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sábado, 2 de julho de 2011

Mensagem Espírita - Reforma Íntima em Seis Perguntas - Rede Amigo Espírita



Reforma Íntima em Seis Perguntas


1)O que é a Reforma Íntima?A Reforma Íntima é um processo contínuo de autoconhecimento,de conhecimento de nossa intimidade espiritual,modelando-nos progressivamente na vivência evangélica,em todos os sentidos da nossa existência.É a transformação do homem velho,carregado de tendências e erros seculares,no homem novo,atuante na implantação dos ensinamentos do Divino Mestre,dentro e fora de si.



2)Por que a Reforma Íntima?Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nós,conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espirito.



3)Para que a Reforma Íntima?Para transformar o homem e a partir dele,toda a humanidade,ainda tão distante das vivências evangélicas.Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das últimas horas,pelos nossos testemunhos,respondendo aos apelos do Plano Espiritual e intregando-nos na preparação cíclica do Terceiro milênio.



4)Onde fazer a Reforma Íntima?Primeiramente dentro de nós mesmos,cujas transformações se refletirãodepois em todos os campos de nossa existência,no nosso relacionamento com familiares,colegas de trabalho,amigos e inimigos e,ainda,nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.



5)Quando fazer a Reforma Íntima?O momento é agora e já;não há mais o que esperar.O tempo passa e todos os minutos são preciosos para a conquistas que precisamos fazer no nosso íntimo.



6)Como fazer a Reforma Íntima?Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos,um dos meios mais efetivos é o ingresso numa escola de Aprendizes do Evangelho,cujo o objetivo central é exatamente esse.Com a orientação dos dirigentes,num regime disciplinar,apoiados pelo própio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual,consequimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento,e transpormos as nossas barreiras.Daí em diante o trabalho continua de modo progressivo,porém com mais entusiasmo e maior disposição.Mas,também,até sozinhos podemos fazer nossa Reforma Íntima,desde que nos empenhemos com afinco e denodo,vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.

Mensagem Espírita - Emoções - Rede Amigo Espírita



Emoções

Conta-se que, no século VI a.C., quando governava a Lídia, Creso, o soberano poderoso e rico, tinha um filho que era surdo-mudo.

Por ocasião da guerra travada contra Ciro, rei dos persas, que praticamente dominava o mundo mediterrâneo, ao acompanhar a luta que se desenrolava nos seus jardins palacianos, estarrecido ante a derrota iminente, olhando pela janela da sala do trono, o rei não percebeu a entrada de um inimigo, que levantou a lança para golpeá-lo pelas costas.

O jovem, que se ocultava por trás de pesado reposteiro, viu a cena e, tomado de pavor, deu um grito, exclamando:

“ – Não o mates. Ele é o rei !”

O soldado, assustando-se, lançou o dardo e, ao errar a pontaria, cravou-o na janela, salvando dessa forma, o monarca.

A emoção desencadeia forças de expressão contraditória que jazem no homem.

As de natureza superior inspiram o belo, o bom, o nobre, conduzindo aos ideais de libertação e felicidade.

Aquelas que se apresentam asselvajadas produzem a insensibilidade e levam ao estupor, gerando violência que combure e alucina.

A emoção do jovem salvou a vida física do pai, em razão dos sentimentos de amor recíproco vivenciados em silêncio.

Outras, no entanto, fazem que o organismo descarregue substâncias tóxicas na corrente sanguínea, anestesiando a razão e liberando as energias desgovernadas que procedem dos instintos agressivos ainda não sublimados.

*
Afirma-te nas experiências de elevação espiritual mediante o controle dos impulsos primitivos.

Age ao invés de reagires.

Silencia ante a acusação injusta em vez de debateres.

Confia no tempo, não precipitando acontecimentos.

Exercita o pensamento na fixação das idéias positivas, desarticulando as construções pessimistas.

Atua com correção, mesmo quando as circunstâncias te facultem a ação negativa.

És o que pensas. Assim, as tuas atitudes refletem o teu estado interior.

Na fonte das emoções encontram-se as causas dos acontecimentos futuros para a tua ascensão ou queda, conforme liberas a adrenalina psíquica na corrente sanguínea do teu comportamento.

*
Jesus, por dominar as emoções, Espírito perfeito, recebeu a traição do amigo, a ingratidão das massas, o abandono e a crucificação sem qualquer reação de mágoa ou rebeldia, fiel à mensagem das bem-aventuranças, que exaltam os vencidos e humildes que se dominaram e triunfaram sobre si mesmos.

Joanna de Ângelis



Página 35 do Livro: No Rumo da Felicidade

Psicografia de Divaldo Franco

Editora EBM


Fonte: Rede Amigo Espírita

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mensagem Espírita - Vazio Existencial - Blog Oficina Espírita



VAZIO EXISTENCIAL

Postado por Carol


É o vazio espiritual, é o vazio na vida. Quem somos? A que viemos? Para onde vamos?

Todos desejamos intensamente encontrar um sentido para a vida e ficamos felizes quando constatamos que estamos a caminho dele, que vamos encontrar as respostas. Várias pesquisas comprovam que a falta de significado para a vida, a sensação de vazio e o desconhecimento da razão existencial são os mais angustiantes sentimentos do homem moderno.

A maioria de nós é prisioneira da dimensão física; ainda somos conduzidos pelo aspecto psíquico-afetivo, mas, na dimensão do espírito, somos inteiros, completos, jamais vazios. Nós não apenas existimos, mas exercemos influência sobre nossas vidas.

Ignorar a dimensão transcendental é reducionismo. A origem da sensação de mal-estar, de incômodo e de insatisfação está na falta de algo que desconhecemos e na crença de que a vida está desprovida de significado.


Em vez de permitir que alguém nos use e que vá além do razoável, magoando-nos de forma constante, estabeleçamos limites e aprendamos a legitimar nossa dignidade pessoal.

É preciso desenvolver a arte de amar a si mesmo, para que se possa amar melhor os outros, pois, em se tratando do campo do sentimento, urge a necessidade de delimitar fronteiras e de jamais anular a própria identidade.

Imolar-se em nome do amor, sendo massacrado emocionalmente por alguém simplesmente para manter um relacionamento destrutivo, é sinal de que se está amando a pessoa errada e de forma errada. Amar não significa sofrer.

Quando encaramos de forma tranqüila a sensação de fragilidade que nos invade de tempos em tempos, é porque nos conscientizamos de que ela faz parte da condição humana.

Quando a admitimos em nossa constituição Íntima, não temos mais a pretensão de sermos invulneráveis e fortes em todas as circunstâncias da vida.

Só aceitando nossa fragilidade é que encontraremos estabilidade interior. Encarar os pontos fracos não é se conformar com eles, mas mapeá-los e discernir a razão que os motivou.

Alimentar a idéia de que somos super-homens é sustentar uma personalidade doentia. Nenhum ser humano é assim. Não precisamos nos mostrar "durões" e "formidáveis" o todo tempo. Isso é utopia.


HAMMED

Sinopses - Libertação - André Luiz - Site do Instituto André Luiz

Sinopse da obra  Libertação -
Psicografada por Chico Xavier pelo espírito André Luiz


Título: "LIBERTAÇÃO" – Edição consultada: 6ª Edição/1974

Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ (pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro)

Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1949).

Edição: Primeira edição em 1949, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro/RJ)

Nota: Até 2002 já haviam 25 reedições, num total de 299.000 exemplares


Conteúdo doutrinário:

Este livro trata das culpas advindas a todos aqueles — encarnados e desencarnados — que trilharam pelos descaminhos morais, prejudicando a si mesmos e ao próximo. Como a evolução espiritual é Lei Divina, chega o tempo da inexorável prestação de contas, a partir do tribunal da própria consciência. Enquanto o arrependimento não brota no culpado, por sintonia ele será situado em tormentoso clima astral onde encontrará milhares de Espíritos similares. Porém, alguns desses — obsessores poderosos e cruéis — arvoram-se em juízes implacáveis que em razão da culpa dos mais fracos disso se valem para escravizá-los. A forma como isso acontece é aqui narrada de forma esclarecedora, quanto chocante.

As descrições dos abismais ambientes das trevas onde estão tais Espíritos caídos no mal causam fortíssima impressão, mas constituem preciosa lição de como até ali o Amor de Deus e a Caridade de Jesus e seus Prepostos se faz presente a todos quantos manifestem mínima vontade de mudar de rota, abandonando o mau proceder.

Os distúrbios físico-psíquicos-espirituais são analisados nos Planos Espiritual e Material, com detalhamento de alto impacto aos leitores, funcionando esta obra como enérgico alerta a todos nós, criaturas ainda nas duras lutas do auto-aperfeiçoamento moral.

Não adiantando análises ou reflexões, mas apenas em face do que temos visto no Movimento Espírita, talvez nos seja permitido imaginar que determinadas informações (caso da segunda morte e dos ovóides, por exemplo) causem estranheza e dificuldade de aceitação a alguns espíritas. Não obstante, pedimos licença a esses para sugerir-lhes que dêem crédito ao Tempo, que desata todo e qualquer nó, jamais deixando a verdade submersa.



SINOPSE - Capítulo a capítulo

Cap I – Ouvindo elucidações – São citados vultos históricos que embora plenos de boas intenções, no entretanto não lograram semear a paz e a fraternidade. É dito que a Espiritualidade estuda a energia atômica (estávamos em 1949!) em aspectos inimagináveis para os encarnados. Há exortação de auxílio às almas caídas (de desencarnados), agrupadas em regiões trevosas de terrível aspecto.



Cap II – A palestra do Instrutor – O capítulo trata dos Espíritos desencarnados voltados para o mal: organizam e dirigem cidades espirituais onde almas caídas se refugiam, fugindo “envergonhadas de si mesmas”. São “filhos das trevas que se aglomeram, escorando-se, aos milhares, uns nos outros...”.



Cap III – Entendimento – Sublimes lições de renúncia e gratidão. Cita-se que as desarmonias da Terra são consideradas em tribunais mais altos do que possamos imaginar... A riqueza material é configurada como prova perigosa e aflitiva.



Cap IV – Numa cidade estranha – Há descrição de tenebroso reino das trevas. Seres de terrível aspecto, gemidos lancinantes vindos de toda parte... O ambiente é sufocante... Ali “padecem centenas de milhares de criaturas em amargos choques de retorno à realidade”. A direção dessa região é de um Espírito impiedoso que se intitulou “grande juiz”. Crianças, por compaixão celestial, não são levadas para ali.



Cap V – Operações seletivas – A lei de ação e reação está presente em toda parte. Mas naquela região das trevas os juízes hipnotizam os “réus” e os condenam e martirizam, ao invés de sugerir renovação moral — única via para a “liberdade”, consubstanciada na paz de espírito. Vemos descrição do processo da licantropia (doença mental em que o enfermo se julga transformado em lobo). Encontramos no capítulo preciosas elucidações sobre sintonia e aura.



Cap VI – Observações e novidades – Citados os “halos vibratórios” (revestimento de cada Espírito). Simples e preciosa lição: a prece edifica barreiras às obsessões. É mostrado como a desarmonia doméstica entre cônjuges pode ser fruto da invigilância de um deles, que durante o desdobramento do sono recebe forte influenciação de obsessores vingativos. Há informação, ao que sabemos, inédita: “a segunda morte”, representada pela perda do perispírito... seja por grande mérito e ascensão a planos superiores, ou, ao contrário, por demasiada densidade mental na maldade e nos vícios. No primeiro caso, os Espíritos que muito evoluem “alçam vôo altíssimo”; no segundo, os Espíritos mergulhados no mal transformam-se em esferas ovóides, quais fetos ou amebas mentais. Estes últimos, para sobreviver, imantam-se a hospedeiros — encarnados ou desencarnados — com eles sintonizados.



Cap VII – Quadro doloroso – Casas revestidas de lodo e de cheiro repelente davam o tom àquele local, pelo qual transitavam milhares de “loucos declarados”. Adiante, um brusco despenhadeiro e abaixo dele, furnas e abismos, onde milhares de Espíritos alienados mentais se amontoavam. Há reencarnações compulsórias, sob auspícios do Plano Superior, a beneficio de Espíritos em expiação de delitos graves.



Cap VIII – Inesperada intercessão – O bondoso Instrutor espiritual dialoga com o poderoso Espírito que se arvorou em “grande juiz” dos culpados. O objetivo do Instrutor é auxiliar a uma pessoa encarnada que está em vias de alienar-se e desencarnar, por subjugação obsessiva de 60 (sessenta) (!) Espíritos auxiliares desse “grande juiz”. São citados os “dragões” (Espíritos caídos no mal, operando há muito tempo em zonas inferiores da vida).

