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sábado, 9 de julho de 2011

Entrevista Espírita - Dicas para desenvolver autoconfiança - Site da Rádio Boa Nova

Dicas para desenvolver autoconfiança



Segundo a Doutrina Espírita, aprendemos como fazer o caminho ou processo do autoconhecimento. Estudiosos do Espiritismo afirmam ser muito difícil o processo de autopercepção e conhecimento, mas partindo do ensinamentos da Doutrina, temos o roteiro mais adequado para darmos os primeiros passos na busca da mudança interior.

A escritora e consultora em Desenvolvimento humano Júlia Blanque sugere algumas dicas importantes para o autoconhecimento:

RBN: Júlia o que é autoconhecimento?

Júlia : É o que estamos fazendo aqui, ou seja, procurando entender quem somos, o que estamos fazendo aqui e para onde estamos caminhando. É aprender a se conhecer cada vez mais, através das interações e dos relacionamentos, de forma a podermos nos superar e sermos melhores, em todos aspectos da vida.

Como trabalhar a autoestima de pessoas depressivas?

Pessoas depressivas se distanciaram da espiritualidade e de si mesmas... sentem-se abandonadas e esquecidas pela divindade. Perderam esta conexão divina consigo mesmas! Estão depressivas porque passaram a viver de forma centralizada no mundo da razão e da mente, ou seja, do ego, vivendo de forma egoísta, só conseguindo olhar para o próprio umbigo, para o que falta e o que perderam! Vivem no mundo dos “tem que”.

Para realizar este resgate e, sair dos quadros deprimidos e depressivos, precisam primeiro ter a vontade de querer esta reconexão com a parte divina. Se forem resilientes o bastante, atividades físicas como caminhadas, ajudam muito a voltar para o self (essência divina). Um programa de atividades físicas é um ótimo começo para sair da depressão, junto a praças, parques, praia e natureza, potencializam o aumento de luz interior. Se o problema tornou-se mais agudo, afetando a química cerebral, a pessoa precisa buscar ajuda, com terapia ou até antidepressivos, para alterar o foco e refazer a conexão de novas sinapses cerebrais.

A leitura de livros que abordam temas sobre autoconhecimento, com exemplos de vida, ajudam na visibilidade de que não estão sozinhas e que podem também se reerguer. A meditação é excelente para sair destes quadros.

Como reencontrar com você mesmo?

A busca de si mesmo é simples e profunda. É o tema mais antigo e discutido da humanidade. Vale destacar que, para se ter a percepção de si mesmo, é necessário ter a consciência de que você não é um ser comandado pela mente. Você é um ser espiritual, uma essência divina que utiliza a mente para realizar e seguir seus propósitos de vida. Esta parte sábia – a inteligência do coração - é quem controla a sua vida e esta acima da mente.

Assim, consegue-se observar como a sua inteligência mental funciona e trabalha, e ela percebe o mundo de três formas:

• emocionais
• mentais
• instintivas

As pessoas que estão despertando neste reencontro estão aprendendo a se distanciar da mente e a observar seus pensamentos.

O controle dos pensamentos é o resgate de si mesmo. Para se reencontrar, deve-se ativar a inteligência do coração, ou seja, prestar atenção aos seus sentimentos, aos seus pensamentos. Esta percepção permite novas formas de ver a vida e de pensar, tendo atitudes positivas, oriendas de pensamentos positivos.

Mais um vez, vale a pena destacar a meditação. Participar de grupos de meditação, de filosofia, de palestras, de cursos, inserir leituras positivas sem dogmas, ter atividades físicas, incrementam esta nova forma de enxergar o mundo.... e ajudam a tornar-se mais espiritualizado. Uma vez iniciado o caminho, torna-se fácil.

Quem se conhece, se gosta do jeito que é não fica com melindres, e com ego ferido, não se revolta, nem fica indignado com as coisas, não se critica nem critica, não busca culpados, não julga porque não se maltrata.

Quem se conhece, enxerga-se como um todo e adquire sensação de integridade com a divindade. Percebe-se como consciência luminosa. Tem paciência, respeito, amor-próprio, força de vontade, resiliência, integridade, verdade, caráter, palavra e encontra a felicidade onde outros não a encontrariam nas coisas simples e comuns porque valoriza a si e a vida.

Júlia Blanque é escritora, colunista em jornal, consultora em desenvolvimento humano, reikiana, cromoterapeuta, terapeuta holística, palestrante e autora do livro Reencontro com Você. Pesquisadora de assuntos referentes à personalidade humana, trabalha com várias técnicas para ampliar o desenvolvimento emocional, mental e espiritual.





Fonte Site da Rádio Boa Nova

Artigo Espírita - O Relacionamento na casa espírita - Site da Rádio Boa Nova

O Relacionamento na casa espírita



Estamos sempre aprimorando a divulgação espírita por intermédio da mídia para que alcance o maior número de pessoas que ainda não conhecem o Espiritismo, mas não podemos esquecer da divulgação interna, dentro das casas espíritas.

O público que chega à casa espírita atualmente é um público com mais informações, atento as novidades científicas e querendo explicações rápidas sobre as suas necessidades e anseios íntimos. O expositor espírita Plínio Bueno Penteado Júnior que atua em diversas casas espíritas por meio de palestras nos informa mais a respeito do assunto:

RBN: Como você analisa a divulgação espírita dentro da casa espírita?

Plinio:
“A maior caridade que se pode fazer pelo espiritismo é a sua divulgação”(Emmanuel), e muitas casas espiritas estão restritas somente ao que acontece em seus interiores, não se preocupando em se relacionar com outras.

As palestras ainda são o melhor método de divulgar o Espiritismo?
Eu acredito que uma palestra “vale por um prato de sopa”. Ou seja, a palestra pode saciar a necessidade de respostas, dos que buscam o conhecimento da doutrina espírita.

Qual trabalho você realiza através da internet e das artes para divulgar a Doutrina Espírita?
Vou garimpando pela internet, endereços de casas espíritas e busco trocar figurinhas (rs), informações, e através das artes, em qualquer forma de manifestação, procuro atrair o público de todas as idades.

