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sábado, 19 de novembro de 2011

Artigo Espírita - Viver ou Existir? - Site Doutrina Espírita: Luz da Razão



Viver ou Existir?


“(...) não vos preocupeis com vossa vida, pelo que haveis de comer ou beber, nem com vosso corpo, pelo que haveis de vestir: não é a vida mais que o alimento e o corpo mais que a roupa?”(Mateus 6; 25)

O professor J. Herculano Pires comenta em seu livro A evolução espiritual do homem (Ed. Paidéia) que, segundo as filosofias da existência, viver é diferente de existir. O filósofo de Avaré coloca luzes da doutrina espírita sobre esta afirmativa, explicando que os seres viventes são aqueles que se ocupam exclusivamente com as exigências do corpo, enquanto que os seres existentes transcendem estes anseios e buscam a satisfação da alma.

Muitos vivem unicamente para atender às satisfações da matéria, em especial, comer, beber, relações sexuais, dinheiro e poder. Não se dão conta de que o corpo físico nada mais é do que um instrumento de trabalho do espírito rumo à perfeição.

Mas chega o dia em que aqueles que assim agem, percebem que não são felizes, que falta “alguma coisa”... Inicia-se, então, a escalada rumo ao ser existencial. Continuarão atendendo às necessidades da matéria citadas acima, mas investirão parte de seu tempo ao imprescindível para a alma.

O ser existente é aquele que se ocupa com seu próximo. Ao ver o incêndio das dores invadindo os corações de seus irmãos, tem compaixão e leva sua gota d’água para amenizá-lo. Compreende melhor os erros alheios e exercita o perdão. Distribui o bem que é possível e descobre que fazer o bem lhe faz feliz.

Jesus, como registrado em epígrafe, aborda este tema no Sermão da Montanha. Ensina a não nos preocuparmos com as coisas do corpo. Isto não significa relaxamento com elas, mas sim trabalho para conquistar o básico, confiante em Deus e sem preocupações e ansiedades.

Ora, se Deus alimenta as aves do céu, veste magnificamente os lírios do campo e nos dá o bem maior que é a vida, certamente nos proverá com o bem menor (alimento, roupa etc.). Conclui o Mestre o seu raciocínio lógico afirmando que devemos primeiramente buscar o Reino de Deus (necessidades do ser existente) e todas as coisas serão acrescentadas (necessidades do ser vivente).

Dediquemos, pois, parte de nosso dia ao estudo, à meditação das verdades eternas e à prática do bem, sintetizada na questão 886 de O livro dos espíritos, como benevolência, indulgência e perdão. Certamente este é o caminho do existir e, conseqüentemente, da felicidade!

Autor: Alberto Leitão Rosa
Jornal “O Espírita Fluminense”
Instituto Espírita Bezerra de Menezes – IEBM – Niterói – RJ
Janeiro/Fevereiro 2011

Mensagem Espírita - O Bem é incansável - Site da Federação Espírita Brasileira

O BEM É INCANSÁVEL


*



“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” — Paulo. (2ª EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 13.)


É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura.

Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos.

É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido.

O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos da nossa própria ilu-minação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora.

Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, por que não poderemos experimentar de ãnimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias?

A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é muito justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda nos não foi possível a emersão do mal de nós mesmos.

Obras básicas - Natureza das penas e dos gozos futuros - Livro dos Espíritos

Livro dos Espíritos

Publicado pelo Site do Centro Espírita Nosso Lar

Natureza das Penas e Gozos Futuro-
análise das questões 965 a 982


Após a morte a vida prossegue para o espírito com a mesma intensidade e vamos deparar com as consequências de nossos atos e pensamentos. O homem pela falta de conhecimento julga os sofrimentos e recompensas como algo material; não podem ser materiais, desde que a alma não é de matéria.

Essas penas e esses gozos nada têm de carnal e por isso mesmo são mil vezes mais vivos do que os da Terra.
A Felicidade dos bons espíritos consiste em conhecer todas as coisas: não conhecem o ódio, o ciúme, a inveja, nem angustia e sofrimentos da vida material. Entre os perfeitos e os maus há uma infinidade de graus.

Os espíritos puros compreendem Deus e o auxilia na construção dos mundos e a supervisioná-los. Quanto aos espíritos inferiores o sofrimento é interno; aí também existem graus, mais e menos penosos. Comprazem-se em tirar do caminho do bem os que tentam melhorar, principalmente os encarnados. O maior sofrimento para eles é o de imaginar que esse sofrimento é eterno.

A idéia do inferno, do fogo eterno é muito antiga e o inferno cristão é cópia do inferno pagão. Geeno era o inferno dos antigos hebreus, sete séculos a.C. Homero, poeta e historiador grego 600 anos a.C. já citava o fogo eterno. Virgílio, poeta latino, guia de Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia, também falava do fogo eterno. As visões de Dante sobre o Inferno -Céu e Purgatório, segundo Kardec traduzem o que acreditamos ver e a influência muito grande da época ( A Divina Comédia, foi escrita em 1314 a 1321).

Esse tipo de orientação jamais conseguiu refrear os instintos inferiores, somente a fé raciocinada é que consegue. Na concepção da Doutrina Espírita esses sofrimentos são temporários. Podemos verificar na última parte do livro O Céu e o Inferno de Allan Kardec, inúmeros depoimentos de espíritos que falam sobre seus sofrimentos após a morte e a grande esperança em futuras reencarnações. André Luiz no livro Os Mensageiros, cap. 22 , " Os que dormem".

Diz André Luiz que num grande salão vê 2.000 espíritos em sono profundo, com fisionomia desagradável, são aqueles que nunca fizeram o bem, outros por indiferença e comodismo não acreditavam na vida após a morte, estão magnetizados pelas próprias concepções negativistas.

Só que cada um traz dentro de si os momentos dolorosos e graves que haviam provocado.
Crimes, indiferenças, irresponsabilidade no lar com os filhos e familiares. Irão despertar um dia e regressarão a reajustes necessários. Evidentemente todos serão felizes um dia, pois para isso fomos criados. O sofrimento age como um tratamento e um despertamento aos espíritos mais endurecidos.

Jornada Espírita - Centro Espírita Luz do Amanhcer

Jornada Espírita
do
Centro Espírita Luz do Amanhecer

21 à 26/11/11





Queridos irmãos estamos felizes por podermos partilhar com todos vocês mais esta etapa em nossa caminhada evolutiva.



Do dia 21 à 26/11/11,estaremos realizando, em nossa casa, a Jornada Espírita do Centro Espírita Luz do Amanhecer, em agradecimento, ao Criador, pelos 13 anos de existência. Durante esta semana teremos a seguinte programação:



Segunda- 21/11/11

Palestra:Os elementos do universo

Resposável: Dr. Liz

Horário:19:30



Terça- 22/11/11

Filme: As mães de Chico

Horário:19:30



Quarta- 23/11/11

Palestra: Há muitas moradas na casa do Pai

Responsável: Pedro

Horário:19:00



Quinta - 24/11/11

Evangelização: A verdadeira propriedade

Responsável: anilson

Horário: 18:00



Sexta - 25/11/11

Palestra:O Evangelho no Lar

Responsável: Claudia

Horário:19:30



Sábado - 26/11/11

Palestra: O Centro Espírita

Responsável: João





Informações:

Raimunda: 91236087

João: 91612700

Anilson:81258540


Estudos Espíritas - A Vida no Além - Site Seara do Mestre


A vida no Além
Estudo publicado pelo site Seara do Mestre

O ser humano, dissemos, pertence desde esta vida a dois mundos. Pelo corpo físico está ligado ao mundo visível; pelo corpo fluídico ao invisível. O sono é a separação temporária dos dois invólucros; a morte é a separação definitiva. A alma, nos dois casos, separa-se do corpo físico e, com ela, a vida concentra-se no corpo fluídico. A vida de além-túmulo é simplesmente a permanência e a libertação da parte invisível do nosso ser.

A antiguidade conheceu esse mistério (116), mas, desde muito tempo, sobre as condições da vida futura os homens apenas possuíam noções de caráter vago e hipotético.

As religiões e as filosofias nos transmitem, acerca destes problemas, dados muito incertos, absolutamente desprovidos de observação, de sanção e, sobre quase todos os pontos, em desacordo completo com as idéias modernas de evolução e continuidade.

A Ciência, por seu lado, não estudou nem conheceu, até aqui, no homem terrestre mais do que a superfície, a parte física. Ora, esta é para o ser inteiro quase o que a casca é para a árvore. Quanto ao homem fluídico, etéreo, de que o nosso cérebro físico não pode ter consciência, ela o tem ignorado inteiramente até nossos dias. Dai a sua impotência para resolver o problema da sobrevivência, pois que é só o ser fluídico que sobrevive. A Ciência nada tem compreendido das manifestações psíquicas que se produzem no sono, no desprendimento, na exteriorização, no êxtase, em todas as fugas da alma para a vida superior. Ora, é unicamente pela observação desses fatos que chegaremos a adquirir, já nesta vida, um conhecimento positivo da natureza do "eu" e das suas condições de existência no Além.

Só a experiência podia resolver a questão. Tratava-se de estudar no homem atual o que o pode esclarecer sobre o homem futuro. Não há outra saída para o pensamento humano, que a Religião, a Filosofia e a Ciência, na sua insuficiência, encurralaram no Materialismo. É este o preço da salvação social, porque o Materialismo conduzir-nos-ia fatalmente à anarquia.

Foi somente depois do aparecimento do Espiritualismo experimental que o problema da sobrevivência entrou no domínio da observação científica e rigorosa. O mundo invisível pôde ser estudado por meio de processos e métodos idênticos aos adotados pela Ciência contemporânea nos outros campos de investigação. Esses métodos foram por nós descritos em outra parte (117). E começamos por verificar que, em vez de cavar um fosso, de estabelecer uma solução de continuidade entre os dois modos de vida, terrestre e celeste, visível e invisível, como o faziam as diferentes doutrinas religiosas, estes estudos nos mostraram na vida do Além o prolongamento natural, a continuidade do que observamos em nós.

A persistência da vida consciente, com todos os atributos que comporta, memória, inteligência, faculdades afetivas, foi estabelecida pelas numerosas provas de identidade pessoal recolhidas no decurso de experiências e investigações dirigidas por sociedades de estudos psíquicos em todos os países. Os Espíritos dos defuntos têm-se manifestado, aos milhares, não somente com o cunho de caráter e a totalidade das recordações que constituem a sua personalidade moral, mas também com as feições físicas e as particularidades da sua forma terrestre, conservadas pelo perispírito ou corpo etéreo. Este, sabemos, não é mais do que o molde do corpo terrestre e é por isso que as feições e as formas humanas reaparecem nos fenômenos de materialização.

Demais, o conhecimento das variadas condições da vida do Além foi exposto pelos próprios Espíritos, com o auxílio dos meios de comunicação de que dispõem.

Suas indicações, recolhidas e consignadas em volumes inteiros de autos, servem de base precisa à concepção que atualmente podemos fazer das leis da vida futura.

Na falta das manifestações dos defuntos, entretanto, as experiências sobre o desdobramento dos vivos fornecer-nos-iam já preciosos indícios sobre o modo de existência da alma no domínio do invisível.

Na anestesia e no sonambulismo, como experimentalmente o demonstrou o Coronel de Rochas, a sensibilidade e as percepções não são suprimidas, mas simplesmente exteriorizadas, transportadas para fora (118). Daqui, já podemos deduzir logicamente que a morte é o estado de exteriorização total e de libertação do "eu" sensível e consciente.

O nascimento é como que uma morte para a alma, que por ela é encerrada com o seu corpo etéreo no túmulo da carne. O que chamamos morte é simplesmente o retorno da alma à liberdade, enriquecida com as aquisições que pôde fazer durante a vida terrestre; e vimos que os diferentes estados do sono são outros tantos regressos momentâneos à vida do Espaço. Quanto mais profunda for a hipnose, tanto mais a alma se emancipa e afasta. O sono mais intenso confina com a primeira fase da vida invisível.
Na realidade, as palavras sono e morte são impróprias.
Quando adormecemos para a vida terrestre, acordamos para a vida do espírito. Produz-se o mesmo fenômeno na morte; a diferença está só na duração.

Carl du Prel cita dois exemplos significativos:

"Uma sonâmbula fez um dia a descrição do seu estado e sentia pesar por não poder lembrar-se dele depois de acordada; mas, acrescentava, tornarei a ver isso tudo depois da morte. Considerava, pois, o seu estado de sonambulismo como idêntico ao estado depois da morte." (Kerner, Magikon, 41.) "Dois Espíritos visitam um dia a vidente de Prévorst, que não tinha em grande apreço estas visitas.

- Por que vindes a minha casa? - perguntou ela. - Quê? - responderam com muito acerto os Espíritos - tu é que estás em nossa casa!" (Perty, I, 280.)

O nosso mundo e o Além não estão separados um do outro, provam-no esses fatos a que se podiam juntar muitos outros da mesma ordem. Estão um no outro; de alguma sorte se enlaçam e estreitamente se confundem. Os homens e os Espíritos misturam-se. Testemunhas invisíveis associam-se à nossa vida, compartilhando de nossas alegrias e provações.

*

A situação do Espírito depois da morte é a conseqüência direta das suas inclinações, seja para a matéria, seja para os bens da inteligência e do sentimento. Se as propensões sensuais dominam, o ser forçosamente se imobiliza nos planos inferiores que são os mais densos, os mais grosseiros. Se alimenta pensamentos belos e puros, eleva-se a esferas em relação com a própria natureza dos seus pensamentos.

Swedenborg disse com razão: "O Céu está onde o homem pôs o seu coração"; todavia, não é imediata a classificação, nem súbita a transição.

Se o olhar humano não pode passar bruscamente da escuridão à luz viva, sucede o mesmo com a alma. A morte faz-nos entrar num estado transitório, espécie de prolongamento da vida física e prelúdio da vida espiritual. É o estado de perturbação de que falamos, estado mais ou menos prolongado segundo a natureza espessa ou etérea do perispírito do defunto.

Livre do fardo material que a oprimia, a alma acha-se ainda envolvida na rede dos pensamentos e das imagens - sensações, paixões, emoções, por ela geradas no decurso das suas vidas terrestres; terá de familiarizar-se com a sua nova situação, entrar no conhecimento do seu estado, antes de ser levada para o meio cósmico adequado ao seu grau de luz e densidade.

A princípio, para o maior número, tudo é motivo de admiração nesse outro mundo onde as coisas diferem essencialmente do meio terrestre. As leis da gravidade são mais brandas; as paredes não são obstáculos; a alma pode atravessá-las e elevar-se aos ares. Não obstante, continua retida por certos estorvos que não pode definir. Tudo a intimida e enche de hesitação, mas os seus amigos de lá vigiam-na e guiam-lhe os primeiros vôos.

Os Espíritos adiantados depressa se libertam de todas as influências terrestres e recuperam a consciência de si mesmos.

O véu material rasga-se ao impulso dos seus pensamentos e abrem-se perspectivas imensas. Compreendem quase logo a sua situação e com facilidade a ela se adaptam. Seu corpo espiritual, instrumento volitivo, organismo da alma, de que ela nunca se separa, que é a obra de todo o seu passado, porque pessoalmente o construiu e teceu com a sua atividade, flutua algum tempo na atmosfera; depois, segundo o seu estado de sutileza, de poder, corresponde às atrações longínquas, sente-se naturalmente elevado para associações similares, para agrupamentos de Espíritos da mesma ordem, Espíritos luminosos ou velados, que rodeiam o recém-chegado com solicitude para o iniciarem nas condições do seu novo modo de existência.

Os Espíritos inferiores conservam por muito tempo as impressões da vida material. Julgam que ainda vivem fisicamente e continuam, às vezes durante anos, o simulacro das suas ocupações habituais. Para os materialistas o fenômeno da morte continua a ser incompreensível. Por falta de conhecimentos prévios confundem o corpo fluídico com o corpo físico e conservam as ilusões da vida terrestre. Os seus gostos e até as suas necessidades imaginárias como que os amarram à Terra; depois, devagar, com o auxílio de Espíritos benfazejos, sua consciência desperta, sua inteligência abre-se à compreensão do seu novo estado; mas, desde que procuram elevar-se, sua densidade fá-los recair imediatamente na Terra. As atrações planetárias e as correntes fluídicas do Espaço os reconduzem violentamente para as nossas regiões, como folhas secas varridas pelo vendaval.

Os crentes ortodoxos vagueiam na incerteza e procuram a realização das promessas do sacerdote, o gozo das beatitudes prometidas. Por vezes é grande a sua surpresa; precisam de longo aprendizado para se iniciarem nas verdadeiras leis do Espaço. Em vez de anjos ou demônios, encontram os Espíritos dos homens que, como eles, viveram na Terra e os precederam. Viva é a sua decepção ao verem suas esperanças malogradas, transformadas suas convicções por fatos para que de nenhum modo os preparara a educação que haviam recebido; mas, se sua vida foi boa, submissa ao dever, não podem essas almas ser infelizes por terem sobre o destino mais influência os atos que as crenças.

Os Espíritos cépticos e, com eles, todos aqueles que se recusaram a crer na possibilidade de uma vida independente do corpo, julgam-se mergulhados em um sonho. Este sonho só se dissipa quando acaba o erro em que estes Espíritos laboram.

As impressões variam infinitamente, com o valor das almas. Aquelas que, desde a vida terrestre, conheceram a verdade e serviram à sua causa, recolhem, logo que desencarnam, o beneficio de suas investigações e trabalhos. A comunicação abaixo transcrita dá, entre muitas outras, testemunho disso. Provém do Espírito de um espírita militante, homem de coração e convicção esclarecida, Charles Fritz, fundador do jornal "La Vie d'Outre-Tombe", em Charleroi. Todos aqueles que conheceram esse homem reto e generoso, reconhecê-lo-ão pela linguagem. Descreve as impressões que sentiu logo depois de morrer, e acrescenta:

"Senti que os laços pouco a pouco se desfaziam e que minha pessoa espiritual, meu "eu" se ia soltando. Vi em redor de mim Espíritos bons que me estavam esperando, e foi com eles que, por fim, me elevei da superfície da Terra.

Não sofri com essa desencarnação. Os meus primeiros passos foram os da criança que começa a andar.

A luz espiritual, cheia de força e de vida, nascia em mim, porque a luz não vem dos outros, mas de nós. E um raio que dimana do invólucro fluídico e que nos penetra todo o ser.

