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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Mensagem Espírita - Obreiros Atentos - Site da Federação Espírita Brasileira

 

OBREIROS ATENTOS


*


"Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e
nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra,
esse tal será bem-aventurado em seus feitos."

- TIAGO, 1 :25.




O discípulo da Boa Nova, que realmente comunga com o Mestre, antes de tudo compreende as obrigações que lhe estão afetas e rende sincero culto à lei de liberdade, ciente de que ele mesmo recolherá nas leiras do mundo o que houver semeado. Sabe que o juiz dará conta do tribunal, que o administrador responderá pela mordomia e
que o servo se fará responsabilizado pelo trabalho que lhe foi conferido. E, respeitando cada tarefeiro do progresso e da ordem, da luz e do bem, no lugar que lhe é próprio, persevera no aproveitamento das possibilidades que recebeu da Providência Divina, atencioso para com as lições da verdade e aplicado às boas obras de
que se sente encarregado pelos Poderes Superiores da Terra.
Caracterizando-se por semelhante atitude, o colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir, tão naturalmente quanto comunga com o
oxigênio no ato de respirar.
Se dirige, não espera que outros lhe recordem os empreendimentos que lhe competem. Se obedece, não reclama instruções reiteradas, quanto às atribuições que lhe são deferidas na disposição regimental dos trabalhos de qualquer natureza. Não exige que o governo do seu distrito lhe mande adubar a horta, nem aguarda decretos para instruir-se ou melhorar-se.
Fortalecendo a sua própria liberdade de aprender, aprimorar-se e ajudar a todos, através da inteira consagração aos nobres deveres que o mundo lhe confere, faz-se bem-aventurado em todas as suas ações, que passam a produzir vantagens substanciais na prosperidade e elevação da vida comum.
Semelhante seguidor do Evangelho, de aprendiz do Mestre passa à categoria dos obreiros atentos, penetrando em glorioso silêncio nas reservas sublimes do Celeste Apostolado.


Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

Fonte: Site da Federação Espírita Brasileira

Mensagem Espírita - Escolha ser feliz - Site Gotas de Paz

Escolha ser feliz



Somos livres e fazemos escolhas durante a trajetória na terra,
utilizamo-nos do livre arbítrio para traçarmos nossa vida
e nela escolhemos o que queremos vivenciar.
Muitos acabam perdendo-se pelo caminho, por escolhas equivocadas,
persistem nos erros e com isso desvalorizam sentimentos como o amor,
a humildade e a caridade para viverem o orgulho, a inveja,
a soberba e o egoísmo. Com isso jogam fora oportunidades fantásticas
de serem felizes e principalmente de tornarem as pessoas
que compartilham de sua vida felizes.
Porque ser feliz é muito simples, se você preza pelos bons sentimentos
e pensamentos, preza pelo amor ao próximo e consequentemente por seu
bem estar e quer que tudo a sua volta esteja em perfeita harmonia
e sintonia com as boas vibrações e isso só é possível se propagarmos
alegria e contentamento em todas as nossas ações.
Sejamos então mais cautelosos quanto às nossas escolhas,
o que queremos vivenciar se a felicidade ou a tristeza de não ter pensado
antes de tomar qualquer atitude diante das situações
que se apresentam em nossa vida.
Ser feliz é uma escolha individual,portanto seja você o exemplo
de felicidade para aqueles que ainda não sabem
o que é ser verdadeiramente feliz.
Fonte: Site Gotas de Paz

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mensagem Espírita - Cada Qual - Site da Federação Espírita Brasileira

 

CADA QUAL


*



"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo".
- Paulo. I CORINTIOS 12:4.


  




  Em todos os lugares e posições, cada qual pode revelar qualidades divinas para a edificação de quantos com ele convivem.
     Aprender e ensinar constituem tarefas de cada hora, para que colaboremos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e de amor.
     Quem administra, mais freqüentemente pode expressar a justiça e a magnanimidade.
     Quem obedece, dispõe de recursos mais amplos para demonstrar o dever bem cumprido.
     O rico, mais que os outros, pode multiplicar o trabalho e dividir as bênçãos.
     O pobre, com mais largueza, pode amealhar a fortuna da esperança e da dignidade.
     O forte, mais facilmente, pode ser generoso, a todo instante.
     O fraco, sem maiores embaraços, pode mostrar-se humilde, em quaisquer ocasiões.
     O sábio, com dilatados cabedais, pode ajudar a todos, renovando o pensamento geral para o bem.
     O aprendiz, com oportunidades multiplicadas, pode distribuir sempre a riqueza da boa-vontade.
     O são, comumente, pode projetar a caridade em todas as direções.
     O doente, com mais segurança, pode plasmar as lições da paciência no ânimo geral.
     Os dons diferem, a inteligência se caracteriza por diversos graus, o merecimento apresenta valores múltiplos, a capacidade é fruto do esforço de cada um, mas o Espírito Divino que sustenta as criaturas é substancialmente o mesmo.
     Todos somos suscetíveis de realizar muito, na esfera de trabalho em que nos encontramos.
     Repara a posição em que te situas e atende aos imperativos do Infinito Bem. Coloca a Vontade Divina acima de teus desejos, e a vontade Divina te aproveitará.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Estações necessárias - Site da Federação Espírita Brasileira

ESTAÇÕES NECESSÁRIAS


*


“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.” — (ATOS, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 19.)


 
Os crentes inquietos quase sempre admitem que o trabalho de redenção se processa em algumas providências convencionais e que apenas com certa atividade externa já se encontram de posse dos títulos mais elevados, junto aos Mensageiros Divinos.

A maioria dos católicos romanos pretende a isenção das dificuldades com as cerimônias exteriores; muitos protestantes acreditam na plena identificação com o céu tão-só pela enunciação de alguns hinos, enquanto enorme percentagem de espiritistas se crê na intimidade de supremas revelações apenas pelo fato de haver freqüentado algumas sessões.

Tudo isto constitui preparação valiosa, mas não é tudo.

Há um esforço iluminativo para o interior, sem o qual homem algum penetrará o santuário da Verdade Divina.

A palavra de Pedro à massa popular contém a síntese do vasto programa de transformação essencial a que toda criatura se submeterá para a felicidade da união com o Cristo. Há estações indispensáveis para a realização, porqüanto ninguém atingirá de vez a eterna claridade da culminância.

Antes de tudo, é imprescindível que o culpado se arrependa, reconhecendo a extensão e o volume das próprias faltas e que se converta, a fim de alcançar a época de refrigério pela presença do Senhor nele próprio. Aí chegado, habilitar-se-á para a construção do Reino Divino em si mesmo.

Se, realmente, Já compreendes a missão do Evangelho, identificarás a estação em que te encontras e estarás informado quanto aos serviços que deves levar a efeito para demandar a seguinte.

Do livro Pão Nosso

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Provas de Fogo - Site da Federação Espírita Brasileira

PROVAS DE FOGO



*




 “E o fogo provará qual seja a obra de cada um.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 13.)





A indústria mecanizada dos tempos modernos muito se refere às provas de fogo para positivar a resistência de suas obras e, ponderando o feito, re-cordemos que o Evangelho, igualmente, se reporta a essas provas, há quase vinte séculos, com respeito às aquisições espirituais.

Escrevendo aos coríntios, Paulo imagina os obreiros humanos construindo sobre o único fundamento, que é Jesus-Cristo, organizando cada qual as pró-prias realizações, de conformidade com os recursos evolutivos.
Cada discípulo, entretanto, deve edificar o trabalho que lhe é peculiar, convicto de que os tempos de luta o descobrirão aos olhos de todos, para que se efetue reto juízo acerca de sua qualidade.

O aperfeiçoamento do mundo, na feição material, pode fornecer a imagem do que seja a importância dessas aferições de grande vulto. A Terra permanece cheia de fortunas, posições, valores e inteligências que não suportam as provas de fogo; mal se aproximam os movimentos purificadores, descem, precipitadamente, os degraus da miséria, da ruína, da decadência.