Deixe uma mensagem para quem quer melhorar a divulgação da doutrina na casa que frequenta?
Aumentar o relacionamento entre os trabalhadores da casa espírita, atenção para perceber se os tarefeiros estão passando por momentos difíceis. Visitar os amigos que estão em hospitais ou em casa acamados.
“Não se pode servir a Deus e a mamom....” (¹)

Vivemos na época da velocidade e da eficiência, e não nos sobra tempo para nada.

Vamos Humanizar nossas instituições, tratando de forma cristã aqueles que estão no trabalho espiritual e os frequentadores, da mesma forma que tratamos os assistidos pela área social, a melhor divulgação ainda é nosso exemplo.
Como diz oadágio popular: “ Mais vale uma ação do que mil palavras “

Plínio Bueno Penteado Jr - Odontologista formado pela Unicamp, trabalhador da Associação de Estudos Espíritas Lenico, no Jd Sta Terezinha, Vale do Aricanduva (SP), Fundador e expositor do MEI - Movimento Espírita de Integração.

(¹)Cap.16 - Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec

Mensagem Espírita - Terapias de Deus - Site Gotas de Paz

Terapias de Deus



Entregue ao Pai Celestial todas as suas cargas,

preocupações e tristezas.

 Respire apenas a atmosfera de paz, amor e felicidade.

 Observe somente o bem em teus semelhantes.

 Sempre que estiver em dúvida, escute a voz de Deus.

 Procure sempre exercitar idéias construtivas,

 Sempre que for falar ao seu semelhante,

use apenas terapias edificantes e caridosas.

 Melhor a terapia, que temer pelos caminhos em que Deus te guiar.

 Procure diariamente fazer uma oração especial de agradecimento

a Deus por mais um dia vivido.

 Aquele que não ama não conhece a Deus,

porque Deus é Amor.


Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ - Obras Básicas - O Livro dos Médiuns - 07.06.2011

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ

Obras Básicas - 8º Tema

O Livro dos Médiuns



MANIFESTAÇÕES FÍSICAS
Mesas girantes

60 Dá-se o nome de manifestações físicas às que provocam efeitos sensíveis, como os ruídos, o movimento e o deslocamento de corpos sólidos. Uns são espontâneos, ou seja, independentes de toda vontade; outros podem ser provocados. Primeiramente, falaremos destes.

O efeito mais simples, e um dos primeiros que foram observados, é o movimento circular de uma mesa. Esse efeito se produz igualmente em quaisquer outros objetos; mas, como foi com a mesa que mais se praticou, porque era mais cômodo, o nome de mesas girantes prevaleceu para a designação do fenômeno.

Quando dizemos que esse efeito foi um dos primeiros que foram observados, queremos nos referir a esses últimos tempos, porque é certo que todos os gêneros de manifestações são conhecidos desde os tempos mais remotos, e não poderia ser de outro modo; uma vez sendo efeitos naturais, devem ter se produzido em todas as épocas. Tertuliano(1) fala em termos claros das mesas girantes e falantes.

Durante algum tempo, o fenômeno alimentou a curiosidade dos salões, depois foi deixado de lado para passarem a outras distrações, pois era apenas um objeto de diversão. Duas causas contribuíram para o abandono das mesas girantes; primeiro, a moda, que para as pessoas frívolas, raramente consagram dois invernos ao mesmo divertimento, e que no entanto dispensaram a esse três ou quatro invernos, o que para elas era algo prodigioso. E a outra causa é que, para as pessoas ponderadas e observadoras, desse fenômeno resultou algo sério que prevaleceu; e deixaram de se preocupar com as mesas girantes para se ocupar das conseqüências resultantes do fenômeno, que eram muito mais importantes. Abandonaram o alfabeto para adentrar à ciência. Eis todo o segredo desse abandono aparente do qual fazem tanto barulho os ridicularizadores.

Seja como for, as mesas girantes são o ponto de partida da Doutrina Espírita, e nós lhes devemos alguns avanços, tanto mais que, apresentando os fenômenos em sua maior simplicidade, o estudo das causas que os produzem ficou facilitado, e a teoria, uma vez estabelecida, deu-nos a chave para se entenderem os efeitos mais complicados.

61           Para que o fenômeno ocorra, é necessária a intervenção de uma ou mais pessoas dotadas de uma aptidão especial, que se designam com o nome de médiuns. O número de participantes é indiferente, a não ser que haja entre eles, sem que o saibam, alguns médiuns. Quanto àqueles cuja mediunidade é nula, sua presença é indiferente para o resultado e pode ser até mesmo mais prejudicial do que útil, conforme a sua predisposição.

Os médiuns desfrutam de um poder maior ou menor e produzem, por conseguinte, efeitos mais ou menos perceptíveis; muitas vezes um médium poderoso produz sozinho muito mais do que vinte pessoas reunidas; bastará ele colocar as mãos sobre a mesa para que num instante ela se mova, se eleve, vire, dê saltos ou gire com violência.

62           Não há nenhum indício que identifique a faculdade mediúnica; somente a experiência pode fazê-la se revelar. Quando, numa reunião, quer-se tentar, simplesmente é preciso se sentar ao redor de uma mesa e colocar horizontalmente as mãos em cima dela, sem pressão nem contração muscular. No princípio, como se ignorava as causas dos fenômenos, tomavam-se muitos cuidados, depois reconhecidas como absolutamente inúteis; por exemplo, a alternância dos sexos ou o contato dos dedos mínimos das pessoas, de modo a formar uma cadeia ininterrupta. Essa última precaução parecia necessária quando se acreditava na ação de uma espécie de corrente elétrica; depois, a experiência demonstrou a sua inutilidade. A única prescrição que é rigorosamente obrigatória é a concentração, um silêncio absoluto e especialmente a paciência, se o efeito demorar. Pode acontecer que ele se produza em alguns minutos, como pode demorar meia hora ou uma hora; isso depende do poder mediúnico dos coparticipantes.

