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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Mensagem Espírita - Convite ao bem - Site da Federação Espírita Brasileira

Convite ao bem


 
“Mas, quando fores convidado, vai.” — Jesus. (LUCAS, CAPÍTULO 14, VERSÍCULO 10.)
 
 
Em todas as épocas, o bem constitui a fonte divina, suscetível de fornecer-nos valores imortais.

O homem de reflexão terá observado que todo o período infantil é conjunto de apelos ao sublime manancial.

O convite sagrado é repetido, anos a fio. Vem através dos amorosos pais humanos, dos mentores escolares, da leitura salutar, do sentimento religioso, dos amigos comuns.

Entretanto, raras inteligências atingem a juventude, de atenção fixa no chamamento elevado.

Quase toda gente ouve as requisições da natureza inferior, olvidando deveres preciosos.

Os apelos, todavia, continuam…

Aqui, é um livro amigo, revelando a verdade em silêncio; ali, é um companheiro generoso que insiste em favor das realidades luminosas da vida…

A rebeldia, porém, ainda mesmo em plena madureza do homem, costuma rir inconscientemente, passando, todavia, em marcha compulsõria, na direção dos desencantos naturais, que lhe impõem mais equilibrados pensamentos.

No Evangelho de Jesus, o convite ao bem reveste-se de claridades eternas.

Atendendo-o, poderemos seguir ao encontro de Nosso Pai, sem hesitações.

Se o clarim cristão já te alcançou os ouvidos, aceita-lhe as clarinadas sem vacilar.

Não esperes pelo aguilhão da necessidade.

Sob a tormenta, é cada vez mais difícil a visão do porto.

A maioria dos nossos irmãos na Terra caminha para Deus, sob o ultimato das dores, mas não aguardes pelo açoite de sombras, quando podes seguir, calmamente, pelas estradas claras do amor.
 
 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Artigo Espírita - Justiça da Reencarnação - Site Doutrina Espírita Luz da Razão





Justiça da Reencarnação


Em que se fundamenta?
 
Segundo os Espíritos codificadores, na resposta da questão 171 de “O Livro dos Espíritos”, a doutrina reencarnacionista se fundamenta na própria Justiça Divina.
 
Na análise do conteúdo desta resposta, verificamos que se não fosse a oportunidade reencarnatória, Deus estaria privado de um de seus atributos: a justiça, e conseqüentemente já não seria Deus.
 
Para facilitar o nosso raciocínio, citamos a seguir um texto em que Kardec disserta sobre a lógica da pluralidade das existências:
 
Se não há reencarnação, só há, evidentemente, uma existência corporal. Se a nossa atual existência corpórea é única, a alma de cada homem foi criada por ocasião do seu nascimento, a menos que se admita a anterioridade da alma, caso em que caberia perguntar o que era ela antes do nascimento, e se o estado em que se achava não constituía uma existência sob forma qualquer.
 
Não há meio termo: ou a alma existia, ou não existia antes do corpo. Se existia, qual a sua situação? Tinha ou não consciência de si mesma? Se não o tinha, é quase como se não existisse. Se tinha individualidade, era progressiva ou estacionária? Num e noutro caso, a que grau chegara ao tomar o corpo? Admitindo, de acordo com a crença vulgar, que a alma nasce com o corpo, ou, o que vem a ser o mesmo, que antes de encarnar, só dispõe de faculdades negativas perguntamos:
 
1º) Porque mostra a alma aptidões tão diversas e independentes das idéias que a educação lhe fez adquirir?
 
2º) Donde vem a aptidão extranormal que muitas crianças em tenra idade revelam, para esta ou aquela arte, para esta ou aquela ciência, enquanto outras se conservam inferiores ou medíocres durante a vida toda?
 
3º) Donde, em uns, as idéias inatas ou intuitivas, que noutros não existem?
 
4º) Donde em certas crianças, o instinto precoce que revelam para os vícios ou para as virtudes, os sentimentos inatos de dignidade ou baixeza, contrastando com o meio em que elas nasceram?
 
5º) Por que abstraindo-se da educação, uns homens são mais adiantados do que outros?
 
6º) Por que há selvagens e homens civilizados? Se tomardes de um menino hotentote recém-nascido e o educardes nos nossos melhores liceus, fareis dele algum dia um Laplace ou um Newton?
 
Através deste raciocínio kardequiano, vimos acima de tudo que a reencarnação é fundamentada na justiça divina, e que assenta na mais perfeita lógica e no maior bom senso.
 
Provas da Reencarnação
 
Mas que provas podemos ter da reencarnação, além destas explícitas neste raciocínio?
 
Podemos dividir estas provas em duas categorias: provas filosóficas e provas experimentais.
 
a) Filosóficas
 
Como entender a justiça divina, sem aceitar o princípio reencarnatório? Por que nascem uns pobres e outros ricos? Uns desfrutam da maior saúde, outros lutam a vida toda com várias doenças. Há os que vivem muitos anos, e os que vivem poucos meses ou dias. E como a justiça divina irá julgar estes que não tiveram tempo para serem nem bons nem maus. Irão para o céu ou para o suplício eterno?
 
Há também a questão do progresso. Por que a humanidade de hoje é mais adiantada intelectual e cientificamente do que a passada?
 
Poderão dizer que a sociedade é que faz o homem assim. Mas como explicar a diferença brutal que existia entre a capacidade de um homem primitivo e a do homem atual, se ambos fossem criados no instante do nascimento, e suas conquistas para nada servissem?
 
Nos dêem explicações melhores para estes e outros questionamentos e abandonaremos nossas certezas reencarnatórias.
 
b) Experimentais
 
Entre as provas experimentais, podemos citar a fenomenologia mediúnica com todas as suas nuanças. A comunicação dos Espíritos por si só prova a imortalidade da alma e, conseqüentemente, a possibilidade reencarnatória, mas é o conteúdo destas comunicações que nos dizem da certeza desta doutrina.
 
Temos ainda o aspecto relacionado com a regressão da memória, hoje bastante difundido nos meios cientificistas e não espíritas. A partir desta possibilidade vemos a incursão do ser em muitos momentos de suas existências pregressas.
 
E para finalizar as questões das provas, podemos ainda falar das lembranças de outras vidas, faculdade bastante rara, mas que já aconteceu com muitas pessoas.
 
Sobre este assunto indicamos a leitura do livro A Reencarnação de Gabriel Delanne, do qual tiramos, para ilustração, a narrativa abaixo, dentre tantas outras existentes nesta obra:
 
Há cinqüenta anos, duas crianças nasceram em uma aldeia chamada Okshitgon, um rapaz e uma menina. Vieram ao mundo no mesmo dia, em casas vizinhas, cresceram juntos, brincaram juntos, amaram-se.
 
Casaram-se e fizeram uma família (…)
 
A morte os levou no mesmo dia; enterraram-nos fora da aldeia, depois os esqueceram (…)
 
Nesse ano, após a tomada de Mandalay, a Birmânia inteira sublevou-se (…) Tristes tempos para os homens pacíficos, e muitos, fugindo de suas habitações, refugiavam-se nos lugares mais habitados (…)
 
Okshitgon estava nos centros de um dos distritos mais castigados; grande números de seus habitantes fugiram, e entre eles um homem chamado MaungKan e sua jovem mulher. Eles se estabeleceram em Kabyn. Tiveram dois filhos gêmeos, nascidos em Okshitgon, pouco antes de abandonarem o lar. O mais velho chamava-se Maung-Gyi, isto é, Rapaz Grande. As crianças cresceram em Kabu e começaram logo a falar. Seus pais notaram com espanto que, durante os brinquedos, chamavam-se, não Maung-Gyi e Maung-Ngé, mas Maung San Nyein e Ma-Gyroin; este último é nome de mulher; Maung Kan e a esposa lembraram que assim se chamavam os cônjuges falecidos em Okshitgon, na época em que as crianças nasceram.
 
Eles pensavam, pois, que as almas daqueles defuntos haviam entrado no corpo dos filhos, e os levaram a Oksitgon, para os experimentar. As crianças conheceram toda Okshitgon, estradas, e casas e pessoas; chegaram a reconhecer as roupas que vestiam na vida anterior.
 
Não havia dúvidas. Um deles, o mais moço, lembrou-se de ter tomado emprestado duas rupias a um certo Ma-Thet, sem que seu marido o soubesse, quando era Ma-Gyroin, e essa dívida não fora saldada. Ma-Thet vivia ainda. Interrogaram-no e ele se lembrava, com efeito, de haver emprestado esse dinheiro.
 
(…) O menino mais velho (…) é um bom burguês, gordo rechonchudo, mas o gêmeo cadete é menos forte e tem uma curiosa expressão sonhadora. Contaram-me muitas coisas da vida passada.
 
Disseram que, depois da morte, viveram, algum tempo, sem corpo nenhum, errando no espaço, ocultando-se nas árvores, e isso por causa dos pecados; e, alguns meses depois, nasceram gêmeos (…)
 
Objetivo da Reencarnação
 
Já sabemos que o Espírito reencarna, e que a reencarnação se fundamenta na Justiça Divina. Mas por que o Espírito reencarna?
 
Com que fim?
 
Allan Kardec também perguntou isto aos Espíritos. Porém, pela sua capacidade didática, fez duas perguntas:
 
132 – Qual o objetivo da encarnação?
 
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns é expiação; para outros missão.”
 
167 – Qual o fim objetivado com a reencarnação?
 
“Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isto, onde a justiça?”
 
Analisando o conteúdo destas duas respostas temos: o objetivo principal da encarnação dos Espíritos, ou da reencarnação, é a evolução: Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Acontece que em uma vida só não dá para cumprir tal objetivo. O que representa sessenta ou oitenta anos para uma pessoa, em relação ao aprendizado de todas as coisas para que ela chegue à perfeição?
 
Assim sendo, reencarnando inúmeras vezes, quantas forem necessárias, o Espírito atinge o objetivo primordial de sua existência.
 
Desta forma, entendemos que expiar não é o objetivo da reencarnação, mas pode vir a ser se o Espírito não quiser evoluir pelo caminho natural do bem.
 
Trocando em miúdos: o Espírito só passa pela expiação quando quer, ou seja, quando não quer seguir as Leis Divinas.
 
Como já vimos anteriormente, a evolução também é uma Lei de Deus; portanto o Espírito tem de evoluir, consciente ou inconscientemente. Quando ele entende isso e busca esta evolução por conta própria, ele a faz sem dor. A expiação só entra na história, quando a rebeldia fala mais alto, quando ele, sabendo qual caminho a seguir, escolhe outro.
 
Assim, provocando sofrimento em seus semelhantes, o ser estaciona. Como ele tem de evoluir, passa pelo sofrimento como que para despertar a centelha divina que existe dentro de si, que o induz ao aperfeiçoamento.
 
É aí que entendemos a misericórdia que é a oportunidade reencarnatória; não é à toa que Emmanuel nos afirma:
 
Cada encarnação é como se fora um atalho nas estradas da ascensão. Por esse motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e amarguras temporárias, porquanto ela significa uma bênção divina, quase um perdão de Deus.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO - 1997
Site: www.autoresespiritasclassicos.com
Livros Pesquisados:
“O Livro dos Espíritos”, questões: 222, 132 e 167
“A Reencarnação”, cap. XI.
 “Emmanuel”, cap. 5.

Fonte: Site Doutrina Espírita: Luz da Razão

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mensagem Espírita - Quem serve, prossegue - Site da Federação Espírita Brasilerira

Quem serve, prossegue

 
“O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir.” – Jesus. (Marcos, 10:45.)
 
A Natureza, em toda parte, é um laboratório divino que elege o espírito de serviço por processo normal de evolução.

Os olhos atilados observam a cooperação e o auxílio nas mais comezinhas manifestações dos reinos inferiores.

A cova serve à semente. A semente enriquecerá o homem.

O vento ajuda as flores, permutando-lhes os princípios de vida.

As flores produzirão frutos abençoados.

Os rios confiam-se ao mar. O mar faz a nuvem fecundante.

Por manter a vida humana, no estágio em que se encontra, milhares de animais morrem na Terra, de hora a hora, dando carne e sangue a benefício dos homens.

Infere-se de semelhante luta que o serviço é o preço da caminhada libertadora ou santificante.

A pessoa que se habitua a ser invariavelmente servida em todas as situações, não sabe agir sozinha em situação alguma.

A criatura que serve pelo prazer de ser útil progride sempre e encontra mil recursos dentro de si mesma, na solução de todos os problemas.

A primeira cristaliza-se.

A segunda desenvolve-se.

Quem reclama excessivamente dos outros, por não estimar a movimentação própria na satisfação de necessidades comuns, acaba por escravizar-se aos servidores, estragando o dia quando não encontra alguém que lhe ponha a mesa. Quem aprende a servir, contudo, sabe reduzir todos os embaraços da senda, descobrindo trilhos novos.

Aprendiz do Evangelho que não improvisa a alegria de auxiliar os semelhantes permanece muito longe do verdadeiro discipulado, porquanto, companheiro fiel da Boa Nova, está informado de que Jesus veio para servir e desvela-se, a benefício de todos, até ao fim da luta.

Se há mais alegria em dar que em receber, há mais felicidade em servir que em ser servido.
Quem serve, prossegue…
 
 

domingo, 9 de setembro de 2012

Artigo Espírita - Em dia com a fé espírita - Astúrio Passos

Em dia com a fé espírita

Astúrio Passos

 

Poucos sentimentos se apresentam tão enigmáticos e perturbadores quanto a dúvida sobre a própria verdade espiritual. Em que realmente acreditamos? Em que verdade podemos depositar nossas esperanças?

Existem muitas respostas e , se procurarmos com vontade , encontraremos uma que nos satisfaça. Eu não disse que existem muitas verdades , mas sim muitas respostas, porque a verdade embora única e universal, não se submete a uma doutrina ou religião.

Ela, a verdade, se apresenta a nós na exata medida em que possamos comprendê-la. Um indicativo de que estamos no caminho certo é o quanto nos sentimos bem e confortáveis com as idéias que adotamos.

É necessário, sempre que possível, fazermos um exame em nosso coração. Por exemplo, quando adotamos o espiritismo, deixamos para trás outras crenças que já fizeram parte de nossa vida, como o catolicismo ou a fé evangélica, é, portanto, muito comum que em algumas circunstâncias fiquemos em dúvida quanto ao que realmente acreditar.

Por mais evidências, cientificidade e lógica que o espiritismo nos forneça ele concorre dentro de nosso inconsciente coletivo com uma espiritualidade ancestral e irracional que tem sua base numa interpretação religiosa tradicional.

Se esse tipo de dilema enfraquece a nossa fé, nada há de errado em avaliarmos se ela ainda nos satisfaz. Sempre caberá a cada um de nós escolher em que acreditar e conviver com essa escolha enquanto ela nos parecer satisfatória.

O ideal é que busquemos nos fortalecer em torno das razões que motivaram nossa escolha, independentemente de qual ela seja, para não balançarmos com qualquer vento que sopre.

Outros e diferentes dilemas podem surgir talvez, não em torno da nossa fé , mas sim na maneira que elegemos para conduzí-la.

Toda fé impõe uma prática. É recomendável que essa prática seja regulada para se adequar à nossa capacidade de realização , sob pena de gerarmos um desgaste desnecessário para nossa vida.

A prática mediúnica é atividade de grande valor caritativo e educacional , tanto para o médium quanto para os encarnados e desencarnados que dela se valem para atender suas necessidades, mas traz responsabilidades.

O médium tem o dever para consigo mesmo de avaliar se está em condições de arcar com as responsabilidades decorrentes de sua prática espiritual. Se não estiver, melhor que não as assuma, para não sofrer.

Algumas formas de manifestação da mediunidade, infelizmente, não permitem ao médium negligenciá-las sem sofrimento e, nesse caso, torna-se imprescindível buscar aceitação através do estudo profundo da doutrina espiírita para assim encontrar a compreensão do fenômeno e formas de canalizá-lo de maneira útil e produtiva.

Isso certamente permitirá ao médium um convivência mais harmônica com seu dom.

Outros desafios que podem se apresentar ao médium estão no plano da convivência com os companheiros do centro. Desentendimentos, pessoas autoritárias e insensíveis, indiferença, desprezo, discriminação , hipocrisia e outros problemas próprios da convivência humana podem trazer o desânimo.

Para a superação da maioria destes problemas precisaremos lidar com o nosso ego, quanto menor o tornarmos menos dificuldades teremos.

Quanto mais perdoarmos, compreendermos, auxiliarmos, mais próximos estaremos de Jesus, mais distantes dos problemas e mais em dia com a nossa fé.


Fonte: Site Recanto das Letras