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sábado, 5 de novembro de 2011

Mensagem Espírita - Site Centro Espírita Fraternidade Allan Kardec CEFAK




ALIMENTADOS PELA DOUTRINA, SOMOS FELIZES





Somos criaturas muito felizes num universo de contradições extremas, manifestadas entre religiões, filosofias e outros modos comportamentais de viver e pensar.

No quadro de liberdade que rege o mundo mental, somos muito felizes, pois a luz que nos alimenta as almas repercute em nosso intelecto, pela mensagem da Doutrina Espírita.

E nós podemos pensar não só com liberdade, mas também com segurança, conscientes de que estamos compatíveis com as leis que regem o universo criado por Deus.

Disso participam também os animais, porque eles estão integrados à lei universal que rege os interesses de suas organizações.

Mas, não participam as criaturas humanas que se afastaram destes princípios fundamentais, em função da gana do poder ou pela ilusão do saber.

Consideram-se maiores do que são; mais fortes e poderosos do que são, em face das ilusões das vaidades do mundo e do contato com as intenções menos nobres no campo da fé, da religião, do pensamento, do egoísmo.

Somos muito felizes. Tanto quanto aquelas criaturas, somos atacados em nossos pontos fracos pelas mesmas vaidades, egoísmos, ilusões, fraquezas da carne, pelas atrações, enfim, de sermos mais fortes do que somos ou sabemos.

A única diferença é que podemos nos entregar confiantes, humildes e pacientes à grande orientação da revelação espírita cristã que esclarece, ilumina com segurança os caminhos da nossa realização interior. Sem fantasias, sem ilusões, sem atrativos disfarçados por interesses menos reais ou menos nobres.

Somos criaturas felizes sem sermos especiais, porque todos irmãos e iguais. Mas, temos a responsabilidade de ter conquistado, pelo estudo, pelo preparo e sofrimento, a concepção perceptiva deste quadro de realidades trazidas pela Doutrina Espírita.

Nossa  função no mundo não é sermos felizes para nós ou vencer o mundo isoladamente, mas participar com todos os que estão nas ilusões, vaidades e egoísmos. Participar com o exemplo, com as virtudes conquistadas.

Começando dentro de nós, de nossas famílias, testemunhando aos nossos filhos e aos nossos próximos, vivenciando tudo o que sabemos ser verdade, luz e amor.

Jesus é o sol de todos, porque todas as vidas recebem a força de sua existência. E nós, candidatos ao trabalho com o Cristo, precisamos estar alertas para o serviço que se apresenta. Amar e servir. Impossível amar sem servir. Impossível servir sem amar. Sem amor, as coisas são amargas. O amor sem serviço é ilusão que passa, é inútil. Um perfume que não encanta, porque não é útil e não se aplica. Só existe.

Este é um mundo de renovações. Renovações com o Cristo. Entreguemo-nos corajosamente a elas com as armas da fé e do amor para construirmos o que pudermos.

Para a felicidade de muitos, que nos acompanham e seguem. Enxerguemos os tesouros preciosos que nos foram concedidos para distribuir com trabalho e participação, com nossa entrega a Jesus. Amar e servir!



Fontes da Luz, agosto de 2007

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Evocações Particulares - Revista Espírita - Allan Kardec ANO I 1858 - Site Universo Espírita

Evocações Particulares

MAMÃE, AQUI ESTOU!

A Sra. *** havia perdido, meses antes, a filha única, de catorze anos, objeto de toda a sua ternura e muito digna de seus lamentos, pelas qualidades que prometiam torná-la uma senhora perfeita. A moça falecera de longa e dolorosa enfermidade. Inconsolável com a perda, dia a dia a mãe via sua saúde alterar-se e repetia incessantemente que em breve iria reunir-se à filha. Informada da possibilidade de se comunicar com os seres de além-túmulo, a Sra. *** resolveu procurar, na conversa com a filha, um alívio para a sua pena. Uma senhora de seu conhecimento era médium; mas, pouco afeitas uma e outra a semelhantes evocações, principalmente numa circunstância tão solene, pediram-me assistência. Éramos três: a mãe, a médium e eu. Eis o resultado dessa primeira sessão.

A mãe: Em nome de Deus Todo-Poderoso, Espírito de Júlia, minha filha querida, peço-te que venhas, se Deus o permitir.

Júlia: Mamãe, aqui estou!