63           Dizemos ainda que a forma da mesa, o material de que é feita, a presença de metais, a seda nas vestimentas dos assistentes, os dias, as horas, a obscuridade ou a luz etc. são tão indiferentes quanto a chuva ou o bom tempo. Somente o volume da mesa tem importância, mas apenas no caso em que o poder mediúnico é insuficiente para vencer a resistência; no caso contrário, uma única pessoa, mesmo uma criança, pode fazer levantar uma mesa de cem quilos, enquanto, em condições menos favoráveis, doze pessoas não farão mover a menor das mesinhas de centro.

Estando tudo preparado, quando o efeito começa a se manifestar, ouve-se geralmente uma pequena batida na mesa; sente-se como um estremecimento, que é o início do movimento; parece que ela faz esforços para se despregar do chão; depois o movimento de rotação se inicia; ele se acelera a ponto de adquirir uma tal rapidez que os assistentes têm toda dificuldade do mundo para segui-lo. Uma vez iniciado o movimento, as pessoas podem se afastar da mesa que ela continuará a se mover em diversos sentidos sem contato.

Em outras circunstâncias, a mesa se levanta e se equilibra ora num pé, ora noutro e depois retoma suavemente sua posição natural. Outras vezes, ela se balança, imitando o movimento oscilante de um barco. Por vezes, ainda, mas para isso é preciso um poder mediúnico considerável, ela se ergue inteiramente do chão e se mantém em equilíbrio no espaço, sem ponto de apoio, chegando algumas vezes até o teto, de modo que se pode passar por debaixo dela; depois desce lentamente, balançando-se como o faria uma folha de papel, ou cai violentamente e se quebra, o que prova de uma maneira patente que não é um joguete de uma ilusão de ótica.

64 Um outro fenômeno que se produz muito freqüentemente conforme a natureza do médium é o das batidas na própria textura da madeira, no seu interior, sem nenhum movimento da mesa; essas batidas, algumas vezes fracas, outras vezes mais fortes, são igualmente ouvidas em outros móveis do aposento, nas portas, nas paredes e no teto. Voltaremos a analisar isso mais à frente. Quando ocorrem na mesa, produzem uma vibração muito bem perceptível nos dedos e principalmente muito distinta, se apurarmos o ouvido.

1 - Tertuliano (155-220): bispo e um dos doutores (ou pais) da Igreja, de grande cultura e eloqüência. Defendia a teoria do montanismo, que aceitava as manifestações e a atuação do Espírito nas obras e ações dos homens, o que lhe valeu ser considerado herege (N.E.).


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mensagem Espírita - Impedimentos - Site da Federação Espírita Brasileira

IMPEDIMENTOS

*

"Pondo de lado todo o impedimento... corramos com perseverança a carreira que nos está proposta". - Paulo. (HEBREUS, 12:1.)


Por onde transites, na Terra, transportando o vaso de tua fé a derramar-se em boas obras, encontrarás sempre impedimentos a granel, dificultando-te a ação.


Hoje, é o fracasso nas tentativas iniciais de progresso.


Amanhã, é o companheiro que falha.


Depois, é a perseguição descaridosa ao teu ideal.


Afligir-te-ás com o fel de muitos lábios que te merecem apreço.


Sofrerás, de quando em quando, a incompreensão dos outros.


Periodicamente encontrarás na vanguarda obstáculos mil, induzindote à inércia ou à negação.


A carreira que nos está proposta, no entanto, deve desdobrar-se no roteiro do bem incessante...


Que fazer com as pessoas e circunstâncias que nos compelem ao retardamento e à imobilidade?


O apóstolo dos gentios responde, categórico:


"Pondo de lado todo o impedimento".


Colocar a dificuldade à margem, porém, não e desprezar as opiniões alheias quando respeitáveis ou fugir à luta vulgar. É respeitar cada individualidade, na posição que lhe é própria, é partilhar o ângulo mais nobre do bom combate, com a nossa melhor colaboração pelo aperfeiçoamento geral.

E, por dentro, na intimidade do coração, prosseguir com Jesus, hoje, amanhã e sempre, agindo e servindo, aprendendo e amando, até que a luz divina brilhe em nossa consciência, tanto quanto inconscientemente já nos achamos dentro dela.


Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

Menesgem Espírita - O Verdadeiro sentido da vida - Site Momento Espírita




O Verdadeiro sentido da vida

Cada um de nós encontra em sua vida um ser especial. Às vezes é um avô, um professor, um amigo de família.
Uma pessoa mais velha, paciente e sábia, que se interessou por nós e nos compreendeu quando éramos jovens, inquietos e inseguros.
Uma pessoa que nos fez olhar o mundo de um outro ângulo. Uma pessoa que, com seus conselhos e seu afeto, nos fez encontrar nosso caminho.
Assim aconteceu ao jovem Mitch Albom que se tornaria o colunista esportivo número um da América.
Durante os anos universitários, um professor lhe foi um grande amigo. Esse amigo o ensinou a amar os livros de forma autêntica.
Mesmo fora dos horários das aulas, eles se encontravam para discutir assuntos sérios. Assuntos como as relações humanas. Nessas ocasiões, o professor lhe dava lições extraordinárias de vida.
Certo dia, porque o aluno se queixava do choque entre o que a sociedade esperava dele e o que ele queria para si mesmo, o professor lhe falou:
A vida é uma série de puxões para a frente e para trás. Queremos fazer uma coisa, mas somos forçados a fazer outra.
Algumas coisas nos machucam, apesar de sabermos que não deviam. Aceitamos certas coisas mesmo sabendo que não devemos aceitar nada como absoluto.
Mas o amor, dizia ele, o amor vence sempre.
Quando saiu da Universidade, Mitch era um jovem idealista. Prometera a si mesmo que jamais trabalharia por dinheiro, que se alistaria nos Corpos da Paz, que viveria em lugares belos e inspiradores.
Mas os anos passaram e ele acabou trocando montes de sonhos por cheques cada vez mais gordos.
Então, um dia, dezesseis anos depois, ele tornou a encontrar o seu professor. Bem mais velho e doente.
Eram os seus últimos meses de vida. Durante catorze semanas, até a sua morte, trataram de temas fundamentais para a felicidade e a realização humanas.
Era a última grande lição: um ensinamento sobre o sentido da vida.
E o jornalista reavaliou sua vida. Refletiu sobre as verdades ensinadas pelo professor, como a da necessidade de buscar o crescimento espiritual.
De deixar de se preocupar tanto com coisas materiais e observar o universo ao seu redor. O universo das afeições. A natureza que nos cerca.
A mudança que se opera nas árvores, a força do vento, as estações do ano.
E o velho mestre, caminhando para o túmulo arrastado por enfermidade incurável, finalizou a última grande lição ao seu antigo aluno com a frase:
Meu filho, quando se aprende a morrer, se aprende a viver.
***
A vida física é uma breve etapa. Sabedoria é ser aberto para as coisas belas que ela nos oferece. Para isso é preciso ignorar o brilho dos valores que a propaganda nos passa.
É preciso prestar atenção quando os entes queridos falam, como se fosse a última vez que os ouvisse.
É preciso andar com alegria como se fosse a última vez que pudéssemos estar de pé e nos servir das nossas pernas.
E, acima de tudo, lembrar que sempre é tempo de mudar.

