Nosso endereço

Início da Estrada do 53º BIS, s/nº ( Ao lado do IBAMA) Bairro Bom Jardim - Itaituba - PA. CEP: 68180-000

E-mail: ceacaminhodaluz2011@gmail.com

Site: http://www.ceacluz.com.br



sábado, 17 de novembro de 2012

Mensagem Espírita - Resistência ao mal - Site da Federação Espírita Brasileira





Resistência ao mal

“Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal.” – Jesus. (MATEUS, 5:39.)

Os expoentes da má-fé costumam interpretar falsamente as palavras do Mestre, com relação à resistência ao mal.
Não determinava Jesus que os aprendiz es se entregassem, inermes, às correntes destruidoras.
Aconselhava a que nenhum discípulo retribuísse violência por violência.
Enfrentar a crueldade com armas semelhantes seria perpetuar o ódio e a desregrada ambição no mundo.
O bem é o único dissolvente do mal, em todos os setores, revelando forças diferentes.
Em razão disso, a atitude requisitada pelo crime jamais será a indiferença e, sim, a do bem ativo, enérgico, renovador, vigilante e operoso.
Em todas as épocas, os homens perpetraram erros graves, tentando reprimir a maldade, filha da ignorância, com a maldade, filha do cálculo. E as medidas infelizes, grande número de vezes, foram concretizadas em nome do próprio Cristo.
Guerras, revoluções, assassínios, perseguições foram movimentados pelo homem, que assim presume cooperar com o Céu. No entanto, os empreendimentos sombrios nada mais fizeram que acentuar a catástrofe da separação e da discórdia.
Semelhantes revides sempre constituem pruridos de hegemonia indébita do sectarismo pernicioso nos partidos políticos, nas escolas filosóficas e nas seitas religiosas, mas nunca determinação de Jesus.
Reconhecendo, antecipadamente, que a miopia espiritual das criaturas lhe desfiguraria as palavras, o Mestre reforçou a conceituação, asseverando:
“Eu, porém, vos digo…”
O plano inferior adota padrões de resistência, reclamando “olho por olho, dente por dente”…
Jesus, todavia, nos aconselha a defesa do perdão setenta vezes sete, em cada ofensa, com a bondade diligente, transformadora e sem-fim.

Artigo Espírita - A Reencarnação e os Laços de Família - Site Espiritismo.net



A Reencarnação e os Laços de Família
Telma Simões Cerqueira


A Doutrina Espírita esclarece para nós sobre a importante função educadora e regeneradora da família, diante do processo da edificação moral do homem. Percebemos então que a família pode contribuir de maneira abrangente dentro da proposta de educação da humanidade, do homem como Ser Espiritual, apontando o lar e tudo o que este poderá oferecer para a formação desse Homem de Bem, amanhã.

E como podemos definir Família?

Joanna de Ângelis nos diz no livro "S.O.S. Família", que “é grupo de espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças à contingência reencarnatória.”

Quando no plano espiritual, despertos para o alcance de nossos erros, das nossas mazelas morais, conscientes dos nossos compromissos que assumimos com os outros e que, na maioria das vezes, falimos, solicitamos aos instrutores espirituais um novo retorno à vida física, carregando as provas necessárias para o nosso ressarcimento, reencontrando assim as almas simpáticas, as almas adversárias que farão parte do mecanismo de aprendizado e abraçando a responsabilidade perante os nossos tutores espirituais, que zelam pelo nosso progresso.

Assim, nos reunimos em família, no mesmo ambiente, através dos Laços de Família favorecidos pela Reencarnação.

Que benção?!!

E aí surgem todos os processos, que para nós não serão novidade nenhuma.

Muitos conflitos surgem exatamente em virtude das pessoas viverem debaixo do mesmo teto desconhecendo essa necessidade grandiosa de aprender a conviver e não a viver. Há muitas diferenças entre viver e conviver.

Somos individualidades. Esquecemos muitas vezes que o respeito ao livre-arbítrio daqueles que são os componentes da nossa família é primordial para que possamos conviver.

Somos espíritos imortais em evolução, com experiências em diferentes encarnações, portanto trazemos bagagens diferentes que, de forma bastante significativa, promovem a nossa instabilidade ou estabilidade, como também daqueles que formam esse grupo de espíritos que estão unidos pelos laços da carne, aparentemente, mas unidos pelas experiências de ontem.

Allan Kardec nos dá uma visão bem ampla dessa questão, iluminada pela luz da reencarnação, no Cap. IV de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Compreendemos então que o reencarnante veste a roupagem da inocência e se expressa relativamente como um novo indivíduo. Mas a roupagem é frágil e permite ao indivíduo o aflorar de idéias inatas, tendências, defeitos e virtudes que estão nas nossas matrizes perispirituais. Cabe então à família, aos pais, observar esse reencarnante com olhos amorosos.

A melhor escola ainda é o Lar, nos dizem os benfeitores espirituais...

O que é um Lar?

O Lar é o conjunto de pessoas da família, vivendo sob o mesmo teto. Nele, o indivíduo nasce, cresce e se educa.

Neio Lúcio, no livro “Jesus no Lar”, lição nº 1, nos traz as palavras de Jesus: “O lar é um curso ligeiro para a fraternidade que desfrutaremos na vida eterna. Sofrimentos e conflitos naturais, em círculo, são lições”.

Então, todas as experiências que partilhamos na vida doméstica são um rico e profundo material que trabalharemos para a conquista dos valores mais elevados.

Desenvolvendo assim a tolerância, a paciência, a compreensão, o entendimento, o perdão, o trabalho, a bondade, a gratidão, e muitas outras virtudes, poderemos nos desenvolver no cadinho do lar e assim estaremos trabalhando na renovação de nós mesmos, de nossos lares e de toda a Humanidade.

Viver em família: podemos comparar a escalar montanhas – que significa superar as nossas dificuldades, vencer os nossos obstáculos.

É claro que alguns de nós permaneceremos rebeldes a essas oportunidades de reconciliação, de aprendizado, de reajuste e de desenvolvimento afetivo que nós encontramos dentro do Lar, e muitas vezes diante da nossa dificuldade ainda, estacionamos com a nossa dureza de coração, que nos leva a verdadeiros sofrimentos, e quando assim permanecemos é claro que uma nova possibilidade nos será oferecida para podermos vencer a nós mesmos e enfrentar os problemas causados, ou melhor, as dificuldades que não conseguimos superar.

E no livro “Leis de Amor”, ainda o benfeitor Emmanuel completa, ao ser indagado sobre de que precisamos para vencer a luta doméstica: “Devemos revestir-nos de paciência, amor, compreensão, devotamento, bom ânimo e humildade, a fim de aprender a vencer, na luta doméstica.”

Os deveres de cada um de nós, como pais, mães, filhos e irmãos, bem cumpridos e carregados com alegria, fazem que coletivamente o lar seja um ambiente de paz e satisfação.

Retornamos ao Corpo Físico para dar continuidade à nossa tarefa que foi interrompida, e através da reencarnação teremos nova oportunidade para esse trabalho no campo do progresso evolutivo de cada um de nós. Para isto precisamos de um porto seguro onde possamos recomeçar a jornada: a FAMÍLIA.

E então é no ambiente doméstico que as almas se reencontram sob variados motivos: resgate, afeições, desafetos, missão ou com a finalidade de estreitar os laços que vão unir essas criaturas, pois neste ambiente de convivência contínua, de interdependência, na condição de pais, filhos e irmãos, aprendemos a nos entrelaçar através da convivência, aprendendo a nos amar.

Todas as ações, todos os exemplos nobres, os bons momentos vividos, as lições que transmitimos estão semeadas, e um dia germinará e despertará o sentimento desse coração, que no momento não se encontra com a terra adubada para a devida germinação.

Que possamos prosseguir a nossa jornada de aprendizado, tendo bom ânimo e perseverança.

Façamos o melhor de nós e deixemos que Deus faça o que ainda não estiver ao nosso alcance.

E vamos finalizar com Emmanuel, do livro “Família” - trecho da mensagem "Cá e Lá":

“Recebamos na criança de hoje, em pleno mundo físico, o companheiro do pretérito que nos bate à porta do coração, suplicando reajuste e socorro. (...) Estendamos a luz da educação e do  amor, diminuindo as sombras da penúria e da ignorância".


Referências bibliográficas:

1. Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco – livro: S.O.S. Família;
2. Allan Kardec – livro: O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. IV;
3. Neio Lucio - livro : Jesus no Lar;
4. Emmanuel/Chico Xavier – livro: Família;
5. Emmanuel/Chico Xavier – livro: Leis de Amor.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mensagem Espírita - Em Todos os Caminhos - Site O Espiritismo


Em Todos os Caminhos



Seja qual seja a experiência, convence-te de que Deus está conosco em todos os caminhos.

Isso não significa omissão de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei.

O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo a que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie.

Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem.

Nasceste para realizar o melhor. Para isso, é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos exercícios da escola. A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor. Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus.

Se o conhecimento exato da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessitada de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço. Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigênio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras.

Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor nos reservatórios da natureza e compreenderás que ninguém vive só.

Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.


Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier


Fonte: Site O Espiritismo

Mensagem Espírita - Receita da felicidade - Site Momento Espírita


Receita da felicidade 

Nos primeiros tempos apostólicos, conta-se que, dentre os discípulos, Tadeu era dos comentaristas mais inflamados, no culto da Boa Nova.

Certa feita, na casa de Pedro, ele se entusiasmou na reunião.

Relacionou os imperativos da felicidade e clamou contra os dominadores de Roma e contra os rabinos do Sinédrio.

Tocado de indisfarçável revolta, dissertou longamente sobre a discórdia e o sofrimento reinantes no povo.

Situou a causa de tudo isso nas deficiências políticas da época.

Depois que o discípulo muito falou, Jesus lhe indagou:

Tadeu, como você interpreta a felicidade?

A resposta foi:

Senhor, a felicidade é a paz de todos.

O Cristo então lhe perguntou como ele se sentiria realmente feliz.


O Apóstolo inicialmente se sentiu acanhado, mas logo começou a falar.

Disse que atingiria a tranquilidade se pudesse alcançar a compreensão dos outros.

Para isso, desejava que o próximo não lhe desprezasse as intenções nobres e puras.

Admitia que, por vezes, errava.

Entretanto, ficaria contente se os que conviviam com ele lhe reconhecessem o sincero propósito de acertar.

Respiraria abençoado júbilo se pudesse confiar nos semelhantes.

Se deles recebesse a justa consideração de que se sentia credor, em face da elevação de seu ideal.

Afirmou suspirar pelo respeito de todos, a fim de poder trabalhar sem impedimentos.

Ficaria regozijado se a maledicência o esquecesse.

Vivia na expectativa da cordialidade alheia.

Pensava que o mundo seria um paraíso se as pessoas se tratassem de acordo com o seu anseio honesto de ser acatado pelos demais.

A indiferença e a calúnia lhe doíam no coração.

Sob sua ótica, a suspeita e o sarcasmo foram organizados pelo Espírito das trevas, para tormento geral.

A impiedade que lhe dirigiam era um genuíno fel.

A maldade se assemelhava a um fantasma de dor que lhe ia ao encontro.

Em razão de tudo isso, seria venturoso se os parentes, afeiçoados e conterrâneos o tratassem melhor.

Se não o buscassem pelo que aparentava ser, nas imperfeições do corpo, mas considerassem o conteúdo de boa vontade que conservava na alma.

Disse que ficaria satisfeito se lhe concedessem o direito de ser feliz, conforme os ditames de sua consciência.

Resumindo, afirmou querer ser compreendido, respeitado e estimado por todos porque, embora ainda não fosse um modelo de perfeição, lutava para melhorar.

O Apóstolo se calou e houve um movimento geral de curiosidade quanto à opinião do Cristo.

O Mestre fixou os olhos muito límpidos no discípulo e falou, com franqueza e doçura:

Tadeu, você procura a alegria e a felicidade do mundo inteiro.

Então, proceda para com os outros como deseja que os outros procedam para com você.

Caminhando cada homem nessa mesma norma, muito em breve estenderemos na terra as glórias do paraíso.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no
cap.19 do livro Jesus no lar, pelo Espírito Neio Lúcio,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 17.11.2012.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mensagem Espírita - Orientação - Site da Federação Espírita Brasileira





Orientação


“E procureis viver quietos e tratar dos vossos próprios negócios e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado.” – Paulo. (I TESSALONICENSES, 4:11.)


A cada passo, encontramos irmãos ansiosos por orientação nova, nos círculos de aprendizado evangélico.

Valiosos serviços, programas excelentes de espiritualidade superior experimentam grave dilação esperando terminem as súplicas inoportunas e reiteradas daqueles que se descuidam dos compromissos assumidos.

Assim nos pronunciamos, diante de quantos se propõem servir a Jesus sinceramente, porque, indiscutivelmente, as diretrizes cristãs permanecem traçadas, de há muito, esperando mãos operosas que as concretizem com firmeza.

Procure cada discípulo manter o quinhão de paz relativa que o Mestre lhe conferiu, cuide cada qual dos negócios que lhe dizem respeito e trabalhe com as mãos com que nasceu, na conquista de expressões superiores da vida, e construirá elevada residência espiritual para si mesmo.

Aquele que conserva a harmonia, ao preço do bem infatigável, atende aos desígnios do Senhor no círculo dos compromissos individuais e da família humana; o que cuida dos próprios negócios desincumbe-se retamente das obrigações sociais, sem ser pesado aos interesses alheios, e o que trabalha com as próprias mãos encontra o luminoso caminho da eternidade gloriosa.

Antes de buscares, pois, qualquer orientação, junto de amigos encarnados ou desencarnados, não te esqueças de verificar se já atendeste a isto.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Mensagem Espírita - Na obra regenerativa - Site Da Federação Espírita Brasileira




Na obra regenerativa



Na obra regenerativa “Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, orientai-o com espírito de mansidão, velando por vós mesmos para que não sejais igualmente tentados.” – Paulo (Gálatas, 6:1.)



Se tentamos orientar o irmão perdido nos cipoais do erro, com aguilhões de cólera, nada mais fazemos que lhe despertar a ira contra nós mesmos.

Se lhe impusermos golpes, revidará com outros tantos.

Se lhe destacamos as falhas, poderá salientar os nossos gestos menos felizes.

Se opinamos para que sofra o mesmo mal com que feriu a outrem, apenas aumentamos a percentagem do mal, em derredor de nós.

Se lhe aplaudimos a conduta errônea, aprovamos o crime.

Se permanecemos indiferentes, sustentamos a perturbação.

Mas se tratarmos o erro do semelhante, como quem cogita de afastar a enfermidade de um amigo doente, estamos, na realidade, concretizando a obra regenerativa.

Nas horas difíceis, em que vemos um companheiro despenhar- se nas sombras interiores, não olvidemos que, para auxiliá-lo, é tão desaconselhável a condenação, quanto o elogio.

Se não é justo atirar petróleo às chamas, com o propósito de apagar a fogueira, ninguém cura chagas com a projeção de perfume.

Sejamos humanos, antes de tudo.