NOTA: O Autor Espiritual repassa o esclarecimento de que tais acontecimentos são de conhecimento da Espiritualidade amiga que, longe de com eles concordar, administra-os porém na medida justa, a benefício de devedores tais, que só a dor e as dificuldades inclinam à redenção.



Cap IX – Perseguidores invisíveis – Gúbio, A.Luiz e o companheiro Elói “integram-se” na equipe do poderoso juiz, com o fito de auxiliar à citada vítima da tão cruel obsessão... O capítulo é de forte expressão ao mostrar como se processa incessante vampirização pelas formas ovóides, fortemente ligadas ao cérebro da vítima encarnada, cujas energias usuais do corpo físico serviam-lhes de alimento. Há ainda interessantes dissertações sobre imagens religiosas em igrejas e halo vital (aura), cujas cores demonstram o patamar moral dos Espíritos (encarnados e desencarnados). Fluidificação de hóstias (!).



Cap X – Em aprendizado – A origem de uma vingança é detalhada. O apoio espiritual a todos os médicos é confirmado. A desarmonia no lar é vista do Plano espiritual, demonstrando como a ausência do Evangelho traz perturbações a familiares encarnados e desencarnados. A beleza física nem sempre é paralela à forma perispirítica...



Cap XI – Valiosa experiência – Temos aqui expostos os perigos da mediunidade mercantilista e também os tormentos vivenciados no arrependimento pelos abusos do poder. Há excelente lição sobre o ectoplasma. Novos processos obsessivos são também exemplificados e dimensionados.



Cap XII – Missão de amor – É descrita a terrível influência espiritual negativa mesmo entre Espíritos que se querem bem (encarnados e desencarnados), mas sintonizados em vingança. A força do perdão, associada a uma sublime prece, seguida de preciosa doutrinação, rompem duas barreiras do mal, erguida há tanto tempo por almas sedentas de vingança. E aí, assim, diante da força do amor, tais almas reconhecem a permanente caridade de Deus para com Seus filhos, dispensada por intermédio de Jesus e seus prepostos.

NOTA: Em nossa desqualificada opinião este é, talvez, um dos trechos mais belos de toda a literatura espírita, ao demonstrar como a humildade e a caridade são usinas de paz.



Cap XIII – Convocação familiar – Desdobrados pelo sono familiares encontram-se e são orientados à reconstrução de suas existências. A Lei de Causa e Efeito e o amparo fraternal do Instrutor reconstituem o passado, levando harmonia aos personagens envolvidos em até então dolorosos dramas.



Cap XIV – Singular episódio – O capítulo demonstra como todos os Espíritos têm, no âmago, a centelha imortal do amor. Mesmo aqueles que — e principalmente é o que nos resta demonstrado — estão provisoriamente engajados no mal. Nesse caso, sua conversão, ou melhor, seu retorno ao Bem, constitui aprendizado dos mais comoventes.



Cap XV – Finalmente, o socorro – É dissertado quanto ao problema da Espiritualidade que se ressente de médiuns desinteressados da humildade. São citados os médiuns que têm procedimento espiritualizado apenas nas poucas horas de duração da reunião mediúnica, quase sempre semanal... (e pensar que a semana tem 168 horas...). Há novos apontamentos sobre o ectoplasma (cópia de “força nêurica”).



Cap XVI – Encantamento pernicioso – O ciúme é descrito como verdadeira tempestade de fluidos malignos a desestabilizar (principalmente aos médiuns). Vemos aqui como os obsessores influenciam o médium presa de ciúmes, fazendo-o vacilar e perder o concurso da Espiritualidade protetora.



Cap XVII – Assistência fraternal – O Centro Espírita é refúgio abençoado para Espíritos sinceramente arrependidos e dispostos a mudança de rota, saindo do erro e caminhando na reconstrução. Há no capítulo uma importante informação: uma mãe suicida, com sua presença espiritual, inocula “vírus psíquico” nos filhos (crianças, ainda), “envenenando-lhes a carne delicada, através da respiração”. Formas-pensamento são delineadas, demonstrando a força criadora do pensamento.



Cap XVIII – Palavras de benfeitora – A reencarnação, raramente apreciada, constitui bênção sublime, divina, face as renovadas oportunidades de progresso que oferta, oportunidades essas que, pela maioria dos que reencarnam, têm aproveitamento prometido antes, são esquecidas durante, lamentadas depois...



Cap XIX – Precioso entendimento – Mais uma vez é lecionado que a “experiência terrena pode ser doloroso curso de renunciação pessoal mas também abençoada escola em que o Espírito de boa vontade pode alcançar culminâncias”. A dor e os obstáculos constituem ferramentas de melhoria moral a nosso favor. Vemos, neste capítulo, o fraternal encontro do Espírito que vai reencarnar com o Espírito encarnado que ser-lhe-á mãe. Notável o fato que, esses mesmos Espíritos, que estarão novamente reunidos no lar, em vida passada também foram familiares, com o parentesco invertido, isto é, eram mãe e filha; brevemente serão filha e mãe.



Cap XX – Reencontro – A compreensão e a fraternidade, consubstanciando o amor fraternal para aqueles que nos perseguem, são os verdadeiros dissolventes da vingança. O perseguidor é o irmão que tem menos a crueldade e mais a moléstia do orgulho ferido.

Findando este abençoado livro o Autor Espiritual nos brinda com exemplares casos de libertação (título desta obra), um em particular; todos, porém, graças ao infinito Amor de Deus, traduzido pela permanente ação fraternal e iluminada do amparo de Jesus.



Personagens citados:

ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual. Permaneceu no Umbral por oito anos.

- 1° livro: “NOSSO LAR” – obra literária iniciando fecunda série, sempre pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nesse livro, reporta como foi recolhido à Instituição Espiritual "Nosso Lar" (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro), por interferência de sua mãe.Com impressionante ineditismo, o livro narra particularidades do Plano Espiritual.

Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo, alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.

Informa, ao fim do livro, que recebeu a comenda de "Cidadão de Nosso Lar".

André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a conseqüente evolução espiritual traz intensos momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo.