Redação do Momento Espírita, com base na conclusão e capas do livro A última grande lição, de Mitch Albom, ed. Sextante.
Em 04.07.2011.

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ - Obras Básicas - O Livro dos Espíritos - 06.07.2011

Grupo de Estudos Espíritas On-line CEACLUZ

Obras Básicas  - 8º Tema

O Livro dos Espíritos



XIII – AS DIVERGENCIAS DE LINGUAGEM



Estas observações levam-nos a dizer algumas palavras sobre outra dificuldade, referente à divergência de linguagem dos Espíritos.

Sendo os Espíritos muito diferentes uns  dos outros, quanto ao conhecimento e à moralidade, é evidente que a mesma questão pode ser resolvida por eles de maneira contraditória,  de  acordo  com  suas  respectivas  categorias,  como  o  fariam,  entre  os homens, um sábio, um ignorante ou um brincalhão de mau gosto. O essencial é saber a quem nos dirigimos.

Mas, acrescentam, como se explica que os Espíritos reconhecidos como superiores não estejam sempre de acordo? Diremos, inicialmente, que além da causa já assinalada há  outras  que  podem  exercer  certa  influência  sobre  a  natureza  das  respostas, independente da qualidade dos Espíritos.  Este é um ponto capital, cuja explicação obteremos  pelo  estudo.  Eis  porque  dizemos  que  estes  estudos  requerem  atenção contínua, observação profunda e, sobretudo, como aliás todas as ciências humanas, a continuidade e a perseverança. Necessitamos de anos para fazer um médico medíocre e três quartas partes da vida para fazer um sábio, mas quer-se obter em algumas horas a Ciência do infinito! Que ninguém, portanto, se iluda: o estudo do Espiritismo é imenso; liga-se a todas as questões metafísicas e de ordem social; é todo um mundo que se abre diante de nós. Será de espantar que exija tempo, e muito tempo, para a sua realização?

A contradição, aliás, não é sempre tão real quanto pode parecer. Não vemos todos os dias homens que professam a mesma Ciência divergirem nas suas definições, seja porque empregam termos diferentes, seja por diferenças de ponto de vista, embora a idéia fundamental seja sempre a mesma?  Que se conte, se possível, o número de definições dadas sobre a gramática! Acrescentemos que a forma da resposta depende quase sempre da forma da pergunta. Seria pueril, portanto, ver-se uma contradição onde geralmente não existe mais do que uma diferença de palavras. Os Espíritos superiores não se preocupam absolutamente com a forma; para eles, a essência do pensamento é tudo.

Topemos, por exemplo, a definição de alma. Não tendo esta palavra ima definição única, os Espíritos podem, cama nós, divergir na sua aplicação: um poderá dizer que ela é o princípio da vida; outro, chamá-la de centelha anímica; um terceiro dizer que ela é interna; um quarto, que é externa,  etc., e todos terão razão segundo os seus pontos de vista. Poderíamos mesmo acreditar que alguns deles professem teorias materialistas e no entanto não ser assim. O mesmo acontece com relação a Deus: será ele o princípio de todas as coisas, o Criador do Universo, a inteligência suprema, o infinito, o grande Espírito,  etc., etc., mas em definitivo será sempre Deus. Citemos ainda a classificação dos Espíritos. Formam eles uma série ininterrupta, do mais baixo ao mais alto grau, e sua classificação é portanto arbitrária: um poderá estabelece-la em três classes, outro em cinco, dez ou vinte, à vontade, sem por isso estar em erro.

Todas as ciências humanas oferecem o  mesmo exemplo: cada sábio tem o seu sistema; os sistemas variam mas a Ciência é sempre a mesma. Quer se aprenda Botânica pelo sistema de Linneu, de Jussieu ou de Tournefort não se saberá menos Botânica.  Deixemos,  portanto,  de  dar  às  coisas  puramente  convencionais  mais importância , do que merecem, para nos atermos ao que é verdadeiramente sério, e não raro a reflexão nos fará descobrir,  naquilo que parece mais contraditório, uma similitude que nos escapara ao primeiro exame.

XIV – AS QUESTÕES DE ORTOGRAFIA

Passaríamos  ligeiramente  sobre  a  objeção  de  alguns  céticos  quanto  às  falhas ortográficas de alguns Espíritos, se ela não nos desse oportunidade a uma observação essencial. Essa ortografia, deve-se dizer, nem sempre é impecável; mas somente a falta de argumentos pode torná-la objeto de uma crítica séria, com a alegação de que se os Espíritos tudo sabem, devem saber ortografia. Poderíamos opor-lhes numerosos pecados desse gênero cometidos por sábios da Terra, sem que lhes tenha diminuído o mérito. Mas há neste fato uma questão mais grave.