No serviço do Cristo, também é justo que o aprendiz aguarde o momento de verificação das próprias possibilidades. O caráter, o amor, a fé, a paciência, a esperança representam conquistas para a vida eterna, realizadas pela criatura, com o auxilio santo do Mestre, mas todos os discípulos devem contar com as experiências necessárias que, no instante oportuno, lhe provarão as qualidades espirituais.

Do livro Pão Nosso

Artigo Espírita - Mocidade – Com amor e criatividade a gente alcança esses corações - Site Espiritismo.net



Mocidade – Com amor e criatividade a gente alcança esses corações
Patrícia Bolonha

Este artigo surgiu pela observação em um grande evento espírita, onde alguns jovens perambulavam pelo local sem que houvesse praticamente nenhuma atividade voltada para eles, enquanto se desenvolviam as atividades programadas. Todas as palestras eram direcionadas a um público provavelmente mais antigo de Doutrina, pois se utilizava de uma linguagem dificultosa, rebuscada, própria do Espiritismo e do espírita do século XIX e XX, mas que nos dias atuais, onde até a comunicação é “comprimida” para tornar-se mais ágil, certamente ainda não atinge, e talvez não vá atingir nunca essa faixa de público.


O tema era interessante, mas não parecia provocar naqueles jovens nenhum estímulo. O pouco interesse deles era explícito, talvez pelo formato adotado pelos palestrantes, pois pude sentir que estavam sequiosos por respostas que envolviam o assunto, já que estavam de alguma forma presentes, porém ignorados pela sua condição jovial no meio, como se despertassem uma certa “inveja” em quem já não pode mais desfrutar de tanta energia, vitalidade, criatividade e memória.

Era possível observar que enquanto as palestras “para adultos” “rolavam”, aquele pessoal entregava-se às ilusões de um “game” de mão e seus joguinhos nada educativos ou aos aparelhinhos de iPod, que os impediam de ouvir as boas mensagens do evento para ouvir os ídolos do momento e suas músicas com mensagens não tão boas, porém bastante dançantes.

Os Bons Educadores de que se tem relato na história, de Sócrates à Piaget, e outros mais atuais, que a maioria de nós tem na memória como sendo "aquele professor que marcou sua trajetória escolar...", se fossem colocados juntos, em uma mesa redonda, provavelmente concordariam que Educar é “LIBERTAR ALMAS”, e também que nenhuma fase é mais profícua para que essa libertação ocorra do que a adolescência, quando o Espírito finalmente desperta e anseia pelo seu espaço no universo.

Infelizmente, poucos são os preparados para compreender essa ansiedade, esse desassossego interior e essa busca exterior que causam um certo “rebuliço” na vida de familiares, professores e na sociedade em geral, que percebem essa movimentação, esse “grito pelo lugar ao sol” por causa da insegurança e do medo que vivem.

Por esta falta de compreensão e conhecimento, na maioria das vezes, acaba-se perdendo esse enorme potencial criativo e inteligente, essa busca pelo ser consciente para uma culturalização massificada e negligente, e para um modelo de educação obsoleto, onde raramente se permite que o jovem cresça e amadureça por suas próprias escolhas, impedindo-o de reinventar, de participar diretamente nas atividades e decisões, de trabalhar seus melhores dons e de explorar e fazer, à sua maneira, o que vem sendo feito igual há muito tempo.

Não se permite que fujam dos conceitos pré-estabelecidos, sem que sejam vistos com olhos de censura por aqueles que se julgam mais hábeis por serem mais “experientes”. Vivemos, porém, em um tempo onde temos uma explosão de informações que nos chegam com velocidade quase imensurável, informações estas que atingem com maestria os objetivos da influência, da sedução e do envolvimento, seja de forma subliminar ou diretamente, e que competem com este modelo educacional que muito se firma ainda na filosofia do “SIM é SIM, NÃO é NÃO...”, “FAÇA ASSIM QUE É MELHOR...”, “ESTE É O MELHOR MODELO...”, “ISTO NÃO É PARA VOCÊ...”, enfim, se contrapondo ao avanço e ao salto tecnológico da atualidade, que lhes permite argumentações, interrogações e investigações com um alto grau perceptivo, onde tudo é muito dinâmico e atrativo, e o que é o melhor agora já não será mais moderno e melhor amanhã. É assim que os jovens de hoje concebem o mundo ao seu redor.

Não se justifica mais tentar ensinar e orientar nos mesmos moldes em que fomos educados em meados do século XX, porque certamente seremos atropelados por outros meios talvez menos eficazes, contudo, mais pragmáticos, para os quais, infelizmente, perderemos o “alvo” que desejamos atingir, que são nossos jovens corações ou nossos corações jovens, que não terão a mínima motivação para seguir o que parece-lhes tedioso e ultrapassado.

O Educador atento precisa caminhar ao lado de seus educandos, se aproximando deles o mais que puder pela linguagem pura e simples, acompanhando tendências, instruindo e indicando o caminho, mas investindo nas capacidades das escolhas e nas habilidades, confiando a responsabilidade dos atos determinados pelas circunstâncias e oportunidades do cotidiano, pois o Espírito que cresce com liberdade aproxima-se muito mais da verdade.

* * *

Aos mais Moços...


Não lhes deem apenas uma chance, deem-lhes credibilidade.

Eles não querem apenas ouvir, desejam ser ouvidos.

Não querem apenas o conhecimento do mestre; querem o abraço e a compreensão do amigo.

Não querem apenas um modelo para ser cegamente seguido; querem a visão de um herói e a vivência do ídolo, por isso não basta oferecer o guia, é preciso que sejam conquistados por ele, caso contrário os perderemos para os heróis e ídolos do dia a dia.

Não querem apenas defender seus direitos; sonham com um mundo justo e livre de desamor e preconceitos.

Não se apegam mais aos vocabulários de difícil entendimento; se informam e se comunicam pela linguagem do seu tempo.

Não querem apenas experiências; desejam e podem ser futuros formadores de opiniões e de consciências.

O fulgor da jovialidade em que lhes desabrocha todo o potencial para, por si mesmos, agirem, pensarem, interagirem, acreditarem, sonharem, defenderem, integrarem, doarem, provarem, descobrirem, aprenderem e ensinarem... Esse é o momento para que lhes aproveitemos essas vontades, direcionando-os para o BEM - Benevolência-Estudo-Moral, para que participem ativamente da construção de uma sociedade mais evoluída, com dinamismo, motivação e criatividade.

O bom mestre não se apoia em austeridades, mas em bons exemplos e desenvolvimento de suas capacidades, exercendo empatia e acreditando em habilidades. Ingressa no mundo de seus educandos, conhece seus interesses e multiplica talentos, animando qualidades, extrai-lhes o que tem de melhor, tal como se extraem seivas das árvores, purificam-nas, transformam-nas, aproveitando os melhores ativos para oferecerem como bálsamos curativos, alimentos nutritivos e maravilhosos perfumes à humanidade.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mensagem Espírita - Na Cruz - Site da Federeção Espírita Brasileira

NA CRUZ



*



"Ele salvou a muitos e a si mesmo não pôde salvar-se." - (MATEUS, 27:42.)




Sim, ele redimira a muitos...
Estendera o amor e a verdade, a paz e a luz, levantara enfermos e ressuscitara mortos.
Entretanto, para ele mesmo erguia-se a cruz entre ladrões.
Em verdade, para quem se exaltara tanto, para quem atingira o pináculo, sugerindo indiretamente a própria condição de Redentor e Rei, a queda era enorme...
Era o Príncipe da Paz e achava-se vencido pela guerra dos interesses inferiores.
Era o Salvador e não se salvava.
Era o Justo e padecia a suprema injustiça.
Jazia o Senhor flagelado e vencido.
Para o consenso humano era a extrema perda.
Caíra, todavia, na cruz.
Sangrando, mas de pé.
Supliciado, mas de braços abertos.
Relegado ao sofrimento, mas suspenso da Terra.
Rodeado de ódio e sarcasmo, mas de coração içado ao Amor.

