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sábado, 25 de junho de 2011

Mensagem Espírita - Urgente - Site Gotas de Paz

Urgente



Urgente, é uma palavra com que convivemos dia a dia

em nossa vida agitada, e da qual perde todo o real

significado de "Prioridade”. Urgente, é a maneira pequena

de viver neste mundo, porque no dia em que

verdadeiramente foram urgentes:

 Urgente, é que você pare um momento na sua agitada vida e se pergunte:

 - Que significado tem tudo isso que faço?

 Urgente, na verdade é que você seja mais humano

e mais irmão, pois isto é o que vale.

 Urgente, é você valorizar o tempo que tem com uma criança,

veja o nascer do sol, sinta o seu valor, e agradeça a Deus,

pelo valor que lhe proporciono.

 Urgente, é que você de mais atenção e olhe sua família,

seus filhos e a todos que compartilham contigo desta encarnação.

 Diga as pessoas com quem tem um contato direto, que as Ama que as Adora,

e agradeça a Deus a oportunidade de compartilhar

com elas deste momento mágico e único.

 Urgente, é que você não deixa a vida passar como um sopro,

e mais tarde se arrepender de que a vida passou e você

"se esqueceu de viver".

 

Mensagem Espírita - Deus espera que ames - Site Raul Teixeira


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Deus espera que ames



Se tiveres um pouco de atenção e olhares em torno de ti, encontrarás os variados meneios da vida que se reportam ao amor do nosso Criador, em cada movimento.



Em toda parte a natureza está sempre oferecendo um pouco mais à vida, em homenagem ao Grande Pai, enquanto também se enriquece de luz, de cores e de harmonia.



Se de longe vires um canteiro, onde medram flores, alcançarás somente os matizes multicores das corolas; porém, se te aproximares sentirás que, quando beijadas pela brisa, as flores exalam benfazejos perfumes, dando um pouco mais em prol da beleza terrena.



Se olhares a exuberante queda d’água, que despenca da montanha, observarás apenas um soberbo espetáculo de força e vigor. Mas, se te acercares dessa catadupa, verás um risonho arco-íris que se desenha sobre as gotículas suspensas no ar, a fim de que, ao refletir os matizes da luz, possa ofertar um pouco mais em favor da beleza planetária.



Contemplas, ao longe, a neve que inspira friagem e desolação, na branca vastidão  do inverno. Se, entanto, chegares mais perto, identificarás as miríades de cristais de formosíssimas estruturas, a refletir os raios do Sol, como pequenos brilhantes pingentes em qualquer lugar, no anseio de cooperar um pouco mais no embelezamento do mundo.



Se olhares o velho tronco de árvore, apodrecido pelo tempo e abandonado, terás à frente dos olhos tão-só um poleiro inusitado de múltiplas aves, no rumo de uma antiga cerca. Entretanto, se te avizinhares, registrarás o ninho aconchegante e bem arranjado que se abriga no oco vetusto, onde os filhotes piam, ensaiando o canto do futuro, a fim de tornar mais belas as paisagens terrestres.



Se, por entre ameaçadores zumbidos, o enxame de abelhas que se agita te deixa temeroso, não consegues te dar conta do que ocorre, de fato. Ao te aproximares, entretanto, encontrarás uma sociedade organizada, com os trabalhos devidamente distribuídos, sob instintivas ordem e obediência, gerando variados produtos para si mesma e para quem mais os possa utilizar, homens e animais, de modo a dar um pouco mais para a formosura do mundo.



Enfim, para onde te voltes, perceberás sempre o louvor que se estabelece em a natureza, dirigido ao nosso Deus.



Procura viver de tal maneira, coração amigo, que possas desmentir qualquer um que, por ver-te de longe, admita que és tão-só alguém à cata de atender às necessidades imediatas, que ajudam a manter o corpo, a espécie e as propriedades que adquiriste com esforços. Todavia, se já sabes o porquê de estares no mundo e o que te trouxe ao corpo carnal, novamente, saberás expressar, para quem se aproxime de ti, o anjo potencializado que és, por enquanto engolfado em árduas lutas humanas por brilhar e crescer, no rumo do Criador, de modo a dar beleza à vida que pulsa na Terra.



Deus quer que ames e que ofereças um pouco mais de ti à vida. Não te afugentes desse destino; não te negues a atender a esse anseio do nosso Pai Celestial. Vem, levanta-te e move-te para incrementar uma vida nova para ti; busca aprender sempre mais, a fim de mais te libertares das cadeias da ignorância; trabalha com afinco e alegria, para te tornares afinado instrumento nas mãos do Senhor, e ama, por fim, porque foste feito a Sua semelhança, e porque não deves mais deter o voo que te fará alcançar o teu próprio destino, destino de felicidade cujos fundamentos se acham no pulsar das constelações.


Rosângela C. Lima



Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 06.03.2006, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói-RJ.



Em 24.05.2010.

Fonte: Site Raul Teixeira

Mensagem Espírita - Trio infalível - Site Ermance Dufaux

Trio infalível



No grupo doutrinário que cultiva a sinceridade e o desejo de aprender, quando comparece a presença do conflito improdutivo é hora de soar o alarme da vigilância.



 Existem muitos companheiros bem intencionados e dispostos ao trabalho que anseiam pela liberdade irrestrita para exercerem seus papéis, a título de competência e bons resultados. No entanto, nos grupamentos inspirados no Cristo, esse tipo de postura expressa o sutil movimento do personalismo que rejeita o buril educativo da crítica fraterna e da correção necessária.



 Muito justo que, nas tarefas coletivas dos grupos transparentes, tenhamos planos e metas, aspirações e projetos, entusiasmo e alegria. Resta-nos aferir se semelhantes conquistas são para o bem comum ou para glórias passageiras de destaque particular.



 Nas esferas comunitárias do Espiritismo cristão, em qualquer tempo ou lugar, será sempre mais honesto ouvir a expressão: mérito nosso, ao invés dos desgastados refrões: eu fiz, eu resolvi, eu quero.



 Nos instantes de aferição grupal, adota o trio infalível: "oração, silêncio e trabalho".



 Assim, certamente, o trabalho triunfará acima de nossos descuidos.



Ermance Dufaux

Mensagem psicografada pelo médium Wanderley Soares em 16 de outubro de 2003 na SED – Sociedade Espírita Ermance Dufaux, em Belo Horizonte – Minas Gerais

Fonte: Site da Sociedade Espírita Ermance Dufaux

Mensagem Espírita - Exaltando O livro dos médiuns - Site Divaldo Pereira Franco

Exaltando O livro dos médiuns

  

Allan Kardec, o missionário da Era Nova, havia anunciado na Revista Espírita de 1861, que entre os dias 05 a 10 de janeiro do novo ano, seria apresentado ao conhecimento público O Livro dos Médiuns, pelos editores Srs. Didier & Cia, o que viria concretizar-se, logo depois, no dia 15.



A obra monumental era aguardada com grande curiosidade e interesse, porquanto já vinha sendo anunciada desde algum tempo.



Em razão do êxito retumbante da publicação de O Livro dos Espíritos, quatro anos antes, o ilustre mestre preocupava-se com a complexidade da fenomenologia mediúnica, os seus desafios, as diferentes expressões da mediunidade, a interferência dos Espíritos frívolos e obsessores nas práticas espíritas e, para minimizar ou evitar as consequências, podendo ser algumas desastrosas, ele publicara anteriormente uma Instrução Prática, oferecendo um guia de segurança para as experimentações. Especialmente cuidava de oferecer um roteiro esclarecedor que servisse de segura diretriz de condutas experimentais para os médiuns.



Esgotando-se com grande rapidez, o nobre codificador reconheceu que uma nova edição da obra iria exigir um trabalho cuidadoso de aprimoramento e de lapidação, sendo necessária uma ampliação de conteúdos com novas observações resultantes dos estudos a que se afervorava, havendo conseguido fazê-lo na que estava sendo apresentada.



Teve o zelo de retirar algumas informações que já se encontravam em O Livro dos Espíritos, especializando o vocabulário e aprofundando as questões pertinentes aos médiuns, àqueles que se dedicam às experimentações e à imensa gama de fenômenos por ele observados.



Convencido da seriedade do Espiritismo, e depois da ampla divulgação da sua filosofia, tornava-se indispensável a contribuição de um tratado de alta magnitude com caráter científico para prevenir os incautos e bem conduzir os pesquisadores sérios.



Iniciando o notável livro pelas noções preliminares(*),depois da bem-cuidada introdução, recorreu às qualidades de educador para apresentar com lógica a palpitante questão “há Espíritos?”, e, através de uma análise bem realizada, demonstrar filosoficamente a existência da alma e a de Deus, conseqüência uma da outra, constituindo a base de todo o edifício, que é a própria Doutrina Espírita.



Bem se lhe entende essa preocupação, porquanto somente será possível a crença nos Espíritos e nas suas comunicações, acreditando-se nesses fundamentos essenciais, sem os quais nenhuma técnica ou demonstração poderá conduzir o observador à aceitação da fenomenologia probante da imortalidade.



A seguir, o sábio investigador que foi Kardec, penetrou o bisturi das suas análises nas questões do maravilhosio e do sobrenatural, demonstrando de maneira racional que para produzirem os movimentos e ruídos, o erguimento das mesas, por exemplo, os Espíritos necessitaram de instrumentos que lhes fornecessem os recursos para a sua execução, que são os médiuns. Dessa maneira, tornam-se fenômenos naturais, nada havendo, portanto, que se deva considerar como de natureza miraculosa, violentando as leis naturais.



De imediato, propôs os recursos, o método exigido na condição de ciência e de filosofia que é o Espiritismo, para que pudesse submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que ele não pode, como nenhuma outra ciência, ser aprendido a brincar.



