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sábado, 6 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - A Semente - Site da Federação Espírita Brasileira

A SEMENTE


*




“E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão de trigo ou de outra qualquer semente.” Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 15, VERSÍCULO 37.)


Nos serviços da Natureza, a semente reveste-se, aos nossos olhos, do sagrado papel de sacerdotisa do Criador e da Vida.
Gloriosa herdeira do poder divino, coopera na evolução do mundo e transmite silenciosa e sublime lição, tocada de valores infinitos, à criatura.
Exemplifica sabiamente a necessidade dos pontos de partida, as requisíções justas de trabalho, os lugares próprios, os tempos adequados.
Há homens inquietos e insaciados que ainda não conseguiram compreendê-la. Exigem as grandes obras de um dia para outro, impõem medidas tirânicas pela força das ordenações ou das armas ou pretendem trair as leis profundas da Natureza; aceleram os processos da ambição, estabelecem domínio transitório, alardeiam mentirosas conquistas, incham-se e caem, sem nenhuma edificação santificadora para si ou para outrem.
Não souberam aprender com a semente minúscula que lhes dá trigo ao pão de cada dia e lhes garante a vida, em todas as regiões de luta planetária.
 Saber começar constitui serviço muito importante.
No esforço redentor, é indispensável que não se percam de vista as possibilidades pequeninas: um gesto, uma palestra, uma hora, uma frase pode representar sementes gloriosas para edificações imortais. Imprescindível, pois, jamais desprezá-las.
 
Do livro Pão Nosso

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Sobre o Sentido da Vida - Astúrio Passos - Site Recanto das Letras



Sobre o sentido da vida
Astúrio Passos


 A vida é um interessante quadro que se coloca à nossa frente. Estudá-la é sempre um caminho para solucionarmos situações desagradáveis.

Nossas angústias e sofrimentos nos parecem, na maioria das vezes, inadequados, desnecessários ou excessivos.

 Será verdade? Seria possível sofrermos sem que isso tivesse um propósito em nossa vida? No turbilhão da tristeza e da dor não é comum compreendermos claramente seu significado. Mas não podemos perder a esperança.

Jesus nos disse " Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Alguns entendem que isso tem a ver com qual religião a pessoa adota, crendo serem umas melhores que as outras. Mas seu verdadeiro significado está na descoberta do verdadeiro propósito da vida e de nossas vidas.

 Qual religião a pessoa adota tem a ver apenas com o caminho que a deixa mais a vontade para chegar a Deus. Por isso existem tantas religiões, elas existem para atender às muitas compreensões sobre a religião.

 A verdade sobre nós mesmos é o grande aprendizado da vida, pois é através dele que vamos conhecendo melhor a Deus, aos nossos semelhantes e qual o papel de cada um em nossa vida.

Fonte: Site Recanto das Letras

Mensagem Espírita - Motivos para Desculpar - Chico Xavier



MOTIVOS PARA DESCULPAR

“Eu vos digo, porém, amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, faze bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.” Jesus – Mateus, 5:44



Em muitas ocasiões, quem imaginas te haja ferido, não tem disso a mínima idéia, de vez que terá agido sob a ação compulsiva de obsessão ou enfermidade.

Se recebeste comprovadamente uma ofensa de alguém, esse alguém terá dilapidado a tranqüilidade própria, passando a carregar arrependimento e remorso, em posição de sofrimento que desconheces.

Perante os ofensores, dispõe da oportunidade de revelar compreensão e proveito, em matéria de aperfeiçoamento espiritual.

Aquele, a quem desculpas hoje uma falta cometida contra ti, será talvez, amanhã, o teu melhor defensor, se caíres em falta contra os outros.

Diante da desilusão recolhida do comportamento de alguém, coloca-te no lugar desse alguém, observando se conseguirias agir de outra forma, nas mesmas circunstâncias.

Capacitemo-nos de que condenar o companheiro que erra é agravar a infelicidade de quem já se vê suficientemente infeliz.

Revide de qualquer procedência, mesmo quando se enquiste unicamente na mágoa, não resolve problema algum.

Quem fere o próximo efetivamente não sabe o que faz, porquanto ignora as responsabilidades que assume na lei de causa e efeito.

Ressentimento não adianta de vez que todos somos espíritos eternos destinados a confraternizar-nos todos, algum dia, à frente da Bondade de Deus.

Desculpar ofensas e esquecê-las é livrar-se de perturbação e doença, permanecendo acima de qualquer sombra que se nos enderece na vida, razão por que, em nosso próprio benefício, advertiu-nos Jesus de que se deve perdoar qualquer falta não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Emmanuel (espírito), psicografia de Chico xavier. Livro: Mais Perto

Artigo Espírita - Proteção Espiritual - Site O Espiritismo




Proteção Espiritual
Autor: Celso Martins



Kardec tem esta consoladora mensagem no Evangelho Segundo o Espiritismo (cap. 28 - 11): Além do anjo guardião, que é sempre um Espírito superior, temos Espíritos protetores que, embora menos elevados, não são menos bons e magnânimos. Contamo-los entre amigos ou parentes, ou, até, entre pessoas que não conhecemos na existência atual. Eles nos assistem com seus conselhos e, não raro, intervindo nos atos da nossa vida...



Muita gente, que se vê atormentada sem saber como resolver seus problemas pessoais, acredita-se, até, esquecida por Deus. Estaria como que entregue ao seu próprio destino sem ter para quem apelar.



Nada, porém, mais falso. Ninguém está abandonado por Deus. A criatura pode esquecer-se do Pai mas o Criador nunca se esquece do filho. Tudo faz o Senhor para que todos os seus filhos sejam felizes. Naturalmente não queremos dizer com isto que não vamos sofrer as conseqüências desastrosas dos nossos pensamentos menos dignos, das nossas palavras levianas ou ferinas, das nossas ações menos cristãs.



O Pai é Bom, mas por ser Bom não deixa de ser Justo! Suas leis não dão sempre de acordo com as nossas obras!



Todavia, tendo Deus em vista o progresso de todos os Espíritos, sempre permite se aproximem de cada um de nós os amigos espirituais dando-nos renovadas forças para enfrentarmos as dificuldades da vida terrena. São espíritos benevolentes que já passaram em suas pretéritas encarnações pelas mesmas experiências que atualmente estão em nossos caminhos. Por isto, eles compreendem as nossas situações, relevam nossas fraquezas, entendem nossos anseios, colaboram na medida do possível para a nossa redenção.



Verdades tão simples e tão consoladoras como estas, trazidas a todos pela Doutrina Espírita, com alegria nós a difundimos aos quatro ventos no firme propósito de socorrer as criaturas aflitas.



Quantos irmãozinhos nossos, assoberbados de dificuldades financeiras, angustiados por problemas domésticos, possuidores de moléstias dolorosas - não apelam para o suicídio? Como se a morte provocada do corpo pudesse resolver os seus problemas angustiantes...



A nossa única segurança em um mundo tão inseguro - é aquela que nos vem do Alto!... é a proteção que nos dispensa os amigos do plano invisível. Ao invés do desespero que nada soluciona, agravando terrivelmente os nossos estados espirituais - recorramos a este auxílio de Deus!... através de uma prece brotada do fundo do coração sincero, ponhamo-nos em contato com os companheiros do Além!... Eles nos dão luz para nossas mentes... Trarão paz para os nossos corações!... E haveremos de ter forças, bastantes para lutar com Jesus e para Jesus na grandiosa obra pacífica, mas dinâmica, amorosa, mas urgente de construção de um mundo melhor!

Artigo Espírita - A pontualidade na casa espírita - Site Espiritualizar




Pontualidade na Casa Espírita



"Faltava apenas dois minutos para as vinte horas, quando o dirigente espiritual mais responsável deu entrada no pequeno recinto."

...Pontualidade!

Hora certa para início das tarefas, sem esquecimento da preparação que nos compete, enquanto aguardamos o momento dos santos labores do mediunismo com Jesus!

Notemos que somente dois minutos antes o dirigente espiritual deu entrada no recinto.

Imaginemos, agora que aquele elevado instrutor se defrontasse, como ás vezes acontece, com um agrupamento heterogêneo, de encarnados barulhentos e irresponsáveis, cada um a comentar a seu modo e a ressaltar, muita vez maliciosamente, os acontecimentos do dia, de nenhum interesse para os trabalhos da noite.

Imaginemos a posição do devotado benfeitor que, após concluir, noutros setores encargos respeitáveis, comparece, nobre e digno, para os serviços preparados, e encontra companheiros negligentes e descuidados, ruidosos e inconvenientes, a comentarem assuntos de natureza exclusivamente material; uns médiuns chegando agora, outros mais tarde; o dirigente descontrolado, a censurar uns e outros, contribuindo, mais ainda, para a desarmonia psíquica do ambiente.

Será que entidades tão venerandas, com tamanhos afazares a realizar, investidas de tão santas responsabilidades e compreensão dos deveres continuarão, numa verdadeira "pregação no deserto", assistindo núcleos que funcionam na base da negligência e da irresponsabilidade?!

Temos nossas dúvidas a este respeito.

É -nos impossível crer que Espíritos  realmente superiores compartilhem da indisciplina que é própria a nós outros, cooperadores encarnados, de modo geral.

Há grupos que têm o início dos seus trabalhos marcado para as vinte horas, porém, por este ou aquele motivo, tais serviços vão começar lá para as vinte e trinta e, ás vezes até mais tarde...

Será que os Bons Espíritos, cujos instantes, na Espiritrualidade, são contados e aplicados na execução de programas enobrecedores, não somente a benefício dos outros, mas de si mesmos, uma vez que estão sujeitos igualmente, a programas de aprendizado, recebendo instruções em setores especializados, será que espíritos desse quilate suportarão, indefinidamente, a ausência de responsabilidade que ainda se verifica em muitos núcleos, onde a compreensão mais elevada do serviço de intercâmbio construtivo entre os dois planos  ainda não se fez de todo?

Que eles suportem algum tempo, acreditamos; mas, indefinidamente, não podemos crer.

O fato de o irmão Clementino ter chegado ás vinte horas  menos dois minutos, mostra-nos claramente, como o problema da pontualidade é levado a sério no Espaço, o que aliás é muito lógico e racional, uma vez que entre os encarnados responsáveis existem o gosto e o cultivo da pontualidade.

Um núcleo espírita, de trabalhos mediúnicos ou doutrinários, que inicia os serviços hoje às vinte horas, na próxima semana, às vinte e trinta e, assim sucessivamente, sem o mais elementar senso de pontualidade, não pode, evidentemente, esperar a assistência de Espíritos dotados de idéias e "programas" equivalentes aos dos próprios componentes de tais núcleos.

Quando penetrarmos num centro espírita, deixemos do lado de fora a desídia e a irresponsabilidade.

Um templo espírita é um santuário de prece e trabalho. O recinto, onde se realizam serviços mediúnicos, é o altar desse santúario.

Ao ocuparmos o lugar que nos é reservado, iniciemos logo a preparação que nos compete, através do silêncio e da meditação superior, da prece sincera e da concentração, a fim de que alimentando as nossas mentes do Espaço o clima de harmonia que eles esperam, desejam e precisam.

Se desejamos valorizar o nosso trabalho, devemos honrá-lo pelo respeito e pela sinceridade de propósitos atraindo, assim, as atenções e o amparo de entidades respeitáveis.

Se, entretanto, desejamos conduzir os serviços mediúnicos com aquele espírito de frivolidade que caracterizou a observação dos fenômenos nos aristocráticos salões da França do século XIX, continuemos a realizá-los sem método e sem espírito de misericórdia, sem caridade e sem elevação de propósitos, ficando entretanto, certos de uma coisa: as entidades da sombra comandarão tais serviços.


André Luiz citado no livro
Estudando a Mediunidade/ Martins Peralva


Fonte: Site Espiritualizar

Mensagem Espírita - Destruição e miséria - Site da Federação Espírita Brasileira

 

DESTRUIÇÃO E MISÉRIA



*






"Em seus caminhos há destruição e miséria".- Paulo. (ROMANOS 3: 16).

     
Quando o discípulo se distancia da confiança no Mestre e se esquiva à ação nas linhas do exemplo que o seu divino apostolado nos legou, preferindo a senda vasta de infidelidade à própria consciência, cava, sem perceber, largos abismos de destruição e miséria por onde passa.
 Se cristaliza a mente na ociosidade, elimina o bom ânimo no coração dos trabalhadores que o cercam e estrangula as suas próprias oportunidades de servir.
 Se desce ao desfiladeiro da negação, destrói as esperanças tenras no sentimento de quantos se abeiram da fé e tece vasta rede de sombras para si mesmo.
 Se transfere a alma para a residência escura do vício, sufoca as virtudes nascentes nos companheiros de jornada e adquire débitos pesados para o futuro.
 Se asila o desespero, apaga o tênue clarão da confiança na alma do próximo e chora inutilmente, sob a tormenta de lágrimas destrutivas.
Se busca refúgio na casa fria da tristeza, asfixia o otimismo naqueles que o acompanham e perde a riqueza do tempo, em lamentações improfícuas.
 A determinação divina para o aprendiz do Evangelho é seguir adiante, ajudando, compreendendo e servindo a todos.
 Estacionar é imobilizar os outros e congelar-se.
 Revoltar-se é chicotear os irmãos e ferir-se.
 Fugir ao bem é desorientar os semelhantes e aniquilar-se.
 Desventurados aqueles que não seguem o Mestre que encontraram, porque conhecer Jesus Cristo em espírito e viver longe dele será espalhar a destruição, em torno de nossos passos, e conservar a miséria dentro de nós mesmos.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Espíritos doentes - Site Caminhos de Luz

ESPÍRITOS  DOENTES



– Aonde chegaremos, “seu” Daniel! – exclamava Porfírio, excelente companheiro de lides espirituais – tenho visto muita teoria na Doutrina, muita briga por isso e por aquilo, mas essa idéia de “espíritos doentes” não vai... Como engolir a novidade? Pertencem as moléstias ao corpo, articulam-se na fauna microscópica e devem acabar naturalmente com a extinção dos ossos. Espírito é espírito. Não temos aqui afirmação perfeitamente ortodoxa? Se as enfermidades são transferíveis, então...



– Mas, Porfírio, venha cá! – acentuava o interlocutor, complacente – raciocinemos sobre o assunto. Quem nos despertou para essas realidades não nos disse que a coisa é assim, sem mais nem menos. Nem todas as doenças nos acompanharão e grande número delas, indubitavelmente, não passará do sepulcro. É inegável, porém, o desequilíbrio da mente e, em semelhante desarmonia, as enfermidades da alma se fazem claramente compreensíveis. Você não pode admitir que um homem, encarcerado na suposição de absoluto domínio, que viva de cometer violências com o próximo, provocando emissões magnéticas destrutivas ou perturbadoras, venha a achar-se em rigorosa sanidade espiritual, depois da morte, só porque deliberou aceitar o poder da oração “in extremis”. A prece constituir-lhe-á remédio salutar, a empregar-se no início da cura. No entanto, não pode remover, de momento para outro, os espinheiros que tal homem criou para si próprio. Não acredita que o imprevidente e o perverso, desligados do corpo denso, conservarão, por muito tempo, o fruto amargoso da própria sementeira?



    O interpelado não se deu por vencido.



– Não – obtemperou, contrafeito –, não posso concordar. Corpo e alma, a meu ver, são essencialmente distintos. A matéria é pó e tudo o que se relaciona com o pó se destina ao chão do Planeta. É impossível crer em “espíritos doentes” no outro mundo. A morte é força niveladora. No túmulo, deixaremos todos os motivos de perturbações materiais. Demoramo-nos por aqui., simplesmente em provas expiatórias e a sepultura nos abrirá caminho para os mundos felizes. de outro modo...



    Diante das reticências significativas, o amigo renovou as considerações:



– Não lhe apraz, contudo, interpretar nossas lutas, na superfície da Terra, como ensinamentos edificantes? Não se sente, acaso, numa escola de grandes proporções, onde o aprendiz responde por si, perante orientadores e benfeitores? Assim que a morte seja um “levantar de bandeira”, assim como nas corredas de cavalos, constrangendo cada espírito a buscar, apressadamente, a melhor parte?



    Porfírio, rebelde, acrescentou:



– Se você interpõe a argumentação para justificar a teoria de entidades enfermas, engana-se.    Espíritos não podem adoecer. Não podemos fomentar a ilusão de hospitais na “outra vida”.



Antes que a palestra se tornasse mais acalorada, D. Amélia, a esposa do teimoso doutrinador, veio chamar para a reunião no ambiente doméstico.



    A mesa estava posta. Médiuns e demais companheiros em meditação.



    Decorridos alguns minutos, iniciaram-se os trabalhos sob a direção de Porfírio.



    Orações sentidas e comentários reconfortantes.



    O material de espiritualidade superior era ali autêntico, preciso. Tudo condimentado em cristalina sinceridade familiar.



    Ao término da sessão, eis que ali incorpora um espírito perturbado, sofredor. Grita, e chora. Declara-se em trevas e assevera ouvir com imensa dificuldade. Acusa dores terríveis na mão direita. Relaciona lembranças fragmentárias. Tem a memória tardia de um hemiplégico. Foi juiz em comarca remota. Confessa haver prostituído o tribunal. Diz haver despertado fora do corpo físico, torturado por antigas vítimas. Está angustiado. Quer viver, entre os homens outra vez, a fim de reparar as falhas cometidas.



    O diretor da reunião doutrina, amoroso, mas laboriosamente.



    Depois de longo entendimento, em que o devotado orientador encarnado despende todos os recursos socorristas ao seu alcance o infortunado revela melhora e abandona o recinto, prometendo aproveitar-se dos conselhos recebidos.



    Encerram-se os serviços da noite, entre ações de graças.



    O condutor da sessão enxuga a fronte suarenta.



    Quando a sala se esvaziou, após o adeus reconfortante dos amigos que e afastaram jubilosos pelo agradável dever cumprido, Daniel se aproximou do companheiro e falou bem humorado:



– Então, Porfírio? acredita que estivemos socorrendo um espírito desencarnado robusto e sadio? O infeliz acusa desequilíbrio mental evidente, revela distúrbios e dores perfeitamente localizados. Um médico hábil, entre nós poderia lavrar completo diagnóstico.



    Porfírio silenciou, pensativo.



- Para mim – prosseguiu Daniel -, o comunicante está seriamente enfermo e você funcionou na condição de clinico providencial. Imagine que ele mostrou os sintomas de um reumático, a fadiga que procede de perturbações circulatórias, a memória falha de um paralítico, as visões de um louco, sem nos reportarmos aos intrincados problemas psicológicos de que é portador, que dariam para tentar a curiosidade de muitos Freuds. Não acha que tenho razão?



    Foi então que Porfírio, desapontado, balanceou a cabeça e retrucou vencido:



– Sou doutrinador de espíritos sofredores há mais de vinte anos, mas, francamente, ainda não havia pensado nisto.

    pelo Espírito Luz Acima - Do livro: Luz Acima, Médium: Francisco Cândido Xavier



Mensagem espírita - Convocação - Divaldo Pereira Franco



Convocação   
     

Nós fomos chamados por Jesus para tornar o mundo melhor.           

Não foi por acaso que na hora última a voz do Divino Pastor chegou até nós.

Não nos encontramos no mundo assinalados apenas pelos delitos e os erros pretéritos, somos os Servos do Senhor em processo de aperfeiçoamento para melhor servi-lo.

Nem a jactância dos presunçosos, nem a subestima dos que preferem a acomodação.

Servir, meus filhos, com a instrumentalidade de que disponhamos é o nosso dever.

Observamos que a seara cresce, mas os trabalhadores não se multiplicam geometricamente como seria de desejar, porque estamos aferrados aos hábitos doentios, que no momento da evolução antropológica, serviram-nos de base para a transformação do instinto em emoção edificante .

A maneira mais segura de preservar os valores do Evangelho de Jesus em nós é através da vinculação mental com o Nosso Condutor.

Saiamos da acomodação justificada de maneira incorreta para a ação. Abandonemos as reações perturbadoras e aprendamos as ações edificantes.


Sempre dizemos que necessitamos de Jesus, sem cuja Misericórdia estaríamos como náufragos perdidos na grande travessia da evolução, mas tenhamos em mente que Jesus necessita de nós, porque enquanto falamos a Ele pela oração Ele nos responde pela inspiração.


Ele age pelos nossos sentimentos através das nossas mãos. Sejam as mãos que ajudam, abençoadas em grau mais expressivo do que os lábios que murmuram preces contemplativas.         

A nossa postura no mundo neste momento é de misericórdia.

Que nos importem os comentários deprimentes a nosso respeito, se valorizamos o mundo, respeitando os seus cânones e paradigmas? Não nos preocupemos com que o mundo pensa e fala de nós através de outros corações.

No belo ensinamento de Jesus na casa de Lázaro, enquanto Maria o ouve e Marta se afadiga temos uma lição extraordinária – não é necessário ficar numa contemplação de natureza egoística, mas é necessário aprender para poder servir.

A atitude de Marta é ansiosa, era a preocupação com o exterior. A atitude de Maria era iluminativa, a que parte dos tesouros sublimes da coragem e do amor, através da sabedoria, para poder melhor servir.

O serviço é o nosso campo de iluminação.

Nós outros, os companheiros da Vida Espiritual, acompanhamos as lágrimas que são vertidas pelos sentimentos de todos aqueles que nos suplicam ajuda e, interferimos com a nossa pequenez, junto ao Mestre Incomparável para que Ele leve ao Pai as nossas necessidades, mas bendigamos a dor sem qualquer laivo masoquista; agradeçamos a dor que nos desperta para a Verdade, e que nos dilui as ilusões; que faz naufragar as aventuras de consequências graves antes que aconteçam.

Estamos portanto convocados para a construção da Sociedade Nova, na qual o bem pairará soberano, como já ocorre, acima de todas e quaisquer vicissitudes.

Filhos da Alma, tende bom ânimo. Não recalcitreis contra o aguilhão nem vos permitais a deserção lamentável ou a parada perturbadora na escalada difícil da sublimação.

Jesus espera-nos, avancemos! Suplicando a Ele, o Amigo Incomparável de todos nós, envolvemos os afetuosos corações em dúlcidas vibrações de paz.

Na condição de servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra                               ​      

Muita paz

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da conferência pública, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 14 de julho de 2011)

Mensagem Espírita - A Boa Parte - Site da Federação Espírita Brasileira

A BOA PARTE



*


"Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada." - Jesus. (LUCAS, 10:42.)

     
Não te esqueças da "boa parte" que reside em todas as criaturas e em todas as coisas.

O fogo destrói, mas transporta consigo o elemento purificador.

A pedra é contundente, mas consolida a segurança.

A ventania açoita impiedosa, todavia, ajuda a renovação.

A enxurrada é imundície, entretanto, costuma carrear o adubo indispensável à sementeira vitoriosa.

Assim também há criaturas que, em se revelando negativas em determinados setores da luta humana, são extremamente valiosas em outros.

A apreciação unilateral é sempre ruinosa.

A imperfeição completa, tanto quanto a perfeição integral, não existem no plano em que evoluímos.

O criminoso, acusado por toda a gente, amanhã pode ser o enfermeiro que te estende o copo d’água.

O companheiro, no qual descobres agora uma faixa de trevas, pode ser depois o irmão sublimado que te convida ao bom exemplo.

A tempestade da hora em que vivemos é, muitas vezes, a fonte do bem-estar das horas que vamos viver.

Busquemos o lado melhor das situações, dos acontecimentos e das pessoas.

"Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada" - disse-nos o Senhor.

Assimilemos a essência da divina lição.

Quem procura a "boa parte" e nela se detém, recolhe no campo da vida o tesouro espiritual que jamais lhe será roubado.



Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

Sugestão de leitura - Downloads - Revista Espírita - Allan Kardec - Site da FEB

Revista Espírita - Allan Kardec



Periódico mensal, a Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos circulou pela primeira vez em Paris, no dia 12 de janeiro de 1858, e foi publicada sob a responsabilidade direta de Allan Kardec até a sua desencarnação, ocorrida em 31 de março de 1869, passando, a partir de então, a ser administrada pelos seus continuadores até os nossos dias.



Allan Kardec transformou-a numa espécie de tribuna livre, na qual sondava a reação dos homens e a impressão dos Espíritos acerca de determinados assuntos, ainda hipotéticos ou malcompreendidos, enquanto lhes aguardava a confirmação, através do critério da concordância e da universalidade do ensino dos Espíritos.



Inúmeros capítulos dos livros básicos da Codificação, na íntegra ou com pequenas modificações, vieram à luz por meio da Revista Espírita. Através de suas páginas admiráveis desfilam os assuntos mais diversos, desde a fenomenologia mediúnica nos seus variados matizes, até as dissertações da mais pura moral evangélica, a vida no mundo espiritual, a sorte futura reservada aos que praticam e aos que não praticam o bem, a justiça da reencarnação, a bondade e a misericórdia divinas, enfim, os princípios fundamentais em que se assenta o Espiritismo.



Com quase sete mil páginas em sua versão brasileira, esta coleção compõe-se de doze volumes, referentes aos anos de 1858 a 1869, e faz parte das homenagens prestadas pela Federação Espírita Brasileira ao Codificador da Doutrina Espírita, pelo transcurso, em 2004, do Bicentenário de seu Nascimento.
               
Ano I - 1858 Ano II - 1859 Ano III - 1860


Ano IV - 1861 Ano V - 1862 Ano VI - 1863


Ano VII - 1864 Ano VIII - 1865 Ano IX - 1866



Ano X - 1867 Ano XI - 1868 Ano XII - 1869

Artigo Espírita - As Curas de Jesus - Site do Centro Virtual de Divulgação do Espiritismo



As curas de jesus


Para que possamos entender as curas de Jesus preciso se faz compreender quem é Jesus; só assim poderemos saber por que meios agia, que autoridade tinha, e qual seu conhecimento sobre as Leis Imutáveis que regem a Criação.

Do ponto de vista histórico pouco podemos falar sobre ele, já que os Evangelhos como sendo os livros que narram sua passagem entre nós e mostram-nos as suas lições morais não são propriamente livros históricos.

Os Evangelistas não tinham a preocupação de realizar um trabalho científico, mas sim de mostrar que Jesus era o Messias e que tinha realizado coisas maravilhosas; era ele o enviado de Deus para mostrar aos homens o caminho da libertação de cada um.

Hoje, com o auxílio da antropologia, da arqueologia e da sociologia muito se pode levantar sobre a vida de Jesus, porém não temos ainda precisão nos estudos, pois Jesus tinha uma psicologia superior, ainda inabordável pelo homem atual, ficando assim, difícil de compreender o que ele fez, se levarmos em conta só o conhecimento comum ainda vigente no mundo.

A Doutrina Espírita codificada por Alan Kardec em meados do Séc. XIX nos abriu a possibilidade para uma melhor compreensão da superioridade de Jesus, deste modo podemos entender um pouco como Jesus agia, porque, e que domínio tinha sobre a matéria, a ponto de poder transforma-la de acordo com a sua vontade.




Quem é Jesus

São os Espíritos quem afirmam: é o Guia e Modelo da humanidade. É segundo Allan Kardec o tipo mais perfeito em que podemos nos mirar para realização da reforma moral de que necessitamos.

No livro “A Gênese” temos: É um Médium de Deus; um Messias divino; um Espírito Superior, Puro; realizava prodígios não pela natureza de Seu corpo, mas pela superioridade de seu Espírito.

Nas questões 112 e 113 de O Livro dos Espíritos temos sobre os Espíritos Puros:

“Nenhuma influência [sofrem] da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens. Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria…”

Assim entendemos que Jesus não se deixava influenciar pela matéria, mas que dominava-a de modo absoluto.

Jesus, por ser Espírito Superior, conhece leis que desconhecemos, podendo assim agir modificando processos químicos, físicos, biológicos, e sem alterar o andamento da Lei Universal aliviava as criaturas dando a cada um a oportunidade de corrigir-se através de uma vivenciação renovada em bases de amor.

Era um médium comum? Não, pois não sofria influência dos Espíritos. Na verdade ele é que os dirigia por sua condição superior. Era um médium de Deus, pois trazia para todos a Lei do Criador em sua mais nobre manifestação.

Concluindo, temos: Jesus jamais alterou o andamento da Lei, porém, conhecendo seus mecanismos de atuação agia oportunizando à criatura sua libertação através de uma conduta superior.



Saúde

Conceito:

Conforme o dicionário Aurélio, saúde é o estado do indivíduo cujas funções orgânicas, físicas e mentais se acham em situação normal; estado do que é sadio ou são.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, saúde é um estado de completo bem estar físico, mental e social.

Hoje, devido às informações proporcionadas pelo desenvolvimento da Ciência do Espírito, é imperioso deixarmos os conceitos reducionistas, em favor de uma realidade unicista do Ser. Assim, saúde foi muito bem conceituada pelo Espírito Joseph, quando nos diz:

Saúde é a realização real da conexão criatura/Criador…1 , nos afirmando mais adiante: a saúde é um objetivo maior do homem, a se confundir com felicidade.2

Assim, podemos dizer que o trinômio “evolução-saúde-felicidade”, passa a ser o objetivo fundamental da encarnação do Espírito, e que, o cumprimento de tal meta se dá à medida que o Espírito entra e se mantém em sintonia com Deus.

Aí é que podemos precisar a importância do Cristo em nossas vidas.

Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância 3

Eu sou o pão da vida 4

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.5



Doença

Doença é a falta de saúde, ou como diz o Espírito Joseph na página citada, é o contrário momentâneo de tal fato (saúde).

A doença não é a perda da compreensão da “verdade”, é a rebeldia de não vivê-la ou de querer ignorá-la 6

Portanto, adoecer não é uma tendência normal da Criatura, mas um fato que se dá devido ao afastamento do Ser das leis naturais que o dirigem. Este afastamento gera em nosso psiquismo uma perturbação, que associada ao arrependimento e às vibrações daqueles a quem prejudicamos, instala em nossa intimidade

desarmonias de longo alcance, conforme nos alerta Emmanuel:

A cólera e o desespero, a crueldade e a intemperança criam zonas mórbidas de natureza particular no cosmo orgânico, impondo às células a distonia pela qual se anulam quase todos os recursos de defesa, abrindo-se leira fértil à cultura de micróbios patogênicos nos órgãos menos habilitados à resistência…

…Mas não é somente aí, no domínio das causas visíveis, que se originam os processos patológicos multiformes.

Nossas emoções doentias mais profundas, quaisquer que sejam, geram estados enfermiços.7

Sendo assim, não podemos jamais afirmar que se estamos doentes é por vontade do Criador; na realidade a vontade é nossa, o Pai apenas permite que tal ocorrência se dê como forma de educar-nos.



Dor

A dor não é a doença, é antes uma manifestação desta. Na verdade é ela um aguilhão a nos conduzir para o objetivo final da existência, na medida em que nos faz ficar alerta para as quedas e derrocadas morais. Funciona como um sinal de que algo não vai bem, e, portanto, a rota deve ser alterada.

Jesus não visava tirar a dor física dos enfermos, buscando o alívio momentâneo; mas conscientizá-lo a trabalhar as causas como forma de extirpar verdadeiramente a doença.

…não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior.8

… toma tua cama e anda.9

Não entres na aldeia.10



Terapia

Terapia é o tratamento visando o restabelecimento do enfermo.



Todo trabalho terapêutico que não consiga ver no homem um ser integral, conjunto de espírito e matéria, numa visão universal, oferece somente paliativos ao homem que em breve retornará ao seu estado doentio…

…sendo toda doença de cunho eminentemente espiritual, há e deve sempre haver um tratamento neste sentido, para a fixação dos recursos oferecidos em outras áreas de tratamento.11

É por atender a todas as necessidades imanentes da criatura, que a “Terapia do Amor”, ou “Evangelho-terapia”, deve ser por todos nós praticada, no sentido de nos tornarmos partícipes da dinâmica da Vida.



A Cura do Servo do Centurião de Cafarnaum (Mt, 8: 5 a 13)

E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe

E dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico e violentamente atormentado.

E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde.

E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará,

Pois também eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o faz.

E maravilhou-se Jesus, ouvindo isso, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.



…jaz em casa paralítico e violentamente atormentado.

Jazer – estar deitado, estendido no chão ou em uma cama.

Paralítico – o que tem paralisia, isto é, que perdeu a função motora de determinada parte do corpo.

Violentamente atormentado – Componente psíquico da enfermidade. Estado emocional negativo, propício a uma influenciação de espíritos inferiores.

Se podemos fazer uma análise física desta passagem, também podemos analisá-la sob o ponto de vista espiritual.

Quando estamos em estado de ociosidade (jazer) diante da vida, senão quando sabendo que algo de produtivo temos a realizar, assim não fazemos?

Não estamos paralíticos quando transitamos indevidamente diante das criaturas, por motivo de nossa falta de compreensão?

Estar violentamente atormentado, parafraseando o Espírito Joseph, não é perder a compreensão da “verdade”, é por rebeldia não querer vivê-la ou querer ignorá-la.

E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde.

Irei – movimentação, disposição para o trabalho, sensibilização que leva à vivência da fraternidade.

Darei Saúde – Jesus pode atuando através da fluidoterapia, ou através de Sua saúde atuar restabelecendo o equilíbrio.

Saúde – conexão criatura / Criador

Aqui podemos considerar que este estado de saúde vem pela atuação do Cristo interno em nós, ou seja, quando entramos em harmonia com a Lei através da vivência do Bem.

…eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o faz.

Do mesmo modo que no mundo físico há homens que têm autoridade e servos a seu comando, no plano do Espírito há aqueles que, tendo maior autoridade pela soma de valores conquistados também dão ordem a outros Espíritos que podem realizar por eles o trabalho.

O compreender esta situação – fé raciocinada – permitiu que a Vida atuasse em favor do servo daquele Centurião, e ele se visse restabelecido.

Temos aí a mostra do caráter universal da Doutrina de Jesus, pois mesmo sendo gentio, o centurião conseguiu compreender a mensagem disseminada por Jesus e se beneficiar desta compreensão, o que a seu tempo, acontecerá com todos nós.


Cura de uma Mulher.(Lc, 13: 10 a 17)

E ensinava no Sábado, numa das sinagogas.

E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade, havia já

dezoito anos, e andava curvada, e não podia de modo algum endireitar-se.

E, vendo-a Jesus chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua

enfermidade.

E pôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou, e glorificava a Deus.



Ensinava no sábado – O Sábado é o sétimo dia da semana. Para os Judeus é o dia sagrado. Nele não se trabalha, evita-se determinados alimentos e realiza-se determinadas cerimônias religiosas.

Jesus utilizava todos os momentos de sua vida de forma produtiva. Porém era contestado pelos judeus que não permitiam o trabalho aos sábados, dia em que eram realizadas várias de suas curas.

Por que curar aos sábados? Era um dia propício; sendo a enfermidade uma desconexão com a Lei de Deus, o sábado significava um distanciamento dos interesses materiais em favor de um maior equilíbrio espiritual.

Sendo o sétimo e último dia da semana, representa ainda um final de ciclo. Era o fim daquele ciclo de enfermidade e o início de uma nova vida saudável com o Cristo.

Mulher – Elemento feminino. Podemos toma-la como símbolo do sentimento.

Espírito de enfermidade – Espírito obsessor que a levava a uma enfermidade, a prendia a sua situação dolorosa. Ou podemos ver ainda esta expressão “espírito de enfermidade” significando um desequilíbrio do sentimento (por causa da expressão uma mulher); esse sim, gerando a enfermidade e até mesmo dando condições para que se instale o processo obsessivo.

Dezoito anos – Este era o tempo de sofrimento daquela mulher, ou o tempo em que ela estava desajustada com a Lei.

Segundo os ensinamentos ocultistas, o número 18 representa “o crepúsculo do espírito e as últimas provações” Ou seja, simboliza o momento final daquelas provações da mulher, o fim do ciclo, coerente com o que falamos sobre o motivo da cura ter sido realizada no sábado.

Jesus chamou-a a si – Trouxe-a para o caminho, para o Evangelho, só assim encerraria o ciclo de suas provações. Só assim ela teria saúde (conexão criatura – Criador)

…estás livre da tua enfermidade. – Consumação da cura. Ela endireitou-se, ou seja parou de andar em desequilíbrio. Tirando o espírito da letra, passou a fazer sua evolução em uma linha mais retilínea, que é o mesmo que acontece com todos que adotam o Evangelho como norma de conduta.



Cura dum Paralítico de Betesda

Ora em Jerusalém há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres.

Nestes jazia uma grande multidão de enfermos; cegos, mancos e ressicados,esperando o movimento das águas.

Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água, e oprimeiro que ali descia, depois do movimento de água, sarava de qualquerenfermidade que tivesse.

E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo.

E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muitotempo, disse-lhe: Queres ficar são?

O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a águaé agitada, me meta no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.

Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma a tua cama, e anda.

Logo aquele homem ficou são; e tomou a sua cama, e partiu. E aquele dia era Sábado.

Então os judeus disseram àquele que tinha sido curado: É Sábado, não te é lícito levar a cama.

Ele respondeu-lhes: Aquele que me curou, ele próprio disse: Toma a tua cama, eanda.

Perguntaram-lhe pois: Quem é o homem que te disse: Toma a tua cama, e anda?

E o que fora curado não sabia quem era: porque Jesus se havia retirado, emrazão de naquele lugar haver grande multidão.

Depois Jesus encontrou-o no templo, e disse-lhe: Eis que já está são; não pequesmais, para que te não suceda alguma coisa pior

E aquele homem foi, e anunciou aos judeus que Jesus era o que o curara.12

Jerusalém – Capital dos judeus. Templo de Salomão. Centro das cogitações religiosas.

Porta das ovelhas - Uma das portas de entrada em Jerusalém. Ovelha, símbolo da resignação, da entrega. Jesus foi o cordeiro que se deixou imolar.

Multidão de enfermos – Todos que estamos na Terra. Todos que estamos enfermos.

Movimento das águas. – Processo reencarnatório.

Sarava de qualquer enfermidade que tivesse. – Reencarnação como terapia. Limpeza de nossas imperfeições.

Trinta e oito anos. – Tempo que estava enfermo, significando o tempo que ele estava afastado da Leis Universais. Tempo de sofrimento que trabalha na intimidade da criatura a necessidade de reforma.

E Jesus, vendo este deitado – Estado de ociosidade, fora do dinamismo da vida.

e sabendo que estava neste estado havia muito tempo – Tempo como agravante do processo de enfermidade. É preciso sairmos da ociosidade, e retirarmos de nós tudo o que nos causa dano. Vencer as imperfeições.

disse-lhe: Queres ficar são? – Opção individual. A vida deixa-nos escolher. Não adianta o melhor terapeuta se não houver disposição do enfermo de se curar.

Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me meta no tanque. – Transferência de responsabilidade. Queremos sempre que os outros façam por nós.

Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma a tua cama, e anda. – Jesus indica a terapia: dinamismo, ação. A terapia é individual, cabe a cada um fazer a sua parte. Só nós mesmos podemos nos curar.

Logo aquele homem ficou são; e tomou a sua cama, e partiu – Colocando o Evangelho em prática, curamomo-nos de qualquer enfermidade.

E aquele dia era Sábado. – Fim do ciclo das dores. Quem faz esse fim é a individualidade a partir de sua tomada de posição.

E o que fora curado não sabia quem era: - Ainda o Cristo como elemento de libertação. O ex-enfermo não exteriorizara o Cristo interior. Havia sido liberado dos sintomas, mas não curado definitivamente.

porque Jesus se havia retirado, em razão de naquele lugar haver grande multidão. – Jesus fica distante de nós quando deixamos sobressair a multidão de imperfeições, de vícios e tendências negativas.

Depois Jesus encontrou-o no templo – Quando ele se voltava para momentos de espiritualidade.

Eis que já está são; não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior – Este é o ponto chave da cura definitiva. Sendo saúde a conexão criatura-Criador, e o “pecado”, que leva à enfermidade, o rompimento desta conexão, a cura definitiva se dá quando rompemos com o erro e nos ligamos definitivamente a Deus através da exteriorização do Cristo, que se dá pela vivência do Amor.

E aquele homem foi, e anunciou aos judeus que Jesus era o que o curara. – Foi, expressa o dinamismo. Anunciar Jesus é vivenciar seus ensinamentos, aos judeus, isto é, aos contrários, àqueles elementos que nos contradizem ou criam obstáculos para que possamos expressar o Bem.



Conclusão
Jesus pode curar todas as enfermidades existentes na Humanidade?

Para respondermos esta questão, necessário se faz que conceituemos o que seja “alívio de sintomas”, e “cura definitiva”.

No primeiro caso, não há propriamente uma cura, mas um alívio temporário da manifestação enfermiça. Pode esse alívio ser por pouco tempo, ou até mesmo durar a encarnação toda, porém, a qualquer momento de sua trajetória pela imortalidade, pode o Espírito voltar a sentir a presença da moléstia de acordo com suas necessidades de momento.

Cura definitiva, como o próprio nome diz, é para sempre, a individualidade não mais adoece; volta á condição inicial de saúde, como já dissemos, através da conexão criatura – Criador.

Resolvidas estas questões de conceito, podemos adiantar-nos e afirmar: No primeiro caso, o de alívio de sintomas, Jesus pode atuar curando-nos em qualquer momento que deseje, pois tem total domínio sobre os processos químicos da matéria. Não sabemos se o fará, por questões de conveniência e porque só fará o que for útil à economia de nossa alma imortal.

Quanto à cura definitiva, nada poderá fazer a não ser indicar-nos o caminho, para que através de nossa própria vontade e determinação possamos conscientemente segui-lo em favor de nossa libertação.



Pode qualquer um de nós realizar as curas que Jesus realizou?

Não podemos esquecer, como já dissemos várias vezes, que Jesus é um Espírito Puro, já venceu etapas que nós ainda temos de percorrer. Porém, se não podemos hoje agir em igualdade de condições, foi ele mesmo que afirmou:

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.”13

Deixando claro que grandes coisas poderemos ainda realizar se aderirmos à proposta do Evangelho, como assim fizeram Pedro, Paulo, Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier, entre outros.


Como trabalhar a profilaxia nos mantendo no estado de Saúde?

Foi ele mesmo quem afirmou:

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.

Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.

Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.

Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim .14

A Saúde de Cristo está em Sua capacidade operacional, em Sua condição de realizar a Lei de Deus em todos os Seus artigos, por menores que sejam.

Como a vara somente na videira possui a vida, estejamos no Cristo; só assim, somente assim, poderemos nos glorificar e possuir Saúde para todo sempre.



Qual o modelo de redenção?

São os Espíritos quem nos afirmam, Livro dos Espíritos questão 625:

Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.”


Desta forma, temos, com toda clareza: Jesus é o nosso modelo de redenção. Por quê?

Governador Espiritual do orbe, poderia vir até nós como quisesse, tinha para isso poder, e escolheu vir em uma manjedoura, envolto em panos, a ensinar-nos que a humildade é fator básico de qualquer atitude de nobre.

Sabedor que era que o que Lhe convinha era tratar dos negócios do Pai, nem por isso deixou exemplificar a obediência àqueles que eram seus pais na Terra.

O poder do mundo não o seduzia. Tinha perfeita consciência da relação Espírito-matéria. Ao iniciar Sua missão fez questão de mostrar que o Reino que divulgava não era o dos poderes temporais, e sim o que estava ao alcance de todos que se predispusessem a vivenciar o amor do mesmo modo que Ele vivenciara.

Era Terapeuta porque era acima de tudo Educador

“Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou.” (João, 13: 13)

Como Mestre, exemplificou tudo o que ensinou, não sendo pego, em momento algum, em contradição. Quando provado, saiu-se bem; quando caluniado, perdoou; quando odiado, amou.

Tinha perfeita consciência de Sua missão: conduzir o homem a Deus, por isso valorizava-lhe as conquistas do Espírito imortal em detrimento dos valores do mundo.

Como único instrumento de libertação nos deixou o amor, capaz esse de realizar todas as maravilhas:

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amo.”15

Essa, a única senha para a redenção definitiva.

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1 O Homem Sadio – Uma Nova Visão, pág. 44
2 Idem
3 João, 10: 10
4 João, 6: 35
5 João, 14: 6
6 O Homem Sadio – Uma Nova Visão, pág. 44
7 Pensamento e Vida, págs. 76 e 77
8 João, 5: 14
9 João, 5: 8
10 Marcos, 8: 26
11 O Homem Sadio – Uma Nova Visão, pág. 45
12 João, 5: 2 a 15
13 João, 14: 12
14 João, 15: 1 a 4
15 João, 13: 34

 Fonte: Centro Virtual de Divulgação do Espiritismo