A Mãe: És tu, minha filha, que me respondes? Como posso saber que és tu?

Júlia: Lili.

(Era o apelido familiar, dado à moça em sua infância. Nem a médium o        sabia, nem eu, pois há muitos anos só a chamam Júlia. Com este sinal, a identidade era evidente. Não podendo dominar sua emoção, a mãe rompeu em soluços).

Júlia: Mãe, porque te afliges? Sou feliz, muito feliz. Não sofro mais e vejo-te sempre.

A Mãe: Mas eu não te vejo! Onde estás?

Júlia: Aqui ao teu lado, com a minha mão sobre a Sra. X (a médium) para que escreva o que te digo. Vê a minha letra (a letra era realmente a da moça).

A Mãe: Dizes: minha mão. Então tens corpo?

Júlia: Não tenho mais o corpo que tanto me fez sofrer; mas tenho a sua aparência. Não estás contente porque não sofro mais e porque posso conversar contigo?

A Mãe: Se eu te visse, te reconheceria, então?

Júlia: Sim, sem dúvida; e já me viste muitas vezes em teus sonhos.

A Mãe: Com efeito eu te revi nos meus sonhos; mas pensei que fosse efeito da imaginação; uma lembrança.

Júlia: Não; sou eu mesma, que estou sempre contigo e te procuro consolar; fui eu quem te inspirou a idéia de me evocar. Tenho muitas coisas a te dizer. Desconfia do Sr. Z: ele não é sincero.

(Esse senhor, conhecido apenas da mãe, citado assim espontaneamente, era uma nova prova de identidade do Espírito que se manifestava).

A Mãe: Que pode fazer contra mim o Sr. Z?

Júlia: Não te posso dizer; isto me é vedado. Posso apenas te advertir que desconfies dele.

A Mãe: Estás entre os anjos?

Júlia: Oh! ainda não: não sou bastante perfeita.

A Mãe: Entretanto, não te conhecia nenhum defeito; eras boa, meiga, amorosa e benevolente para com todos. Então isto não basta?

Júlia: Para ti, mãe querida, eu não tinha defeitos, e eu o acreditava, pois mo dizias tantas vezes! Mas agora vejo o que me falta para ser perfeita.

A Mãe: Como adquirirás essas qualidades que te faltam?

Júlia: Em novas existências, que serão cada vez mais felizes.

A Mãe: É na Terra que terás novas existências?

Júlia: Nada sei a respeito.

A Mãe: Desde que não fizeste o mal em tua vida, porque sofreste tanto?

Júlia: Prova! Prova! Eu a suportei com paciência, pela minha confiança em Deus. Hoje sou muito feliz por isto. Até breve, querida mamãe!

Ante fatos como este, quem ousará falar do nada do túmulo, quando a vida futura se nos revela, por assim dizer, palpável? Essa mãe, minada pelo desgosto, experimenta hoje uma felicidade inefável em poder conversar com a filha; entre elas não há mais separação; suas almas se confundem e se expandem na intimidade espiritual, pela troca de seus pensamentos.

Apesar da discrição em que envolvemos este relato, não o teríamos publicado se não tivéssemos tido autorização formal. Aquela mãe nos dizia: Possam todos quantos perderam suas afeiçoes terrenas experimentar a mesma consolação que experimento!

Acrescentaremos apenas uma palavra aos que negam a existência dos bons Espíritos. Perguntamos como poderiam provar que o Espírito desta jovem fosse um demônio malfazejo!

Revista Espírita de Allan Kardec
Janeiro, 1858
Responsável pela transcrição: Wadi Ibrahim