Para os Espíritos, principalmente para os Espíritos superiores, a idéia é tudo, a forma não é nada. Livres da matéria, sua linguagem é rápida como o pensamento, pois é o próprio pensamento que entre eles se comunica sem intermediários. Devem, portanto, sentir-se mal quando são obrigados, ao  se  comunicarem  conosco,  a  se  servirem  das  formas  demoradas  e  embaraçosas  da linguagem humana e sobretudo de sua insuficiência e imperfeição, para exprimirem todas as suas idéias. É o que eles mesmos dizem, sendo curioso observar os meios que empregam para  atenuar  esse  inconveniente.  O  mesmo  aconteceria  conosco  se  tivéssemos  de  nos exprimir numa língua de palavras e fraseados mais longos, e mais pobre de expressões do que a nossa. P. a dificuldade que experimenta o homem de gênio, impaciente com a lentidão da pena, sempre atrasada em relação ao pensamento.

Compreende-se,  pois,  que  os  Espíritos  liguem  pouca  importância  às  puerilidades ortográficas, principalmente quando tratam  de um ensinamento profundo e sério. Não é, aliás,  maravilhoso  que  se  exprimam  indiferentemente  em  todas  as  línguas,  a  todas compreendendo? Disso não se deve concluir,  entretanto, que a correção convencional da linguagem lhes seja desconhecida, pois a observam quando necessário. Por exemplo, a poesia por eles ditada quase sempre desafia a critica do mais exigente purista, e isto,  apesar da ignorância do médium.

XV – A LOUCURA E SUAS CAUSAS

Há ainda criaturas que vêem perigo por toda parte, em tudo aquilo que não conhecem, não faltando as que tiram conclusões desfavoráveis ao Espiritismo do fato de terem algumas pessoas,  que  se  entregaram  a  estes  estudos,  perdido  a  razão.  Como  podem  os  homens sensatos  aceitar  essa  objeção?  Não  acontece  o  mesmo  com  todas  as  preocupações intelectuais,  quando  o  cérebro  é  fraco?  Conhece-se  o  número  de  loucos  e  maníacos produzidos pelos estudos matemáticos, médicos, musicais, filosóficos e outros? E devemos, por isso, banir tais estudos? O que provam esses fatos? Nos trabalhos físicos, estropiam-se os braços e as pernas que são os instrumentos da ação material; nos trabalhos intelectuais, estropia-se o cérebro que é o instrumento do pensamento. Mas se o instrumento se quebrou, o mesmo não aconteceu com o Espírito: ele continua intacto e quando se libertar da matéria não desfrutará menos da plenitude de suas faculdades. Foi no seu setor, como homem, um mártir do trabalho.

Todas as grandes preocupações intelectuais podem ocasionar a loucura: as Ciências, as Artes e a Religião fornecem os seus contingentes. A loucura tem por causa primária uma predisposição orgânica do cérebro, que o torna mais ou menos acessível a determinadas impressões. Havendo essa  predisposição  à  loucura,  ela  se  manifestará  com  o  caráter  da  preocupação principal do indivíduo, que se tornará uma  idéia fixa. Essa idéia poderá ser a dos Espíritos, naquele que se ocupa do assunto, ou a de Deus, dos anjos, do diabo, da fortuna, do poder, de uma arte, de uma ciência, da maternidade ou debrum sistema político ou social. É provável que o louco religioso se apresente como louco espírita, se  o  Espiritismo  foi  a  sua  preocupação   dominante,  como  o  louco  espírita  se apresentaria de outra forma, segundo as circunstâncias.

Digo, portanto, que o Espiritismo não tem nenhum privilégio neste assunto. E vou mais longe: digo que o Espiritismo bem compreendido é um preservativo da loucura.

Entre as causas mais freqüentes de superexcitação cerebral devemos contar as decepções,  as  desgraças,  as  afeições  contrariadas  que  são  também  as  causas  mais freqüentes do suicídio. Ora, o verdadeiro espírita olha as coisas deste mundo de um ponto de vista tão elevado; elas lhe parecem tão pequenas, tão mesquinhas, em face do futuro que o aguarda; a vida é para ele tão curta, tão fugitiva, que as tribulações não lhe parecem mais do que incidentes desagradáveis de uma viagem.

Aquilo que para qualquer outro produziria violenta emoção, pouco o afeta, pois sabe que as amarguras da vida são provas para o seu adiantamento, desde que as sofra sem murmurar, porque será recompensado de acordo  com  a  coragem  demonstrada  ao  suportá-las.  Suas  convicções  lhe  dão  uma resignação que o preserva do desespero e conseqüentemente de uma causa constante de loucura e suicídio.

Além disso, conhece, pelo exemplo das comunicações dos Espíritos, a sorte daqueles que abreviam voluntariamente os seus dias, e esse quadro é suficiente para o fazer meditar. Assim,  o  número  dos  que  têm  sido  detidos  à  beira  desse  funesto  despenhadeiro  é considerável. Este é um dos resultados do Espiritismo. Que os incrédulos se riam quanto quiserem: eu lhes desejo as consolações que ele proporciona a todos os que se dão ao trabalho de lhe sondar as misteriosas profundidades.

Entre as causas da loucura devemos ainda incluir o pavor, sendo que o medo do Diabo já desequilibrou alguns cérebros. Sabe-se o  número de vítimas que ele tem feito ao abalar imaginações fracas com essa ameaça, que cada vez se procura tornar mais terrível através de hediondos pormenores?

O diabo, dizem, só assusta às crianças, é  um meio de torná- las mais ajuizadas. Sim, como o bicho-papão e o lobisomem. Mas quando elas deixam de temê-lo ficam piores do que antes. E para conseguir tão belo resultado não se levam em conta as epilepsias causadas pelo abalo de cérebros delicados.

A religião seria bem fraca se, por não usar o medo, seu poder ficasse comprometido. Felizmente assim não acontece. Ela dispõe de outros meios para agir sobre as almas e o Espiritismo lhe fornece os mais eficazes e mais sérios, desde que os saiba aproveitar. Mostra as coisas  na sua realidade e com isso neutraliza os efeitos funestos de um temor exagerado.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Biografia - Médium João Berbel - Site Instituto de Medicina do Além



O Homem, A Missão



Há décadas, na Fazenda Monte alegre, instalou-se em moradia o casal José Júlio e Delmira Quirino. Ele espanhol da família Berbel, vinha da província argentina de Córdoba, onde vivera provisoriamente, até que foi atraído para o Brasil e escolheu a vida difícil do campo, ao lado da brasileira Delmira. Foi uma época de muitas dificuldades, para quem vivia no trabalho agrícola de sol a sol e tinha uma família numerosa de seis filhos.

Em 30 de agosto de 1955 nasceu o pequenino João. Desde pequeno, partilhando as agruras e penúrias financeiras ao lado dos familiares, trabalhava para ajudar nos pequenos serviços. Desse tempo de infância João tem poucas lembranças, mas não pode esquecer de seu avô que, embora inculto e católico, diagnosticava os males das pessoas. Ele advinhava como ninguém, o local e o tipo de enfermidade que se ocultava nas pessoas. Tais dons não passavam desapercebidos pelos pais de João. Eles católicos convictos, sempre com um terço nas mãos, não eram simpáticos a essas advinhações, com certo sabor infernal, conforme consideravam nos meios rurais, qualquer manifestação paranormal.



Em algumas regiões desse Brasil sempre existiu a figura do benzedor e da benzedeira. Eram figuras respeitáveis, pontes luminosas entre o céu e a terra, seres respeitáveis; figuras de solidez de espírito, que com santa singeleza, sabem entender a linguagem dos céus. Os pais de João, muito católicos, vez por outra recorriam a esses benzedores, herdeiros da sabedoria prática de seus ancestrais. O pequeno João era totalmente avesso a quaisquer dessas práticas alheias à religião de seus pais. No seu fervor católico, ele recriminava a todos que, mesmo de longe, dessem qualquer valor e atenção a essas ações beneméritas e considerava tudo como feitiçaria. Não podia ouvir falar de Espiritismo. Mas como o destino nos prega peças todos os dias, às vezes promovendo completa e repentina reviravolta em nossas vidas, à nossa revelia, mais tarde João se tornaria, além de fervoroso espírita, também um atuante médium. E o destino foi até mais irônico e fez com que os esteios técnicos de seu labor de cura em benefício dos sofredores sejam as milagreiras ervas do sertão, que ele tanto abominava nos benzedores. Nosso frágil João cresceu e alcançou o diploma escolar, fez mais um ano e parou por aí. É que em breve, iria provar as primeiras gotas amargas daquela água encantada, que ele não queria beber. Alguns anos mais tarde, mais precisamente aos 17 anos, João reconheceu-se um epiléptico. Que triste quadro ver-se a si mesmo sendo alvo do desprezo irreprimível da multidão. Devagar, com trabalho bendito e o auxílio de medicamentos, conseguiu ele finalmente controlar a epilepsia. Corria o ano de 1976 quando conheceu Arlete, sua companheira dedicada até hoje e com quem se casou em 12 de maio de 1979. Nesse período, fenômenos medianímicos insistiram em se manifestar. Depois que passou a freqüentar os trabalhos da Liga Espírita D’Oeste, no Bairro da Estação em Franca/SP, viu surgir a mediunidade de incorporação e então não teve como fugir. O problema epiléptico foi superado com a admissão consciente da mediunidade. A partir daí sua vida mudou. Iniciou então um trabalho, fazendo fluir para si e seus semelhantes a água da vida espiritual. Certa feita sua esposa Arlete estava com cólica renal, causando sérias preocupações. Inesperadamente João incorporou o espírito de Dr. Alonso, foi até à cozinha, tomou de uma faca e ali mesmo operou Arlete, sem nenhum corte, dor ou ferimento. A cura completou-se com a ingestão de remédios e ervas, prescritas também pelo Dr. Alonso, espírito.
Fonte:Site do Instituto de Medicina do Além

Artigo Espírita - A Saúde e a Doença - Site Perante a Eternidade

A Saúde e a Doença

Célio Alan Kardec de Oliveira
Trecho do livro “Obsessão e Transtornos Psíquicos”


1- A Saúde e a Doença

 O homem hodierno busca incessantemente o  poder, a prosperidade, o sucesso profissional, a estabilidade financeira e o prazer, imaginando, na conjunção de tudo isso, obter a felicidade. Estas buscas imergem o homem na ciranda da competitividade, nas situações conflitantes, nos desafios sem conta, exigindo-lhe mais esforços, maior disponibilidade de tempo, de forma a satisfazer o crescimento das suas próprias  necessidades.

Como esse mesmo homem  se esquece de atrelar à sua vida comportamental os pensamentos e as emoções com  marcas da sublimidade, ele se descobre infeliz e fatigado, mesmo diante das conquistas e realizações transitórias.

Olvidando a realidade transcendental do seu próprio ser, manifesta-se nele o desequilíbrio implacável, mais cedo ou mais tarde, a partir de sinais e sintomas que configuram o quadro nosológico das patologias do ontem ou do hoje, por ele mesmo engendradas no círculo dos seus equívocos de    comportamento.

Ele se angustia ainda mais por se ver privado de um bem que julgava possuir:  a saúde plena! Recorre a facultativos na expectativa de que as anormalidades de fundo bioquímico, histológico, fisiológico, genético, ou qualquer outro,  serão pesquisadas pelo especialista e os diagnósticos conduzirão a tratamentos restauradores do seu equilíbrio orgânico e psíquico.

Satisfaz-se o homem quando é esclarecido sobre o diagnóstico do distúrbio orgânico específico que o acometeu; tranqüiliza-se mais ainda diante da prescrição de drogas ou  processos cirúrgicos, sinalizadores da  retomada do  “estado de saúde”!

E quando os sintomas desaparecem e com eles o mal, cessando os fatores da perturbação inicial, ei-lo tornando à normalidade da vida sem se preocupar com as causas mais profundas determinantes da origem do seu “estado de doença”!

É preciso analisar a questão da saúde e da doença sob outra ótica, com fundamentação mais profunda, e o nosso objetivo neste trabalho é sugerir reflexões nessa direção.

Entendemos que todas as criaturas humanas adoecem, mas são raras as que entendem a importância da saúde integral, passando, por conseguinte, a cogitar da cura real.

A doença é sempre a manifestação de um distúrbio, de uma anomalia ou de uma disfunção: o mal é que a criatura humana só dela se conscientiza quando os seus efeitos estão à mostra e sob o imperativo dos incômodos  da dor ou do sofrimento.

A doença é uma construção lenta e, talvez,  o menos importante seja a sua manifestação ostensiva: no seu processo elaborativo, desajusta-se o império celular ou agitam-se miasmas de conteúdo psíquico, rompendo a harmonia do fluxo vital ou o equilíbrio das forças mentais. Já a sua exteriorização é o caminho para a saúde.

A moléstia  é um aviso de que algo está mal no indivíduo. A doença é mero efeito, dado que a causa tem nascedouro no comportamento desse mesmo indivíduo e, por vezes, a conversão em enfermidade pode ser uma ação mais ou menos demorada no tempo.

Depreende-se ser muito importante acordar no momento em que ela se manifesta e considerá-la um bem será de bom juízo. Bom mesmo seria evitá-la, preservando a boa saúde.

A criatura, que deixa desenvolver em si própria a doença, naturalmente  já era portadora de fatores predisponentes e desencadeantes, sejam eles de ordem emocional, física, espiritual ou mental. No entanto, interromper-lhe o surto propagador, eis aí a oportunidade inadiável e a possibilidade do equilíbrio da trilha saúde-doença-saúde!

É ainda difícil entender,  nos tempos atuais, o conceito de que a “doença representa o processo menos      prejudicial à economia global do ser. É ela uma adaptação mais ou menos bem-sucedida a circunstâncias desfavoráveis”.  (1)

1.1 – A Saúde

A medicina ortodoxa costuma definir a saúde como a ausência de doenças ou o “silêncio dos órgãos”. Já a Organização Mundial da Saúde – OMS – traduz a saúde como um estado  completo de bem-estar físico, mental e social. Vige, ainda, oconceito de que a saúde é a ausência de sintomas, depreendendo-se que a cura é, para a medicina, o desaparecimento desses sintomas.

Uma definição de saúde, para ser verdadeira, ter-se-ia que estender de forma abrangente, por diversas áreas propiciatórias da normalidade geral, do bem-estar e do equilíbrio perfeito. Pode alguém estar fruindo do bem-estar   enquanto esteja sob a injunção de enfermidades.

Também ocorre o inverso, qual seja, a maquinaria fisiológica encontra-se sem maiores problemas enquanto proliferam as queixas de variados matizes. Qual a fronteira  entre e a saúde a doença?

Existem doentes sem doenças ostensivas tanto quanto pessoas doentes com doenças manifestas, sem se sentirem doentes. Da mesma forma, encontramos criaturas sãs que se esforçam e se preservam na boa saúde, tanto como  outras igualmente sãs que, no desaviso, deixam-se inocular pelo “vírus” de futuras doenças!

Tanto a doença quanto a saúde são o resultado dos nossos pensamentos e nós somos aquilo que pensamos!

O espírito vige em tudo, o corpo espiritual fixa as impressões e as sensações sofrem registros no nosso corpo ou na nossa mente.

Mediante isso, podemos conceber a saúde como um estado de harmonia íntima e equilíbrio espiritual. Do que se deduz podermos estar  mais próximos da verdadeira saúde  enquanto doentes do corpo do que quando experimentamos o “silêncio dos  órgãos”.

Esse   conceito é   aparentemente  paradoxal,  mas  a saúde integral, associada naturalmente ao homem integral, só é conquistada através do esforço, das recapitulações sucessivas, nas quais o Espírito, sofrendo as injunções da Lei de Causa e Efeito, começa a compreender os objetivos superiores da sua vida imortal.

 1.2 -  As Doenças

As doenças resultam de alterações energéticas, do  desequilíbrio da mente ou de componentes orgânicos expressando-se,  por isso, nos campos físico, mental e emocional.

“No homem saudável,  a força do espírito anima o corpo físico e mantém todas as partes do organismo em funcionamento admiravelmente harmonioso, no que se refere tanto às sensações quanto às funções, de forma que a nossa mente possa empregar este instrumento vivo e saudável para os propósitos mais elevados de nossa existência. O organismo  material, sem a força vital, não é capaz de qualquer função,  sensação, ou autopreservação: está morto, sujeito apenas às forças do mundo exterior, que o reduz novamente aos seus  constituintes químicos essenciais!” . (2)

Notável este conceito, tendendo para uma linha holística, por que não dizer espírita?! Hanemann manifestou um conhecimento intuitivo do Corpo Espiritual ou Modelo Organizador Biológico – MOB. Por essa ótica, as doenças não são mais que distúrbios da força vital e as evidências materiais das doenças apresentam-se como resultados e não como causas das doenças.

Além das doenças orgânicas, manifestam-se outros estados como: psicossomáticos, mentais ou psíquicos e obsessivos.

 1.3 -  Doenças Obsessivas

Na conceituação espírita, as doenças obsessivas ou obsessões são chamadas de espirituais por apresentarem matriz no próprio Espírito. Vivemos em um universo reativo de mentes que se influenciam reciprocamente. Ora impera a lei da afinidade estabelecendo a pulsão atrativa, ora predomina o   fascínio de mentes vigorosas sobre outras fragilizadas, ora    prevalece a lei de ação e reação, na qual alguém ultrajado ou ferido no passado procura impor ao verdugo sofrimento da mesma intensidade que o fez se quedar como vítima outrora.

Essas doenças constituem, sim, o grande mal da humanidade e, por sinal, sua origem vem de eras priscas, quem sabe desde o homem de Neanderthal, quando o convívio social teve as suas nascentes.

As doenças por obsessão diferem das orgânicas, dado não se restringirem ao homem em si mesmo; elas nascem do relacionamento imperfeito, do pensamento infeliz, da vontade vacilante, da paixão desvairada, da revolta excessiva,  semeando tempestade por onde passam, com afetação da vida dos que se imantam no magnetismo negativo.