Desnecessário informar-se que O Livro dos Médiuns tem os seus fundamentos em O Livro dos Espíritos, sendo, portanto, um desdobramento muito bem-elaborado de questões que são apresentadas em síntese e que se tornaram inevitáveis para mais graves elucubrações, o que então é cuidadosamente tratado na obra magistral.



A questão pertinente aos médiuns e aos experimentadores é fundamental, a fim de que ambos se equipem com os recursos valiosos para a boa condução dos fenômenos.



Prevenir, orientar e oferecer segurança aos incautos, assim como aos estudiosos sérios do Espiritismo, sempre foi a preocupação de Allan Kardec, por entender a grandiosidade da Doutrina que tem a ver com todos os ramos do conhecimento humano.



Dedicando grande parte à avaliação e às reflexões em torno das manifestações espíritas, classificou-as de físicas e inteligentes,  detendo-se na sua imensa variedade, apresentando capítulos especiais referentes a cada uma delas, como nunca dantes se houvera feito.



Preocupado com o charlatanismo e a mistificação muito comuns entre as criaturas humanas, advertiu os leitores para terem cuidado com os médiuns interesseiros e desonestos, abordando os temas da suspensão e perda da mediunidade, que invariavelmente chocam os seus portadores e os seus acompanhantes...



Por outro lado, analisou os perigos da prática .mediúnica irresponsável, demonstrando que os períodos de curiosidade e de frivolidade estavam ultrapassados,  havendo dado lugar à gravidade das revelações, confirmando a  existência, a sobrevivência e a individualidade dos denominados mortos que retornam ou permanecem em contínuas comunicações com os chamados vivos.



Buscando libertar os curiosos do hábito de considerar os Espíritos e os seus fenômenos como prodigiosos, esclareceu quais as perguntas que aos primeiros se podem fazer, evitando que a irresponsabilidade e os interesses mesquinhos, em atraindo seres equivalentes, ensejem as mistificações e as perturbações a que dão lugar, quando não vigem a seriedade moral nem a elevação espiritual.



Percuciente pesquisador, honestamente declarou que o livro não era de sua lavra intelectual e que, ao colocar os nomes de alguns Espíritos nos textos publicados, tinha por meta assinalar-lhes a responsabilidade, mas que, embora essa ausência em outras páginas, quase todas eram de autoria dos mesmos, havendo sido o seu, o trabalho de selecionar as mensagens, de compará-las, de confrontar as ideias e os preceitos em busca da universalidade dos ensinos.



Os seus estudos resultavam da leitura do imenso volume de páginas que lhe eram enviadas de diferentes pontos da Europa, assim como das Américas, demonstrando não haver qualquer forma de contato entre os médiuns, o que lhes impedia a fraude...



Preocupou-se também em demonstrar a influência do meio, de igual maneira a influência do médium, cuidando das evocações, assim como das contradições.



Igualmente apresentou as considerações cabíveis nos estudos da mediunidade nos animais e nas crianças, libertando os curiosos das superstições em torno dos primeiros e apresentando os cuidados que se devem ter em relação aos fenômenos produzidos na infância, quando as suas reservas morais não são suficientes para o discernimento nem a conduta exigida pela faculdade correta.



Foi, no entanto, na análise em torno da saúde física, emocional e mental, que aprofundou as investigações no extraordinário capítulo da obsessão, conhecida em todos os períodos da História da Humanidade e confundida com a loucura e outros distúrbios de natureza psíquica e degenerativa.



Pensando na criação de novas células espíritas, publicou o Regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas como um modelo que poderia ser adotado ou adaptado pelos novos Núcleos de acordo com os objetivos programados.



É compreensível que toda doutrina nova sofra o descalabro dos seus profitentes, em particular dos presunçosos que se consideram superiores aos demais e buscam sempre ser originais... Kardec demonstrou que o Espiritismo não corre esse perigo, por ser doutrina dos Espíritos elevados que, sempre vigilantes, cuidarão de escoimá-lo das interpretações falsas ou interesseiras, assim como de quaisquer apêndices que os astutos lhe desejem aplicar.



Também informou que os Espíritos são as almas dos homens que habitam a Terra, não lhes concedendo dons ou atributos adivinhatórios  nem celestiais, esclarecendo que cada qual, após a morte, continua o mesmo, conduzindo os valores que o assinalavam antes do decesso tumular.



Selecionando diversas comunicações espirituais no tema sobre  dissertações espíritas, apresentou aquelas que são autênticas  e aqueloutras que não resistem a uma análise profunda, demonstrando a falsidade de algumas delas através da comparação entre o que produziram os escritores quando encarnados e o pobre conteúdo de que então se revestiam...



Teve o zelo de propor as condições exigíveis para uma reunião mediúnica séria, na qual se podem obter comunicações valiosas em razão do caráter moral dos seus membros.



Por fim, para facilitar o entendimento da linguagem dos Espíritos, assim como alguns dos verbetes por ele utilizados, colocou, na etapa final, um vocabulário espírita cuidadoso e oportuno.