- 2° livro: "OS MENSAGEIROS" - reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no "Centro de Mensageiros", quando, após estágio e uma viagem à Crosta, teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.

- 3° livro: “MISSIONÁRIOS DA LUZ" - aprimora os conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre, onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas.

- 4° livro: "OBREIROS DA VIDA ETERNA" - registra que é a primeira vez que integra equipe socorrista (de auxílio a desencarnações), pois até então fora estudante/aprendiz.

- 5° livro: “O MUNDO MAIOR” - agora, focaliza aspectos da vida no mundo espiritual e do intercâmbio entre desencarnados e encarnados, especialmente durante o repouso físico.



OBS: Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro "LIBERTAÇÃO", colocando entre parênteses: (d) = desencarnado; (e) = encarnado, e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.



FLÁCUS (d) – l/13 – É um dos 12 (doze) Ministros de “Nosso Lar”.

GÚBIO (d) – 1/13 – Instrutor no educandário de “Nosso Lar”.

ELÓI (d) – 2/26 – Amigo de André Luiz.

MARGARIDA (d) – 3/39 – Enferma, atendida por Gúbio (seu pai em eras recuadas).

GAMA (d) - 3/40 – Instrutor encarregado de serviços em Colônia Espiritual.

CLÁUDIO (d) - 3/42 – Obsessor impenitente que recusa qualquer tipo de auxílio.Assassinou o sobrinho.

ANTÔNIO (d) – 3/44 – É o sobrinho que Cláudio assassinou.

GREGÓRIO (d) – 3/46 – Espírito trevoso, de grande potencial magnético, chefia centenas de Espíritos desditosos que obedecem-no cegamente.

NOTA: Os fatos narrados neste livro têm neste personagem o foco principal, redentor.

MATILDE (d) – 3/47 – Mãe de Gregório. É Espírito muito evoluído.

MARGARIDA (e) - 3/49 – Foi filha de Gúbio. Está imantada a Gregório.

JOÃO (e) - 6/82 – Citado por um Espírito (de mulher, também encarnado), como sendo voltado à prece.

MARINA (e) – 6/82 – Desdobrada pelo sono é assediada por um Espírito obsessor que a induz a perturbar o marido, este, em processo de auto-reforma espiritual.

JOAQUIM (e) – 7/95 – Precedeu reencarnação de um Espírito de mulher, extremamente infeliz, sua companheira em descaminhos do passado. Quando ela reencarnar, iniciarão a luta redentora de ambos.

TIMÃO (d) – 8/112 – Estranho personagem, preposto do poderoso Gregório.

SÉRGIO (d) – 9/113 – Auxiliar na equipe de obsessores do implacável juiz (Gregório).

SALDANHA (d) – 9/113 – Diretor da falange de obsessores.

IRACEMA (d) – 10/126 – Esposa de Saldanha.

JORGE (e) – 10/126 – Filho de Saldanha e Iracema. Inocente, foi julgado culpado. Enlouqueceu.

IRENE (d) – 10/127 – Esposa de Jorge. Suicidou-se.

GABRIEL (e) – 10/129 – Marido de Margarida.

MAURÍCIO (d) – 10/131 – Espírito protetor em ação no lar de Margarida.

LEÔNCIO (d) – 12/149 – Obsessor implacável (hipnotizador).

ALENCAR (e) – 13/165 – Irmão de Margarida.

LIA (e) – 13/165 – Neta de Saldanha.

GASPAR (d) – 14/181 – Obsessor. Hipnotizador de Margarida

AVELINA (e) – 14/182 – Esposa de Gaspar.

ÂNGELO (e) – 14/183 – Filho de Gaspar e Avelina.

FELÍCIO (e) 14/183 – Enfermeiro de Ângelo. É irmão de Elói.

SILVA (e) – 15/197 – Realiza reuniões mediúnicas proveitosas em seu lar.

OBS: Apenas como lembrete, este livro data de 1949, quando em muitas cidades não havia C.E. (Centro Espírita).Atualmente há recomendação da FEB para que as reuniões mediúnicas se processem nos C.E.

SIDÔNIO (d) – 15/197 – Diretor espiritual das reuniões mediúnicas no lar de Silva.

ISAURA (e) – 15/200 – Médium de psicofonia. Esposa de Silva.

Doutrina Cristã - O Sermão da Montanha - Site Oficina Espírita


O Sermão da Montanha

Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, e ele se pôs a ensiná-los, dizendo:

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
 

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
 

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.
 

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.
 

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.


Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
 

Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.
 

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
 

Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
 

Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ódio ou Cólera




"Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede de fazer muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve ser suficiente para induzir o homem a esforçar-se para dominá-la. O espírita é concitado a isso ainda por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs. "
(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiri­tismo. Capítulo IX. Bem-aventurados os Bran­dos e Pacíficos. A Cólera.)


- O que é o ódio?
O ódio é uma manifestação dos mais primitivos sentimentos do homem animal, que ainda guarda no espírito em evolução os resquícios do instinto de conservação, sob as formas de defesa, de amor-próprio.

- Quais os vários modos pelos quais o ódio se manifesta em nós?
Desde os aspectos mais sutis, dissimulado na hipocrisia social e nas formas de antipatias, aos atos mais cruéis e brutais de violência.

- Como o ódio se apresenta dentro de nós?

Como um sentimento, uma emoção incontida, um impulso que, ao nos dominar, expressamos através de palavras ofensivas, quando contraímos o coração, cerramos os maxilares, fechamos os punhos e soltamos faíscas vibratórias de baixo padrão, sintonizados com as entidades malévolas, que assim podem nos envolver, instigando-nos até ao crime.

- E até que limites pode o ódio nos levar?

Nesses momentos, podemos ser levados a cometer os atos mais indignos de violência, de agressividade, causando dissensões e até mortes, contraindo, muitas vezes, as mais penosas dívidas em nossa existência.

- Quais os motivos que nos levariam a odiar alguém?

Em geral, os ódios são despertados pelas humilhações sofridas, ou quando injustiçados, maltratados, traídos no afeto, na confiança ou quando ofendidos. Encontramos, igualmente, em muitas antipatias indecifráveis que possamos sentir por alguém, os ódios recônditos de outras existências, quase sempre frutos de nossas paixões.

- As manifestações de ódio são sempre instiladas pelos espíritos inferiores?

Podemos realmente deixar campo aberto para as infiltrações das entidades maldosas, que estão quase sempre à espreita para nos levar aos cometimentos do ódio. Entretanto, esses auxiliares que nos ajudam no nosso fortalecimento no bem, pelos testes que nos proporcionam, só conseguem nos atingir quando descemos aos níveis vibratórios ao alcance deles. Está, realmente, em cada um de nós, as origens das manifestações de ódio.

- Quais os sentimentos decorrentes do ódio?

Junto ao ódio encontramos o rancor, que é a permanência dele, nas promessas feitas a nós mesmos de revide. A vingança é sua decorrência. A agressividade às vezes externa um estado íntimo também decorrente das nossas manifestações de ódio, rancor, de cólera. Invejas, cobiças, ciúmes, inconformações, ressentimentos podem gerar ódios.

- É o ódio a ausência de amor?

Amor e ódio são sentimentos opostos. Um pode dar lugar ao outro em frações de segundos, dentro de nossas reações íntimas. Muitos ódios refletem expressões de um amor ainda possessivo, em criaturas que foram preteridas nos seus afetos mais profundos. Os arrependimentos copiosos por males antes nutridos em ódios distantes são os primeiros lampejos de um amor despertado, fazendo finalmente vibrar as fibras sensíveis do coração, que assim quebra a casca endurecida que o envolve. Aquele que odeia está a reclamar direitos. Aquele que ama dá de si sem esperar recompensa.

- Como podemos combater o ódio?

Perdoando aos que nos ofendem. E o nosso Divino Mestre já nos deu a fórmula: "não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete", ou seja, infinita e plenamente.
- O que fazer quando o ódio nos invade a alma?

O primeiro passo é segurá-lo de todos os modos, não deixá-lo expor-se à vontade. Calemos a boca, contemos até dez ou até cem, caso seja preciso. Logo em seguida, procuremos um local onde possamos nos recolher: aí iremos nos acalmando e mentalmente trabalharemos para serenar nosso ânimo exaltado. Então, dominá-la. O espírita é concitado a isso ainda por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs. " Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo IX. Bem-aventurados os Brandos e Pacíficos. A Cólera.)

Tomemos uma página esclarecedora de um livro ao nosso dispor e meditemos recorrendo ao Amigo Protetor. Não demorará muito e já nos reequilibraremos, vendo a fogueira que conseguimos ultrapassar.


Para conhecer - Seis livros vitais na formação dos médiuns - Blog Wanderley de Oliveira



Seis livros vitais na formação dos médiuns


Toda vez que me perguntam sobre o que recomendar para os médiuns estudarem eu costumo recomendar seis livros que considero essenciais para uma boa formação cultural e doutrinária dos médiuns.

O primeiro deles, como não poderia deixar de ser, é “O Livro dos Médiuns” de Allan Kardec. Todo médium que assume o compromisso de se orientar pelo Espiritismo e pelo Evangelho de Jesus encontrará nesta obra o roteiro básico sobre a experiência prática da mediunidade.

O segundo livro é “Seara dos Médiuns”, de Emmanuell, através de Chico Xavier, que estuda alguns tópicos de “O Livro dos Médiuns”. Contendo textos de reflexão moral, o benfeitor espiritual examina assuntos extremamente valiosos para a conduta cristã dos médiuns.

O terceiro livro é “Nos Domínios da Mediunidade”, de André Luiz, também pela mediunidade Chico Xavier. São casos e histórias que envolvem médiuns e mediunidades em um grande aprendizado.

O quarto livro estuda “Nos Domínios da Mediunidade” e se chama “Estudando a Mediunidade”, de Martins Peralva. As anotações do escritor Peralva, com uso de ilustrações, torna fácil e compreensível os apontamentos profundos de André Luiz.

O quinto livro é “Imensidão dos Sentidos”, do espírito Hammed, através de Francisco do Espírito Santo Neto. São capítulos de estudo dos sentimentos na vida do médium. Um enfoque da mais vital importância para educação e melhoria de quem lida com as potencialidades mediúnicas.

O sexto livro é “Escutando Sentimentos”, de Ermance Dufaux, que estuda o auto-amor em nossas vidas. Sem auto-amor, dificilmente os médiuns conseguirão harmonia e serenidade mental. Somente amando-nos conseguimos nos aceitar e, portanto, discernir o que nos pertence e o que pertence a outros, inclusive a espíritos.

O estudo atencioso e reflexivo dessas obras contribuirá em muito para um bom preparo no exercício mediúnico. Sem dúvida, muitas outras boas obras existem e os médiuns nunca deverão parar de estudar e adquirir informações sobre suas faculdades.

Quem começar por essas seis, certamente fará um excelente investimento na sua cultura doutrinária.

Pausa pro cafezinho! Abraço com boas energias!

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ - Obras Básicas - O Livro dos Médiuns - 30.06.2011

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ
 
Obras Básicas - 7º Tema

O Livro dos Médiuns

 
PARTE SEGUNDA
MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS
CAPÍTULO 1
AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA 

52           Com o argumento materialista descartado ao mesmo tempo pela razão e pelos fatos, resta então saber se a alma, após a morte, pode se manifestar aos vivos. A questão, assim reduzida ao que de fato interessa, fica fácil e clara. Antes de mais nada, devemo-nos perguntar por que seres inteligentes, que vivem de algum modo em nosso meio, embora invisíveis por sua natureza, não poderiam de alguma maneira comprovar-nos a sua presença. A simples razão diz que isso não tem nada de impossível, o que já é alguma coisa. Aliás, essa é uma crença de todos os povos, com a qual deparamos em todos os lugares e em todas as épocas; nenhuma intuição seria tão generalizada, nem sobreviveria ao tempo, se não tivesse um fundamento. Ela é, além disso, confirmada pelo testemunho dos livros sagrados e dos Pais da Igreja, e foi preciso o ceticismo, a descrença e o materialismo de nosso século para colocá-la entre as idéias supersticiosas; se estivermos em erro, aquelas autoridades estão em erro também.

Mas essas são apenas considerações morais. Numa época tão positiva quanto a nossa, em que se tem que dar conta de tudo e se quer saber o porquê de qualquer coisa, um fator contribuiu para o fortalecimento da dúvida: a ignorância da natureza dos Espíritos e dos meios pelos quais eles podem se manifestar. Conhecida a sua essência, as manifestações não têm mais nada de surpreendente e entram na ordem dos fatos naturais.