Quanto mais tiverdes trabalhado em favor da Verdade, do Amor e da Caridade, tanto mais intensa irá sendo a luz, até se tornar deslumbrante para aqueles que vos são inferiores.

Pois bem! Os meus primeiros passos foram vacilantes. Entretanto, a força foi-me vindo e eu pedi a Deus auxílio e misericórdia. Depois de haver verificado a completa separação da minha individualidade, enfrentei afinal o trabalho que tinha de fazer. Vi o passado de minha última vida e lidei por levantá-la com clareza das profundezas da memória. O passado acha-se no fluido do homem e, por conseguinte, do Espírito. O perispírito é como o espelho de todas as suas ações, e sua alma, se foi má sua vida, contempla com tristeza suas faltas, inscritas, ao que parece, nas dobras do corpo perispiritual.

Não tive dificuldade alguma em reconhecer minha vida, tal qual ela fora. Verifiquei com evidência que eu não havia sido infalível. Quem pode gabar-se disso na Terra? Devo, porém, dizer-vos que, depois de feito o exame, senti grande satisfação e felicidade com o que havia feito na Terra. Lutei, trabalhei e sofri pela causa do Espiritismo. A luz que dele dimana, dei-a, juntamente com a esperança, a muitos irmãos da Terra por meio da palavra, dos meus estudos e obras; por isso, torno a encontrar essa luz.

Sou feliz por ter trabalhado em reerguer a fé, os corações e a coragem. A todos, pois, recomendo a fé inabalável que eu tinha e que se vai haurir no Espiritismo.

Tenho de continuar a desenvolver-me para rever o passado das minhas encarnações anteriores. É um estudo, um trabalho completo que tenho de fazer. Vejo bem uma parte desse passado, mas não a posso definir muito bem, conquanto esteja completamente desperto.

Dentro de pouco tempo, espero, essas vidas passadas hão de aparecer-me com clareza. Possuo luz bastante para poder caminhar com segurança, vendo o que está na minha frente, o meu futuro, e presto já o meu auxilio a Espíritos infelizes."

A lei dos agrupamentos no Espaço é a das afinidades. A ela estão sujeitos todos os Espíritos. A orientação de seus pensamentos leva-os naturalmente para o meio que lhes é próprio; porque o pensamento é a própria essência do mundo espiritual, sendo a forma fluídica apenas o vestuário. Onde quer que seja, reúnem-se os que se amam e compreendem. Herbert Spencer, num momento de intuição, formulou um axioma igualmente aplicável ao mundo visível e ao mundo invisível. A vida, disse ele, é uma simples adaptação às condições exteriores.
Se é propenso às coisas da matéria, o Espírito fica preso à Terra e mistura-se com os homens que têm os mesmos gostos, os mesmos apetites; quando é levado para o ideal, para os bens superiores, eleva-se sem esforço para o objeto dos seus desejos, une-se às sociedades do Espaço, toma parte nos seus trabalhos e goza dos espetáculos, das harmonias do Infinito.
O pensamento cria, a vontade edifica. A causa de todas as alegrias e de todas as dores está na consciência e na razão; por isso é que, cedo ou tarde, encontramos no Além as criações dos nossos sonhos e a realização das nossas esperanças. Mas, o sentimento da tarefa incompleta, ao mesmo tempo que os afetos e as lembranças, trazem novamente a maior parte dos Espíritos à Terra. Todas as almas encontram o meio que os seus desejos reclamam, e hão de viver nos mundos sonhados, unidos aos seres que estimam; mas também aí encontrarão os prazeres, os sofrimentos que o seu passado gerou.

Nossas concepções e nossos sonhos seguem-nos por toda parte. No surto dos seus pensamentos e no ardor de sua fé, os adeptos de cada religião criam imagens nas quais supõem reconhecer os paraísos entrevistos. Depois, pouco a pouco, se apercebem de que essas criações são fictícias, de pura aparência e comparáveis a vastos panoramas pintados na tela ou a afrescos imensos. Aprendem, então, a desprender-se deles e aspiram a realidades mais elevadas, mais sensíveis. Sob nossa forma atual e no estreito limite de nossas faculdades, não poderíamos compreender as alegrias e os arroubos reservados aos Espíritos superiores, nem as angústias profundas experimentadas pelas almas delicadas que chegaram aos limites da perfeição. A beleza está por toda parte; só os seus aspectos variam ao infinito, segundo o grau de evolução ou depuração dos seres.