Nesse tipo de doença só existem vítimas, aí considerados mesmo aqueles que pretensamente se sentem  perseguidores, pois são vítimas de si   mesmos ou do ressentimento que não souberam aplacar, demonstrando  desconhecimento das leis naturais do Criador. O grande problema é que as ciências voltadas para a saúde sabem da existência dessas doenças, porém, por  prevenção ou orgulho academicista,  situam-nas no intricado mundo das manifestações psíquicas.

A inadmissibilidade da existência do Espírito impede o descobrimento do homem em uma dimensão integral, e o trato das enfermidades da mente conta somente com as informações e reações tangenciando puramente os sentidos da matéria humana perecível!

O Espiritismo não nega a eficácia dos tratamentos psiquiátricos nos transtornos psicóticos, neuróticos ou congêneres. O Espiritismo não se contrapõe aos procedimentos psicoterápicos para reversão dos sintomas afligentes da mente humana e, sim, vem afirmar sobre a Era do Espírito, descortinando uma visão nova capaz de estimular o homem ao seu descobrimento e, conseqüentemente, ao autogoverno.

O conhecimento de si mesmo é luz irradiando de dentro para fora; neutraliza o assédio das mentes que se movimentam em campos descompensados e negativos. A auto-iluminação é fator de saúde capaz de gerar um universo mental harmônico e de neutralizar as investidas nocivas das doenças, sejam elas de que etiologia for.

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(1) CHOFFAT, Francois. Homeopatia e Medicina

(2) HANEMANN, Samuel. Órganon de Medicina

Fonte: Site Perante a Eternidade


Marcha Brasil sem Aborto
A 4ª. Marcha do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto será realizada na Esplanada dos Ministérios (DF), no dia 31 de agosto. O Movimento Brasil sem Aborto está acompanhando, desde o início, a tramitação do Estatuto do Nascituro, ou seja, da criança não-nascida, na Câmara dos Deputados. Há outra iniciativa em andamento, que é uma coleta de assinaturas pela sua aprovação.

Para isso, foi organizada uma petição on line. Alternativamente, como nem todos tem acesso à internet, ou se animam a entrar no site para assinar, a coleta pode ser feita na sua comunidade em folhas a serem remetidas ao Brasil sem Aborto, imprimindo o texto da petição. A primeira entrega das assinaturas até então obtidas ocorrerá na 4ª. marcha do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto. Assine! Colabore na divulgação! Vamos proteger as nossas crianças desde a concepção!

Para assinar o abaixo-assinado do Movimento Brasil Sem Aborto clique aqui: http://www.ipetitions.com/petition/estatutodonascituro/

Mensagem Espírita - pensa um pouco - Site da Federação Espírita Brasileira

PENSA UM POUCO

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“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 10, VERSÍCULO 25.)


É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos convencionais que lhe identificam a personalidade.


Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.


Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino, tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.


A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.


Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-lhe as dificuldades e impedimentos?


O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores humildes e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.


Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te do Mestre e pensa um pouco.

Do livro Pão Nosso

Mensagem Espírita - Excesso de peso? Comece agora sua dieta espiritual - Site Perfume Espiritual

Excesso de peso? Comece agora sua dieta espiritual


Não sei se você já passou pela experiência de ter engordado. Difícil encontrar alguém vivendo neste mundo de calorias, onde somos testados a nos controlar diante dos excessos, que não saiba o que é estar ainda que momentaneamente, acima do peso. 

Nós mulheres, em função dos padrões sociais somos ainda mais cobradas a ter um corpo esbelto, aprendemos a ficar de olho na balança. Bonito é ser magro, certo? Enfim, deixando as aparências de lado, felizmente cada vez mais informações nos chegam reforçando que o importante é ser saudável e para isso não há outra maneira a não ser educar nossos hábitos.  

             Fazer escolhas saudáveis nem sempre é fácil, vamos combinar que uma bomba de chocolate é muito mais atrativa que uma porção de beterraba. O fato é que escolhas saudáveis nos trazem consequências saudáveis.  

              Neste ponto já posso dizer que este texto não é sobre dieta alimentar, quero falar sobre hábitos emocionais, reforma íntima. Não é a primeira vez que uso esta metáfora, aliás adoro trazer para o concreto algo que parece tão impalpável, abstrato: evoluir moralmente.

              Assim como ocorre com o corpo nem sempre percebemos que um hábito pode estar nos trazendo consequências nocivas. È comum nos darmos conta do quanto estamos acima do peso quando nos deparamos com uma foto nossa recente ou ainda quando aquela roupa de estimação fica apertada, com os botões explodindo. "- Nossa como eu engordei!" 

              Com o comportamento pode ocorrer algo semelhante, nos assustamos quando algo que fizemos traz uma consequência indesejada. "- Será que eu prejudiquei aquela pessoa com o que eu disse?" "- Ah se eu tivesse dito não...!", "- Minha impulsividade só me atrapalha!" 

              As consequências nos ajudam a "cair na real" e decidir trabalhar por mudanças. Assim como ocorre com uma dieta alimentar, na reforma íntima teremos poucos resultados duradouros se nos propusermos a mudanças radicais. Vale analisar nossas tendências e ajustar transformações que sejam possíveis de serem alcançadas paulatinamente. Mas é necessário decidir que já é hora de tomar uma atitude, como ilustrado nas imagens que coloquei aqui, retiradas de uma interessante campanha publicitária de uma academia de ginástica da Costa Rica. 

               Como outras coisas que fazemos na vida, você pode estabelecer metas diárias do que deseja alcançar, mas não se esqueça de observar seus sentimentos e emoções.  Eles dizem muito sobre as motivações das nossas ações e escolhas. 

               Evite comparações, a trilha é sua. Não importa quanto tempo você demore para atingir uma meta e sim seu trabalho constante, sua persistência.  

               Será que você já sabe qual é o comportamento que tem causado consequências nocivas para a sua saúde espiritual?  

                Você já viveu o "efeito sanfona" com as suas imperfeições? Ou seja, parecia que algo estava mais do que superado e inesperadamente lá estava você repetindo os mesmos erros! 

                  Isso é natural, faz parte do processo. Escolhas saudáveis precisam ser constantes, mas como você já entendeu a analogia, vou deixar que você pense no seu cardápio desta semana para sentir a alma leve.