53           A idéia que se tem dos Espíritos de uma maneira geral torna à primeira vista o fenômeno das manifestações incompreensível. As manifestações só podem ocorrer pela ação do Espírito sobre a matéria; os que acreditam que o Espírito é a ausência de toda matéria se perguntam, com alguma dose de razão, como pode o Espírito agir materialmente.

Ora, aí está o erro. O Espírito não é uma abstração, um conceito, s; é um ser definido, limitado e circunscrito. O Espírito encarnado no corpo constitui a alma; quando o deixa na morte, não sai despojado, sem nenhum envoltório. Todos nos dizem que conservam a forma humana e, de fato, quando nos aparecem, é sob a forma que tinham quando encarnados.
Nós os observamos atentamente no momento da morte; ficam em estado de perturbação; tudo é confuso ao redor deles; vêem seu corpo físico perfeito ou mutilado, de acordo com o gênero da morte; mas, ao mesmo tempo, se vêem e se sentem vivos; alguma coisa lhes diz que aquele corpo é seu e não compreendem como podem estar separados dele. Continuam a se ver como eram, e essa visão produz em alguns, durante certo tempo, uma extraordinária ilusão: a de acreditar estarem ainda vivos na carne. É preciso a experiência de seu novo estado para se convencerem da realidade. Passado esse primeiro momento de perturbação, o corpo torna-se para eles uma velha vestimenta que despiram e que não lamentam; sentem-se mais leves, como se estivessem livres de um fardo; não sentem mais as dores físicas e ficam felizes de poder se elevar, transpor o espaço, assim como em vida fizeram muitas vezes em sonho•. Entretanto, apesar da ausência do corpo, constatam sua perso¬nalidade; têm uma forma, mas uma forma que não os oprime nem os embaraça; possuem a consciência de seu eu e de sua individualidade. O que devemos concluir disso? Que a alma não deixa tudo no túmulo e que leva alguma coisa com ela.

54 Numerosas observações e fatos irrecusáveis que abordaremos mais à frente demonstraram que há no homem três componentes: 1o) a alma ou o Espírito, princípio inteligente onde reside o sentido moral; 2o) o corpo, envoltório grosseiro, material, de que é temporariamente revestido para a realização de alguns objetivos providenciais, e 3o) o perispírito, envol¬tório fluídico semimaterial, que serve de ligação entre a alma e o corpo.

A morte é a destruição, ou melhor, a desagregação do envoltório grosseiro, que a alma abandona. O outro envoltório, desligado do corpo físico, segue a alma, que se reveste, dessa maneira, sempre com um envoltório que, ainda que fluídico, etéreo, vaporoso, invisível para nós em seu estado normal, não deixa de ser matéria, embora, até o momento, não pudéssemos nos apoderar dela e submetê-la à análise.

Esse segundo envoltório da alma, o perispírito, existe, pois, durante a vida corporal; é o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe e por ele o Espírito transmite sua vontade ao exterior e age sobre os órgãos. Para nos servir de uma comparação material, é o fio elétrico condutor que serve para a recepção e a transmissão do pensamento; enfim, é o agente misterioso, imperceptível, conhecido como fluido nervoso, que exerce um papel muito importante no sistema orgânico e cuja função não se leva em suficiente consideração nos fenômenos fisiológicos e patológicos. A medicina, considerando apenas o elemento material ponderável, se priva, na apreciação dos fatos, de uma causa incessante da ação. Mas aqui não é o lugar de analisarmos essa questão; lembraremos somente que o conhecimento do perispírito é a chave para uma multidão de problemas até agora inexplicáveis.

O perispírito não é uma dessas hipóteses às quais, algumas vezes, se recorre à ciência para a explicação de um fato; sua existência não é somente revelada pelos Espíritos; é resultado de observações, como teremos oportunidade de demonstrar. Para o momento, e para não antecipar fatos que iremos relatar, nós nos limitamos a dizer que, seja durante sua união com o corpo ou após a separação, a alma nunca é separada de seu perispírito.

55           Diz-se que o Espírito é uma chama, uma centelha; isso se deve entender do Espírito propriamente dito, como princípio intelectual e moral, ao qual não se saberia atribuir uma forma determinada; mas, em qualquer grau que se encontre, ele está sempre revestido de um envoltório ou peris¬pírito, cuja natureza se eteriza à medida que ele se purifica e se eleva na hierarquia espiritual; assim, para nós, a idéia de forma é inseparável do Espírito, e não concebemos um sem o outro. O perispírito é, portanto, parte integrante do Espírito, como o corpo é parte integrante do homem. Contudo, o perispírito sozinho não é o Espírito, assim como o corpo por si só não é o homem, porque o perispírito não pensa; ele é para o Espírito o que o corpo é para o homem: é o agente ou o instrumento de sua ação.

56           A forma do perispírito é a forma humana, e, quando nos aparece, geralmente é sob a forma que tinha quando estava encarnado. Em razão disso, poderíamos deduzir que o perispírito, desligado de todas as partes do corpo, modela-se de algum modo sobre ele e lhe conserva a forma. Mas não parece que seja assim. Exceto por algumas nuanças de detalhes e salvo as modificações orgânicas necessárias ao meio no qual o ser é chamado a viver, a forma humana é semelhante entre os habitantes de todos os globos; pelo menos é o que dizem os Espíritos; é igualmente a forma de todos os Espíritos não-encarnados e que têm apenas o perispírito; é a que em todos os tempos se usou para representar os anjos ou Espíritos puros; disso devemos concluir que a forma humana é a forma típica de todos os seres humanos em qualquer grau evolutivo que estejam.

Mas a matéria sutil do perispírito não tem a tenacidade nem a rigidez da matéria compacta do corpo; ela é, se assim podemos nos exprimir, flexível e expansível; é por isso que a forma que ele toma, embora seja um decalque do corpo, não é estável, não é absoluta; ela se dobra à vontade do Espírito, que lhe pode dar essa ou aquela aparência, de acordo com sua vontade ao passo que o corpo físico lhe ofereceria uma resistência insuperável. Desembaraçado do obstáculo que o comprimia, o perispírito se estende ou se contrai, transforma-se; numa palavra: ele se presta a todas as metamorfoses, conforme a vontade que age sobre ele. É por conseqüência dessa propriedade de seu envoltório fluídico que o Espírito que quer se fazer reconhecer pode, quando isso é necessário, tomar a exata aparência que tinha quando encarnado, até mesmo com sinais corporais que possam ser evidências de reconhecimento.

