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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mensagem Espírita - Obreiros atentos - Site da Federação Espírita Brasileira

OBREIROS ATENTOS


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"Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e isso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, esse tal será bem-aventurado em seus feitos." 
- TIAGO, 1 :25.



O discípulo da Boa Nova, que realmente comunga com o Mestre, antes de tudo compreende as obrigações que lhe estão afetas e rende sincero culto à lei de liberdade, ciente de que ele mesmo recolherá nas leiras do mundo o que houver semeado. Sabe que o juiz dará conta do tribunal, que o administrador responderá pela mordomia e que o servo se fará responsabilizado pelo trabalho que lhe foi conferido.

E, respeitando cada tarefeiro do progresso e da ordem, da luz e do bem, no lugar que lhe é próprio, persevera no aproveitamento das possibilidades que recebeu da Providência Divina, atencioso para com as lições da verdade e aplicado às boas obras de que se sente encarregado pelos Poderes Superiores da Terra.

Caracterizando-se por semelhante atitude, o colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir, tão naturalmente quanto comunga com o oxigênio no ato de respirar.

Se dirige, não espera que outros lhe recordem os empreendimentos que lhe competem. Se obedece, não reclama instruções reiteradas, quanto às atribuições que lhe são deferidas na disposição regimental dos trabalhos de qualquer natureza. Não exige que o governo do seu distrito lhe mande adubar a horta, nem aguarda decretos para instruir-se ou melhorar-se.

Fortalecendo a sua própria liberdade de aprender, aprimorar-se e ajudar a todos, através da inteira consagração aos nobres deveres que o mundo lhe confere, faz-se bem-aventurado em todas as suas ações, que passam a produzir vantagens substanciais na prosperidade e elevação da vida comum.

Semelhante seguidor do Evangelho, de aprendiz do Mestre passa à categoria dos obreiros atentos, penetrando em glorioso silêncio nas reservas sublimes do Celeste Apostolado.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mensagem Espírita - Aceita a Correção - Site da Federação Espírita Brasileira

ACEITA A CORREÇÃO


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"E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela".
- Paulo. (HEBREUS, 12:11).




     A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos.
     A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.
     A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.
     Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma.
     A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.
     A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o Homem, campeão da inteligência no      Planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.
     O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.
     Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.
     Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em arminho, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito. Surge, revestida de acúleos ou misturada de fel, à guisa de remédio curativo e salutar.
     Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.
     A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mensagem Espírita - Pensa um pouco - Site da Federação Espírita Brasileira

PENSA UM POUCO


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“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 10, VERSÍCULO 25.)




É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos convencionais que lhe identificam a personalidade.
Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.
Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino, tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.
A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-lhe as dificuldades e impedimentos?
O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores humildes e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.
Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te do Mestre e pensa um pouco.

Do livro Pão Nosso

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mensagem Espírita - SENTIMENTOS FRATERNOS - Site da Federação Espírita Brasileira

SENTIMENTOS FRATERNOS


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“Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 9.)



Forte contra-senso que desorganiza a contribuição humana, no divino edifício do Cristianismo, é o impulso sectário que atormenta enormes fileiras de seus seguidores.
Mais reflexão, mais ouvidos ao ensinamento de Jesus e essas batalhas injustificáveis estariam para sempre apagadas.
Ainda hoje, com as manifestações do plano espiritual na renovação do mundo, a cada momento surgem grupos e personalidades, solicitando fórmulas do Além para que se integrem no campo da fraternidade pura.
Que esperam, entretanto, os companheiros esclarecidos para serem efetivamente irmãos uns dos outros?
Muita gente se esquece de que a solidariedade legítima escasseia nos ambientes onde é reduzido o espírito de serviço e onde sobra a preocupação de criticar. Instituições notáveis são conduzidas à perturbação e ao extermínio, em vista da ausência do auxílio mútuo, no terreno da compreensão, do trabalho e da boa-vontade.
Falta de assistência? Não.
Toda obra honesta e generosa repercute nos planos mais altos, conquistando cooperadores abnegados.
Quando se verifique a invasão da desarmonia nos institutos do bem, que os agentes humanos acusem a si mesmos pela defecção nos compromissos assumidos ou pela indiferença ao ato de servir. E que ninguém peça ao Céu determinadas receitas de fraternidade, porque a fórmula sagrada e imutável permanece conosco no “amai-vos uns aos outros”.

Do livro Pão Nosso

domingo, 6 de novembro de 2011

Artigo Espírita - Viver no Mundo sem ser do Mundo - Site Doutrina Espírita - Luz da Razão



Viver no Mundo sem ser do Mundo


Frase que dá título a este artigo é de autoria de Cairbar Schutel e consta do livro de sua autoria, Parábolas e Ensino de Jesus.



Estudando sobre a vida na Terra e a vida eterna, o autor ensina que “o escopo da vida na Terra é o aperfeiçoamento do espírito. Aquele que assim compreende, eleva-se, dignifica-se, e, livre dos entraves materiais, sobe às alturas inacessíveis ao sofrimento, alcançando a felicidade eterna”.



No entanto, são poucos, muitos poucos, os que têm essa compreensão e que desde logo procuram aproveitar a oportunidade que a presente existência nos oferece para realizar, com verdade e denodo, a transformação moral, objetivo principal da vida terrena.



Todos nascemos e renascemos em obediência ao comando divino chamado Lei do Progresso. Por conseguinte, “não estamos aqui para derrotas, mas para sermos vitoriosos”, conforme feliz afirmação da pedagoga Heloísa Pires.



De fato, todos aqueles que se dispõem a trabalhar no terreno do bem, perseguindo, incansavelmente, em cada gesto, a renovação e a reforma íntima, conseguirão dar largos passos no caminho traçado por Deus. Eis a fórmula da felicidade, tendo em conta que, na esteira do que ensinou Jesus, “a cada um será dado segundo suas obras”.



Acontece, porém, que a grande maioria da humanidade não procura conhecer as verdades contidas nas lições constantes que a vida nos oferece. Lançam as suas preocupações e os seus esforços para amealhar as efêmeras alegrias do mundo. Acumulam tesouros em local errado, como diria o Mestre, onde não há sorriso que não comporte a herança de uma lágrima, nem gozo material satisfeito que não recaia no enfado, no fastio. Mas o destino do espírito não é se enfastiar, nem tombar exausto no abismo da saciedade. O corpo, esse poderá saciar-se, mas o espírito não se aquieta enquanto sedento de luz, faminto de justiça e de saber, ansioso por conquistar a felicidade que não passa.



As festas dos prazeres materiais, que privilegiam os sentidos, levam o homem a uma felicidade fictícia, irreal, as quais, em contradição com as suas aparências, são muito tristes. Quantas responsabilidades contraem os que navegam sem bússola nos mares do gozo! Quanta degradação! Quanta obcecação! Pobres aqueles que buscam flores onde só se pode encontrar espinhos.



O espiritismo não condena o gozo. Embora estejamos sujeitos a expiações e provas, das quais necessitamos e com as quais nos comprometemos, Deus quer que sejamos felizes. Mas esse gozo deve ser racional, belo. Não se confunde com a concupiscência, com a irresponsabilidade, com a leviandade de quem só conhece direitos e não enxerga obrigações.



Todos necessitamos almejar uma vida melhor, usufruindo os bens que a Terra nos oferece. Mas para isso exige-se discernimento, sabedoria. Quem opta por degradantes deslizes, certamente colherá conseqüências que nos serão cobradas na volta para o mundo espiritual, nossa verdadeira morada e, ainda, em novas reencarnações aqui ou em outros mundos para onde seremos levados pela Lei de Afinidade.



Os que reconhecem seus erros, os arrependidos e submissos, precisam tomar o caminho de volta à “Casa Paterna”, como ensina Jesus através da parábola do filho pródigo. Este retorno representa o reinício de uma nova vida, preparando-se para a viagem que todos teremos que fazer através do fenômeno morte ou desencarnação, como leciona o espiritismo.



Na mesma trilha, ainda lembramos as palavras de Cairbar Schutel: “Quem luta pelo seu aperfeiçoamento no campo do saber e do amor, eleva-se, dignifica-se, e, livre dos entraves materiais, sobe às alturas inacessíveis ao sofrimento, alcançando, dessa forma e só assim, a felicidade real, tão desejada por todos. Aquele que não quer compreender rebaixa-se, desmoraliza-se, e, absorvido pelas paixões, desce às voragens da dor, para expiar e reparar as faltas, as transgressões das leis divinas. (…) A vida na Terra, para os que acumulam tesouros nos Céus, é a senda luminosa que liga a Terra aos Céus, é a estrada comunicativa que lhes permite a passagem para se apossarem desse tesouro. Os que vivem na Terra pela Terra, são da Terra; os que vivem na Terra sem serem da Terra, são dos Céus. A vida na Terra é efêmera; a Vida nos Céus é eterna, e a posse da Vida Eterna consiste no cumprimento da Lei: ‘Buscai o Reino de Deus e a sua justiça, que tudo o mais vos será dado por acréscimo’, como nos ensinou Jesus”



Autor: Édo Mariani



Jornal “O Espírita Fluminense”



Instituto Espírita Bezerra de Menezes – IEBM – Niterói – RJ



Janeiro/Fevereiro 2010
Fonte: Site Doutrina Espírita - Luz da Razão

Mensagem Espírita - Autolibertação - Site da Federação Espírita Brasileira

AUTOLIBERTAÇÃO

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"...Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele," - Paulo, (I TIMOTEO, 6:7.)




Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do "eu", começa o teu curso de auto-libertação, aprendendo a viver "como possuindo tudo a nada tendo", "com todos e sem ninguém".
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes; que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração. Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e
manifesto é que nada podemos levar dele".


Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL