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sábado, 3 de dezembro de 2011

Mensagem Espírita - A Ilusão do Sono - Site Doutrina Espírita: Luz da Razão

A Ilusão do Sono   




“(…) Desperta tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará.” (Efésios 5: 14)


Muitos de nós viajamos do berço ao túmulo mergulhados no completo sono da ilusão. Por mais sejamos sacudidos pelas aflições e mensagens superiores, ainda não conseguimos despertar.
Assim, nos iludimos em variados campos da vida:
Na fé, sem base racional, depositada em ídolos de carne e osso em busca de salvação sem esforço próprio.
No orgulho infantil, que produz preconceitos múltiplos, próprios daqueles que se julgam superiores, privilegiados e isentos de provas semelhantes.
Na fuga da realidade, por intermédio das drogas ditas lícitas e ilícitas, evidenciando fraqueza e desequilíbrio.
Na lamentação improdutiva, esterilizando expiações e denotando falta de confiança em Deus.
No desperdício de tempo, ocupando-se com futilidades em detrimento do trabalho nobre.
No exercício equivocado da profissão, corrompendo-se, se esquivando dos deveres e infringindo a ética.
Nas relações afetivas aventureiras, deixando de lado redentores compromissos assumidos antes da encarnação.
No desconhecimento da natureza espiritual e dos porquês da vida.
Na procura da felicidade por caminhos indevidos, tais como culto ao corpo, dinheiro, beleza, fama e poder.
E por tantas e tantas outras más inclinações de que somos portadores…
Instruem-nos os benfeitores espirituais, na questão 909 de O livro dos espíritos, que podemos vencer estas más inclinações, fazendo esforços muito insignificantes. O que falta é a vontade. Por mais que desejemos ser felizes, colocamos a vontade em sentido oposto a este objetivo, pois que, ações em desacordo com as leis de Deus tornam o homem infeliz, conforme orientação na pergunta 614, da obra citada.
Quando do retorno ao mundo espiritual a ilusão cessa, originando vergonha, pesar e remorso. Imploramos então nova volta ao corpo e ficamos neste ciclo vicioso. Até quando?…
Por tudo isso, conclama-nos o apóstolo Paulo a despertarmos e a levantarmos dentre os “mortos”, que são aqueles que vivem se comprazendo com as exigências da carne, desprezando as necessidades do espírito. Acrescenta ainda que Jesus iluminará, com seus ensinamentos, a nossa existência.
Portanto, ser conhecedor das realidades espirituais, através de estudo metódico e regular, empregar a vontade na vigilância do comportamento e mudar de conduta e de sentimentos são atitudes características daqueles que acordam do sono da ilusão.
Os amigos espirituais aguardam que tenhamos firmeza em seguir a direção adequada para apoiarem a caminhada, justificando a máxima “ajuda-te que o céu te ajudará!”
Façamos a parte que nos compete, do contrário somente a nós caberá o ônus do infortúnio.

Autor: Alberto Leitão Rosa
Jornal “O Espírita Fluminense
Instituto Espírita Bezerra de Menezes – IEBM – Niterói – RJ
Julho / Agosto 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mensagem Espírita - Deus permanece - Site Divaldo Pereira Franco

Deus permanece
Divaldo Pereira Franco



Jamais abandono, solidão, infortúnio.
Deus permanece contigo.
Ele é o fulcro gerador de poder, em torno do qual tudo e todos gravitam.
Dele é a linguagem positiva, atuando a distância, no equilíbrio cósmico, na força de atração das moléculas.
Magneticamente a Ele atraídos, estamos associados uns com os outros na grande obra de regeneração.
Sua ação se expande e produz efeitos que se devem realizar através dos fenômenos vivos da Natureza.
Quando as circunstâncias se apresentam aziagas, fomentando sombras e amarguras, quando as enfermidades predominem, diminuindo as resistências; quando as necessidades se multipliquem em turbilhão de inquietudes; quando os apodos invistam sem piedade e todos se tenham ido, Deus permanece contigo.
Quando um homem cai, há um distúrbio no equilíbrio universal.
Quando ele se reergue e avança, a harmonia sideral se reorganiza.
Tu és um cosmo no Universo, e as leis que te regem o destino impõem-te a gravitação harmônica em torno do Astro-Rei.
Deus aí permanece.
Condutores orientam o passo.
Mestres conduzem o ensino.
Leis governam a vida.
A tua vida escreve páginas que irão influenciar outras vidas, nelas permanecendo como exemplos, estímulos ou derrotas.
Deus permanece sempre guiando-te e fortalecendo-te para o final feliz.
Não o duvides, nem o desconsideres.
Descobre-O, pois que Ele permanece contigo.
Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco.
Em 31.03.2011.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mensagem Espírita - SALÁRIOS - Site da Federação Espírita Brasileira

SALÁRIOS


*



“E contentai-vos com o vosso soldo.” — João Batista. (LUCAS, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 14.)





A resposta de João Batista aos soldados, que lhe rogavam esclarecimentos, é modelo de concisão de bom senso.
Muita gente se perde através de inextricáveis labirintos, em virtude da compreensão deficiente acerca dos problemas de remuneração na vida comum.
Operários existem que reclamam salários devidos a ministros, sem cogitarem das graves responsabilidades que, não raro, convertem os administradores do mundo em vítimas da inquietação e da insônia, quando não seja em mártires de representações e banquetes.
Há homens cultos que vendem a paz do lar em troca da dilatação de vencimentos.
Inúmeras pessoas seguem, da mocidade à velhice do corpo, ansiosas e descrentes, enfermas e aflitas, por não se conformarem com os ordenados mensais que as circunstâncias do caminho humano lhes assinalam, dentro dos imperscrutáveis Desígnios.
Não é por demasia de remuneração que a criatura se integrará nos quadros divinos.
Se um homem permanece consciente quanto aos deveres que lhe competem, quanto mais altamente pago, estará mais intranqüilo.
Desde muito, esclarece a filosofia popular que para a grande nau surgirá a grande tormenta.
Contentar-se cada servidor com o próprio salário é prova de elevada compreensão, ante a justiça do Todo-Poderoso. Antes, pois, de analisar o pagamento da Terra, habitua-te a valorizar as concessões do Céu.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mensagem Espírita - Construção da felicidade - Site Momento Espírita


Construção da Felicidade




Não há no mundo quem não deseje uma vida de felicidades. Sonhamos e desejamos que nossos dias sejam de alegrias intensas e plenas.

Anelamos que o sorriso nos venha fácil, que os dias nos sejam leves e que seja de venturas o nosso caminhar.

É natural que assim seja. Somos seres fadados à felicidade e esse é o sentimento que encontra na alma os mais profundos significados.

Porém, na ânsia da felicidade, imaginamos que temos que buscá-la em algum ponto, que a encontraremos em algum momento, que a atingiremos em um dia determinado.

Lembramos o soneto do poeta Vicente de Carvalho que afirma que a felicidade é uma árvore de dourados pomos, porém que não a alcançamos, porque sempre está onde a pomos e nunca a pomos onde nós estamos.

Ao imaginar a felicidade como uma meta a alcançar nos esquecemos que, na verdade, a felicidade é caminho a se traçar, é trilha a se percorrer, é história a se construir.

Quando imaginamos que a felicidade chegará um dia, perdemo-nos nos dias e não enxergamos a felicidade que nos chega.

Ou não será felicidade poder deparar-se com um pôr-de-sol tingindo de vermelho um céu que há pouco era de um azul profundo? Há tantos que desejariam ver um pôr-de-sol...

Quanta felicidade pode haver em escutar as primeiras palavras de um filho, uma declaração de amor de quem queremos bem, ou ainda, o assovio do vento chacoalhando suave as folhas da árvore? Há tantos que nada escutam, nem ouvem ou percebem...

Como somos felizes por poder pensar, criar, sonhar e, num piscar de olhos, viajar no mundo e no espaço, conduzidos pela imaginação, guiados pela mente! São tantos que permanecem carcereiros de si mesmos em suas distonias mentais, nos desequilíbrios emocionais...

Preocupamo-nos tanto em buscar a felicidade, que nos esquecemos que já temos motivos de sobra para sermos felizes.

E, efetivamente, não nos damos conta que a felicidade não está em chegar, mas que ela mora no próprio caminhar.

Ser feliz é ter o olhar de gratidão perante a vida, de entendimento do seu propósito, da percepção de que ela se mostra sempre generosa a cada um de nós.

Ser feliz não é negar que na vida também haverá embates, lutas e desafios cotidianos. Afinal, esses são componentes de nosso viver e, naturalmente, podem trazer dificuldades e dissabores.

Porém, ser feliz é também perceber que os embates produzem amadurecimento, que as lutas nos fazem mais fortes e nos oferecem aprendizado.

Assim, de forma alguma vale a pena ficarmos esperando o dia em que nossa felicidade se completará.

Ser feliz é compromisso para hoje, que se inicia pelo olhar para as coisas do mundo, passa pelo coração em forma de reconhecimento pelos presentes que nos chegam, completa-se em gratidão, oferecendo à vida o que ela nos dá em abundância.



Redação do Momento Espírita.

Em 25.11.2011.

Artigo Espírita - COMPORTAMENTO ESPÍRITA - Site Comunidade Espírita


COMPORTAMENTO ESPÍRITA

Jaci Regis



Em face do aumento do número de acessos ao nosso site, sentimos que deveríamos abrir esta nova seção, a qual servirá não só para ajudar o nosso "DESPERTAMENTO ESPIRITUAL", como também para nos conscientizarmos de nossas responsabilidades. Pois, todo professor, coordenador, expositor, médium, ao adentrar a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec e começar a executar o seu trabalho (os Espíritos dizem: "A Seara do Senhor é grande, mas, os tarefeiros são poucos"), principalmente relativo ao ensino, assumem uma enorme responsabilidade não só quanto ao Despertamento Espiritual mas, também na "EVOLUÇÃO MORAL" de nossos queridos confrades, assim procuramos expor uma apreciação breve sobre o comportamento, à luz do Espiritismo ("O que expomos: nós endossamos, nós confirmamos", então, será de nossa inteira responsabilidade o modo de nossa participação nestes dois eventos).



Lema: "Cumprindo o nosso dever de instrutores, nós devemos ensinar os que querem aprender." - "Amaí-vos e Instrui-vos"



Muitos poderão estranhar que não se indique regras e diretrizes comportamentais rígidas. O Espiritismo, contudo, é abertura plena para o Espírito, em qualquer posição em que este se encontre. Dirigimo-nos aos jovens, tanto quanto aos adultos, porque o período juvenil não pode ser tomado como um estágio de IRRESPONSABILIDADE, incapaz de sugerir posições definidas na vida. Ao contrário. É nessa situação que o Espírito reencarnado assume sua completa identidade e responsabilidade pelos rumos de sua vida.



 Neste breve e sintético ensaio, que oferecemos à meditação de todos e, em especial aos jovens, pretendemos salientar que a Ética Espírita decorre naturalmente de sua filosofia e que o Espírito, acima de qualquer corrente particular de pensamento, encontra-se ligado, indelevelmente ao código básico do Universo, que é a Lei de Deus, insculpida, como ensina O Livro dos Espíritos, na própria consciência.



 A universalidade do pensamento espírita se afirma em decorrência desse entendimento. É preciso, porém, não confundir universalidade com ausência de critérios. Eles estão delineados com precisão e objetividade na Doutrina Espírita, ao alcance de quem queira aceitá-los e vivê-los.



 A moral espírita, em síntese, estabelece que o comportamento autenticamente espírita é consequência natural da boa assimilação da Doutrina, cuja vivência, porém, não está ligada a nenhum esquema religioso que vise salvar ou resgatar o homem do pecado ou do mal. Apenas estimula-o a equilibrar-se com a Lei, que é o Bem, como uma condição necessária e indispensável para que viva bem, agora e sempre. Não faltarão objeções a essa postura.



 Dir-se-ia que tudo fica no ar. Que prossegue uma imprecisão para quem pretenda seguir a moral espírita. Que seria útil um manual prático, em que as regras gerais fossem estabelecidas. Todavia, é tempo de espiritizar. Quer dizer, de assumir plenamente o papel que o espiritismo veio desempenhar no mundo. E esse papel é o de facilitar ao homem conhecer a si mesmo e compreender que depende de sua decisão de comandar, conscientemente, sua vida, seu próprio futuro.



 Por isso nos propomos a colocar idéias e sugerir pontos para questionamento. A obra do espiritismo é todo um compêndio de comportamento moral. As regras, contudo, devem emergir naturalmente de sua assimilação. E isso é tão mais importante quando temos experiência da inocuidade e mesmo da contra-indicação de quaisquer constrangimentos ou de pressões comportamentais. Isso leva à excitação febricitante dos fanáticos ou dos que distorcem de tal forma sua visão existencial que acabam por se tornarem excêntricos, traumatizados e infelizes, por tanto buscarem a felicidade por caminhos transversos.



 Por fim, uma abordagem sobre o comportamento não é um julgamento. É uma discussão aberta, simples e objetiva das formas de interação social e humana que decorrem e resultam da existência e da vida. Tal é o nosso propósito. Queremos apenas suscitar debates, comentários e reflexões. Para equacionar, porém, a análise que pretendemos fazer, levantamos, como hipótese de trabalho, as seguintes questões:



1°. O comportamento espírita é naturalmente diferente ou deve esforçar-se para ser?



2°. Se o espiritismo não impõe regras, como se definirá o comportamento espírita?



3°. Vivendo no mundo, como superar as exigências, os desafios, as necessidades, sem comprometer-se espiritualmente?



4°. Como se situar diante do apelo aos excessos e vícios que estão presentes e são estimulados no mundo?



5°. De que maneira compreender e usar as forças sexuais?



6°. "Amai-vos e instrui-vos". O Espírita deve conhecer os entraves ou pedras de tropeço que encontrará em seu caminho.



7°. O Espírita deverá reconhecer qual será o seu papel no III Milênio.





segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mensagem Espírita - FRATERNIDADE - Site da Federação Espírita Brasileira


FRATERNIDADE

* 


"Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros".- Jesus. (João, 13:35.)


 Desde a vitória de Constantino, que descerrou ao mundo cristão as portas da hegemonia política, temos ensaiado diversas experiências para demonstrar na Terra a nossa condição de discípulos de Jesus.
 Organizamos concílios célebres, formulando atrevidas conclusões acerca da natureza de Deus e da Alma, do Universo e da Vida.
Incentivamos guerras arrasadoras que implantaram a miséria e o terror naqueles que não podiam crer pelo diapasão da nossa fé.
Disputamos o sepulcro do Divino Mestre, brandindo a espada mortífera e ateando o fogo devorador.
 Criamos comendas e cargos religiosos, distribuindo o veneno e anejando o punhal.
 Acendemos fogueiras e erigimos cadafalsos, inventamos suplícios e construímos prisões para quantos discordassem dos nossos pontos de vista.
 Estimulamos insurreições que operaram o embate de irmãos contra irmãos, em nome do Senhor que testemunhou na cruz o devotamento à Humanidade inteira.
 Edificamos palácios e basílicas, famosos pela suntuosidade e beleza, pretendendo reverenciar-lhe a memória, esquecidos de que ele, em verdade, não possuía uma pedra onde repousar a cabeça.
 E, ainda hoje, alimentamos a separação e a discórdia, erguendo trincheiras de incompreensão e animosidade, uns contra os outros, nos variados setores da interpretação.
 Entretanto, a palavra do Cristo é insofismável.
 Não nos faremos titulares da Boa Nova simplesmente através das atitudes exteriores.
 Precisamos, sim, da cultura que aprimora a inteligência, da justiça que sustenta a ordem, do progresso material que enriquece o trabalho e de assembléias que favoreçam o estudo; no entanto, toda a movimentação humana, sem a luz do amor, pode perder-se nas sombras.
 Seremos admitidos ao aprendizado do Evangelho, cultivando o Reino de Deus que começa na vida íntima.
 Estendamos, assim, a fraternidade pura e simples, amparando-nos mutuamente... Fraternidade que trabalha e ajuda, compreende e perdoa, entre a humildade e o serviço que asseguram a vitória do bem. Atendamo-la, onde estivermos, recordando a palavra do Senhor que afirmou com clareza e segurança: - "Nisto todos conhecerão que
sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros."


 Do livro FONTE VIVA
 FRANCISCO CANDIDO XAVIER
 DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL


Artigo Espírita - A Literatura Espírita - Site Espiritismo.net


A Literatura Espírita
André Luiz Rodrigues dos Santos
Uma questão de grande importância no campo da divulgação dos postulados doutrinários vem merecendo significativa atenção dos espíritas: “os livros” versus “a instrução”.
Entre a euforia pelo volume de obras vendidas no Brasil, em especial os romances, e a preocupação com seu conteúdo, a realidade é que o interesse dos leitores demonstra uma procura cada vez maior por informações trazidas do mundo espiritual. Para se ter uma ideia, a Federação Espírita Brasileira estima que já foram vendidos mais de 100 milhões de exemplares até 2009 – e 10 milhões só neste ano –, dos mais de 4.000 títulos editados.
Entretanto, mais do que quantidade de livros, o objetivo das informações transmitidas precisa ser analisado e avaliado, pois tal estratégia, a de romancear as experiências dos Espíritos, tornou-se quase que uma rotina.
Esse método não é obra do acaso, nem uma situação inédita. Allan Kardec, já na sua época, divulgava entrevistas realizadas com desencarnados de diversas categorias nas edições da Revista Espírita, e mesmo no livro “O Céu e o Inferno”, obra do Pentateuco Espírita repleta de diálogos, porém, com um propósito secundário, que era o de ilustrar, com certo realismo, a teoria resultante das reflexões, investigações e instruções recebidas e estudadas por ele e pelos frequentadores da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, e por outras instituições espalhadas pelo mundo. Mas podemos supor que aquele sistema não se mostrou bem sucedido para atrair a atenção do público, visto que o rigor acadêmico não representava a preferência popular, nem mesmo nos dias atuais. Dessa forma, os Espíritos inverteram o processo, chamando a atenção com relatos reais ou com experiências baseadas em fatos, mas que disseminam ideias e orientações valiosas para os leitores, espíritas ou simpatizantes, para, somente depois, convidá-los ao estudo sistemático.
Essa situação foi bem tratada, e com muita seriedade, pelo Espírito Bezerra de Menezes, na obra “Dramas da Obsessão”, descrevendo as ações dos Espíritos para despertarem nossa atenção:
“(...) Mas porque vimos decifrando certa inércia mental entre os aprendizes atuais da mesma Revelação, eis-nos aderindo a um movimento de reexplicações daquilo mesmo que há um século foi dito e que agora procuraremos algo encenar ou romantizar, a fim de divertir uma geração enquanto tentamos instruí-la no melindroso assunto, geração que não dispensa a positivação dos exemplos. (...) Há dois mil anos, o Mestre da Seara em que militamos criou a suavidade das Parábolas, cujos atraentes rumores ainda ecoam em nossa sensibilidade, ensinando-nos lições inesquecíveis. Seus obreiros do momento criam, ou traduzem da realidade da vida cotidiana, tal qual Ele o fez, a exemplificação dos romances, ou lições romantizadas, expondo teses urgentes, ensinamentos indispensáveis, no sabor de uma narrativa da vida comum. É o mesmo método de há dois mil anos, criado pelo Divino Mestre, para instrução urgente e fácil das massas...”
Muitos são os que, partindo de um romance comprado ou presenteado, se aproximaram das instituições espíritas para aderir aos estudos da Codificação ou mesmo das obras lidas, o que se fez cumprir o objetivo primário destas publicações, que era instruir, numa trajetória que costuma ser comum à maioria, na sequência: uma experiência dolorosa; uma leitura consoladora; a procura de ajuda; a instrução.
O que concluímos nesse processo é que houve a inversão da estratégia para despertar as mentes das massas, mas não se deve perder o foco: “Espíritas! amai-vos, eis o primeiro mandamento; instrui-vos; eis o segundo”. (ESE)
Nossas instituições, portanto, precisam estar atentas ao trabalho conjunto que devem realizar com os Espíritos, não apenas se aproveitando das circunstâncias para receber os interessados nas instruções espíritas, mas fazer com que as obras do acervo espírita, assim como as demais mídias (escrita, falada, televisiva e cinematográfica), sejam parte da cadeia de divulgação doutrinária, fazendo o papel de “pontas de flecha” ou embaixadores da mensagem para que a verdade seja alcançada por todos através do estudo nos centros de instrução.