Os Espíritos, como se vê, são seres semelhantes a nós, que formam ao nosso redor toda uma população invisível no estado normal; dizemos no estado normal porque, como veremos a seguir, essa invisibilidade não é completa.

57           Voltemos à natureza do perispírito, visto que isso é essencial para a explicação que temos que dar. Dissemos que, embora fluídico, não é menos matéria, possibilitando as aparições tangíveis sobre as quais nos ocuparemos mais à frente. Viu-se, sob a influência de alguns médiuns, aparecer mãos tendo todas as propriedades de mãos vivas, que têm calor, que se podem apalpar, que oferecem resistência a um corpo sólido, que podem nos agarrar e que, de repente, evaporam como uma sombra. A ação inteligente dessas mãos, que evidentemente, obedecem a uma vontade ao executar certos movimentos, tocando até mesmo melodias num instrumento, prova que elas são parte visível de um ser inteligente invisível. Sua tangibilidade, sua temperatura, numa palavra, a impressão que provocam sobre os sentidos, chegando a deixar marcas na pele, dar pancadas dolorosas ou acariciar delicadamente, provam que são de uma matéria qualquer. Por outro lado, seu desaparecimento instantâneo prova que essa matéria é eminentemente sutil e se comporta como algumas substâncias que podem alternativamente passar do estado sólido para o estado fluídico e vice-versa.

58           A natureza íntima do Espírito propriamente dito, ou seja, do ser pensante nos é inteiramente desconhecida; ela se revela para nós somente por seus atos, e seus atos podem impressionar nossos sentidos materiais apenas por um intermediário material. O Espírito tem, portanto, necessi¬dade de matéria para agir sobre a matéria. Tem por instrumento direto de suas ações o perispírito, como o homem tem seu corpo; acontece que seu perispírito é matéria, como acabamos de ver. Tem em seguida por agente intermediário o fluido universal, uma espécie de veículo sobre o qual age, como nós agimos sobre o ar para produzir alguns efeitos por meio da dilatação, da compressão, da propulsão ou das vibrações.

Considerada dessa maneira, a ação do Espírito sobre a matéria se compreende facilmente; compreende-se desde logo que todos os efeitos que resultam disso entram na ordem dos fatos naturais e nada têm de maravilhoso. Só pareceram sobrenaturais porque sua causa não era conhecida; conhecida a causa, o maravilhoso desaparece, e essa causa está inteiramente nas propriedades semimateriais do perispírito. É uma nova ordem de fatos que uma nova lei acaba de explicar e que não causará admiração a ninguém dentro de algum tempo, como ninguém se espanta hoje de poder se comunicar a distância, em segundos, por meio da eletricidade.

59 Talvez se pergunte como o Espírito, com a ajuda de uma matéria tão sutil, pode agir sobre os corpos pesados e compactos, erguer mesas etc. Certamente não se espera de um homem da ciência fazer uma objeção semelhante; afinal, sem falar das propriedades desconhecidas que esse novo agente pode ter, não temos sob nossos olhos exemplos semelhantes? Não é nos gases mais rarefeitos, nos fluidos imponderáveis que a indústria encontra seus mais poderosos motores? Quando se vê o ar derrubar edifícios, o vapor arrastar massas enormes, a pólvora gaseificada levantar rochas, a eletricidade destruir árvores e perfurar muralhas, que estranheza há em admitir que o Espírito, com a ajuda de seu perispírito, possa erguer uma mesa? Principalmente quando se sabe que esse perispírito pode tornar-se visível, tangível e se comportar como um corpo sólido.



• Quem se reportar ao que dissemos em O Livro dos Espíritos sobre os sonhos e o estado do Espírito durante o sono (Veja questões nos 400 a 418), compreenderá que esses sonhos que quase todo mundo teve, nos quais se vê transportado através do espaço e como que voando, não são outra coisa senão uma lembrança da sensação experimentada pelo Espírito, quando, durante o sono, havia momentaneamente deixado o seu corpo material, levando com ele apenas o seu corpo fluídico, aquele que conservará após a morte. Esses sonhos podem, pois, dar-nos uma idéia do estado do Espírito quando está desembaraçado dos entraves que o prendem à Terra (N.K.).

Mensagem Espírita - Autolibertação - Site da federação Espírita Brasileira

AUTOLIBERTAÇÃO

*

"...Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele," - Paulo, (I TIMOTEO, 6:7.)

Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do "eu", começa o teu curso de auto-libertação, aprendendo a viver "como possuindo tudo a nada tendo", "com todos e sem ninguém".


      Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes; que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.


      Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.


      Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.


      Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.


      Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.


      Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração. Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?


      Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.


      Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.


      Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele".

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ - Obras Básicas - O Livro dos Espíritos - 29.06.2011

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ

Obras Básicas  - 7º Tema

O Livro dos Espíritos


XI – GRANDES E PEQUENOS



É estranho, acrescentam, que só falem de Espíritos de personalidades conhecidas. E perguntam por que motivo só estes se manifestam. É um erro proveniente, como muitos  outros,  de  observação  superficial.   Entre  os  Espíritos  que  se  manifestam espontaneamente    maior  número  de  desconhecidos  do  que  de  ilustres.  Eles  se designam qualquer nome, muitas vezes por nomes alegóricos ou característicos. Quanto aos evocados, desde que não se trate de parentes ou amigos, é muito natural que sejam de preferência os conhecidos. Os nomes de personagens ilustres chamam mais a atenção por serem. mais destacados.



Acham   ainda   estranho   que   os   Espíritos   de   homens   eminentes   atendam familiarmente  ao  nosso  apelo,  ocupando-se  às  vezes  de  coisas  insignificantes,  em comparação com as de que se ocupavam durante a vida. Isso nada tem de estranho para os que sabem que o poder ou a consideração de que esses homens gozavam no mundo não lhes dá nenhuma supremacia no mundo espírita. Os Espíritos confirmam com isto as palavras do Evangelho: Os grandes serão humilhados e os pequenos serão exaltados, que devem ser entendidas em relação ã categoria que cada um de nós ocupará entre eles. É assim que aquele que foi o primeiro na  Terra poderá encontrar-se entre os últimos; aquele que nos faz curvar a cabeça nesta vida pode voltar como o mais humilde artesão, porque ao deixar a vida perdeu toda a sua grandeza, e o mais poderoso monarca talvez lá se encontre abaixo do último dos seus soldados.