O Espírito adiantado possui fontes de sensações e percepções infinitamente mais extensas e mais intensas do que as do homem terrestre. Nele, a clarividência, a clariaudiência, a ação a distância, o conhecimento do passado e do futuro coexistem numa síntese indefinível, que constitui, segundo a expressão de F. Myers, "o mistério central da vida". Falando das faculdades dos Invisíveis de situação média, esse autor assim se exprime:

"O Espírito, sem ser limitado pelo espaço e pelo tempo, tem do espaço e do tempo conhecimento parcial. Pode orientar-se, achar uma pessoa viva e segui-Ia. E capaz de ver no presente coisas que aparecem para nós como situadas no passado e outras que estão no futuro.

O Espírito tem conhecimento dos pensamentos e emoções que, da parte dos seus amigos, se referem a ele."

Quanto à diferença de acuidade nas impressões, já podemos fazer uma idéia pelos sonhos chamados "emotivos". A alma, quando desprendida, embora incompletamente, não só percebe, mas também sente com intensidade muito mais viva que no estado de vigília. Cenas, imagens, quadros, que, quando estamos acordados, nos impressionam fracamente, tornam-se sonho causa de grande satisfação ou de vivo sofrimento. Isto nos dá uma idéia do que podem ser a vida dos Espíritos e seus modos de sensação, quando, separados do invólucro carnal, a memória e a consciência recuperam a plenitude de suas vibrações. Compreendemos desde logo como pode a reconstituição das recordações do passado converter-se em fonte de tormentos. A alma traz em si mesma o seu próprio juiz, a sanção infalível de suas obras, boas ou más.

Tem-se reconhecido isto em acidentes que podiam ter causado a morte. Em certas quedas, durante a trajetória percorrida pelo corpo humano a partir de um ponto elevado acima do solo, ou, então, na asfixia por submersão, a consciência superior da vítima passa em revista toda a vida gasta, com uma rapidez espantosa. Revê-a completamente em seus mínimos pormenores em poucos minutos.

Carl du Prel (120) dá, desses fatos, muitos exemplos. Haddock cita, entre outros, o caso do Almirante Beaufort (121)

"O Almirante Beaufort, jovem ainda, caiu de cima de um navio às águas do porto de Portsmouth. Antes que fosse possível ir em seu socorro, desapareceu, ia morrer afogado.

A angústia do primeiro momento sucedera um sentimento de tranqüilidade exposto que se tivesse como perdido, nem sequer se debateu, o que, sem dúvida, provinha de apatia e não de resignação; porque morrer afogado não lhe parecia má sorte e nenhum desejo tinha de ser socorrido.

Quanto ao mais, ausência completa de sofrimento; e até, pelo contrário, as sensações eram de natureza agradável, participando do vago bem-estar que precede o sono causado pelo cansaço.

Com esse enfraquecimento dos sentidos coincidia uma superexcitação extraordinária da atividade intelectual; as idéias sucediam-se com rapidez prodigiosa. O acidente que acabava de dar-se, o descuido que o motivara, o tumulto que se lhe deveria ter seguido, a dor que ia alancear o pai da vitima, outras circunstâncias intimamente ligadas ao lar doméstico, foram o objeto de suas primeiras reflexões; depois, veio-lhe à memória o último cruzeiro, viagem acidentada por um naufrágio; a seguir, a escola, os progressos que nela fizera e também o tempo perdido; finalmente, as suas ocupações e aventuras de criança. Em suma, a subida de todo o rio da vida, e quão pormenorizada e precisa! É ele próprio que o diz: "Cada incidente da minha vida atravessava-me sucessivamente a memória, não como simples esboço, mas com as particularidades e acessórios de um quadro completo! Por outras palavras; toda a minha existência desfilava diante de mim numa espécie de viste, panorâmica, cada fato com sua apreciação moral ou reflexões sobre sua causa e efeitos. Pequenos acontecimentos sem conseqüência, havia muito tempo esquecidos, se acumulavam em minha imaginação como se tivessem se 'passado na véspera. E tudo isto sucedeu em dois minutos."

Pode citar-se também o atestado de Perty (122) a respeito de Catherine Emmerich, que, ao morrer, reviu do mesmo modo toda a sua vida passada. Por essa forma estabelecemos que tal fenômeno não se restringe aos casos de acidentes, antes parece acompanhar regularmente o falecimento.

Tudo o que o Espírito fez, quis, pensou, em si reverbera. Semelhante a um espelho, a alma reflete todo o bem e todo o mal feito. Estas imagens nem sempre são subjetivas. Pela intensidade da vontade, podem revestir uma natureza substancial; vivem e manifestam-se para nossa felicidade ou nosso castigo.
Tendo-se, depois de desencarnada, tornado transparente, a alma julga-se a si mesma, assim como é julgada por todos aqueles que a contemplam. Só, na presença do seu passado, vê reaparecerem todos os seus atos e as suas conseqüências, todas as suas faltas, até as mais ocultas.
Para um criminoso não há descanso, não existe esquecimento. Sua consciência, justiceira inflexível, persegue-o sem cessar. Debalde procura ele escapar-lhe às obsessões; o suplício só poderá acabar se, convertendo-se o remorso em arrependimento, ele aceita novas provações terrestres, único meio de reparação e regeneração.

Fonte: Site Seara do Mestre

Artigo espírita - O Ciúme - Site Espiritismo.net

O Ciúme

Victor Manuel Pereira de Passos

O ciúme é uma emoção humana e pode ser normal ou tornar-se patológico.

Todos, sem exceção, já o sentimos ou o trazemos no íntimo, em hibernação. Assimilado aos problemas de relacionamento para com os outros e consigo mesmo.

O ciúme tem relação com o sentido de ameaça à estabilidade ou da envolvência do relacionamento de valorização íntima.

Existem várias definições de ciúme. As mais importantes e comuns são:
1- Ser reagente a ameaça;
2- A rivalidade ou imaginação;
3- Reação de uma perda amada.

Na psiquiatria, o ciúme aparece em vários quadros, desde os transtornos de personalidade à tendência fóbica da perseguição.

Nestas situações, o ciúme é considerado infundado, absurdo e fora de contexto, ou seja, no ciúme comum há consciência do mesmo e no patológico temo-lo inconscientemente.

No ciúme patológico, que pode gerar obsessões complicadas, o ser retém emoções de ansiedade, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, culpa e desejo de vingança.

Um ser com ciúme obsessivo, ou seja patológico, é como um ejetor de indução, tanto está bem como pode despoletar de emoções depreciativas constantes, demonstrando sua sensibilidade e vulnerabilidade.

Por isso, este despoletar obsessivo será sempre uma chama acesa constante de sofrimento para quem o tem, geralmente, auto-presente, ou seja, é inerente ao seu amor próprio, como que um auto-flagelar constante na sua mente, focalizando carência íntima, do abandono dos outros, de sentir-se acanhoado pela perseguição de si mesmo e projetando nos outros toda a sua força destruidora.

Ao nível dos valores espirituais e morais, podemos dizer que o ciúme é um verme roedor, pois mina constantemente o íntimo e pode tornar-se num atraso moral, que necessita do aprendizado, do conhece-te a ti mesmo e do reforço do amor próprio.

A receita para esta fragilidade é o incentivo ao amor próprio e o respeito pelos valores dos outros.
De reforço constante da confiança, fazendo-lhes ver que se não confiam como querem que confiem neles! A oração, acompanhamento médico, a fluidoterapia e evangelização serão remédios importantes a administrar.

Atenção! Não apontar nunca estes irmãos, pois o sentimento de culpa apenas salientaria mais a sua carência... Amor e... mais amor é melhor receita.

Fonte: Site Espiritismo.net

sexta-feira, 18 de novembro de 2011




Novo boletim sobre o Raul Teixeira
Boletim das 12:57AM (hora de Nova York),
que corresponde a 15:57hs, horário de verão daqui do Brasil, desta quarta-feira
Prezados amigos:
José Raul Teixeira permanece em o estado de saúde inalterado. Os médicos informam que ele está incapacitado, por enquanto, de mover boa parte do seu corpo, não fala e nem consegue até mesmo realizar algumas operações simples, como reconhecer números ou letras.

Mas o Aylton Bittar, diretor do Allan Kardec Spiritism Center, falou comigo há pouco, informando que o viu, na parte da manhã, quando era conduzido numa maca para outro setor do hospital, para fazer exames, e que ele o reconheceu assim como a outras pessoas presentes.

O problema se complicou em razão da demora do atendimento médico, o que não se constitui em culpa ou displicência de ninguém.

O que ocorreu foi o seguinte: Ele viajava em vôo noturno, que saiu do Rio à meia noite, estava imóvel e ninguém poderia perceber se algo anormal estivesse acontecendo, achando sempre que poderia estar dormindo, como outros passageiros.

Depois que o avião da TAM pousou, pouco depois das 8 da manhã, todos os passageiros desceram e, como é natural num caso deste, ele permaneceu imóvel na poltrona, o que chamou a atenção dos comissários que tentaram acordá-lo, obviamente achando que ele estivesse dormindo.

Foi exatamente aí que perceberam que ele estava necessitando de atendimento médico, quando resolveram chamar uma ambulância urgentemente.

O Julio, que havia ido recepcioná-lo no aeroporto, percebendo que ele não aparecia no portão de desembarque e verificando a movimentação de ambulância, procurou entrar em contato com a companhia e participou dos esforços para levá-lo ao hospital e lá ficou.
Foi aí, finalmente, que conseguiram levá-lo ao hospital.

Presumem os médicos que, entre o momento do AVC e a entrada dele no hospital, passaram-se de 5 a 6 horas, o que num caso deste é um problema seríssimo.