Em trinta e dois capítulos enriquecidos de sabedoria,  O Livro dos Médiuns é o mais completo tratado de estudos sobre a paranormalidade humana, jamais ultrapassado, e tão atual hoje como naquele já distante e memorável dia 15 de janeiro de 1861, quando foi apresentado em Paris.







Guia seguro e eficiente para o conhecimento da prática espírita e sua aplicação diária, é obra para ser estudada com seriedade e cada vez mais atualizada, relacionando-a com  O Livro dos Espíritos, que a precedeu e é o alicerce vigoroso do Espiritismo.



Por ocasião da celebração do seu sesquicentenário de publicação, saudamos esse grandioso brado de alerta e de orientação dos Benfeitores da Humanidade, de que Allan Kardec fez-se o apóstolo, inscrevendo-o entre as obras marcantes e mais valiosas da cultura terrestre.







(*) As frases e palavras em itálico são da autoria de Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, ed. Feb.


 Vianna de Carvalho


Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 3 de janeiro de 2011, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.
Em 03.05.2011

Fonte: Site Divaldo Pereira Franco

Mensagem Espírita - Por que morremos? - Site Momento Espírita

Por que morremos?



Você já se perguntou por que morremos, afinal? Não raro a morte, ao aproximar-se de nossos caminhos, traz consigo dor, saudades, incompreensão e revolta.



Se é assim, nada mais natural do que nos perguntarmos: Para que morrer? Ou, por que morrer? Será mesmo necessário passarmos, enfrentarmos situação tão dolorosa?



Se fizermos a pergunta a um filósofo, ele nos trará inúmeras propostas, discutidas e analisadas por eminentes pensadores, reflexionada por sábios e intelectuais, versando sobre a morte.



Se nos dirigirmos a um biólogo, ele trará as explicações do ciclo de vida da natureza, dos processos biológicos naturais, do envelhecimento da estrutura fisiológica.



Para esse ou aquele religioso, a resposta a essa pergunta se limitaria à expressão: É a vontade de Deus, nada mais conseguindo acrescentar. Diria que tudo o mais que cerca o fenômeno da morte é mistério de Deus, insondável para todos nós.



Mas, se alguém nos respondesse que morremos para voltar para casa, qual seria nossa reação? O que acharíamos da ideia da morte simplesmente como o retorno ao lar?



Em verdade, o que realmente acontece, é simplesmente isso, a volta para casa, despindo-nos de um corpo físico emprestado por Deus.



Todas as vezes que nascemos, e são inúmeras essas vezes, nos vestimos de um corpo material.



No momento da concepção no ventre materno, como Espírito imortal nos vinculamos ao embrião, para conduzir seu desenvolvimento.



Assim, ao nascermos, já serão nove meses de vínculo íntimo com esse novo corpo físico, que foi, ao longo dessas trinta e seis semanas, se desenvolvendo especialmente para nossa nova existência.



Todo um mundo de novas oportunidades e de aprendizado se inicia com essa nova encarnação.



E, como quem se matricula em uma escola, Deus nos oferece a oportunidade de, ao programarmos uma nova existência, nos matricularmos na escola da vida.



Para os que aqui estamos, a Terra é abençoada escola de aprendizado, que nos oferece oportunidades inúmeras de progresso.



Todas as experiências que temos, sejam elas vinculadas aos louros da vitória e da conquista, ou sejam adornadas pela dor e dificuldades mais variadas, se constituem em aprendizado para a alma.



Assim, como todo bom estudante, devemos aproveitar ao máximo a experiência.



Aproveitar a oportunidade da reencarnação para que os dias que estejamos aqui na Terra nos tornem melhores, para que entendamos mais detalhadamente as coisas de Deus.



E não há experiência na vida que não possa se transformar em aprendizado. Mesmo nossos erros mais graves são lições que, oportunamente, através da reflexão e do amadurecimento, se transformarão em entendimento do certo e do errado.



Porém, como toda escola, também natural que, depois do período programado para o aprendizado, retornemos ao lar.



Assim se dá conosco. Dia virá onde o retorno ao lar acontecerá inevitavelmente.



E quando o retorno de alguém que amamos se dá antes do prazo que gostaríamos ou imaginávamos, que consigamos substituir a dor, ou qualquer sinal de revolta perante a vida, pelo entendimento.



O entendimento de que, nesse retorno, todos nos reencontraremos, pois estamos vinculados, os que nos amamos, por laços que desconhecem o tempo e a distância.



Encarando a morte como um até breve, jamais como um adeus, conseguiremos tranquilamente enfrentar as temporárias separações.



Pensemos nisso!



Redação do Momento Espírita.

Fonte: Site Momento Espírita

Mensagem Espírita - Pelas Obras - Federação Espírita Brasileira

PELAS OBRAS

"E que os tenhais em grande estima e amor por causa da sua obra". - Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:13).


      Esta passagem de Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, é singularmente expressiva para a nossa luta cotidiana.
      Todos experimentamos a tendência de consagrar a maior estima apenas àqueles que leiam a vida pela cartilha dos nossos pontos de vista. Nosso devotamento é sempre caloroso para quantos nos esposem os modos de ver, os hábitos enraizados e os princípios sociais; todavia, nem sempre nossas interpretações são as melhores,
 nossos costumes os mais nobres e nossas diretrizes as mais elogiáveis.
       Daí procede o impositivo de desintegração da concha do nosso egoísmo para dedicarmos nossa amizade e respeito aos companheiros, não pela servidão afetiva com que se liguem ao nosso roteiro pessoal, mas pela fidelidade com que se norteiam em favor do bem comum.
       Se amamos alguém tão-só pela beleza física, é provável encontremos amanhã o objeto de nossa afeição a caminho do monturo.
      Se estimamos em algum amigo apenas a oratória brilhante, é possível esteja ele em aflitiva mudez, dentro em breve.
      Se nos consagramos a determinada criatura só porque nos obedeça cegamente, é provável estejamos provocando a queda de outros nos mesmos erros em que temos incidido tantas vezes.
       É imprescindível aperfeiçoar nosso modo de ver e de sentir, a fim de avançarmos no rumo da vida Superior.
       Busquemos as criaturas, acima de tudo, pelas obras com que beneficiam o tempo e o espaço em que nos movimentamos, porque, um dia, compreenderemos que o melhor raramente é aquele que concorda conosco, mas é sempre aquele que concorda com o Senhor, colaborando com ele, na melhoria da vida, dentro e fora de nós.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mensagem Espírita - Diferença - Federação Espírita Brasileira

DIFERENÇA


"Crês que há um só Deus: fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem".- (TIAGO, 2:19).

A advertência do apóstolo é de essencial importância no aviso espiritual.
Esperar benefícios do Céu é atitude comum a todos.
Adorar o Senhor pode ser trabalho de justos e injustos.
Admitir a existência do Governo Divino é. Traço dominante de todas as criaturas.
Aceitar o Supremo Poder é próprio de bons e maus.
Tiago foi divinamente inspirado neste versículo, porque suas palavras definem a diferença entre crer em Deus e fazer-Lhe a Sublime Vontade.
A inteligência é atributo de todos.
A cognição procede da experiência.
O ser vivo evolve sempre e quem evolve aprende e conhece.
A diferenciação entre o gênio do mal e o gênio do bem permanece na direção do conhecimento.
O demônio, como símbolo de maldade, executa os próprios desejos, muita vez desvairados e escuros.
O anjo identifica-se com os desígnios do Eterno e cumpre-os onde se encontra.
Recorda, pois, que não basta a escola religiosa a que te filias para que o problema da felicidade pessoal alcance a solução desejada.
Adorar o Senhor, esperar e crer nEle são atitudes características de toda a gente. .
O único sinal que te revelará a condição mais nobre estará impresso na ação que desenvolveres na vida, a fim de executar-lhe os desígnios, porque, em verdade, não adianta muito ao aperfeiçoamento o ato de acreditar no bem que virá do Senhor e sim a diligência em praticar o bem, hoje, aqui e agora, em seu nome.
Fonte: Site da Federação Espírita Brasileira

Para ler e pensar - Diferenças entre a paixão e o amor inteligente - Augusto Cury

Diferenças entre a paixão e o amor inteligente
Augusto Cury
Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas.

1. A paixão vive na lama da insegurança; o amor vive no terreno da
confiabilidade;

2. A paixão controla os passos; o amor incentiva a caminhada;

3. A paixão arde em ciúme do outro; o amor queima em prazer pelo sucesso
dele;

4. A paixão corrige em público e elogia em particular; o amor faz o
contrário;

5. A paixão é agitada e agressiva; o amor, calmo e protetor;

6. A paixão produz o individualismo; o amor, a individualidade;

7. A paixão gravita na própria órbita; o amor pensa nos outros;

8. A paixão flutua entre o "céu e o inferno" em instantes; o amor é estável,
mesmo diante das contrariedades;

9. A paixão é inquieta, nutre-se com a ansiedade; o amor é paciente,
nutre-se com o cardápio da tranquilidade;

10. A paixão vê a tempestade e se amedronta; o amor vê no mesmo ambiente a
chuva e, com ela, a oportunidade de lançar suas raízes;

11. A paixão produz rompimentos traumáticos; o amor dá sempre uma nova
chance;

12. A paixão cobra muito; o amor entrega muito;

13. A paixão gera janelas killers, produz traumas, diminui, humilha,
inferioriza, compara, enquanto o amor produz janelas lights, exalta,
promove, incentiva, aplaude;

14. A paixão aprisiona os apaixonados em torno de si; o amor liberta os
amantes, os faz enxergarem um mundo de oportunidades ao seu redor;

15. A paixão não tem dignidade, faz chantagens, não admite em hipótese
alguma a perda, enquanto o amor é nobre, não pressiona, dá liberdade para o
outro partir. Só o amor inteligente sabe que o medo da perda acelera a
perda.