XII – DA IDENTIFICAÇÃO DOS ESPÍRITOS



Um fato demonstrado pela observação e confirmado pelos próprios Espíritos é que os   Espíritos   inferiores   apresentam-se   muitas   vezes   com   nomes   conhecidos   e respeitados. Quem pode, portanto, assegurar que  aqueles  que  dizem  ter  sido  Sócrates,  Júlio  César,  Carlos  Magno,  Fénelon, Napoleão, Washington, etc. tenham realmente animado esses personagens? Essa dúvida existe  entre  alguns  adeptos  bastante  fervorosos  da  Doutrina  Espírita.  Admitem  a intervenção e a manifestação dos Espíritos, mas perguntam que controle podemos ter da sua identidade. Esse controle é de fato bastante difícil de realizar, mas se não pode ser feito de maneira tão autêntica como por uma certidão de registra civil, pode sê-la por presunção, através de certos indícios.



Quando se manifesta o Espírito de alguém que pessoalmente conhecem, de um parente ou de um amigo, sobretudo se morreu há pouco tempo, acontece geralmente que sua linguagem corresponde com perfeição às características que conhecíamos. Isto já é um indício de identidade. Mas a dúvida já não será certamente possível quando esse  Espírito  fala  de  coisas  particulares,  lembra  casos  familiares  que  somente  o interlocutor conhece. Um filho não se enganará, por certo, com a linguagem de seu pai e de sua mãe, nem os pais com a linguagem do filho. Passam-se algumas vezes, nessas evocações íntimas coisas impressionantes, capazes de convencer o mais incrédulo. O cético mais endurecido é muitas vezes aterrado com as revelações inesperadas que lhe são feitas.



Outra circunstância bastante característica favorece a identidade. Dissemos que a caligrafia  do  médium  muda  geralmente  com  o  Espírito  evocado,  reproduzindo-se exatamente a mesma, de cada vez que o mesmo Espírito se manifesta. Constatou-se inúmeras vezes que, para pessoas mortas recentemente, a escrita revela semelhança flagrante com a que tinha em Vida; têm-se  visto assinaturas perfeitamente idênticas. Estamos  longe,  entretanto,  de  citar  esse  fato  como  uma  regra,  sobretudo  como constante; mencionamo-la como coisa digna de registro.



Os Espíritos que atingiram certo grau de depuração são os únicos libertos de toda influência  corporal;  mas  quando  estão  completamente  desmaterializados  (esta  é  a expressão de que se servem) conservam a maior parte das idéias, dos pendores e até mesmo das manias que tinham na Terra e este é ainda um meio pelo qual podemos reconhecê-los. Mas chegamos ao reconhecimento, sobretudo,. através de uma multidão de detalhes que somente uma observação atenta e continua pode revelar. Vêem-se escritores  discutirem  suas  próprias  obras  ou  suas  doutrinas,  aprovando-lhes  ou condenando-lhes certas partes; outros Espíritos lembrarem circunstâncias ignoradas ou pouco conhecidas de suas vidas ou suas mortes; todas as coisas, enfim, que são pelo menos provas morais de identidade, as únicas que se podem invocar tratando-se de coisas abstratas.



Se, pois, a identidade do Espírito evocado pode ser, até certo ponto, estabelecida em alguns casos, não há razão para que ela não o possa ser em outros. E se, para as pessoas de morte mais remota não temos os mesmos meios de controle, dispomos sempre daqueles que se referem à linguagem e ao caráter. Porque, seguramente, o Espírito de um homem de bem nunca falará como o de um perverso ou imoral. Quanto aos Espíritos que se servem de nomes respeitáveis, logo se traem por sua linguagem e suas   máximas.   Aquele   que   se   dissesse   Fénelon,   por   exemplo,   e   ainda   que acidentalmente ferisse o bom senso e a moral, mostraria nisso mesmo o seu embuste. Se, ao contrário, os pensamentos que exprime são sempre puros, sem contradições, constantemente à altura do caráter de Fénelon, não haverá motivos para duvidar-se de sua identidade. Do contrário, teríamos de supor que um Espírito que só prega o bem pode conscientemente empregar a mentira, sem nenhuma utilidade. A experiência nos ensina que os Espíritos do mesmo grau,  do mesmo caráter e animados dos mesmos sentimentos,  reúnem-se  em  grupos  e  em  famílias. Ora, o número dos Espíritos é incalculável e estamos longe de conhecê-los a todos; a maioria deles não tem nomes para nós. Um Espírito da categoria de Fénelon pode, portanto, vir em seu lugar, às vezes mesmo com o seu nome, porque é idêntico a ele e pode substituí-la e porque necessitamos de um nome para fixar as nossas idéias. Mas que importa, na verdade, que um Espírito seja realmente o de Fénelon? Desde que só diga boas coisas e não fale senão como o faria o próprio Fénelon, é  um bom Espírito; o nome sob o qual se apresenta é indiferente e nada mais é, freqüentemente, do que um meio para a fixação de nossas idéias. Não se verifica o mesmo nas evocações íntimas; pois nestas, como já dissemos, a identidade pode ser estabelecida por meio de provas que são, de alguma forma, evidentes.



Por fim, é certo que a substituição dos Espíritos pode ocasionar uma porção de enganos,  resultar  em  erros  e  muitas  vezes  em  mistificações.  Esta  é  uma  das dificuldades do Espiritismo prático. Mas jamais dissemos que esta Ciência seja fácil nem que se possa aprendê-la brincando, como também não se dá com qualquer outra Ciência. Nunca será demais repetir que ela exige estudo constante e quase sempre bastante prolongado. Não se podendo provocar os fatos, é necessário esperar que eles se  apresentem  por  si  mesmos,  e  freqüentemente  eles  nos  são  trazidos  pelas circunstâncias em que menos pensávamos.

     Para  o  observador  atento  e  paciente os fatos se tornam abundantes, porque ele descobre milhares de nuanças características que lhe parecem como raios de luz. O mesmo se dá com referência às ciências comuns; enquanto o homem superficial só vê numa flor a sua forma elegante, o sábio descobre verdadeiras maravilhas para o seu pensamento.