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sábado, 23 de julho de 2011

Artigo Espírita - O Objetivo do Espiritismo - Site Doutrina Espírita - Luz da Razão




O Objetivo do Espiritismo

É pelo Evangelho que cumpre anunciar o Espiritismo. A igreja espírita há de ser a igreja cristã em sua simplicidade primitiva, em sua pureza, em sua verdade, tal como a estabeleceu Jesus e entenderam os apóstolos.
Paulo, o doutor das gentes, discorrendo sobre a missão de Jesus na Terra, disse: "Ninguém pode pôr outro fundamento, além daquele que já está posto, a saber: Jesus Cristo." No entretanto, continua o converso de Damasco, conquanto seja um só o fundamento, muitas são as edificações levantadas sobre o mesmo; uns constroem obras de prata, outros, de ouro, outros, de pedras preciosas, outros, de madeira, de palha e até de feno.
Tais obras, conclui ele, hão de ser provadas no fogo; aí, umas permanecerão, Outras serão desfeitas. Estas judiciosas considerações do iluminado apóstolo referem-se claramente às várias instituições que, através dos tempos, surgiram no cenário terreno, sob a égide do Cristianismo. Todas seriam erguidas sobre os mesmos alicerces, sobre as mesmas bases, porém, a despeito mesmo disso, nem todas permaneceriam, pois, no tempo da prova, na hora de serem submetidas ao fogo, as obras de madeira, de palha e de feno pereceriam. A época da prova chegou: são os dias que vimos atravessando.
Ao Espiritismo cabe a gloriosa tarefa de restaurar o Cristianismo, levantando uma obra imperecível. Cumpre que uma edificação sólida e inabalável seja construída sobre o fundamento santo, sobre aquela base imutável, que há vinte séculos foi lançada sobre a rocha inamovível, contra a qual não prevaleceriam as portas do Hades.
A derrocada dos credos dogmáticos, dessas construções de palha e feno, acha-se patente para os que têm olhos de ver. A sociedade atual se debate num verdadeiro caos, após a terrível guerra mundial que ensopou a Terra de sangue e de lágrimas . As hordas bárbaras dos vândalos e dos hunos estão em atividade, pois outra coisa não são essa dissolução de costumes, essa corrupção de caracteres, essa selvageria e impudência com que se buscam prazeres e se ostentam vícios.
A fé convencional e os credos oficializados mostram-se impotentes para conter a onda invasora das paixões indômitas. Não resistiram à prova de fogo predita por Paulo. Um egoísmo feroz, brutal, nunca visto, campeia infrene, verificando-se o cumprimento das palavras de Daniel: "A abominação que causa desolação, atingindo até as coisas santas."
E' tempo, portanto, de pensarmos seriamente no desempenho do mister que o céu confia aos adeptos do Espiritismo: levantar, sobre os escombros dos templos desfeitos pelo fogo da prova, o templo vivo da fé, dessa fé que consola, regenera, purifica e salva.
Ergamos todos, cooperando cada um com o seu contingente, por mais modesto que seja, a igreja rediviva de Jesus Cristo, a igreja sem dogmas, sem liturgia, sem casta sacerdotal; essa igreja que se levanta no interior do homem, que tem seu altar nos corações, que exerce influência incoercível nos hábitos e nos costumes, reformando e consolidando os caracteres; essa igreja poderosa, forte, contra cuja fortaleza não prevalecerão as potências do mal; essa igreja que é luz, que é amor, que é paz, que é bênção e consolação, porque é o reino de Deus, dominando nos o Espírito.
LIVRO: EM TORNO DO MESTRE
AUTOR: PEDRO DE CAMARGO – PSEUDÔNIMO VINICIUS
EDITORA: FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA - 6ª EDIÇÃO – BRASILIA – DF
ANO DE PUBLICAÇÃO: 1939 (PAG. 236-237).

Mensagem Espírita - Companheiros Alterados - Site CE Caminhos de Luz

COMPANHEIROS ALTERADOS


Quantas pessoas te cruzam o caminho, em plenitude de sanidade física, suportando enfermidades espirituais que desconheces? Se conduzidas a exame num laboratório, mostrarão índices perfeitos de equilíbrio orgânico, entretanto, nos recesso do próprio ser, são doentes da alma, em estado grave, reclamando assistência.

Daí nasce o impositivo da serenidade e da tolerância, em observando o comportamento estranho ou registrando determinados conceitos que não esperávamos da atitude ou dos lábios daqueles que convivem conosco.

Esse amigo que se revelava, até ontem, inteiramente ao nosso lado, caminha hoje em direção oposta, ferindo-nos a sensibilidade; a esposa, dantes compreensiva e leal, distanciou-se psicologicamente de nós, ao toque de afinidades outras que haverá descoberto; o esposo devotado e fiel terá cedido a convites outros, abandonando-nos a companhia e desamparando os próprios filhos na idade tenra; esse ou aquele filho ou essa ou aquela filha, depois de crescidos, desprezaram os princípios que nos serviram de alicerces à vida, afastando-se-nos do caminho, conquanto o amor, que nos dediquem, lhes fique inalterável no coração.

Em semelhantes conflitos da alma, é indispensável saber ouvir e suportar, sem reclamações que lhes suscitariam perturbações de resultados imprevisíveis.

Ignoras quais as moléstias da alma de que estarão sendo portadores e, enquanto no corpo físico, não consegues avaliar as forças obsessivas que estarão agindo, por trás de alguém que a suposta normalidade parece favorecer.

Se encontras algum ente amado, em erro manifesto, suporta com paciência o desequilíbrio em andamento e se ouves opiniões contraditórias ou insensatas, não discutas, acirrando animosidade ou separação.

Acalma-te e fala, asserenando o ambiente em que te vês, porque uma só frase de incompreensão ou de azedume, pode ser o fator desencadeante de terrível brecha para a selvageria da delinqüência ou para as calamidades da obsessão.
Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Inspiração, Médium: Francisco Cândido Xavier.