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sábado, 27 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos - Site O Espírito


Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos
Chico Xavier pelo Espírito André Luiz



1 - Disciplinar os próprios impulsos.

2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos. 

3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros. 

4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação. 

5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas. 

6 - Evitar as conversações inúteis. 

7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação. 

8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem. 

9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão. 

10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre. 

* * * 

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paz e Renovação.
Ditado pelo Espírito André Luiz.


Fonte: Site o Espírito



Um estudo sobre a dor

Claudia Cardamone


“Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também angariando os recursos precisos para obtê-la.“ Emmanuel, do livro “Aulas da Vida”.


Primeiramente vamos definir a palavra dor. De acordo com o Dicionário Aurélio, dor pode ser uma sensação desagradável, variável em intensidade e em extensão de localização, produzida pela estimulação de terminações nervosas especiais, pode ser um sofrimento moral, mágoa, pesar ou aflição, e por fim dor pode ser sinônimo de dó, compaixão e condolência. Com base no Wikipédia, a dor é uma sensação desagradável, que varia desde desconforto leve a excruciante, associada a um processo destrutivo atual ou potencial dos tecidos que se expressa através de uma reação orgânica e emocional.



Existem aspectos para a dor. A dor física é aquela que surge de um ferimento ou de uma doença, funcionando como um alarme de que há algo errado no funcionamento do corpo; se não existisse a dor, provavelmente não sobreviveríamos, porém esta dor física afeta a pessoa como um todo. A dor moral é aquela que advém do sofrimento, da emoção. A dor espiritual surge da perda de significado, sentido e esperança, ela é reconhecida quando dizemos que “dói a alma”.  O aconselhamento espiritual é uma das necessidades mais solicitadas pelos que estão morrendo e por seus familiares. Claro que estes três aspectos interrelacionam-se e nem sempre é fácil distinguir um do outro.



Todas as pessoas consideradas normais têm horror à dor física.  Mas a dor se impõe ao homem como um instrumento necessário para que ele possa compreender e observar a lei da autopreservação.  Quando a dor é maior do que conseguimos suportar, simplesmente caímos em estado inconsciente.



Um aspecto importante da dor é o aspecto mental, pois a maioria das dores físicas é exagerada pela nossa reação mental a elas. Muitas vezes, em um acidente, os pais, preocupados em amparar e proteger seus filhos, não sentem a dor de um ferimento, porém assim que suas emoções se acalmam, percebem o ferimento e sentem dor. Muitas vezes eles dizem nem terem tido tempo para pensar nisso.



Em "O Livro dos Espíritos", Capítulo VI, Parte 2ª: “257. O corpo é o instrumento da dor, se não é sua causa primária, é pelo menos a imediata. A alma tem a percepção dessa dor: essa percepção é o efeito. A lembrança que ela conserva pode ser muito penosa, mas não pode implicar ação física. Com efeito, o frio e o calor não podem desorganizar os tecidos da alma; a alma não pode regelar-se nem queimar. Não vemos, todos os dias, a lembrança ou a preocupação de um mal físico produzir os seus efeitos? E até mesmo ocasionar a morte? Todos sabem que as pessoas que sofreram amputações sentem dor no membro que não mais existe. Seguramente não é esse membro a sede, nem o ponto de partida da dor: o cérebro conservou a impressão, eis tudo. Podemos, portanto, supor que há qualquer coisa de semelhante nos sofrimentos dos Espíritos depois da morte (...)”

“O perispírito é o liame que une o Espírito à matéria do corpo; é tomado do meio ambiente, do fluido universal; contém ao mesmo tempo eletricidade, fluido magnético e, até certo ponto, a própria matéria inerte (...) É também o agente das sensações externas. No corpo, estas sensações estão localizadas nos órgãos que lhes servem de canais. Destruído o corpo, as sensações se tornam generalizadas. Eis porque o Espírito não diz que sofre mais da cabeça que dos pés (...) Liberto do corpo, o Espírito pode sofrer, mas esse sofrimento não é o mesmo do corpo; não obstante, não é também um sofrimento exclusivamente moral, como o remorso, pois ele se queixa de frio ou de calor (...) A dor que sente não é dor física propriamente dita: é um vago sentimento interior, de que o próprio espírito nem sempre tem perfeita consciência, porque a dor não está localizada e não é produzida por agentes exteriores; é, antes, uma lembrança também penosa (...)”.



Um espírito já desencarnado pode acreditar estar sentindo dor, pois sua mente ainda mantém a percepção desta dor. Ele não sente uma dor física, pois esta dor é inerente ao corpo, que já não existe mais, mas por estar muito apegado à matéria e acreditar que possui um corpo, sua mente “percebe” a dor.



Desde o século passado, a ciência já conhece quais os neurônios envolvidos na percepção da dor, mas o mais importante é o processo mental que irá interpretar esta dor. Ou seja, a forma como é expressa esta dor está fortemente ligada à cultura, à personalidade, às experiências anteriores, à memória e ao ambiente do indivíduo. Desta forma, podemos concluir que a dor é um processo mental interpretativo, não passa de uma opinião pessoal. Sem dúvida é uma sensação em uma ou mais partes do organismo, mas sempre é desagradável, e, portanto, representa uma experiência emocional. Estamos diante de um fenômeno dual, de um lado a percepção da sensação e de outro a resposta emocional do indivíduo a ela.  Assim, nem sempre quem está sentindo dor está sofrendo. O sofrimento é uma questão subjetiva e está mais ligada à moral da pessoa. Nem toda dor leva ao sofrimento e nem todo sofrimento requer a presença de dor física. A dor sempre representa um estado psicológico, muito embora saibamos que a dor na maioria das vezes apresenta uma causa física imediata.



Já dizia Emmanuel: “Toda dor física é um fenômeno, enquanto que a dor moral é essência.” (O Consolador, Francisco Cândido Xavier).



Muitas vezes esta dor, que no plano biológico é como uma advertência de utilidade incontestável, repercute na vida psicológica do indivíduo, extrapolando esta utilidade biológica e dependendo da sua intensidade poderá assumir dimensões tais que gerariam um desejo de se eliminar a própria vida. Na verdade, não é uma verdadeira vontade de eliminar a vida, mas um desejo de pôr fim a uma dor interpretada como intolerável.



A Psicologia já vem afirmando algo nesta direção; diz esta ciência que dar significado à condição sofrida freqüentemente reduz ou mesmo elimina o sofrimento a ela associado. A transcendência seria provavelmente a forma mais poderosa na qual alguém pode ter sua integridade restaurada.



Desde que renascemos, até a desencarnação, estamos sempre diante da dor e do sofrimento. A Doutrina Espírita não faz apologia da dor, apenas nos esclarece o porquê da dor.



“É necessário sofrer para adquirir e conquistar. Aqueles que não sofreram, mal podem compreender estas coisas.” (Léon Denis, Cap. XXVI do livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”).



Mensagem Espírita - Bondade é algo Divino - Site Gotas de Paz




Bondade é algo Divino



Há uma definição para a palavra bondade que diz:

 Bondade é a propensão natural em fazer o bem e não o mal.

 É preciso estar consciente de que a bondade é algo inerente ao ser humano, vem de nossa essência Divina.

 Não é preciso realizar grandes feitos para colocar a bondade em prática, basta que vejamos as situações  como oportunidades de fazer o bem.

 É um exercício diário e constante, necessita de treino para se tornar um hábito.

 Com o tempo se tornará tão natural como respirar.

 Tente, vale a pena, a sensação de felicidade que vai invadir o seu ser  é inexplicável...


Fonte: Site Gotas de Paz

Mensagem Espírita - Estranhos comportamentos - Site Robson Pinheiro





Estranhos comportamentos

“Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.” Mt 18:15-17



Muitas vezes vemos pessoas que se dizem seguidoras do Cristo — adeptos de alguma filosofia religiosa que se utiliza de palavras e ensinamentos de Jesus como exemplo a ser seguido — agindo de forma antiética, anticristã.



Isso ocorre, por exemplo, quando alguém toma uma atitude que consideramos errada ou tem um comportamento, opinião ou ponto de vista diferente do nosso. Esse é o caso mais clássico de atitude estranha ao Evangelho. Em geral, discordamos da pessoa, falamos ou escrevemos sobre ela e divulgamos o fato para uma multidão de outras pessoas. Estamos empenhados em defender nosso ponto de vista e denegrir o outro ou provar que ele está errado ou com más intenções. Todos ficam sabendo a respeito de nossa opinião. Justificamos nossa atitude dizendo que estamos defendendo a verdade, o aspecto doutrinariamente correto. No entanto, ela mesma, a pessoa que acreditamos estar errada ou haver incorrido em alguma falta, é a última a saber de nossa discordância.



E, o que é pior, a pessoa em questão pode estar com a melhor das intenções, tentando acertar, e nós divulgamos — “para os outros, primeiro” — toda a nossa opinião a respeito do que a pessoa fez, de seu aparente erro, mas não damos a ela a chance de concertar, de ao menos saber que errou ou como errou.



É interessante o conselho de Jesus, quando nos pede para procurarmos primeiramente a pessoa, em particular, a fim de resolvermos com ela o ponto de discórdia. Depois, então, ele recomenda chamar duas ou três testemunhas, caso o problema não tenha sido solucionado, e somente mais tarde, depois de várias tentativas, é que deveríamos levar à comunidade (eklesia) o objeto da discussão, de forma a se obter a opinião da maioria.



Será esse nosso comportamento habitual, o mais acertado diante de tantos que julgamos estar em erro? Será a nossa opinião a respeito da verdade aquilo que realmente é a verdade? Ou será a nossa opinião uma mera opinião, como a do outro?



Normalmente desenvolvemos uma ação muito contrária ao que Jesus ensinou. Primeiro levamos a público o fator discordante, depois chamamos duas ou três pessoas “amigas” e, por último, a pessoa que é alvo dos nossos comentários é quem fica sabendo pela boca de outros.



Creio ser muito importante avaliar nosso comportamento diante de situações semelhantes e depois vermos se estamos realmente sendo cristãos ou espíritas, como preferirmos.



Robson Pinheiro

Fonte: Site Robson Pinheiro

Mnesgaem Espírita - Teu conflito - Site do CVVE - Centro Virtual do Divulgação do Espiritismo


Teu conflito

 Aturdido, defrontas-te com acontecimentos, que te colhem de surpresa; 

Angustiado, não vês solução imediata para os teus problemas; 

Aflito, envolves-te na dor e cessas de pensar com equilíbrio.

A vida colheu-te de surpresa em verdadeira tempestade emocional; anseias solucionar, à tua maneira, a problemática que hoje atormenta a tua existência. 

Em meio ao teu caos emocional, esqueces a terapia insuperável da prece. Absorves, apenas, as emanações pesadas do teu conflito. 

Debates-te entre a moral espírita, que te convida a perdoar e o teu orgulho, abalado e contundido. 

Acalma-te e ouve. Nós te queremos lembrar da caridade paciência, que te solicita ajuizar melhor os acontecimentos, e a aguardar, pacientemente, as mudanças ou a aceitar o já estabelecido. 

A angústia, o aturdimento e o orgulho são maus conselheiros, enquanto que a caridade-paciência é bálsamo, suavizando pela calma, a tua ansiedade. 

A caridade-tolerância é outra excelente virtude e far-te-á compreender os que te ferem e magoam.

Medita. 

O acaso não existe e o momento que hoje vives, aflitivo e difícil, é o teu teste, como espirita e cristão. 

Não fujas ao testemunho. 

Não relutes em abrir mão das tuas convicções do homem velho, em favor da caridade-paciência, da caridade-tolerância, da caridade-perdão, que requisitam de ti, hoje, a postura do homem novo que pensas ser. É hora de, não apenas pensares que és, mas seres de fato um novo homem, cristão convicto na Doutrina dos Espíritos e enfrentares, com coragem, sem angústias, nem desequilíbrios, o teste para a tua fortaleza. 

Lar Espírita Chico Xavier - Psicografado por Vera Cohim pelo Espírito Amélia 


Fonte: Site do CVVE - Centro Virtual do Divulgação do Espiritismo


Mensagens Espíritas - Amigo de si mesmo - Site Momento Espírita



 Amigo de si mesmo


Verdadeiras amizades são presentes que a vida nos oferece. Sempre haverá escritores, poetas, romancistas a cantar as benesses e alegrias que uma amizade pode nos ofertar.



A vida sem amigos é menos colorida, mais pesada, um tanto atribulada. São os amigos que dão uma cor a mais no cotidiano, que aliviam nossas penas e acalmam nossa caminhada.



E tão excelente se faz uma amizade quanto raro é se encontrar um amigo. Amigo desses de verdade, que tem no altruísmo, na generosidade e no carinho o toque do seu agir.



Amigo que é capaz de nos dizer não, quando o mais fácil seria concordar; de não compactuar com nossos desatinos quando o mais cômodo seria consentir; de não aquiescer com nosso erro quando mais confortável seria aprovar.



Faz-nos tanta falta o aconchego de um amigo! Somos tão carentes de uma amizade verdadeira que, não raro, damos o nome de amigo a quem não faz jus a tal apreço.



Confundimos a nobre virtude da amizade com aqueles que conseguem conosco dividir os risos fáceis, mas que percebemos se ausentam nos dias de austeridade.



Incluímos no rol dos nossos amigos, enobrecendo-os com o título, aqueles que são capazes de, afundados em erros e infelicidades próprias, nos arrastarem para os mesmos vales de dificuldades morais pelos quais trafegam.



Carregamos, não raro, marcas profundas de carências emocionais e uma ansiedade intensa por criar laços de amizades para aplacar a sede de afeto.



Por conta disso, vinculamo-nos a essa ou aquela pessoa que pouco faz por nos merecer a honraria da amizade.



De maneira rápida e breve, já estamos nós a confiar e a fiar longas horas em conjunto com esse ou aquele que nos surge, sem nos apercebermos do que traz na alma, dos valores, nem sempre nobres, com os quais prefere pautar sua vida, e das viciações morais que elegeu para se conduzir.



Assim, o dito popular que afirma antes só do que mal acompanhado passa a fazer sentido, nesses momentos de ansiedade por construirmos laços de amizade, nem sempre saudáveis e proveitosos.



*   *   *



Se aguardas aquelas almas que façam jus ao galardão da amizade, asserena-te um tanto mais. Elas chegarão.



A solidão, em alguns momentos, se fará melhor companhia do que ilusórias amizades que poderão te carregar por experiências de difícil monta.



Apacienta-te perante a vida, e aguarda sem desanimar.



Fica atento e tranquilo porque o tempo não decepciona a quem sabe esperar trabalhando.



Sê, antes de tudo, o melhor amigo de ti mesmo.



Não te permitas corromper teus valores, desviar o rumo que elegeste, sair do roteiro feliz e correto que escolheste.



Lembra que ficarás carregando felicidades ou dificuldades que amealhaste na vida, respondendo por todas as opções que fizeste no teu caminhar.








Redação do Momento Espírita, com base no cap.15, do livro Ações corajosas para viver em paz, pelo Espírito Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.



Em 26.08.2011.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Mãos à obra - Site da Federação Espírita Brasileira

MÃOS À OBRA


*

 “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 14, VERSÍCULO 26.)






   A igreja de Corinto lutava com certas dificuldades mais fortes, quando Paulo lhe escreveu a observação aqui transcrita.
   O conteúdo da carta apreciava diversos problemas espirituais dos companheiros do Peloponeso, mas podemos insular o versículo e aplicá-lo a certas situações dos novos agrupamentos cristãos, formados no ambiente do Espiritismo, na revivescência do Evangelho.
   Quase sempre notamos intensa preocupação nos trabalhadores, por novidades em fenomenologia e revelação.
  Alguns núcleos costumam paralisar atividades quando não dispõem de médiuns adestrados.
  Por quê?
  Médium algum solucionará, em definitivo, o problema fundamental da iluminação dos companheiros.
  Nossa tarefa espiritual seria absurda se estivesse circunscrita à freqüência mecânica de muitos, a um centro qualquer, simplesmente para assinalarem o esforço de alguns poucos.
  Convençam-se os discípulos de que o trabalho e a realização pertencem a todos e que é imprescindível se movimente cada qual no serviço edificante que lhe compete. Ninguém alegue ausência de novidades, quando vultosas concessões da esfera superior aguardam a firme decisão do aprendiz de boa-vontade, no sentido de conhecer a vida e elevar-se.
  Quando vos reunirdes, lembrai a doutrina e a revelação, o poder de falar e de interpretar de que já sois detentores e colocai mãos à obra do bem e da luz, no aperfeiçoamento indispensável.

Do livro Pão Nosso

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Tendências Inatas - Blog Sopa do CELUZ



Tendências Inatas

Raimundo Afonso



Tendências, idéias ou conhecimentos não adquiridos que, parece, trazemos ao nascer. Há muito tempo discutem-se as tendências inatas, cuja realidade é combatida por certos filósofos que pretendem sejam todas adquiridas. Se assim fosse, como explicar certas disposições naturais que se revelara muitas vezes desde a mais tenra idade e independentemente de qualquer educação? Os fenômenos espíritas lançam uma grande luz sobre esta questão. A experiência não deixa dúvida alguma, hoje em dia, sobre estas espécies de tendências que encontram sua explicação na sucessão das existências. Os conhecimentos adquiridos pelo Espírito nas existências anteriores se refletem nas existências posteriores através do que denominamos tendências inatas.”

Devemos, a todo momento, estar atentos ao conhecimento de nós mesmos, verificarmos quais as nossas tendências e como mudar para melhor, pois a maior virtude é resistir ao que consideras impróprio a ti e a outrem.

Ter atitude de reconhecer as tendências negativas, lutar o bom combate e onde o mérito e medidas só a ti e a Deus pertencem.

Para isto precisamos treinar um pouco a cada dia, pois para qualquer atividade é preciso avaliar todas as alternativas de êxito e fracasso, que tal uma hora por dia, sim uma hora por dia, devo treinar e ir aumentado aos poucos em acordo as melhoras realizadas. Podemos dizer que seremos atletas do espírito.

Neste novo dia, estou no planeta terra, objetivo ser feliz, começo agora a reconhecer as minhas tendências tanto negativas como as positivas, as positivas irei multiplicá-las e as negativas diminuí-las, pois sou filho divino criado para ser feliz e instrumento divino na terra. Farei tudo aos outros que quero que seja feito a mim. Não mais esperarei me darem um bom dia para que eu responda ou reaja, quero agir, dominar as minhas tendências, pois eu vim com elas, e se elas estão comigo é que eu posso mudá-las, devo as transformar em positivas hoje, agora, em teu nome Senhor Deus mostrarei em atos a minha fé.


E tu queres participar da maratona?


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Aceita a Correção - Site da Federação Espírita Brasileira

ACEITA A CORREÇÃO


*


"E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela".
- Paulo. (HEBREUS, 12:11).





     A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos.
     A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.
     A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.
     Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma.
     A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.
     A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o Homem, campeão da inteligência no      Planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.
     O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.
     Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.
     Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em arminho, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito. Surge, revestida de acúleos ou misturada de fel, à guisa de remédio curativo e salutar.
     Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.
     A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Site da Federação Espírita Brasileira

O BEM É INCANSÁVEL



*

“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” — Paulo. (2ª EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 13.)







É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura.


Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos.


É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido.


O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos da nossa própria ilu-minação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora.


Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, por que não poderemos experimentar de ãnimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias?


A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é muito justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda nos não foi possível a emersão do mal de nós mesmos.

Entrevista Espírita - Gloria Pires fala ao Correio Fraterno sobre sua personagem Norma, em "Insensato coração" - Site Correio Fraterno

Gloria Pires fala ao Correio Fraterno sobre sua personagem Norma, em "Insensato coração"  

Escrito por Eliana Haddad
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Norma, a personagem de Gloria Pires na novela "Insensato coração"
Em sua reta final, a novela Insensato coração, exibida pela Rede Globo, reserva suas últimas emoções para esta semana. O casal protagonista da história, Norma e Léo, interpretados por Gloria Pires e Gabriel Braga, vive uma história de ambição e vingança, que retrata todas as aflições advindas de uma relação doentia.
E a curiosidade que fica para os que acompanham o romance é sobre qual será a solução encontrada pelos autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares para o desfecho da trama que envolveu seus personagens em mágoas, desejos, ódios e traições.
Em entrevista exclusiva ao Correio Fraterno, a atriz Gloria Pires, que conheceu o espiritismo na infância, fala sobre sua experiência de ter vivido a personagem Norma.
Ela analisa o perdão como o mais difícil dos aprendizados, acredita nas obsessões além-túmulo e revela qual o segredo para se manter relações amorosas estáveis, como a que vive com o cantor e compositor Orlando Morais há mais de 20 anos. Veja as respostas.
Como você, Gloria, analisa a história de amor e ódio da sua personagem Norma?
Em minha opinião, não se trata de amor. O fato de ter se entregado sem nenhuma defesa e ter sido usada gerou um desejo de reparação sem limites, acrescido do desejo, que ela conheceu e não foi correspondido.
Perdoar é sempre válido? Dá para perdoar sempre?
Creio que seja o mais difícil de todos os ensinamentos. Creio que quando se consegue perdoar, há uma libertação do ciclo vicioso que a mágoa gera.
O espiritismo explica que situações de vingança normalmente se prolongam na vida além-túmulo, gerando quadros de obsessões espirituais, que fortalecem os laços de ódio entre os envolvidos às vezes por séculos. Você acredita nisso?
Sim, acredito. Por experiência própria e exemplos próximos.

A atriz Gloria PiresVocê é adepta ou simpatizante do espiritismo? Tem alguma experiência que queria relatar a respeito?
Conheci o kardecismo quando pequena, através de uma querida tia, Laura. Sempre tive uma busca espiritual muito clara. Desde muito nova, tive essa inclinação. A família de meu marido, o cantor e compositor Orlando Morais, também sempre foi atuante no kardecismo. Defino-me como ecumênica, pois me agrada muito essa ideia de união, troca. Vejo as religiões como os idiomas. Cada qual compreende melhor este ou aquele, mas todos são perfeitos e completos, dentro de sua cultura e realidade.
Na sua opinião, por que as relações humanas são tão doentias?
Creio que isso se dê pelo fato de que o ser humano traz em si defeitos, mas também a possibilidade de crescer e de se aprimorar. Quando inimigos encarnam sob laços familiares, por exemplo, há maiores chances de que esse relacionamento progrida, no amor.
O que você diria para quem está passando pela mesma dificuldade da sua personagem?
Que procurasse seu Deus interior, se aproximasse de sua essência, enfraquecendo o ego que, a meu ver, é o nosso maior inimigo.
Você tem um casamento de mais de 20 anos. Qual o segredo para amar e ser correspondida?
Afinidade natural, interesse em continuarmos juntos, confiança, além do sentimento de amor que nutrimos um pelo outro.

Fonte: Site Correio Fraterno 

Artigo Espirita - Ler algumas páginas sobre Maria de Betânia foi uma surpresa muito feliz - Blog Espiritismo Cristão




Ler algumas páginas sobre Maria de Betânia foi uma surpresa muito feliz.



Acho mesmo que Maria de Betânia pode ser uma das grandes esquecidas ou injustiçadas de O Novo Testamento, recordada principalmente a partir do evento em que é elogiada por Jesus após o queixume de sua irmã. Todavia, marcada por este episódio, ocorreu um efeito que me parece reverso e contraproducente. A maioria das mulheres religiosas de nosso século, hiperativas e sem atenção, passou a preferir o arquétipo de Marta. Assumiu-se que Marta era como uma “formiga” e que Maria, pejorativamente, seria como uma “cigarra”. Ou em outras comparações, que Marta era como uma freira de vida Ativa e Maria, Contemplativa, sempre emprestando para a contemplação uma conotação de certa indolência e languidez. Eu mesmo iniciei este estudo, influenciado por este olhar.



Buscando os momentos em que o Novo Testamento registra os encontros de Maria de Betânia com Jesus, encontrei relatos de três situações, narradas, uma delas no Evangelho de Lucas e as outras, nos Evangelhos de Mateus, Marcos e João.



A narrativa de Lucas, capítulo 10, versos 38 a 42 é a seguinte:



‘Aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”



Este episódio é a referência mais conhecida e comentada a respeito de Maria de Betânia. Aí está a informação de que Betânia era um pouso para Jesus. Tratava-se de um refúgio, lugar para onde se dirigiu em situações especialmente graves em sua vida. E também o local onde se deu o seu feito mais espetacular, a ressurreição de Lázaro, fato que levou à sua prisão e morte.



Aldeia pequena, Betânia erguia-se em paisagem bucólica, localizada no sopé do lado oriental do Monte das Oliveiras. Este monte é parte de uma pequena cadeia de montanhas composta de três picos, cuja altura média é de 800 metros do nível do mar. A elevação é cercada, ou era à época de Jesus, por uma plantação de oliveiras. A vegetação verdejante, o clima aprazível e a paz do local. Distava poucos quilômetros de Jerusalém e era um local onde Jesus costumava orar. Ali os discípulos reuniram-se com Jesus após a última ceia e ali também se deu o fenômeno da Ascenção, descrita no Evangelho de Lucas, capítulo 24, versos 50 e 51. Recebido por Marta, segundo o texto, que parece indicar que era a mais velha, Jesus pôs-se a falar. Sobre o que falava Jesus? O tema era importante o bastante para fazer com que Maria permanecesse aos seus pés, absorta nas palavras e envolvida pela aura enternecedora e surpreendente do Mestre. A anfitriã, ao contrário, continuou envolvida com os afazeres domésticos, perfeitamente compreensíveis e razoáveis. Entretanto, ao dispor-se a renunciar às palavras de Jesus em função do labor doméstico, Marta achou-se injustiçada e tentou ganhar a aprovação do Mestre ao seu justo pleito. Senhor, não é justo que minha irmã se deleite com os seus ensinos enquanto eu trabalhe sozinha. Diga a ela para me ajudar. Quantas pessoas, em especial, as mulheres, são vítimas da pseudo-verdade deste arrazoado! E digo em especial as mulheres por que são vitimas das suas alterações hormonais, que as tornam em épocas especiais, hiperativas, desatentas, irritadas em sem paciência. Talvez tenha sido por isso que Jesus deixou este ensino dirigido `a Marta e às Martas de todos os tempos. Mas é óbvio que são conceitos absolutamente pertinentes aos homens que também apresentam-se com temperamentos ativos ou contemplativos. Até mesmo em nossas instituições espíritas escutamos coisas do tipo: “Alguns vêm aqui apenas para ouvir, nós é que ficamos com o trabalho”; “Evangelho é trabalho, não é ficar sentado, fresquinho, assistindo palestra, participando de estudos”, “Ouvir o Evangelho é muito fácil, quero ver quem vem colocar a mão na massa”. Estas pessoas estão, a seu turno, repetindo a queixa de Marta, que ademais buscou o apoio de Jesus. Quem sabe, pensou ela, Jesus dissesse: “Sim, Maria, vá ajudar a sua irmã” ou “Maria, você não deveria estar assim lânguida aos meus pés, veja o exemplo de Marta, que é uma trabalhadora incansável”’ .



Todavia, a resposta sábia e bondosa de Jesus é viva até nossos dias e ecoa ainda nos tímpanos espirituais de quantos se vêm na agitação e nas urgências da vida moderna. Marta, Marta, você está ansiosa, estressada por uma quantidade enorme de motivos. Tantos que as vezes você nem sabe a causa de sua dor de cabeça, de sua taquicardia, de dos seus tremores, de sua insônia, do seu despertar precoce e enfadonho. Contudo, muito pouco ou até mesmo apenas uma coisa é necessária. E a sua irmã, que aparentemente está em passividade ou indolência, optou pela melhor parte, a que nunca passa, a que permanece.



Este é o primeiro exemplo de Maria, permanecer em paz, aos pés de Jesus, mesmo nos momentos de tormenta exterior. Colocar aos pés de Jesus, suas angústias, seu medo, suas dúvidas, escutando, sem nada dizer, as palavras imorredouras do mestre. Palavras que muito bem podem ser as do Sermão do Monte: Felizes os pacificadores, Felizes os que choram, os que têm o coração livre de sentimentos maus, os que são simples, os que sofrem pela justiça, os que são perseguidos pelo meu nome. Como nos diz Clóvis Tavares, meu Pai em seu inolvidável De Jesus para os que Sofrem: “ Procuro mais e mais- e é tão difícil, Senhor- ouvir-Te no Sermão da Montanha...”



Como entender o sentido prático desta admoestação do Senhor? Há momentos para tudo e jamais podemos suplantar as nossas necessidades espirituais com a Ação. Existe o tempo de agir e o tempo de apreender o Testamento de Jesus. Existem as necessidades que nos exortam ao movimento dos músculos, mas, sobretudo, existe a nossa necessidade de transcendência, que é a mais alta e a mais esquecida necessidade humana. Em O Livro dos Espíritos, a Lei de Adoração figura como a primeira expressão da Lei Natural. Portanto, aos Teus pés, Senhor, nossos problemas e nossas dúvidas, nossos temores e nossas aflições, nossa pressa e nossa impulsividade.



***



O segundo momento que anotamos é justamente aquele da Ressurreição de Lázaro, irmão de Maria e Marta. Elas sabiam que Jesus, que havia saído de Jerusalém, ainda encontrava-se próximo. Vendo a gravidade da enfermidade de Lázaro, sabendo também da amizade de Jesus a seu irmão, enviaram um mensageiro dando notícias da urgência de sua vinda à Betânia. Jesus, porém, demora ainda dois dias para dirigir-se à aldeia aos pés do Monte das Oliveiras. Diz o texto:



“Estava, porém, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo. Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. Ouvindo, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava. Depois disto, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judéia. Disseram-lhe os discípulos: Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e tornas para lá? Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz. Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono. Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto; E folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele. Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele. Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura. (Ora Betânia distava de Jerusalém quase quinze estádios.) E muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão. Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa. Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar.Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto? Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está cá, e chama-te. Ela, ouvindo isto, levantou-se logo, e foi ter com ele. (Ainda Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar onde Marta o encontrara.) Vendo, pois, os judeus, que estavam com ela em casa e a consolavam, que Maria apressadamente se levantara e saíra, seguiram-na, dizendo: Vai ao sepulcro para chorar ali. Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê. Jesus chorou. Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava. E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse? [...}”



Riquíssimo de elementos este longo texto do Evangelho de João. Tomaremos apenas as referências a Maria. Este é o momento da Dor, da Perda, do Luto, da Prova. Aqui vemos uma Maria que não teve a mesma força que sua irmã, de ir de imediato ao encontro de Jesus, quando soube, com sua irmã, que Ele aproximava-se da cidade. Enquanto Marta levantou-se e foi ao encontro de Jesus, Maria ficou em casa e mal podia levantar a cabeça. Estava cercada de seus concidadãos, que choravam junto com ela a irreparável perda do mercador de perfumes, amigo de todos que era Lázaro. Mas Marta retorna e pede que ela tenha forças e vá ao encontro de Jesus. Esta também é uma situação comum. Quantas vezes somos deparados com um turbilhão de perdas, de luto, de angústias inenarráveis, de dramas humanos que nos tiram a força de ir ao encontro de Jesus. Mas Maria de Betânia, mesmo arrasada em suas energias interiores, o convite da à sugestão da irmã, mais dinâmica, mas corajosa, mais ativa. E buscou força nas riquezas escondidas de que nos fala Clóvis Tavares no De Jesus para os que Sofrem, referindo-se ao grande cristão indiano Sundar Singh: “Quando carregamos a cruz e sofremos, as riquezas ocultas de nossas almas vem à luz [...] e põem em atividade poderes ocultos de nossas almas.”



E foi justamente buscando essas potências do espírito, que emergem nos vórtices das dores, que Maria levantou-se e foi ter com Jesus. Ali mais uma vez coloca-se aos pés do Mestre e a sua dor comove Jesus. Diz o texto: Jesus moveu-se em espírito e perturbou-se. E logo depois o menor versículo da Bíblia: Jesus chorou. Desse modo, Maria suscitou a empatia de Jesus com a sua aflição e foi consolada. Depôs aos pés do mestre a dor da perda, o sentimento do luto, a perplexidade do momento da separação inesperada do irmão amado, a dúvida sobre o seu futuro, a saudade, a mágoa da solidão, as lágrimas...



***



O terceiro momento em que anotamos um encontro de Jesus com Maria de Betânia é na casa de Simão, o leproso, texto narrado por Mateus, Marcos e João. Neste caso, Lucas não se refere a este episódio, embora exista a narrativa de uma mulher adúltera que também derrama perfume aos pés de Jesus e enxuga com os seus cabelos, também na casa de um fariseu chamado Simão. Entretanto isso ocorre muito antes da última Páscoa e certamente é outro episódio. Lembro-me sempre de como termina João o relato de seu Evangelho: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem.” Eis o texto de João:



Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos.Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento. Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto; Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.



Aqui vê-se mais uma vez os padrões de comportamento. Marta está a servir o jantar. Então é realmente o perfil psicológico de Marta. Ela era ativa, gostava de ajudar, de servir, de estar na linha de frente. Maria nesse dia, aproximava-se a Páscoa, estava inebriada da estranhável emoção da possível perda de Jesus. Algo a fez compenetrar-se na figura excelsa do seu Mestre e querer permanecer perto d’Ele. Desta vez Marta não ousou queixar-se. Estar na proximidade de Jesus devia ser uma sensação de um grande êxtase, para aqueles que o aproveitavam. Publius Lentulus, com todo o seu orgulho patrício, caiu por terra diante do encontro pessoal com Jesus às margens do Tiberíades. O soldado que o foi prender titubeou ao fitar o olhar de Jesus.



Eu me recordo que no ano de 1967, recebemos a inesquecível visita de Chico Xavier em nossa casa. Lá, ele permaneceu dez longos dias, que são infinitamente extensos em nossa memória. E creio que Papai bem poderia terminar o Trinta Anos com Chico Xavier, parafraseando o apóstolo João. Chico Xavier fez e disse muito mais do que está narrado neste livro. E se fosse possível relatar tudo, creio que nem mesmo o mundo caberia os livros que se escrevessem.



Eu me recordo que o Chico gostava de banhar-se longe do burburinho das praias principais de Atafona. Ele tomava banho de camisa, por causa das lesões cicatriciais que trazia no abdome. Papai e Mamãe não tinham carro e um amigo que não era espírita, ofereceu-se para levar-nos em uma camionete para uma praia afastada chamada Coréia, próxima da Marinha, em Atafona, à época uma praia deserta. Quando Chico, após um banho de mar, que todo mineiro anseia por tomar, sentava-se na praia e punha-se a conversar com Papai, o amigo escutava calado. E por alguns dias, escutou atentamente, aos pés de Chico, as sábias palavras que emanavam da boca daquele apóstolo de Jesus. Acontece que este amigo tinha um problema. Ele era inimigo de uma mulher, que fora esposa de seu irmão morto. Ele não mantinha nenhum contato com ela e nem com os seus filhos. Ele era um rico empresário. Ela, uma viúva pensionista que mal podia alimentar os pequenos órfãos, seus sobrinhos. Ele estava distante da cunhada e dos sobrinhos havia alguns anos e não se importava com as notícias que lhe traziam a respeito de doenças, da fome, das carências as mais diversas, pois julgava que não podia ajudar uma inimiga. Chico nunca soube desse fato, que apenas meu Pai conhecia. Entretanto, após a partida de Chico, sem que ninguém tocasse neste assunto com o nosso amigo, ele mudou totalmente a sua atitude. Procurou a cunhada e perdoou-a. Reformou a sua casa, deu-lhe um emprego em sua empresa, colocou os meninos em boas escolas. Alguns anos mais tarde custeou os estudos de um nos Estados Unidos e pagou integralmente a Faculdade de Medicina para o outro. Quem fez este milagre? Chico Xavier? Ele jamais soube disso. Foi a proximidade com a sua aura de amor. Foi o fato de nosso amigo ter-se colocado aos pés dele.



Maria de Betânia estava aflita, pois pressentia o momento final de Jesus. Queria aproveitar todos os momentos aos seus pés. Mas dessa oportunidade, ela não procurou Jesus para deitar aos seus pés as suas ansiedades e seus medos e nem tampouco o procurou para prostrar-se num momento de dor e de saudade. Ela foi até Jesus para aos seus pés, mais uma vez, demonstrar o seu amor em forma de um gesto de humildade e de devoção. O óleo aromático de Nardo era caríssimo. Cerca de 300 mililitros que valiam o equivalente a 300 denários, ou seja, 300 diárias dos trabalhadores do campo. Quase um ano de trabalho de um lavrador. Ela não se importou. Não se importou também com o murmurinho que fez Judas e segundo o Evangelho de Mateus, fizeram também os outros discípulos, influenciados pela indignação de Judas. Afinal, como gastar tanto para prestar uma reverência a Jesus? Mas Jesus afirmou que Ele estava sendo ungido antecipadamente para a morte e que o gesto de Maria de Betânia nunca seria esquecido.



Estamos diante de uma mulher que se fez arquétipo da humildade. Sempre prostrada aos pés de Jesus, ela representou num primeiro momento a pessoa que deposita aos pés de Jesus as suas humanas incertezas. Nós também podemos usar os textos do Novo Testamento para depositarmos aos pés de Cristo, nossas necessidades.Precisamos disciplinar-nos para que nossas dificuldades se desvaneçam aos pés de Jesus.



Meu Pai ensinou-nos em casa a abrir o Evangelho três vezes após uma oração, sempre que estivéssemos diante de um dilema moral. Que fazer? Como adequar a nossa conduta à vontade de Deus? E se a necessidade de sobrevivência nos constranger a contrariar a nossa consciência? Fazer uma oração e depositar aos pés de Jesus as nossas incertezas humanas. Ele nos falará através dos nossos olhos de ver e de nossos ouvidos de ouvir. É só abrir o coração e colocar-se aos Seus pés.



Maria num segundo momento, mais uma vez depôs aos pés de seu Mestre, a sua máxima dor, recebendo um consolo muito maior do que poderia supor.



Todos nós temos de passar perdas na vida. As perdas são necessárias para construção de nosso caráter. O malho e o fogo forjam o ferro na oficina divina. As perdas fazem parte da estratégia do Criador para desenvolver nas criaturas o sentimento. E nessas horas, depositar aos pés do Mestre nossas dores, mesmo que estejamos frágeis, é nossa atitude mais inteligente.



E num terceiro momento, Maria, num momento místico de devoção, de transcendência, novamente aos pés de seu Rabi, depõe a sua adoração. São os momentos em que nós precisamos ficar sozinhos e orar a Jesus, conversar com Ele, chorar com

Ele, agradecer a ele ou simplesmente dizer e dizer que O amamos. Pedro precisou reafirmar isso três vezes. Quantas vezes necessitamos afirmar a Jesus que O amamos.



Em lugar da atribulação, a pacificação.



Em lugar do estresse, a entrega, da dúvida, a certeza.



Ao invés do medo, a confiança, da pressa, a calma, da impulsividade, a ponderação.



E quando nos sobrevier a razão pura, buscar a intuição. Quando os argumentos da materialidade falarem mais forte, busquemos a espiritualidade.



Desse modo, a inteligência se desenvolverá. Passaremos da inteligência da lógica para a inteligência espiritual. Só assim descobriremos que pessoas que depositam aos pés do Cristo todas as suas emoções, todos os seus sofrimentos, toda a sua adoração, são portadoras de uma inteligência muito mais sofisticada e produtiva.



Maria de Betânia é realmente uma esquecida, uma injustiçada. A ela devemos a exemplificação de que é sempre possível, principalmente nos momentos mais graves de nossas vidas, diante de dilemas morais, diante de perdas aparentemente irreparáveis, diante de todas as situações limite de nossas resistências físicas, quando formos visitados pelo desânimo, pela amargura, pelas decepções, pela injúria, pela calúnia, pela ingratidão, pelas incompreensões dos mais amados, pela vontade de desistir, pelo desencanto com a vida, pela desesperança a respeito do futuro. Em todas estas situações, Deus nos enviará um irmão mais forte, à maneira de Marta, chamando-nos para ir ao encontro de Jesus, como Maria o fez na morte de Lázaro.



Em todas estas situações nós poderemos lançar mão das palavras de Jesus que podem soar e ferir nossos sentidos espirituais. E sempre aos pés de Jesus, poderemos converter todas as aflições, todas as dores e todos os necessários momentos de transcendência numa atitude de prostração aos pés de Jesus.



Flávio Mussa Tavares

domingo, 21 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Autolibertação - Site da Federação Espírita Brasileira

Autolibertação


*


"...Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele," - Paulo, (I TIMOTEO, 6:7.)






Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do "eu", começa o teu curso de auto-libertação, aprendendo a viver "como possuindo tudo a nada tendo", "com todos e sem ninguém".
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes; que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração. Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e
manifesto é que nada podemos levar dele".


Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

Mensagem Espírita - Etapas da Vida - Sites Gotas de Paz



Etapas da vida



Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.

 Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

 Encerrando ciclos, fechando portas e terminando capítulos.

 Não importa o nome que damos, mas o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

 Vire a página do livro da sua vida e siga em frente.

 O que permanecer parado no passado, iniciará um processo de sofrimento sem procedentes.

 Ninguém pode permanecer no passado, ou viajar para o futuro, sem estar no presente.

 O que passou não voltará, e o futuro só chegará no momento correto.

 A vida é composta de várias surpresas, onde às vezes perdemos e outras ganhamos.

 Lembre-se que antes de começar um novo ciclo, é preciso terminar o antigo.

 Diga sempre á você mesmo, que o passou, passou, seu mágoas ou ressentimentos.



Biografia Espírita - Helen Duncan (1897-1956) - Site O Mensageiro



Helen Duncan (1897-1956)






A médium escocesa Helen Duncan (1897-1956) esteve a serviço dos angustiados e desiludidos que perdiam seus parentes durante a Segunda Guerra Mundial. 
Helen foi uma trabalhadora de poucos recursos. Seu esposo Henry Duncan foi ferido durante a Primeira Guerra Mundial e ficou incapacitado para o trabalho. Dos doze filhos que o casal teve, apenas seis sobreviveram às doenças e dificuldades normalmente encontradas por quem não possui recursos para atender a necessidades básicas.
 
A escocesa atuava como médium profissional, contudo, frequentemente usava os recursos obtidos para auxiliar no atendimento aos doentes que não podiam pagar pelo tratamento médico.
 
Realizando suas sessões em igrejas espiritualistas, seu trabalho era intermediar o contato entre os militares desencarnados em batalhas da Segunda Guerra com os familiares ansiosos por notícias.
 
Porém, sua mediunidade também apresentava outro recurso, e foi esta outra capacidade que a colocou em confronto com autoridades militares e judiciais.
 
Em 1941, durante uma reunião mediúnica, ela recebeu a informação que o Encouraçado HMS Hood, pertencente à Marinha Real Inglesa, tinha sido afundado. O afundamento realmente tinha ocorrido, mas a notícia ainda não tinha chegado ao conhecimento do público. Dois anos depois ela anunciou o afundamento de outro navio de guerra, desta vez foi o HMS Barham; a Marinha somente anunciou tal ocorrência três meses depois.
 
A partir destes dois acontecimentos sua vida mudou completamente.
 
Na noite de 19 de janeiro de 1944, ela estava reunida em Portsmouth, no sul da Inglaterra - é bom que se esclareça que aquela região era um alvo constante dos bombardeiros alemães -, durante a sessão ela foi interrompida por um policial que estava presente; ele tentou agarrar uma materialização, mas não foi rápido o suficiente.
 
Como conseqüência, a policia levou Helen e mais três assistentes e os prendeu sob a acusação de vadiagem. Para tal denúncia bastaria ser paga uma multa de três xelins para que fosse efetuada a liberação. Contudo, recusaram a fiança e a encaminharam para Londres, e a encarceraram por quatro dias na prisão feminina Halloway, para onde eram enviadas mulheres acusadas de assassinato, espionagem e traição.
 
De forma inesperada a acusação foi alterada de vadiagem para conspiração. Logo em seguida, a enquadraram em uma antiga lei, a Witchcradt Act (Ato de Feitiçaria), de 1735, criada no tempo da Inquisição.
 
Pelo que os espiritualistas ingleses apuraram posteriormente, havia um grande interesse em fazer crer que Helen fosse uma fraude. Além disso, surgiu um rumor que sua prisão fora realizada para que ela não revelasse a data em que os aliados pretendiam realizar do “Dia D” (quando os aliados deflagraram uma ação conjunta para enfraquecer o exército alemão e que teve sua origem no desembarque na Normandia, França, em 06 de junho de 1944). A paranóia parecia ter alcançado seu ápice; uma simples trabalhadora, dona de casa tornara-se uma ameaça às potências militares?

Testemunhas surgiram em sua defesa de todas as partes da Grã-Bretanha; elas contavam os fatos que evidenciavam não somente os dons mediúnicos de Helen, mas sua predisposição em auxiliar na consolação de parentes aflitos.

Entre elas se apresentou o respeitado acadêmico e profundo conhecedor da obra de Shakespeare, Alfred Dodd, que comprovou ter estado em uma reunião, quando seu avô se materializou. Também o conhecido jornalista e co-fundador da revista espiritualista “Psychic News” (Notícias Psíquicas), Hannen Swaffer, esteve presente e rebateu as acusações de que o ectoplasma oriundo da médium era feito de uma mistura amanteigada. Outro que testemunhou em favor de Helen, foi o jornalista e historiador inglês James Herries Beattie, que alegou ter assistido a uma materialização de Arthur Conan Doyle, durante uma reunião com a médium.
 
A defesa de Helen Duncan sugeriu algo que colocou a acusação em uma difícil situação. Realizariam uma sessão mediúnica perante a corte inglesa para provar a veracidade das alegações da defesa. O tribunal não chegou a um consenso e a sessão não se realizou.

No julgamento ela foi enquadrada como praticante de feitiçaria e inocentada das outras acusações; o juiz a condenou a nove meses na prisão Halloway. O movimento espiritualista ficou chocado com a decisão, ainda mais considerando que a lei em que foi baseada a decisão tinha mais de duzentos anos. Ainda assim foi negada a possibilidade de apelação e Helen foi encarcerada.
 
Relatos dão conta que durante os meses de reclusão, a porta de sua cela nunca foi trancada pelos guardas da prisão e sempre era franqueado o acesso a visitas.
 
Até mesmo o Primeiro Ministro inglês Winston Churchill saiu em sua defesa, escrevendo uma nota para o secretário do governo. No entanto, sua lógica apelativa não encontrou aceitação e ela continuou presa.
 
Vale a pena realizarmos uma pequena pausa para tratarmos acerca de um episódio interessante envolvendo o Primeiro Ministro. O fato está contido em sua autobiografia:
 
Durante a Guerra Bôer, que ocorreu na África do Sul, entre 1899 a 1902, e que envolveu de um lado os ingleses e de outro os africânderes, Winston era um correspondente de guerra. Ele foi capturado e depois conseguiu escapar. Utilizando método semelhante ao da “planchette”, ele consultou Espíritos e ficou sabendo de uma casa a trinta milhas de onde estava, na qual os moradores eram simpatizantes dos ingleses. No local ele foi recebido e contou com a proteção até ser resgatado pelo exército inglês; caso batesse em outra casa poderia ter sido novamente aprisionado.
 
Por influência de Churchill, o Witchcraft Act foi revogado em 1951, uma vitória para os espíritas e os espiritualistas, que podiam exercer a Mediunidade sem o temor da opressão.

Retornemos aos relatos envolvendo Helen e seu martírio.
 
Sob juramento de não mais realizar sessões mediúnicas, Helen foi solta em 22 de setembro de 1944. Contudo, o apelo mediúnico foi muito forte e ela voltou às atividades.
 
Todavia, a intolerância ainda possuía profundas raízes. Em novembro de 1956, a policia invadiu uma sessão na cidade de Nottingham. Agarraram a médium e fizeram uma revista corporal, alegando procurarem máscaras e barbas que evidenciassem uma fraude. A médium era Helen, que estava em pleno trabalho de materialização, em profundo transe. No início de sua Mediunidade os Espíritos orientadores tinham dito que ela jamais poderia ser tocada enquanto a materialização estivesse em andamento, sob pena de trazer danos irreparáveis. Helen Duncan passou mal e foi levada para atendimento médico. O profissional descobriu que ela estava com graves queimaduras no estomago. Ela foi levada de volta para sua casa e depois hospitalizada. Cinco semanas depois desencarnou em virtude das queimaduras.
 
Um busto de bronze homenageia Helen Duncan em Callander, Escócia, sua cidade natal.