouros espirituais que todos desejamos ardentemente encontrar.

Maria Ruth Junqueira

Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 12.01.2011, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ.

Em 22.01.2011.

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ - Obras Básicas - O Evangelho Segundo o Espiritismo 27.05.2011

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ
Obras Básicas  - 6º Tema

O Evangelho Segundo o Espiritismo



X. O corpo conserva bem impressos os vestígios dos cuidados de que foi objeto e dos acidentes que sofreu. Dá-se o mesmo com a alma. Quando despida do corpo, ela guarda, evidentes, os traços do seu caráter, de suas afeições e as marcas que lhe deixaram todos os atos de sua visa. Assim, a maior desgraça que pode acontecer ao homem é ir para o outro mundo com a alma carregado de crimes. Vês, Cálicles, que nem tu, nem Pólux, nem Górgias podereis provar que devamos levar outra vida que nos seja útil quando estejamos do outro lado. De tantas opiniões diversas, a única que permanece inabalável é a de que mais vale receber do que cometer uma injustiça e que, acima de tudo, devemos cuidar, não de parecer, mas de ser homem de bem. (Colóquios de Sócrates com seus discípulos, na prisão.)
Depara-se-nos aqui outro ponto capital, confirmado hoje pela experiência: o de que a alma não depurada conserva as idéias, as tendências, o caráter e as paixões que teve na Terra. Não é inteiramente cristã esta máxima: mais vale receber do que cometer uma injustiça? O mesmo pensamento exprimiu Jesus, usando desta figura: "Se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra." (Cap. XII, nº 7 e nº 8.)
XI. De duas uma: ou a morte é uma destruição absoluta, ou é passagem da alma para outro lugar. Se tudo tem de extinguir-se, a morte será como uma dessas raras noites que passamos sem sonho e sem nenhuma consciência de nós mesmos. Todavia, se a morte é apenas uma mudança de morada, a passagem para o lugar onde os mortos se têm de reunir, que felicidade a de encontrarmos lá aqueles a quem conhecemos! O meu maior prazer seria examinar de perto os habitantes dessa outra morada e distinguir lá, como aqui, os que são dignos dos que se julgam tais e não o são. Mas, é tempo de nos separarmos, eu para morrer, vós para viverdes. (Sócrates aos seus juizes.)

Segundo Sócrates, os que viveram na Terra se encontram após a morte e se reconhecem. Mostra o Espiritismo que continuam as relações que entre eles se estabeleceram, de tal maneira que a morte não é nem uma interrupção, nem a cessação da vida, mas uma transformação, sem solução de continuidade.
Houvessem Sócrates e Platão conhecido os ensinos que o Cristo difundiu quinhentos anos mais tarde e os que agora o Espiritismo espalha, e não teriam falado de outro modo. Não há nisso, entretanto, o que surpreenda, se considerarmos que as grandes verdades são eternas e que os Espíritos adiantados hão de tê-las conhecido antes de virem a Terra, para onde as trouxeram; que Sócrates, Platão e os grandes filósofos daqueles tempos bem podem, depois, ter sido dos que secundaram o Cristo na sua missão divina, escolhidos para esse fim precisamente por se acharem, mais do que outros, em condições de lhe compreenderem as sublimes lições; que, finalmente, pode dar-se façam eles agora parte da plêiade dos Espíritos encarregados de ensinar aos homens as mesmas verdades.
XII. Nunca se deve retribuir com outra uma injustiça, nem fazer mal a ninguém, seja qual for o dano que nos hajam causado. Poucos, no entanto, serão os que admitam esse principio, e os que se desentenderem a tal respeito nada mais farão, sem dúvida. do que se votarem uns aos outros mútuo desprezo.
Não está aí o princípio de caridade, que prescreve não se retribua o mal com o mal e se perdoe aos inimigos?
XII. É pelos frutos que se conhece a árvore. Toda ação deve ser qualificada pelo que produz: qualificá-la de má, quando dela provenha mal; de boa, quando dê origem ao bem.
Esta máxima: "Pelos frutos é que se conhece a árvore", se encontra muitas vezes repetida textualmente no Evangelho.
XIV. A riqueza é um grande perigo. Todo homem que ama a riqueza não ama a si mesmo, nem ao que é seu; ama a uma coisa que lhe é ainda mais estranha do que o que lhe pertence. (Capítulo XVI.)
XV.         As mais belas preces e os mais belos sacrifícios prazem menos à Divindade do que uma alma virtuosa que faz esforços por se lhe assemelhar. Grave coisa fora que os deuses dispensassem mais atenção às nossas oferendas, do que a nossa alma; se tal se desse, poderiam os mais culpados conseguir que eles se lhes tornassem propícios. Mas, não: verdadeiramente justos e retos só o são os que, por suas palavras e atos, cumprem seus deveres para com os deuses e para com os homens. (Cap. X, nº 7 e nº e 8.)
XVI.       Chamo homem vicioso a esse amante vulgar, que mais ama o corpo do que a alma. O amor está par toda parte em a Natureza, que nos convida ao exercício da nossa inteligência; até no movimento dos astros o encontramos. É o amor que orna a Natureza de seus ricos tapetes; ele se enfeita e fixa morada onde se lhe deparem flores e perfumes. É ainda o amor que dá paz aos homens, calma ao mar, silêncio aos ventos e sono a dor.
O amor, que há de unir os homens por um laço fraternal, é uma conseqüência dessa teoria de Platão sobre o amor universal, como lei da Natureza. Tendo dito Sócrates que "o amor não é nem um deus, nem um mortal, mas um grande demônio", isto é, um grande Espírito que preside ao amor universal, essa proposição lhe foi imputada como crime.
XVII.      A virtude não pode ser ensinada; vem por dom de Deus aos que a possuem.
É quase a doutrina cristã sobre a graça; mas, se a virtude é um dom de Deus, é um favor e, então, pode perguntar-se por que não é concedida a todos. Por outro lado, se é um dom, carece de mérito para aquele que a possui. O Espiritismo é mais explícito, dizendo que aquele que possui a virtude a adquiriu por seus esforços, em existências sucessivas, despojando-se pouco a pouco de suas imperfeições. A graça é a força que Deus faculta ao homem de boa vontade para se expungir do mal e praticar o bem.

XVIII.     É disposição natural em todos nós a de nos apercebermos muito menos dos nossos defeitos, do
que dos de outrem.
Diz o Evangelho: "Vedes a palha que está no olho do vosso próximo e não vedes a trave que está no vosso." (Cap. X, nº 9 e nº 10.)
XIX.        Se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo,
sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passe
bem.
O Espiritismo fornece a chave das relações existentes entre a alma e o corpo e prova que um reage incessantemente sobre o outro. Abre, assim, nova senda para a Ciência. Com o lhe mostrar a verdadeira causa de certas afecções, faculta-lhe os meios de as combater. Quando a Ciência levar em conta a ação do elemento espiritual na economia, menos freqüentes serão os seus maus êxitos.
XX.         Todos os homens, a partir da infância, muito mais fazem de mal, do que de bem.
Essa sentença de Sócrates fere a grave questão da predominância do mal na Terra, questão insolúvel sem o conhecimento da pluralidade dos mundos e da destinação do planeta terreno, habitado apenas por uma fração mínima da Humanidade. Somente o Espiritismo resolve essa questão, que se encontra explanada aqui adiante, nos capítulos II, III e V.
XXI.        Ajuizado serás, não supondo que sabes o que ignoras.
Isso vai com vistas aos que criticam aquilo de que desconhecem até mesmo os primeiros termos. Platão completa esse pensamento de Sócrates, dizendo: "Tentemos, primeiro, torná-los, se for possível, mais honestos nas palavras; se não o forem, não nos preocupemos com eles e não procuremos senão a verdade. Cuidemos de instruir-nos, mas não nos injuriemos." E assim que devem proceder os espíritas com relação aos seus contraditores de boa ou má-fé. Revivesse hoje Platão e acharia as coisas quase como no seu tempo e poderia usar da mesma linguagem. Também Sócrates toparia criaturas que zombariam da sua crença nos Espíritos e que o qualificariam de louco, assim como ao seu discípulo Platão.
Foi por haver professado esses princípios que Sócrates se viu ridiculizado, depois acusado de impiedade e condenado a beber cicuta. Tão certo é que, levantando contra si os interesses e os preconceitos que elas ferem, as grandes verdades novas não se podem firmar sem luta e sem fazer mártires.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mensagem Espírita - Deus é quem cura - Site Momento Espírita


Deus é quem cura


Alguns homens, quando realizam grandes feitos, costumam encher-se de orgulho.

Chegam a pensar que são infalíveis em sua atuação e creem que tudo podem.

E isso nos recorda do grande mestre e criador da homeopatia, Samuel Cristian Hahnemann. Uma postura de verdadeiro sábio.

Em 1835, chegou a Paris e começou a clinicar, embora o descrédito e o ataque de muitos dos seus colegas alopatas.

Foi então que a filha de Ernest Legouvé, membro da Academia Francesa, famoso escritor da época, adoeceu gravemente.

Um artista de nome Duval foi chamado para fazer um retrato da jovem agonizante. Era a derradeira lembrança que o pai amoroso desejava ter da filha que se despedia da vida.

Concluída a tarefa, executada com as emoções que se pode imaginar, Duval fez ao pai uma pergunta nevrálgica:

Se toda a esperança está perdida, por que o senhor não tenta uma experiência com a nova medicina que tanto alvoroço tem feito?

Por que não consulta o doutor Hahnemann?

Nada havia a perder e o pai chamou o homeopata. Quando o viu, pareceu-lhe estar defronte a um personagem fantástico de contos infantis.

Hahnemann era de baixa estatura, robusto e firme no andar, envolvido em uma capa e apoiado sobre uma bengala com castão de ouro.

Uma cabeça admirável, cabelos brancos e sedosos, lançados para trás e cuidadosamente encaracolados em torno do pescoço.

Com seus olhos de um azul profundo, sua boca imperiosa inquiriu minuciosamente sobre o estado da menina.

Na sequência, pediu que transferissem a enferma para um quarto arejado, abrindo portas e janelas para que ar e luz entrassem abundantes.

No dia seguinte, iniciou o tratamento. Foram dez dias de expectativa e de tensão. Finalmente, a esperança se confirmou. A menina estava salva.

O impacto dessa cura, quase milagrosa, foi enorme, em toda Paris.

Em reconhecimento pela salvação de sua filha, apesar de muitos ainda afirmarem que Hahnemann não passava de um charlatão, Legouvé presenteou o médico com o próprio quadro pintado por Duval.

Era uma obra prima. O criador da Homeopatia a contemplou  demoradamente, tomou da pena e escreveu:

Deus a abençoou e salvou.Hahnemann.

Considerava pois a cura uma bênção de Deus, da qual ele não fora mais do que um instrumento.

*   *   *

Assim são os verdadeiros sábios, os grandes gênios da Humanidade.

Eles sabem que dominam grandes porções do conhecimento. Mas não esquecem de que a inteligência lhes foi dada por Deus, de onde todos emanamos.

Somos os filhos da Suprema Inteligência, que nos permite crescer ao infinito.

Contudo, a Ele cabem todas as bênçãos, permitindo-nos, na qualidade de irmãos uns dos outros, atuar, agir, no grande concerto da criação.

Pensemos nisso e façamos o bem, sempre nos recordando que sem Deus nada podemos.


Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Samuel Hahnemann.

Em 25.05.2011.

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ - Obras Básicas - O Livro dos Médiuns - 26.05.2011

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ
Obras Básicas - 2º Tema

O Livro dos Médiuns

INTRODUÇÃO

A experiência nos confirma todos os dias que as dificuldades e as decepções que encontramos na prática do Espiritismo* têm sua origem na ignorância dos princípios dessa ciência, e estamos felizes por constatar que o trabalho que temos feito para precaver os seus seguidores sobre as dificuldades desse aprendizado produziu seus frutos, e muitos devem à leitura desta obra tê-las evitado.
Um desejo bastante natural dos espíritas** é entrar em comunicação com os Espíritos***; é para lhes aplainar o caminho que se destina esta obra, ao fazer com que aproveitem o fruto de nossos longos e trabalhosos estudos, porque faríamos uma idéia muito errônea se pensás-semos que, para ser um especialista nessa matéria, bastaria saber colocar os dedos sobre uma mesa para fazê-la girar ou ter um lápis para escrever.
Estaríamos igualmente enganados se acreditássemos encontrar nesta obra uma receita universal e infalível para formar médiuns. Ainda que em cada um haja o germe das qualidades necessárias para tornar-se médium****, essas qualidades existem em estágios muito diferentes, e seu desenvolvimento possui causas que não dependem de ninguém fazê-las desabrochar. As regras da poesia, da pintura e da música não fazem poetas, nem pintores, nem músicos que não tenham o gênio dessas artes: elas guiam os que possuem essas faculdades naturais. Ocorre o mesmo com este trabalho; seu objetivo é indicar os meios de
desenvolver as mediunidades* tanto quanto o permitam as disposições de cada um e, principalmente, de orientá-las com segurança quando a faculdade existe. Mas esse não é o objetivo único a que nos propusemos.
Além dos médiuns propriamente ditos, há uma multidão de pessoas, que aumenta todos os dias, que se ocupam das manifestações espíritas; guiá-las em suas observações, assinalar-lhes os obstáculos que podem e devem necessariamente encontrar numa nova ciência, iniciá-las na maneira de conversar com os Espíritos, indicar-lhes os meios de ter boas comunicações, é esse o campo que devemos abranger sob pena de fazermos algo incompleto. Não será, portanto, surpreendente encontrar em nosso trabalho esclarecimentos que, à primeira vista, parecerão estranhos: a experiência mostrará sua utilidade. Depois de tê-lo estudado com cuidado, poderemos compreender as manifestações e a linguagem de alguns Espíritos, que nos parecerão menos estranhas. Como instrução prática, não se destina exclusivamente aos médiuns, mas a todos que observam os fenômenos espíritas e lidam com eles.
Algumas pessoas desejariam que publicássemos um manual prático mais resumido, contendo em poucas palavras a indicação dos processos a seguir para se comunicar com os Espíritos; imaginam que um livro dessa natureza, podendo ser distribuído em profusão por um preço baixo, seria um fator poderoso de propaganda, multiplicando os médiuns. Quanto a nós, vemos uma obra desse teor mais nociva do que útil, pelo menos para o momento. A prática do Espiritismo requer alguns cuidados e não está isenta de inconvenientes que só um estudo sério e completo pode prevenir. Seria, então, de temer que uma instrução muito resumida provocasse experiências levianas e das quais se poderia ter motivo de arrependimento. Essas são situações com as quais não é nem conveniente nem prudente brincar, e prestaríamos um mau serviço ao colocá-las à disposição do primeiro curioso que julgasse divertir-se ao conversar com os mortos. Nós nos dirigimos às pessoas que vêem no Espiritismo um objetivo sério, que compreendem toda a sua importância e não fazem das comunicações com o mundo invisível um passatempo.
Publicamos uma Instrução Prática com o objetivo de guiar os médiuns; essa obra está esgotada e, embora feita com um objetivo eminentemente elucidativo e sério, não a reimprimiremos, porque não a achamos suficiente para esclarecer todas as dificuldades que podem ocorrer. Nós a substituímos por esta, na qual reunimos todos os dados de uma longa experiência e de um estudo consciente, que contribuirá, pelo menos é o que esperamos, para dar ao Espiritismo um caráter sério, que é sua essência, e para evitar que ele seja visto como um objeto de ocupação frívola e um divertimento.
A essas considerações acrescentamos uma muito importante: a péssima impressão que produz nas pessoas iniciantes ou mal preparadas as deduções que tiram de experiências feitas levianamente e sem conhecimento; elas têm o inconveniente de dar uma idéia muito falsa do mundo dos Espíritos e de se prestar à zombaria e a uma crítica, nesses casos, procedente; é por isso que os incrédulos saem dessas reuniões mais descrentes e pouco dispostos a ver no Espiritismo algo sério. A ignorância e a leviandade de alguns médiuns causaram à opinião de muitas pessoas mais danos do que se crê.
O Espiritismo fez grandes progressos desde alguns anos, mas fez um progresso imenso desde que entrou no caminho filosófico e passou a ser apreciado por pessoas esclarecidas. Hoje, deixou de ser visto como espetáculo; é uma doutrina da qual não riem mais os que zombavam das mesas girantes. Ao fazer esforços para conduzi-lo e mantê-lo nesse terreno, temos a convicção de conquistar-lhe mais seguidores úteis do que provocássemos, sem razão nenhuma, manifestações passíveis de abusos. Temos a prova disso todos os dias pelo número dos que se tornaram espíritas apenas com a leitura de O Livro dos Espíritos1.
Após termos exposto a parte filosófica da ciência espírita em O Livro dos Espíritos, apresentamos nesta obra a parte prática para o uso dos que querem se ocupar das manifestações, seja para si mesmos ou para se darem conta dos fenômenos que podem observar. Nela trataremos dos obstáculos que podem ser encontrados e do modo de evitá-los. Essas duas obras, embora façam seqüência uma à outra, são até certo ponto independentes. Recomendamos ler primeiro O Livros dos Espíritos, porque contém os princípios fundamentais, sem os quais algumas partes desta obra seriam dificilmente compreendidas.
Alterações importantes foram feitas na segunda edição, muito mais completa do que a primeira. Ela foi corrigida com cuidado particular pelos Espíritos, que acrescentaram um grande número de observações e de instruções do mais alto interesse. Como eles revisaram tudo, aprovaram ou modificaram à sua vontade, pode-se dizer que, em grande parte, a obra é deles, visto que sua intervenção não se limitou apenas a alguns artigos assinados; indicamos os seus nomes somente quando nos pareceu necessário para caracterizar algumas citações um pouco extensas, emanadas deles textualmente, porque senão seria necessário citá-los quase a cada página, notadamente em todas as respostas dadas às questões propostas, o que não nos pareceu útil. Os nomes, como foi dito, pouco importam em semelhante matéria; o essencial é que o conjunto do trabalho responda ao objetivo a que nos propusemos.
Como acrescentamos muitas informações e muitos capítulos inteiros, suprimimos alguns outros que estavam em duplicidade, entre eles a Escala Espírita, que já se encontra em O Livro dos Espíritos. Suprimimos igual¬mente do Vocabulário, o que não se ajustava ao plano desta obra e que se encontra utilmente substituído por informações mais práticas. Desde a segunda edição não houve mais alterações no texto.

* Espiritismo: doutrina fundada sobre a crença na existência dos Espíritos e em suas manifes¬tações (Nota do Editor).
** Espírita: todo aquele que aceita a Doutrina Espírita baseada nos ensinamentos morais do Cristo, que trata da inter-relação do mundo corpóreo com os Espíritos, a reencarnação, as vidas sucessivas e os mundos evolutivos, conforme a codificação de Allan Kardec das instruções que lhe deram os Espíritos (N.E.).
*** Espírito: no sentido especial da Doutrina Espírita, os Espíritos são os seres inteligentes da criação, que povoam o universo fora do mundo material e que constituem o mundo invisível. Não são seres de uma criação particular, mas as almas daqueles que viveram sobre a Terra ou em outras esferas e que deixaram seu envoltório corporal (N.E.).
**** Médium: (do latim medium, meio, intermediário). Pessoa que pode servir de intermediário entre os Espíritos e os homens (N.E.).
* Mediunidade: dom dos médiuns. Sinônimo de medianimidade. Essas duas palavras são fre-qüentemente empregadas indiferentemente; se se quiser fazer uma distinção, pode dizer que mediunidade tem um sentido mais geral, e medianimidade, um sentido mais restrito. Ele tem o dom da mediunidade. A medianimidade mecânica (N.E.).

1 - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. São Paulo: Petit Editora (N.E.).

Mensagem Espírita - Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis - Site A Mansão do Caminho



O perdão real é sempre acompanhado pelo esquecimento do mal recebido. Se perdoas, porém te referes ao acontecimento, estás vitalizando o erro. Trabalha a inferioridade pessoal que se fixa na lembrança do sofrimento experimentado e agradece a oportunidade de perdoar. Como evoluir sem os testes de aprimoramento moral? O perdão, que agora concedes, será o teu padrinho amanhã quando necessites da benevolência e da desculpa de outra pessoa. Perdoar é sempre melhor para quem o faz. Age sempre assim e viverás. 
  
Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis / Livro: Vida Feliz 

Artigo Espírita - Estados de Consciência – Site A Caminho da Luz-SP

Estados de Consciência

Dr. Roberto Romano


“O que realmente sabes?”

“Só sei que nada sei.” Disse o filósofo, Sócrates. Na verdade, sabemos apenas o que nossa consciência pode expressar.

Consciência é o conjunto de tudo que podemos experimentar, perceber e lembrar. Casa mental. Inclui todas as primitivas reações, instintos, emoções, sentimentos e pensamentos. São as idéias próprias que identificam o indivíduo ou as comuns a muitas pessoas que chamamos consciente coletivo.

Existem diversos graus de consciência como veremos neste artigo. Inconsciência, subconsciência, consciência, superconsciência e onisciência.

A extensão de todo o saber está transmitida em livros, escritas, fitas, discos, filmes e arquivos de computadores, pela limitada capacidade de armazenamento do cérebro.

Evoluímos e trocamos informações para ampliar conhecimentos de muitas formas. Seres primitivos, como vírus e bactérias, trocam materiais genéticos. Insetos passam informações pela química dos cheiros. Muitos animais se comunicam pelas vibrações de sons os quais são imperceptíveis aos nossos ouvidos. Os grunhidos e gritos do homem primitivo foram aperfeiçoados nas linguagens escrita e falada dos nossos tempos. No futuro, poderá haver conscientização por energias mais sutis como transmissão de pensamentos ou telepatia. Já estamos ensaiando estas proezas, via mediunidade.

O grande veículo da consciência é o pensamento. Abastecidos pelas sensações e emoções, pensamos com qualidade e liberdade em todas as direções imagináveis. Não há quase limites para a mente que pensa. Mas, como espíritos iniciantes, emitimos um pensamento de cada vez e com muitas lacunas mal percebidas. Os intervalos entre as palavras da linguagem comum (como deste texto) são um exemplo disto. Quando fazemos mais de uma coisa ao mesmo tempo, geralmente usamos de automatismos inconscientes. Exemplo: dirigindo um carro, podemos conversar e ouvir música ao mesmo tempo, combinando atos cientes e automáticos.

Paramos de pensar com freqüência e é quase impossível ainda manter dois ou mais pensamentos simultâneos! Tudo isto por limitações do nosso cérebro, uma rede com cem bilhões de neurônios e cada um com milhares de conexões entre si. São limites da matéria.

Em essência e em espírito, livres do corpo material e mais evoluídos, poderemos emitir inúmeros pensamentos concomitantes, sem qualquer interrupção, mergulhando um pouco mais no passado, presente e futuro, sem delimitação temporal. Estes seriam aspectos de uma superconsciência. Mas ainda sempre haverá progresso, luz e conhecimento. Imaginemos um ser que soubesse de tudo e de todos (qualquer possibilidade, estática ou movimento, qualquer pensamento, intenção, luz, vibração ou radiação) em qualquer lugar, na eternidade passada e futura; este ser teria a maior consciência: a onisciência, um atributo divino.

Diante de um objeto simples como uma máquina, estamos vendo um conjunto de pensamentos e uma consciência que a elaborou. O que pensar da nossa casa espacial, a Terra, seu sustento, o Sol, amparado pela galáxia Via Láctea, num aglomerado local entre tantos outros, neste universo que está deixando de ser único! Que Consciência tudo isto soprou e mantém por todo além?!

Nossa consciência é muito dinâmica. Precisamos esquecer para mais aprender e selecionar aquilo que é mais importante. Se guardássemos tudo que nos vem, ficaríamos loucos. Muita luz ofusca. Tem que ser gradual. Esquecer para viver. Esquecemos tantas coisas de hoje, de ontem, de alguns anos, da infância e até de outra vida (esquecimento bendito não é?) para que a consciência presente continue sua marcha lenta rumo à verdade maior.

Ausência de lembrança é o estado inconsciente. Como há sempre a possibilidade de recordar tais situações (desta e de outras vidas) dizemos que existe um estado subconsciente. A Providência protege nossa consciência atual nos três tempos: passado - pela benção do esquecimento; presente - porque ainda não lemos pensamentos e futuro - quase sempre não revelado. Somos seres ainda frágeis para conviver com tanto saber.

Sonhos, imaginações e ficções conscientes poderão vir a ser a realidade do amanhã. Descobertas e conhecimentos são segredos da natureza ou da onisciência vindos, aos poucos, à consciência humana. Já se fala que a realidade observável depende do próprio observador ou que a mente pode influenciar no resultado da experiência. Que poder inconsciente é esse?

Pergunta 621 do Livro dos Espíritos – Onde está escrita a lei de Deus?

Resposta: Na consciência. E continua… Quis que ela lhe fosse lembrada aos poucos.

Podemos estar bem ou mal de acordo com o que e como pensamos. O céu é um estado de consciência, independe do tempo e do lugar onde estejamos. Há muitos caminhos para a luz e a verdade. Para a conscientização da nossa verdadeira natureza. Conheço um, bem próximo de todos nós, aniversariante, com 30 anos de realizações e experiências, mudando estados de consciência: ócio em trabalho, orgulho em humildade, egoísmo em altruísmo, ignorância em sabedoria, mágoa em perdão, material em espiritual, tristeza em alegria, dor em amor.

Mensagem Espírita - Nossos sentimentos - Site Gotas de Paz


Nossos Sentimentos

Quando perdemos a paciência com alguém, deixamos de exercitar
a compreensão e desta forma nos tornamos insensíveis aos
sentimentos do outro, e então desenvolvemos em nós o egoísmo
e acabamos por julgar as atitudes e ações dos nossos irmãos.
Não devemos fazer do outro aquilo que não queremos ser,
não devemos exigir do outro aquilo que ele não pode nos dar,
temos sim que aceitar o outro como ele se apresenta a nós com
todos os seus defeitos e virtudes, pois desta forma estaremos
colocando em prática a caridade para com o sentimento do outro,
aceitando o que ele tem para nos dar e fazendo disso uma dádiva
para nossa vida, uma doação de afeto ou carinho por menor que seja,
nos eleva e nos condiciona ao caminho do bem.
Devemos trabalhar em nós nossos sentimentos que nos elevam
e que nos deixam felizes, como o amor, a compaixão, o afeto,
a compreensão, o perdão, a tolerância, a paciência, enfim
temos em nós uma infinidade de sentimentos bons a serem trabalhados
e melhorados, e essa conquista só nós podemos fazer através de
nossas ações e de nossas obras para com o próximo.
Não devemos perder o tempo que temos para nutrir em nós sentimentos
que denotam a nossa capacidade de modificação e aprendizado.
Mesmo que tenhamos que passar por várias dificuldades, devemos
sempre ter em mente que a reação para o bem sempre nos levará
a sentimentos que nos ajudaram a superar qualquer dificuldade,
enquanto que se nortearmos a nossa vida com sentimentos que
nos agridam a moral e o nosso caráter, poderemos colher muito sofrimento
e dores indesejáveis que poderíamos muito bem não passar por elas.
Portanto devemos sim todos os dias rever nossos sentimentos
não deixando que nenhum atropelo do caminho nos desvirtue da nossa
real intenção que é o bem.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ - Obras Básicas - O Livro dos Espíritos - 25.05.2011

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ
Obras Básicas 

O Livro dos Espíritos
 

III – A DOUTRINA E SEUS CONTRADITORES

A  Doutrina  Espírita,  como  toda  novidade,  tem  seus  adeptos  e  seus contraditores. Tentaremos responder a algumas das objeções destes últimos, examinando o valor das razões em que se apóiam, sem termos entretanto a pretensão de convencer a todos; pois há pessoas que acreditam que a luz foi feita  somente  para  eles.  Dirigimo-nos  às  pessoas  de  boa-fé,  sem  idéias preconcebidas   ou   posições   firmadas   mas   sinceramente   desejosas   de   se instruírem, e lhes demonstraremos que a maior parte das objeções que fazem à doutrina provêm de uma observação incompleta dos fatos e de um julgamento formado com muita ligeireza e precipitação.

Recordemos  inicialmente,  em  breves  palavras,  a  série  progressiva  de fenômenos que deram origem a esta doutrina.

O  primeiro  fato  observado  foi  o  movimento  de  objetos;  designaram-no vulgarmente  com  os  nomes  de  mesas  girantes  ou  dança  das  mesas.  Esse fenômeno, que parece ter sido observado primeiramente na América, ou melhor, que se teria repetido nesse pais, porque a História prova que ele remonta à mais alta Antiguidade, produziu-se acompanhado de circunstâncias estranhas, como ruídos insólitos e golpes desferidos sem uma causa ostensiva, conhecida. Dali, propagou-se rapidamente pela Europa e por outras partes do mundo; a princípio provocou muita incredulidade, mas a multiplicidade das experiências em breve não mais permitiu que se duvidasse da sua realidade.

Se esse fenômeno se tivesse restringido ao movimento de objetos materiais poderia  ser  explicado  por  uma  causa  puramente  física.  Estamos  longe  de conhecer todos os agentes ocultos da Natureza e mesmo todas as propriedades dos que já conhecemos; a eletricidade, aliás, multiplica diariamente ao infinito os recursos que oferece ao homem e parece dever iluminar a Ciência com uma nova luz. Não haveria, portanto, nada  de impossível em que a eletricidade, modificada por certas circunstâncias,  ou qualquer outro agente desconhecido, fosse a causa desse movimento. A reunião de muitas pessoas, aumentando o poder da ação, parecia dar apoio a essa teoria porque se poderia considerar essa reunião como uma pilha múltipla, em que a potência corresponde ao número de elementos.
O movimento circular nada tinha de  extraordinário: pertence à Natureza. Todos os astros se movem circularmente; poderíamos, pois, estar em face de um pequeno reflexo do movimento geral do Universo; ou, melhor dito, uma causa até então desconhecida poderia produzir acidentalmente, nos pequenos objetos e em  dadas  circunstâncias,  uma  corrente  mais  análoga  à  que  impulsiona  os mundos.

Mas  o  movimento  não  era  sempre  circular.  Freqüentemente  era  brusco, desordenado,  o  objeto  violentamente  sacudido,  derrubado,  conduzido  numa direção  qualquer  e  contrariamente  a  todas  as  leis  da  Estática,  suspenso  e mantido  no  espaço.  Não  obstante,  nada  havia  ainda  nesses  fatos  que  não pudesse ser explicado pelo poder de um agente físico invisível. Não vemos a eletricidade derrubar edifícios, arrancar árvores, lançar à distância os corpos mais pesados, atraí-los ou repeli-los?

Supondo-se que os ruídos insólitos e os golpes não fossem efeitos comuns da dilatação da madeira ou de qualquer outra causa acidental, poderiam ainda muito bem ser produzidos por acumulação do fluido oculto. A eletricidade não produz os ruídos mais violentos?

Até esse momento, como se vê, tudo pode ser considerado no domínio dos fatos puramente físicos e fisiológicos. E sem sair dessa ordem de idéias, ainda haveria matéria para estudos sérios, digna de prender a atenção dos sábios. Por que não aconteceu assim? É penoso dizer, mas o fato se liga a causas que provam, entre mil outras semelhantes, a leviandade do espírito humano. De início, a vulgaridade do objeto principal que serviu de base às primeiras experiências talvez não lhe seja estranha. Que influência não teve uma simples palavra, muitas vezes, sobre as coisas mais graves! Sem considerar que o movimento poderia ser transmitido a um objeto qualquer, prevaleceu a  idéia da mesa, sem dúvida por ser o objeto mais cômodo e porque todos se sentam mais naturalmente em torno de uma mesa que de qualquer outro móvel. Ora, os homens superiores são às vezes tão pueris, que não seria impossível certos espíritos de elite se julgarem diminuídos se tivessem de ocupar-se daquilo que se convencionara chamar a dança das mesas. E mesmo  provável  que,  se  o  fenômeno  observado  por  Galvani  o  tivesse  sido  por  homens  vulgares  e caracterizado por um nome burlesco, estivesse ainda relegado ao lado da varinha mágica. Qual o sábio que não se teria julgado diminuído ao ocupar-se da dança das rãs?

Alguns, entretanto, bastante modesto e para aceitarem que a Natureza poderia não lhes ter dito a última palavra, quiseram ver, para tranqüilidade  de consciência. Mas aconteceu que o fenômeno nem sempre correspondeu à sua expectativa, e por não se ter produzido constantemente, à sua vontade e segundo  a  sua  maneira  de  experimentação,  concluíram  eles  pela  negativa.  Malgrado,  porém,  a  sua sentença, as mesas, pois que há mesas, continuam a girar, e podemos dizer com Galileu: “Contudo, elas se movem”. Diremos ainda que os fatos se multiplicaram de tal modo que têm hoje direito de cidadania, e que se trata apenas de encontrar para eles uma explicação racional.

Pode-se induzir qualquer coisa contra a realidade do fenômeno, pelo fato de ele não se produzir sempre  de  maneira  idêntica,  segundo  a  vontade  e  as  exigências  do  observador?  Os  fenômenos  de eletricidade e de química não estão subordinados a determinadas condições, e devemos negá-los porque não se produzem fora delas? Devemos estranhar que o fenômeno do movimento de objetos pelo fluido humano tenha também as suas condições e deixe de se produzir quando o observador, firmado no seu ponto de vista, pretende fazê-la seguir ao seu capricho ou sujeitá-la às leis dos fenômenos comuns, sem considerar que para fatos novos pode e deve haver novas leis? Ora, para conhecer essas leis é necessário estudar as circunstâncias em que- os  fatos se produzem e esse estudo não pode ser feito sem uma observação perseverante, atenta, e por vezes bastante prolongada.

Mas, objetam algumas pessoas, há freqüentemente fraudes visíveis.Perguntaremos inicialmente se  estão  bem  certas  de  que    fraude  e  se  não  tornaram  por  fraudes  efeitos  que  não conseguiram apreender,mais,ou menos como o camponês que tornava um sábio professor de Física, fazendo experiências, por um destro escamoteador. E mesmo supondo-se que as fraudes tenham ocorrido algumas vezes seria isso razão para se negar o fato? Deve-se negar a Física, porque prestidigitadores que se enfeitam com o título de físicos?

É necessário aos demais considerar o caráter das pessoas e o interesse que elas poderiam ter em enganar. Seria tudo, então, simples brincadeira? Pode-se muito bem brincar um instante, mas uma brincadeira indefinidamente prolongada seria tão fastidiosa para o mistificador como para o mistificado. Haveria, além disso, numa mistificação que se propaga de um extremo a outro do mundo e entre as pessoas mais  graves,  mais  veneráveis  e  esclarecidas,  alguma  coisa  pelo  menos  tão  extraordinária quanto o próprio fenômeno.

Para refletir - Texto de Max Gehringer - Site CBN



Texto de Max Gehringer - CBN

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente.
Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal.
Figuras como o Raul.
Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.
Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.
Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma.
E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.
No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino'.
E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.
Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.
E quem era o chefe do Pena? O Raul.
E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, ninguém ali parecia discordar de tal afirmação.
Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.
Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.
E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que,  na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.
Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:...

ELE ENTENDIA DE GENTE!

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos. E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima:

- “Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo".

Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert e todo pintor comum, um gênio.
Essa era a principal competência dele.

"Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes".

*Max Gehringer (Jundiaí, 1949) é administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial.
Fonte: Site CBN