Os médicos não podem garantir nada, sobre o que poderá ocorrer, porque tudo é muito complicado. Está impossível ele sair do hospital agora e ser embarcado para o Rio Janeiro, dada a gravidade do caso.

Continuamos a apelar pelas preces e vibrações de todos os amigos.

UM DETALHE IMPORTANTE – Ao contrário do Brasil, onde muitos hospitais se preocupam primeiro em procurar saber se o paciente tem plano de saúde, quem vai pagar a conta, quem vai passar seu cartão de crédito ou quem vai dar os cheques pré-datados para GARANTIR o pagamento, sob pena de recusarem a internação, informaram-me os amigos José Hélio Amaral e Aylton Bittar, que lá o atendimento foi imediato e está sendo feito com a maior dignidade, com uso de todos os recursos disponíveis, sem que o hospital se preocupe, um momento sequer, em perguntar a ninguém quem vai pagar a conta. É claro que não vai ser barato, mas o mercantilismo natural brasileiro numa situação desta, não se verificou lá. Imaginam os amigos, inclusive, que o Raul nem tenha plano de saúde.
      
OBSERVAÇÃO: Os amigos espíritas de Nova York apelam para que as pessoas parem de telefonar e mandar e-mails a todo instante, porque eles não estão dando conta de ter que responder a tanta gente, haja vista que estão todos também, como nós, preocupados e angustiados diante da situação, correndo para todos os lados em busca do melhor atendimento ao nosso querido amigo.
Qualquer fato novo será informado.
Carinhosamente.
Alamar Régis Carvalho

Mensagem Espírita - Antes de Servir - Site da Federação Espírita Brasileira

Antes de Servir



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“Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir.” — Jesus. (MATEUS, CAPÍTULO 20, VERSÍCULO 28.)





Em companhia do espírito de serviço, estaremos sempre bem guardados. A Criação inteira nos reafirma esta verdade com clareza absoluta.
Dos reinos inferiores às mais altas esferas, todas as coisas servem a seu tempo.
A lei do trabalho, com a divisão e a especialização nas tarefas, prepondera nos mais humildes elementos, nos variados setores da Natureza.
Essa árvore curará enfermidades, aquela outra produzirá frutos. Há pedras que contribuem na construção do lar; outras existem calçando os caminhos.
O Pai forneceu ao filho homem a casa planetária, onde cada objeto se encontra em lugar próprio, aguardando somente o esforço digno e a palavra de ordem, para ensinar à criatura a arte de servir.

Se lhe foi doada a pólvora destinada à libertação da energia e se a pólvora permanece utilizada por instrumento de morte aos semelhantes, isto corre por conta do usufrutuário da moradia terrestre, porque o Supremo Senhor em tudo sugere a prática do bem, objetivando a elevação e o enriquecimento de todos os valores do Patrimônio Universal.
Não olvidemos que Jesus passou entre nós, trabalhando. Examinemos a natureza de sua cooperação sacrificial e aprendamos com o Mestre a felicidade de servir santamente. Podes começar hoje mesmo.

Uma enxada ou uma caçarola constituem excelentes pontos de início. Se te encontras enfermo, de mãos inabilitadas para a colaboração direta, podes principiar mesmo assim, servindo na edificação moral de teus irmãos.

Do livro Pão Nosso

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mensagem Espírita - A Boa Parte - Site da Federação Espírita Brasileira

A BOA PARTE


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"Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada." - Jesus. (LUCAS, 10:42.)




Não te esqueças da "boa parte" que reside em todas as criaturas e em todas as coisas.
O fogo destrói, mas transporta consigo o elemento purificador.
A pedra é contundente, mas consolida a segurança.
A ventania açoita impiedosa, todavia, ajuda a renovação.
A enxurrada é imundície, entretanto, costuma carrear o adubo indispensável à sementeira vitoriosa.
Assim também há criaturas que, em se revelando negativas em determinados setores da luta humana, são extremamente valiosas em outros.
A apreciação unilateral é sempre ruinosa.
A imperfeição completa, tanto quanto a perfeição integral, não existem no plano em que evoluímos.
O criminoso, acusado por toda a gente, amanhã pode ser o enfermeiro que te estende o copo d’água.
O companheiro, no qual descobres agora uma faixa de trevas, pode ser depois o irmão sublimado que te convida ao bom exemplo.
A tempestade da hora em que vivemos é, muitas vezes, a fonte do bem-estar das horas que vamos viver.
Busquemos o lado melhor das situações, dos acontecimentos e das pessoas.
"Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada" - disse-nos o Senhor.
Assimilemos a essência da divina lição.
Quem procura a "boa parte" e nela se detém, recolhe no campo da vida o tesouro espiritual que jamais lhe será roubado.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL