Nosso endereço

Início da Estrada do 53º BIS, s/nº ( Ao lado do IBAMA) Bairro Bom Jardim - Itaituba - PA. CEP: 68180-000

E-mail: ceacaminhodaluz2011@gmail.com

Site: http://www.ceacluz.com.br



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mensagem Espírita - Em Louvor da Verdade - Site O Espiritismo

Em Louvor da Verdade

Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Francisco Cândido Xavier



... relevai-nos a sugestão de trabalho, embora rogueis a luz sem esforço.



... o Espiritismo que indaga simplesmente deu lugar, há muito tempo, ao Espiritismo que estende os braços.



...atravessais verdadeira floresta, onde os caminhos de volta ao campo da Luz Divina parecem intransitáveis.

Pensamentos de egoísmo, de incompreensão, de discórdia, vaidade e orgulho se entrechocam, à maneira de projéteis invisíveis ao redor de vossa personalidade, e se faz imperiosa a coragem para os óbices multiplicados não nos vençam os labores recíprocos.



...efetivamente, a vossa procura é nobre e edificante.

... bem-aventurados aqueles que demandam a verdade e que anseiam por passagem libertadora no rumo da claridade eterna!



...não comeceis o empreendimento da própria iluminação, ao modo de um homem que iniciasse a construção de uma casa pelo teto.

...soletrai, antes de tudo, o alfabeto da bondade.

Sem as primeiras letras do amor, nunca entenderemos o sagrado poema da vida.



... é indispensável abrir o coração, vaso destinado às sementes do Céu, convertendo-nos em instrumentos do bem ativo e incessante.



...não iluminaremos a mente sem purificar os olhos, tanto quanto ninguém alcança o discipulado do Senhor, sem mobilizar as mãos na obra redentora da terra.



...encetemos a reestruturação dos próprios destinos, compreendendo-nos mutuamente.

...que lição recolheremos na visita de benfeitores que residem à distância, se não aprendemos a fraternidade primária com o próximo?



...ouçamos a mensagem das necessidades que nos cercam.

Há dor e ignorância, treva e indiferença, na estrada em que pisais: estendamos, através dela, o nosso sentimento cristão, imitando o lavrador que não desampara a terra lodosa do charco.



...não esperemos o paraíso, quando ainda nem mesmo auxiliamos no trato do chão que operamos.



...espíritos endividados, perante a Bondade Divina que nos deu ouvidos para registrar os ensinamentos da vida, olhos para surpreender a luz, braços para erguer o castelo de nossa própria felicidade e recursos imensos para dilatarmos o nosso próprio engrandecimento espiritual, guardemos a fé, servindo e auxiliando, corrigindo a nós mesmos e amando a todos, em louvor da verdade.



...nossa vida é um campo aberto.

Nosso coração é uma fonte.

Cada um de nossos atos é mensagem viva.

Que nossa alma se afeiçoe ao bem supremo, sob a inspiração de Jesus, a fim de que o mundo se transforme em Seu Reino.



Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Finte: Site O Espiritismo

Áudio Espírita - Audios - Cida Maia de Oliveira

ÁUDIOS ESPÍRITAS - Cida Maia de Oliveira


1. TELAS DA VIDA - CidaMaiaOliveira

http://www.cidmay.com/audio.php?cod=45129





2. VIDA E TRIUNFO (psicografia de Chico Xavier)

http://www.cidmay.com/audio.php?cod=35296




3. TEUS MINUTOS - CidaMaiaOliveira

http://www.cidmay.com/audio.php?cod=41346



quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mensagem Espírita - ANSIEDADES - Site da Federação Espírita Brasileira

ANSIEDADES


*


“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 7.)


As ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra.

Invariavelmente, o homem precipitado conta com todas as probabilidades contra si.

Opondo-se às inquietações angustiosas, falam as lições de paciência da Natureza, em todos os setores do caminho humano.

Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão.

Se a criatura refletisse mais sensatamente reconheceria o conteúdo de serviço que os momentos de cada dia lhe podem oferecer e saberia vigiar, com acentuado valor, os patrimônios próprios.

Indubitável que as paisagens se modificarão incessantemente, compelindo-nos a enfrentar surpresas desagradáveis, decorrentes de nossa atitude inadequada, na alegria ou na dor; contudo, representa impositivo da lei a nossa obrigação de prosseguir diariamente, na direção do bem.

A ansiedade tentará violentar corações generosos, porque as estradas terrenas desdobram muitos ângulos obscuros e problemas de solução difícil; entretanto, não nos esqueçamos da receita de Pedro.

Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em Nosso Pai Celestial, porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós.

Justo é desejar, firmemente, a vitória da luz, buscar a paz com perseverança, disciplinar-se para a união com os planos superiores, insistir por sintonizar-se com as esferas mais altas. Não olvides, porém, que a ansiedade precede sempre a ação de cair.

Do livro Pão Nosso

terça-feira, 19 de junho de 2012

Mensagem Espírita - ERGUER E AJUDAR - Site da Federação Espírita Brasileira

ERGUER E AJUDAR


*


"E ele, dando-lhe a mão, a levantou,. ," - (ATOS, 9:41.)


Muito significativa a lição dos Atos, quando Pedro restaura a irmã Dorcas para a vida.

Não se contenta o apóstolo em pronunciar palavras lindas aos seus ouvidos, renovando-lhe as forças gerais.

Dá-lhe as mãos para que se levante.

O ensinamento é dos mais simbólicos.

Observamos muitos companheiros a se reerguerem para o conhecimento, para a alegria e para a virtude, banhados pela divina claridade do Mestre, e que podem levantar milhares de criaturas para a Esfera Superior.

Para isso, porém, não bastará a predicação pura e simples. o sermão é, realmente, um apelo sublime, do qual não prescindiu o próprio Cristo, mas não podemos esquecer que o Celeste Amigo, se doutrinou no monte, igualmente no monte multiplicou os pães para o povo esfaimado, restabelecendo-lhe o ânimo.

Nós, os que nos achávamos mortos na ignorância, e que hoje, por acréscimo da Misericórdia Infinita, já podemos desfrutar algumas bênçãos de luz, precisamos estender o serviço de socorro aos demais.

Não nos desincumbiremos, porém, da. Tarefa salvacionista, simplesmente pronunciando alguns discursos admiráveis.

É imprescindível usar nossas mãos nas obras do bem.

Esforço dos braços significa atividade pessoal.

Sem o empenho de nossas energias, na construção do Reino Espiritual com o Cristo, na Terra, debalde alinharemos observações excelentes em torno das preciosidades da Boa Nova ou das necessidades da redenção humana.

Encontrando o nosso irmão, caído na estrada, façamos o possível por despertá-lo com os recursos do verbo transformador, mas não olvidemos que, para trazê-lo de novo à vida construtiva, será indispensável, segundo a inesquecível lição de Pedro, estender-lhe fraternalmente as nossas mãos.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

Mensagem Espírita - Teu Livro- Site O Espiritismo

Teu Livro

Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Mãos Unidas



A existência na Terra é um livro que estás escrevendo...

Cada dia é uma página...

Cada hora é uma afirmação de tua personalidade, através das pessoas e das situações que te buscam.

Não menosprezes o ensejo de criar epopéia de amor em torno do teu nome.

As boas obras são frases de luz que endereças à humanidade inteira.

Em cada resposta aos outros, em cada gesto para com os semelhantes, em cada gesto para com os semelhantes, em cada manifestação dos teus pontos de vista e em cada demonstração de tua alma, grafas com tinta perene, a história de tua passagem.

Nas impressões que produzes, ergue-se o livro dos teus testemunhos.

A morte é a grande colecionadora que recolherá as folhas esparsas de tua biografia, gravada por ti mesmo, nas vidas que te rodeiam.

Não desprezes, assim, a companhia da indulgência, através da senda que o Senhor te deu a trilhar.

Faze uma área de amor ao redor do próprio coração, porque só o amor é suficientemente forte e sábio para orientar-te a escritura individual, convertendo em compendio de auxílio e esperança para quantos te seguem os passos, VIVE, pois com Jesus, na intimidade do coração, não te afastes d’Ele em tuas ações de cada dia e o livro de tua vida converter-se-á num poema de felicidade e num tesouro de bênçãos.

Fonte: Site O Espiritismo 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mensagem Espírita - INDAGAÇÃO OPORTUNA - Site da Federação Espírita Brasileira

INDAGAÇÃO OPORTUNA



*



"Disse-lhes: - Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes?" - (ATOS: 19:2).


A pergunta apostólica vibra ainda em todas as direções, com a maior oportunidade, nos círculos do Cristianismo.

Em toda parte, há pessoas que começam a crer e que já crêem, nas mais variadas situações.

Aqui, alguém aceita aparentemente o Evangelho para ser agradável às relações sociais.

Ali, um indagador procura o campo da fé, tentando acertar problemas intelectuais que considera importantes.

Além, um enfermo recebe o socorro da caridade e se declara seguidor da Boa Nova, guiando-se pelas impressões de alívio físico.

Amanhã, todavia, ressurgem tão insatisfeitos e tão desesperados quanto antes.

Nos arraiais do Espiritismo, tais fenômenos são freqüentes.

Encontramos grande número de companheiros que se afirmam pessoas de fé, por haverem identificado a sobrevivência de algum parente desencarnado, porque se livraram de alguma dor de cabeça ou porque obtiveram solução para certos problemas da luta material; contudo, amanhã prosseguem duvidando de amigos espirituais e de médiuns respeitáveis, acolhem novas enfermidades ou se perdem através de novos labirintos do aprendizado humano.

A interrogação de Paulo continua cheia de atualidade.

Que espécie de espírito recebemos no ato de crer na orientação de Jesus?

O da fascinação?

O da indolência?

O da pesquisa inútil?

O da reprovação sistemática às experiências dos outros?

Se não abrigamos o espírito de santificação que nos melhore e nos renove para o Cristo, a nossa fé representa frágil candeia, suscetível de apagar-se ao primeiro golpe de vento.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

domingo, 17 de junho de 2012

Entrevistas - Robson Pinheiro fala sobre seus livros - Site da Revista Cristã de Espiritismo

Robson Pinheiro fala sobre seus livros




Escrito por Manoel Fernandes Neto  

Por que alguns irmãos do movimento espírita classificam seu trabalho de umbandista e não doutrinário? Você pode comentar esta questão?
Robson Pinheiro - Primeiramente, é preciso esclarecer que umbandista não se opõe a doutrinário, se entendermos doutrinário como atinente ao espiritismo. Afinal, um trabalho pode ser coerente com a doutrina de umbanda, e não com a doutrina espírita.
No meu caso, entretanto, não conheço acerca de doutrina de umbanda, nem tampouco qualquer linha de meus livros versam sobre esse tema. Ou seja, nem eu conheço o assunto nem os espíritos que escrevem através de mim abordam doutrina umbandista.
 
Afinal, sou espírita, minha formação é espírita e o compromisso meu e dos espíritos que me dirigem é com o espiritismo. E aí a questão proposta esbarra em algo maior, para o qual devo me alongar a fim de procurar ser mais claro.
 
Ocorre que, para a certa surpresa de Allan Kardec, muitos de seus adeptos acabaram por delimitar assuntos para o debate ou o olhar espírita, baseando-se em uma perspectiva estreita e, com isso, separando temas e abordagens em compartimentos estanques — doutrinário ou antidoutrinário —, à medida que se desenvolvia o movimento espírita. Imagine, um homem que foi porta-voz de uma revelação que, segundo ele, pretendia contribuir para o esclarecimento de qualquer religião, sem constituir necessariamente uma religião à parte!

Como esse homem poderia ser um purista, alguém que não desejasse versar sobre quaisquer temas por meio da ótica espírita, das lentes e ferramentas que o espiritismo oferece?
Essa é a leitura que faço da atitude kardequiana, que perpassa todos os seus escritos. Repare a obra de sua autoria chamada Catálogo racional para se fundar uma biblioteca espírita, que a Madras Espírita traduziu pela primeira vez, na época do saudoso Eduardo Carvalho, e a FEB hoje publica na coletânea de opúsculos denominada O espiritismo em sua mais simples expressão. Naquele Catálogo, Kardec inclui uma categoria inteiramente dedicada aos livros “produzidos fora do espiritismo”, bem como outra destinada às obras contrárias à doutrina nascente. Em minha opinião, isso denota o interesse por todos os temas, a certeza de que o debate espírita não precisaria se restringir a este ou aquele tema, mas ampliar-se o máximo possível.
 
O que quero dizer com tudo isso é que livros meus como Tambores de Angola ou Aruanda efetivamente falam de temas ligados às doutrinas religiosas de caráter mediúnico e com forte expressão da cultura do negro e do indígena (umbanda, candomblé etc.), mas jamais enfocam seu aspecto doutrinário. Não é seu objetivo nem minha pretensão. Procuram tão-somente demonstrar como o trabalho ocorre nesses meios tanto para promover um exercício de fraternidade — mostrando que não é só o jeito espírita a única forma de fazer — quanto para destacar que, por razões históricas e culturais que transcendem aspectos doutrinários, figuras como o preto-velho, o caboclo e o exu fazem parte da realidade brasileira, quer o espírita goste ou não.
Afinal, por que razão não haveriam de povoar o panorama espiritual do Brasil os espíritos que aqui viveram e morreram? E, estando aqui, só podem contribuir nesta ou naquela religião? Ora, se o espírito é minimamente esclarecido, não é sectarista; usa as ferramentas de cada culto conforme a tradição de seus adeptos. Sendo assim, um preto-velho pode usar cachimbo numa casa de umbanda, onde isso é habitual, e certamente não o fará numa casa espírita, pois que nesta soaria como afronta.
 
Se fosse verdadeira a classificação dos espíritos de acordo com sua feição espiritual — “preto-velho é espírito da umbanda”, por exemplo —, formulo a seguinte indagação. Como podemos trabalhar com padres e freiras no espiritismo? Acaso alguém lhes pediu para abandonarem seus títulos e vestes sacerdotais para que pudessem ser aceitos? Acaso alguém viu em sua presença e atuação uma ameaça de catolicização do espiritismo? Então, por que adotar uma conduta com aqueles que representam o povo historicamente oprimido e discriminado e portar-se de outro modo com aqueles que têm seu passado associado à instituição que mais atrocidades cometeu contra a humanidade, em inumeráveis perseguições em nome de Deus?
Qual a importância do Espiritismo para o seu trabalho?
Meu livro de Memórias, em que narro histórias minhas com os espíritos, relata como ingressei no espiritismo. Foi por meio da intervenção direta dos benfeitores na igreja evangélica, quando me preparava para formar-me pastor. Foram eles que me apresentaram os livros de Allan Kardec e o endereço de um centro espírita a procurar, ambos anotados no púlpito da igreja, ao fim de uma pregação mediúnica que fizeram através de mim.
Foi Chico Xavier, ainda que com a contribuição mais esparsa de outros médiuns, o porta-voz dos espíritos para a fundação e orientação de todos os núcleos de trabalho de que participo hoje.
Ele é quem encorajou a publicação do primeiro livro — Canção da esperança —, que eu temia, apesar das reiteradas orientações dos espíritos por meu intermédio. A ponto de entregar-me psicografia dele, de autoria do espírito Bezerra de Menezes, que prefacia o livro. Ele também foi quem disse, ao lhe mostrar Tambores de Angola no prelo: “Lance, meu filho, pois esse livro precisa sair. Mas aproveite e se lance para fora do país por um tempo (…) por causa da caridade dos irmãos espíritas…” — disse, apontando para a língua enquanto pronunciava a palavra caridade.
Além disso, e do que já demonstrei na resposta à primeira pergunta, os críticos de meus livros ainda não nos apontaram objetivamente, uma vez sequer, em que ponto nossos livros contrariam Kardec e seus escritos. Como nosso compromisso é com o espiritismo — e não com os espíritas ou com a leitura que muitos fazem do espiritismo —, considero-me fiel ao mandato a mim confiado.
 
Sendo assim, o espiritismo é o ar que respiro, é o compromisso maior da Universidade do Espírito de Minas Gerias, instituição que engloba as demais por mim fundadas e que hoje conta com mais de 300 alunos em cursos regulares de estudo do espiritismo. A questão talvez seja o conceito que cada um tem a respeito do que seja espiritismo, do que represente ser fiel aos preceitos da falange do Espírito Verdade. A quem caberá o monopólio de tal julgamento?
Nossos livros são desafiadores, controversos, talvez polêmicos, e chocam o status quo no movimento espírita? Que bom! Kardec foi altamente controvertido e criticado, a seu tempo. O mesmo vale para Jesus. Portanto, creio que também assim — embora não somente assim — seguimos seus passos.
Uma análise de José Passini do seu livro Legião circula na Internet. Nela, o autor comenta dezenas de passagens e frases do seu livro com o objetivo de confirmar a tese de que suas “revelações” não seriam reais, colocando dúvidas quanto a seriedade de seu trabalho. O que você pode dizer a críticos desta natureza?
Não conheço tal crítica, feita em público, mas jamais remetida à Editora; no mínimo, nunca chegou às minhas mãos. Portanto, não posso analisar seu conteúdo nem comentá-la.
Entretanto, hei de confessar que não acompanho semelhantes debates na internet, pois a vejo como um fórum onde se resvala para a crítica pessoal, com desdém e desrespeito, ainda de modo mais fácil e freqüente que em outras mídias. Nas poucas vezes em que resolvi lidar com tais comentários, concluí que de duas, uma: ou fazia meu trabalho, ou me ocupava em ficar respondendo e debatendo as inúmeras críticas. Optei pela primeira alternativa, sobretudo porque não há tempo para tudo quanto há. Há tanto por realizar!
 
Consolo-me na postura de todos os verdadeiros seguidores de Jesus — a que aspiro ser —, que jamais se deixaram levar pelas críticas a ponto de demovê-los da tarefa que lhes fora confiada. E críticos sempre os há! Chico me disse, certo dia, algo como: “Se ficar em casa e não fizer nada, ainda assim falarão de você, chamando-o de preguiçoso. Portanto, prossiga!”. E o mentor Alex Zarthú: “Responda as críticas aumentando a qualidade de seu trabalho”. É nisso que tenho me baseado.
Ah! Preciso acrescentar: meus livros não trazem revelações; nada há neles que seja novidade a ponto de ser assim classificado. E são produto do pensamento de seus autores espirituais, é bom que se diga, e não fruto de elaborações que partem de meu conhecimento pessoal. Há pontos que até para mim se afiguram inusitados ou obscuros e que, de mais a mais, obrigam-me a estudar e rever meus pontos de vista. Sem contar os debates prévios à publicação, em que os enchemos de perguntas e dúvidas…
 Como suas palestras e cursos vem sendo recebidos nas casas espíritas que você visita no Brasil?
Muito bem, nas que me convidam. Ao menos é assim que entendo, com algumas exceções, é claro. Ninguém agrada a todos.
Atualmente quais os trabalhos de médiuns brasileiros que você pode destacar?
São muitos… Mas que prefiro não nomear. Sabe como é: muitos são amigos ou conhecidos e, de mais a mais, evito até certo ponto até mesmo a leitura do que está sendo produzido atualmente, como forma que encontrei de me preservar da influência alheia sobre meu trabalho mediúnico.
Ciência, filosofia e religião. Como você analisa a convivência entre os pólos da Doutrina?
O espiritismo tem no laboratório da mediunidade seu campo experimental e faz-se ciência na medida em que adota um método claro para promover e lidar com os resultados obtidos. Esses resultados são, em grande medida, de natureza filosófica, de uma filosofia com conseqüências morais, e é aí que repousa seu aspecto religioso — no aspecto moral —, conforme esclarece Kardec na introdução de O Evangelho segundo o espiritismo.
Se por convivência se quer dizer de como interagem tais aspectos na atualidade, claramente a prática brasileira do espiritismo privilegiou o lado religioso, em virtude de traços fortes, inerentes à nossa cultura. Sem qualquer julgamento sobre essa realidade, é forçoso reconhecer que cabe ao adepto moderno do espiritismo conciliar tais frutos com o reacender da chama dos aspectos filosófico — por meio do incentivo ao estudo interessante e prazeroso dos postulados espíritas — e científico do espiritismo, retomando a experimentação mediúnica destemida, o exame crítico das comunicações e a coragem e a pró-atividade kardequianas ao abordar a dimensão extracorpórea.
Qual o livro de sua autoria que mais te marcou?
Sinceramente, não consigo decidir. Há vários, pelos aspectos mais distintos. Todos são como filhos, e é duro dizer a um pai que deve escolher entre os filhos.
 
Qual o principal conselho que você pode dar a um estudante de espiritismo?
Estude, estude, estude. Quando achar que está pronto, estude mais. Pergunte, sem medo, cultive a curiosidade verdadeira, o desejo pelo saber, que é o combustível do qual Kardec se serviu para promover as investigações que empreendeu. Jamais esqueça Kardec — mais ainda o espírito de seus textos, a atitude que revelam, que os textos propriamente ditos, num apego à letra que pode se tornar fundamentalista. Tudo começou — e persistiu — com a curiosidade do homem Kardec, seu ânimo, as perguntas por ele formuladas previamente às reuniões, com método, critério e redação esmerada. O livro dos espíritos — e o espiritismo, por extensão — nasceu a partir de suas indagações, de sua vontade de conhecer e aprender.
Em Kardec está a base para todo o resto, está o porto seguro para nossa prática, nosso dia-a-dia. Apreendamos dele a ética de nunca se render à tentação atávica de colocar os espíritos em claustros ou altares de santificação. Despeço-me com suas lúcidas palavras: “Conduzi-me, pois, com os Espíritos, como houvera feito com homens. Para mim, eles foram, do menor ao maior, meios de me informar e não reveladores predestinados. Tais as disposições com que empreendi meus estudos e neles prossegui sempre. Observar, comparar e julgar, essa a regra que constantemente segui” (kardec, A. Obras póstumas. Rio de Janeiro, feb: s.d., ed. especial. ii parte. A minha primeira iniciação no espiritismo, p. 329).

Fonte: Site da Revista Cristã de Espiritismo