Mensagem Espíritas - A águia de asas partidas - Site Momento Espírita

A águia de asas partidas


Ele possuía muitas riquezas. Tinha as arcas abarrotadas de ouro e gemas preciosas.
A juventude lhe sorria e os amigos sempre se faziam presentes nos banquetes.
Habituara-se a dormir em seu leito de ébano e marfim. Dormir e sonhar.
Em seus sonhos, misturava-se a realidade das tantas vitórias que lhe enriqueciam os dias. E um desejo de paz que ainda não fruía.
Ele amava as corridas de bigas e quadrigas. Recentemente comprara cavalos árabes, fogosos. E escravos o haviam adestrado durante dias.
Tudo apontava para a vitória nas próximas corridas no porto de Cesareia.
Mas os momentos de tristeza se faziam constantes.
A felicidade não era total. Faltava algo. Ao mesmo tempo, ele temia perder a felicidade que desfrutava.
Por isso, ouvindo falar daquele Homem singular que andava pelas estradas da Galileia, o procurou.
Bom mestre, que bem devo praticar para alcançar a vida eterna?
Desejava saber. Como desejava. A resposta veio sonora e clara:
Por que me chamas bom? Bom somente o Pai o é. À tua pergunta, respondo: "Cumpre os mandamentos, isto é, não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honrarás teu pai e tua mãe."
Tudo isso tenho observado em minha mocidade. No entanto, sinto que não me basta. Surdas inquietações me atormentam. Labaredas de ansiedade me consomem. Falta-me algo!
Então - propõe-lhe a Luz - vende tudo quanto tens, reparte-o entre os pobres. Vem, e segue-Me!
A ordem, a meiguice daquele Homem ecoava em seu Espírito. Ele era uma águia que desejava alcançar as alturas. E o Rabi lhe dizia como utilizar as asas para voar mais alto.
Pela mente em turbilhão do jovem, passam as cenas das glórias que conquistaria. Os amigos confiavam nele.
Tantos esperavam a sua vitória. Israel seria honrada com seu triunfo.
Sim, ele podia renunciar aos bens de família, mas ao tesouro da juventude, às riquezas da vaidade atendida, os caprichos sustentados...?
Seria necessário renunciar a tudo?
A águia desejava voar mas as asas estavam partidas...
Recorda-se o jovem que os amigos o esperam na cidade para um banquete previamente agendado. Num estremecimento, se ergue:
Não posso! - Murmura. Não posso agora. Perdoa-me.
E afastou-se a passos largos. Subindo a encosta, na curva do caminho, ele se deteve. Olhou para trás. Vacilou ainda uma vez.
A figura do Mestre se desenha na paisagem, aos raios do luar. A Luz parece chamá-lo uma vez mais.
Indecisa, a alma do moço parece um pêndulo oscilante. A águia ainda tenta alçar o voo. O peso do mundo a retém no solo.
Ele se decide. Com passos rápidos, quase a correr,  desaparece na noite.
Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas narram o episódio e dizem de como o jovem se retirou triste e pesaroso.
Nem poderia ser diferente: fora-lhe dada a oportunidade de se precipitar no oceano do amor e ele preferira as areias vãs do mundo.
*   *   *
O Divino Amigo nos chama, diariamente, para a conquista do reino de paz.
Alguns ainda somos como o moço rico. Deixamos para mais tarde, presos que ainda estamos a muitas questões e vaidades pessoais.
É bom analisar o que vale mais: a alegria efêmera do mundo ou a felicidade perene que tanto anelamos. Depois, é só optar.

Redação do Momento Espírita com base no cap. O  mancebo rico, do livro Primícias do Reino, do Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Sabedoria.
Disponível no cd Momento Espírita, v. 12, ed. Fep.
Em 24.10.2011.


Mensagem Espírita - Sirvamos - Federação Espírita Brasileira

SIRVAMOS


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"Servindo de boa-vontade, como: sendo ao Senhor, e não aos homens".- Paulo. EFÉSIOS, 6:7.





      Se legislas, mas não aplicas a Lei, segundo os desígnios do Senhor, que considera as necessidades de todos, caminhas entre perigosos abismos, cavados por tuas criações indébitas, sem recolheres os benefícios de tua gloriosa missão na ordem coletiva.

      Se administras, mas não observas os interesses do Senhor, na estrada em que te movimentas na posição de mordomo da vida, sofres a ameaça de soterrar o coração em caprichos escuros, sem desfrutares as bênçãos da função que exerces no ministério público.

      Se julgas os semelhantes e não te inspiras no Senhor, que conhece todas as particularidades e circunstâncias dos processos em trânsito nos tribunais, vives na probabilidade de cair, espetacularmente, na mesma senda a que se acolhem quantos precipitadamente aprecies, sem retirares, para teu proveito, os dons da sabedoria que a       Justiça conserva em tua inteligência.

      Se trabalhas na cor ou no mármore, no verbo ou na melodia, sem traduzires em tuas obras a correção, o amor e a luz do Senhor, guardas a tremenda responsabilidade de quem estabelece imagens delituosas para consumo da mente popular, perdendo, em vão, a glória que te enriquece os sentimentos.

      Se foste chamado à obediência, na estruturação de utilidades para o mundo, sem o espírito de com- preensão com o Senhor, que ajudou as criaturas, amando-as até o sacrifício pessoal, vives entre os fantasmas da indisciplina e do desânimo, sem fixares em ti mesmo a claridade divina do talento que repousa em tuas mãos.

      Amigo, a passagem pela Terra é aprendizado sublime.

      O trabalho é sempre o instrutor do aperfeiçoamento.

      Sirvamos sem prender-nos. Em todos os lugares do vale humano, há recursos de ação e aprimoramento para quem deseja seguir adiante.

      Sirvamos, em qualquer parte, de boa-vontade, como sendo ao Senhor e não às criaturas, e o Senhor nos conduzirá para os cimos da vida.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mensagem Espírita - Cada Qual - Site da ederação Espírita Brasileira

CADA QUAL


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"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo".
- Paulo. I CORINTIOS 12:4.





Em todos os lugares e posições, cada qual pode revelar qualidades divinas para a edificação de quantos com ele convivem.
Aprender e ensinar constituem tarefas de cada hora, para que colaboremos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e de amor.
Quem administra, mais freqüentemente pode expressar a justiça e a magnanimidade.
Quem obedece, dispõe de recursos mais amplos para demonstrar o dever bem cumprido.
O rico, mais que os outros, pode multiplicar o trabalho e dividir as bênçãos.
O pobre, com mais largueza, pode amealhar a fortuna da esperança e da dignidade.
O forte, mais facilmente, pode ser generoso, a todo instante.
O fraco, sem maiores embaraços, pode mostrar-se humilde, em quaisquer ocasiões.
O sábio, com dilatados cabedais, pode ajudar a todos, renovando o pensamento geral para o bem.
O aprendiz, com oportunidades multiplicadas, pode distribuir sempre a riqueza da boa-vontade.
O são, comumente, pode projetar a caridade em todas as direções.
O doente, com mais segurança, pode plasmar as lições da paciência no ânimo geral.
Os dons diferem, a inteligência se caracteriza por diversos graus, o merecimento apresenta valores múltiplos, a capacidade é fruto do esforço de cada um, mas o Espírito Divino que sustenta as criaturas é substancialmente o mesmo.
Todos somos suscetíveis de realizar muito, na esfera de trabalho em que nos encontramos.
Repara a posição em que te situas e atende aos imperativos do Infinito Bem. Coloca a Vontade Divina acima de teus desejos, e a vontade Divina te aproveitará.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mensagem Espírita - Destruição e miséria - Site da Federação Espírita Brasileira

DESTRUIÇÃO E MISÉRIA


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"Em seus caminhos há destruição e miséria".- Paulo. (ROMANOS 3: 16).





Quando o discípulo se distancia da confiança no Mestre e se esquiva à ação nas linhas do exemplo que o seu divino apostolado nos legou, preferindo a senda vasta de infidelidade à própria consciência, cava, sem perceber, largos abismos de destruição e miséria por onde passa.
Se cristaliza a mente na ociosidade, elimina o bom ânimo no coração dos trabalhadores que o cercam e estrangula as suas próprias oportunidades de servir.
Se desce ao desfiladeiro da negação, destrói as esperanças tenras no sentimento de quantos se abeiram da fé e tece vasta rede de sombras para si mesmo.
Se transfere a alma para a residência escura do vício, sufoca as virtudes nascentes nos companheiros de jornada e adquire débitos pesados para o futuro.
Se asila o desespero, apaga o tênue clarão da confiança na alma do próximo e chora inutilmente, sob a tormenta de lágrimas destrutivas.
Se busca refúgio na casa fria da tristeza, asfixia o otimismo naqueles que o acompanham e perde a riqueza do tempo, em lamentações improfícuas.
A determinação divina para o aprendiz do Evangelho é seguir adiante, ajudando, compreendendo e servindo a todos.
Estacionar é imobilizar os outros e congelar-se.
Revoltar-se é chicotear os irmãos e ferir-se.
Fugir ao bem é desorientar os semelhantes e aniquilar-se.
Desventurados aqueles que não seguem o Mestre que encontraram, porque conhecer Jesus Cristo em espírito e viver longe dele será espalhar a destruição, em torno de nossos passos, e conservar a
miséria dentro de nós mesmos.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Fonte: Site da Federação Espírita Brasileira