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Mensagem Espírita - Flor de Estufa - Site Momento Espírita

Mensagem gentilmente enviada poela colaboradora Liz
Flor de estufa
É natural o desejo de viver em paz e ser feliz.
Todos almejam levar a vida sem maiores percalços e desafios.
Entretanto, a realidade é bem diversa.
Qualquer que seja o contexto econômico ou social em que a criatura se apresente, ela enfrenta alguns problemas.
Esse fenômeno precisa ser entendido em sua justa configuração.
O instinto de conservação, inerente aos seres vivos, indica-lhes que devem buscar preservar-se ao máximo.
Trata-se de um recurso providencial, para que bem aproveitem a experiência terrena.
Caso não se cuidem como podem e devem, correm o risco de perecer antes do tempo.
Com isso, deixam de aprender a lição do momento em sua integralidade.
Ocorre que o aprendizado e o aprimoramento são a finalidade do existir.
O Espírito não renasce para se recrear, mas para se melhorar.
Assim, a condição de flor de estufa não lhe assenta.
Se fosse para permanecer em doce repouso, não necessitaria de um corpo físico.
As injunções materiais tornam necessárias certas atividades que viabilizam o progresso.
Porque precisa se manter, o homem disciplina-se a trabalhar.
Como os postos de trabalho são disputados, ele se habitua a estudar e a se aperfeiçoar constantemente.
Para se manter no emprego, precisa respeitar inúmeras regras.
Com isso, gradualmente incorpora em seu ser diversas virtudes.
Disciplina, polidez, humildade e todos os valores e talentos humanos não são presentes, mas conquistas.
Em sentido geral, as exigências ordinariamente se apresentam.
Algumas crises sempre precisam ser vividas e superadas.
Nesse contexto de desenvolvimento amplo e constante, dificuldades não são tragédias.
Elas representam uma lição preciosa.
Todo Espírito possui um destino glorioso.
Nele dormem os princípios das virtudes angélicas.
Constitui uma tola ingenuidade achar que se transitará pela vida ao abrigo de preocupações.
Os problemas que surgem não são injustiças e nem perseguições.
Seu sereno enfrentamento, em contexto de dignidade, é o próprio objetivo da existência.
O homem não pode ser uma flor de estufa, delicada e de pouco perfume.
Seu destino é se assemelhar a uma árvore frondosa, de madeira perfumada, cheia de frutos e flores.
Integralmente útil, qualquer que seja o contexto.
Na pobreza, pleno de dignidade e com muito amor ao trabalho.
Na abastança, modesto e disposto a partilhar e a se fazer instrumento do progresso.
Assim, não se ressinta dos desafios que se apresentam em sua vida.
Entenda-os como testes cuja solução exige apenas disciplina e serenidade.
Redação do Momento Espírita.
Em 20.06.2011.
Fonte: Site Momento Espírita

Mensagem Espírita - Tua gratidão - Divaldo Pereira Franco ( Joanna de Ângelis)



Tua gratidão

Há quem traduza a gratidão através do estilo bombástico das palavras, da eloquência dos discursos, dos gestos comovedores que todos tomam conhecimento.

Passam como  pessoas reconhecidas, portadoras de méritos e sentimentos comentados. Todavia, tão logo as coisas mudam de rumo e os acontecimentos deixam de atender-lhes aos interesses imediatos, ei-las desiludidas, deprimidas, frustradas.

A vida é um hino de louvor a Deus, um poema de beleza, convite perene à gratidão.

Por isso, há somente razões para o agradecimento e bem poucas necessidades para solicitações.

Seja a tua, a gratidão silenciosa, que opera no bem, porque este é o estímulo constante da tua existência.

A fidelidade aos compromissos nobres, aos quais aderiste, espalhando ondas de otimismo e de esperança; a atitude paciente e bondosa ao lado daqueles que se desequilibraram e sentem-se a sós; a prece ungida de amor, em favor dos enfermos, dos inquietos e dos adversários; a perseverança nas ações relevantes quando outros desertaram; o clima mental de fé e de união com tudo e todos, sejam as maneiras de expressares gratidão a Deus e à Vida pela honra de estares consciente da tua existência e presença no Universo.

A tua gratidão seja o amor que se expande e mimetiza a todos quantos se acerquem de ti, experimentando a dita de viver.

 
Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco.

Em 31.03.2011.

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ - Obras Básicas - O Livro dos Espíritos - 22.06.2011


Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ
Obras Básicas  - 6º Tema
O Livro dos Espíritos


VIII – PERSEVERANÇA E SERIEDADE

Acrescentemos que o estudo de uma doutrina como a espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova e grande, não pode ser feito proveitosamente senão por homens sérios, perseverantes, isentos de prevenções e animados de uma firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Não podemos classificar assim aos que julgam a priori, levianamente, sem terem visto tudo: que não imprimem aos seus estudos nem a continuidade, nem a regularidade e a recolhimento necessários; e menos ainda aos que para não diminuírem a sua reputação de homens de espírito, esforçam-se por encontrar um lado burlesco nas coisas mais verdadeiras ou assim consideradas por pessoas cujo saber, caráter e convicções merecem a consideração dos que se prezam de urbanidade. Que se abstenham, portanto, os que não julgam os fatos dignos de sua atenção; ninguém pretende violentar-lhes a crença, – mas que eles também saibam respeitar as dos outros.

O que caracteriza um estudo sério é a continuidade. Devemos admirar-nos de não obter respostas sensatas a perguntas naturalmente sérias, quando as fazemos ao acaso e de maneira brusca, em meio a perguntas ridículas? Uma questão complexa requer, para ser esclarecida, perguntas preliminares ou complementares. Quem quer adquirir uma Ciência deve  estudá-la  de  maneira  metódica,   começando  pelo  começo  e  seguindo  o  seu encadeamento de idéias. Aquele que propõe a um sábio, ao acaso, uma questão sobre Ciência de que ignora os rudimentos, obterá algum proveito? O próprio sábio poderá, com a maior boa vontade, dar-lhe uma resposta satisfat6ria? Essa resposta isolada será forçosamente  incompleta  e,  por  isso  mesmo,  quase  sempre  ininteligível,  ou  poderá parecer absurda e contraditória. Acontece o mesmo em nossas relações com os Espíritos. Se desejamos aprender com eles, temos de seguir-lhes o curso; mas, como entre nós, é necessário escolher os professores e trabalhar com assiduidade.

Dissemos que os Espíritos superiores só comparecem às reuniões sérias, àquelas sobretudo em que reina perfeita comunhão de pensamentos e de bons sentimentos. A leviandade e as perguntas ociosas os afastam, como entre os homens afastam as criaturas ponderadas; a campo fica então livre à turba de Espíritos mentirosos e frívolos, sempre à espreita de oportunidades para zombarem de nós e se divertirem a nossa custa. Em que se transformaria uma pergunta séria, numa reunião dessas? Teria resposta? De quem? Seria o mesmo que lançarmos, numa reunião de gaiatos, estas perguntas: O que é a alma? O que é a morte? e outras coisas assim divertidas.
Se quereis respostas sérias, sede sérios vós mesmos, em toda a extensão do termo e mantende-vos nas condições necessárias: somente então obtereis grandes coisas. Sede, além  disso,  laboriosos  e  perseverantes  em  vossos  estudos,  para  que  os  Espíritos superiores não vos abandonem como faz um professor com os alunos negligentes.

IX – MONOPOLIZADORES DO BOM SENSO

O movimento de objetos é um fato comprovado; resta saber se nesse movimento há ou não manifestação inteligente e, em caso afirmativo, qual a sua origem.

Não falamos do movimento inteligente de certos objetos, nem das comunicações verbais   ou   das   que   são   escritas   diretamente   pelos   médiuns.   Esse   gênero   de manifestações, tão evidente para aqueles que viram e aprofundaram o assunto, não é, à primeira vista, bastante independente da vontade para convencer um observador novato, Não : trataremos, portanto, senão da escrita obtida com a ajuda de um objeto munido de lápis, como a cesta, a prancheta, etc. A maneira por que os dedos do médium são postos sobre o objeto desafia, como já dissemos, a mais consumada destreza em particular de qualquer forma da formação das letras. Mas admitamos ainda que, por uma habilidade maravilhosa, possa ele enganar os olhos mais atentos. Como explicar a natureza das respostas, quando elas superam as idéias e os conhecimentos do médium? E note-se que não se trata de respostas monossilábicas, mas quase sempre de muitas páginas escritas com admirável rapidez, espontaneamente ou  sobre assunto determinado. Pela mão do médium menos versado em literatura surgem poesias de uma sublimidade e de uma pureza  impecáveis,  que  não  desmereceriam  os  melhores  poetas  humanos.  E  o  que aumenta ainda a estranheza desses fatos é que eles se produzem por toda parte e que os médiuns se multiplicam ao infinito. Esses fatos são reais ou não? A esta pergunta só podeis responder: Vede e observai; não vos faltarão oportunidades; mas, sobretudo, observai com constância, por longo tempo e obedecendo às condições necessárias.

À evidência, o que respondem os antagonistas? Sois vítimas do charlatanismo, dizem eles, ou joguetes de uma ilusão. Responderemos de início que é preciso afastar a palavra charlatanismo de onde não

existem lucros, pois os charlatões não agem gratuitamente. Seria, quando muito, uma mistificação. Mas por que estranha coincidência os mistificadores se teriam entendida, de um extremo a outro do mundo, para agir da mesma maneira, produzir os mesmos efeitos e dar aos mesmos assuntos e nas  diversas línguas respostas idênticas, senão quanto às palavras, pelo menos quanto ao sentido? Como é que pessoas sérias, honradas e instruídas se prestariam a semelhantes manobras, e com que objetivo? Como teriam encontrado entre as crianças a paciência  e a habilidade necessárias? Porque, se os médiuns não forem instrumentos passivos, é claro que necessitam de habilidade e de conhecimentos incompatíveis com certas idades e posições sociais.
Então acrescentam que, se não há embuste, dos dois lados podem estar embuídos por uma ilusão. Em boa lógica, a qualidade das testemunhas tem um certo peso; ora, é o caso de se perguntar se a doutrina espírita, que conta hoje milhões de adeptos, só os recruta entre os ignorantes. Os fenômenos em que ela se apóia são tão extraordinários que concebemos a dúvida, mas não se pode admitir a pretensão de alguns incrédulos ao monopólio do bom senso, ou que, sem respeito às conveniências e ao valor moral dos adversários, tachem de ineptos a todos os que não concordam com as suas opiniões. Aos olhos de toda pessoa judiciosa, a opinião dos homens esclarecidos que viram determinado fato por longo tempo e o estudaram e meditaram será sempre uma prova ou pelo menos uma presunção favorável, por ter podido prender a atenção de homens sérios que não tinham nenhum interesse em propagar erros, nem tempo a perder com futilidades.


X – A LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS E O PODER DIABÓLICO

Entre  as  objeções,  algumas  são  mais  consideráveis  pelo  menos  na  aparência, porque baseiam-se na observação de pessoas sérias.

Uma dessas observações refere-se à linguagem de certos Espíritos, que não parece digna  da  elevação  atribuída  aos  seres  sobrenaturais.  Se  quisermos  reportar-nos  ao resumo da doutrina, atrás apresentado, veremos que os próprios Espíritos ensinam que não são iguais em conhecimentos, nem em qualidades morais, e que não se deve tomar ao pé da letra tudo o que dizem. Cabe às pessoas sensatas separar o bom do mau. Seguramente os que deduzem, desse fato, que tratamos com seres malfazejos, cuja única intenção é a de nos mistificarem,
não conhecem as comunicações dadas nas reuniões em que se manifestam. Espíritos superiores, pois de outra maneira não pensariam assim. É pena que o acaso tenha servido tão mal a essas pessoas, não  lhes mostrando senão o lado mau do mundo espírita, pois não queremos supor que uma tendência simpática atraia para elas os maus Espíritos em lugar dos bons, os Espíritos  mentirosos ou esses cuja linguagem é de revoltante  grosseria.  Poderíamos  concluir,  quando  muito,  que    a  solidez  dos  seus princípios não seja votante forte para preservá-las do mal, e que, encontrando um certo prazer em lhes satisfazer a curiosidade, os maus Espíritos, por seu lado, aproveitam-se disso para se introduzirem entre elas, enquanto os bons se afastam.

Julgar a questão dos Espíritos por esses fatos seria tão pouco lógico como julgar o caráter de um povo pelo que se diz e se faz numa reunião de alguns estabanados, ou gente de má fama, a que não comparecem os sábios nem as pessoas sensatas. Os que assim julgam estão na situação de um estrangeiro que, chegando a uma grande capital pelo  seu  pior  arrabalde,  julgasse  toda  a  população  da  cidade  pelos  costumes  e  a linguagem  desse  bairro  mesquinho.  No  mundo  dos  Espíritos    também  desníveis sociais; se aquelas pessoas quisessem estudar  as relações entre os Espíritos elevados ficariam convencidas de que a cidade celeste não contém apenas a escória popular. Mas,  perguntam  elas,  os  Espíritos  elevados  chegam  até  nós?  Responderemos:  não permaneçais no subúrbio; vede, observai e julgai; os fatos ai estão para todos. A menos que a essas pessoas se apliquem estas palavras de Jesus: “Têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem”.

Uma variante desta opinião consiste em não ver nas comunicações espíritas e em todos os fatos materiais a que elas dão lugar senão a intervenção de um poder diabólico, novo Proteu que revestiria todas as formas para melhor nos iludir. Não a consideramos suscetível de um exame sério e por isso não nos deteremos no caso: ela já está refutada pelo que dissemos atrás. Acrescentaremos apenas que, se  assim fosse, teríamos de convir que o diabo é às vezes bem inteligente, bastante criterioso, e sobretudo muito moral, ou então que existem bons diabos.

Como  acreditar,  de  fato,  que  Deus  não  permita  senão  ao  Espírito  do  mal manifestar-se para nos perder, sem nos dar por contrapeso os conselhos dos bons Espíritos? Se Ele não o pode, isto é uma impotência; se Ele o pode e não faz, isso é incompatível com a sua bondade  e  uma  e  outra  suposição  seriam  blasfêmias.  Acentuemos  que  admitir  : comunicação dos maus Espíritos é reconhecer o princípio das manifestações, Ora, desde que estas existem, será com a permissão de Deus. Como acreditar, sem cometer impiedade, que Ele só permita o mal, com exclusão do bem? Uma doutrina assim é contrária ao bom senso e às mais simples noções da religião.