Tombara, vilipendiado e esquecido, mas, no outro dia, transformava a própria dor em glória divina.

Pendera-lhe a fronte, em pastada de sangue, no madeiro, e ressurgia, à luz do sol, ao hálito de um jardim.

Convertia-se a derrota escura em vitória resplandecente. Cobria-se o lenho afrontoso de claridades celestiais para a Terra inteira.

Assim também ocorre no círculo de nossas vidas.

Não tropeces no fácil triunfo ou na auréola barata dos crucificadores.

Toda vez que as circunstâncias te compelirem a modificar o roteiro da própria vida, prefere o sacrifício de ti mesmo, transformando a tua dor em auxílio para muitos, porque todos aqueles que recebem a cruz, em favor dos semelhantes, descobrem o trilho da eterna ressurreição.


Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

domingo, 28 de agosto de 2011

Artigo Espírita - A Indigência Humana - Site Doutrina Espírita - Luz da Razão

A Indigência Humana


Dizem que no mundo há pobres e ricos. A verdade, porém, é que só de pobres se compõe a Humanidade.

Ricos? Onde estão eles? Rico é aquele que de nada carece. Rico deve ser o que se acha provido abundantemente de tudo que faz a vida feliz, que proporciona alegria de viver. Rico é o que está satisfeito, experimentando pleno contentamento, completa satisfação. Rico, finalmente, é o que possui, não só o que lhe basta, porém muito mais, a superabundância de todos os bens. Onde se encontra esse rico no meio em que vivemos? Há os que têm dinheiro, mas não têm saúde. Logo, carecem de saúde; e quem carece de alguma coisa não é rico. Além dos pobres de saúde (que são todos os homens, visto como não há ninguém isento deste ou daquele achaque, desta ou daquela mazela física ou moral), há os pobres de paz, os pobres de inteligência, os pobres de ideais, os pobres de caráter, os pobres de vontade, os pobres de esperança e de fé, enfim, os pobres de amor que, dentre todos, são os mais desgraçados. Onde, portanto, os ricos? Ricos de quê? de orgulho, de ambição, de cobiças e desejos? de ciúmes, rivalidades e inveja? Pois tudo isso é indício seguro de pobreza, de miséria moral. De tais ricos sim, o mundo está repleto.

Fato curioso: só os pobres de dinheiro fazem praça da sua pobreza. Os demais, quando não ignoram, ocultam a carestia em que vivem. E se alguém lhes chama a atenção para o caso, revoltam-se, pois se dizem ricos do que não possuem!

E os detentores de cabedais? Acaso as temporalidades serão, de fato, expressão de riqueza? Ouro, prata, fazendas, a quem pertencem? Como se denomina seu legítimo proprietário? Quem garante e mantém o direito de propriedade sobre os bens terrenos?

Na instabilidade e na insegurança de tal posse está outra forma de pobreza peculiar aos indevida­mente chamados ricos.

Riqueza que a traça rói, que o ladrão rouba, que o tempo consome e que a morte a todos arre­bata, não é riqueza, é miragem, é ilusão.

De que serve aos pobres de inteligência a posse ilusória do dinheiro? E aos pobres de sentimento? E aos que nem sequer possuem a si próprios?

Rico, realmente, só passou um pela Terra. Foi aquele que disse: As aves têm seus ninhos, as raposas têm seus covis, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça.

Quanto ao mais, este mundo não passa de grande asilo, de vasto recolhimento de enfermos e de indigentes.

Misericórdia, Senhor, para todos os homens!


LIVRO: EM TORNO DO MESTRE
AUTOR: PEDRO DE CAMARGO – PSEUDÔNIMO DE VINICIUS 
EDITORA: FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
6ª EDIÇÃO – ANO DE PUBLICAÇÃO: 1939 (PÁG. 271 – 272)

Fonte: Site Doutrina Espírita - Luz da Razão