Abeiremo-nos do companheiro infeliz, com os valores da compreensão e da fraternidade.

Ninguém perderá, exercendo o respeito que devemos a todas as criaturas e a todas as coisas.

Situemo-nos na posição do acusado e reflitamos se, nas condições dele, teríamos resistido às sugestões do mal. Relacionemos as nossas vantagens e os prejuízos do próximo, com imparcialidade e boa intenção.

Toda vez que assim procedermos, o quadro se modifica nos mínimos aspectos.

De outro modo será sempre fácil zurzir e condenar, para cairmos, com certeza, nos mesmos delitos, quando formos, por nossa vez, visitados pela tentação.



Mensagem Espírita - Avisos surpreendentes - Site Momento Espírita





Avisos surpreendentes 


Ele era médico no Interior e atendia, com zelo, sua clientela. Durante muitos anos, tratou de uma senhora viúva, cuja filha insistia para que fosse morar com ela, na capital.

No entanto, Dona Margarida continuava a morar sozinha, em sua casa. Várias razões relacionava para essa sua preferência.

A mais importante, justamente os cuidados que recebia do dedicado médico, em quem confiava plenamente e por quem nutria grande amizade.

Certa feita, os familiares a levaram para a capital, em visita a parentes e amigos. Então, ela se sentiu mal e, de imediato, a filha telefonou ao Doutor Carlos, o médico da mãe.

Para que fosse devidamente examinada e medicada, ele recomendou um colega, na capital.

Passados alguns dias, quando Doutor Carlos chegou, pela manhã, bem cedo, ele viu à porta do consultório a sua cliente, sozinha.

Cumprimentou-a, sorrindo e disse: Bom dia, Dona Margarida, vejo que está muito bem!

E ela respondeu: É o que você pensa!

Ele achou graça na sua expressão. Entrou no consultório, que estava repleto, como sempre. Contudo, dada a idade avançada de Dona Margarida, instruiu a atendente para que a introduzisse, em primeiro lugar, para a consulta.

Mas, a senhora não estava na sala de espera, nem do lado de fora, em lugar nenhum.

Estranhou o fato o médico, mas envolveu-se na atenção aos tantos clientes que o aguardavam.

Logo mais, chegou-lhe uma ligação telefônica. Era a filha de Dona Margarida informando-o que sua idosa cliente desencarnara, há dois dias.

*   *   *

Os que transpõem a aduana da morte, não apagam da memória as pessoas que lhe constituem afetos. 

Muito menos, olvidam de ser gratos.

Por isso, fatos como o narrado ocorrem muito mais amiúde do que se possa pensar.

Muitas criaturas, no momento mesmo da morte, lembram-se de alguém a quem devotam especial afeto e, não raro, aparecem à visão psíquica daquele.

Popularmente, se fala: Ele veio avisar que morrera. Em verdade, trata-se de um gesto de carinho, uma doce lembrança de quem parte e se encontra distante.

Por vezes, um pedido de socorro daquele que se percebe em nova realidade da vida, fora do corpo físico.

Quando anotados dia e hora do acontecido, se poderá constatar, posteriormente, que coincidem com a hora da morte desse que assim se mostrou à visão psíquica.

Essa é mais uma prova da Imortalidade. Uma prova de que o corpo sucumbe, mas a alma, liberada, livre, vai aonde se encontre o seu interesse.

Já nos ensinara o Mestre, há muito tempo: Onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração. Ou seja, onde estiver o nosso amor, aí estaremos.

Não nos esqueçamos disso e permaneçamos atentos.

Em tais ocasiões, envolvamos em prece o Espírito do amigo, parente, colega, que assim se manifestou.

Oração é luz, aconchego, proteção. É nossa forma de, igualmente, agradecer o aviso ou de auxiliar a quem, por vezes, é convidado a se transferir para o mundo espiritual, em pleno vigor e atividade física.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Um choque
de realidade, de Richard Simonetti, da Revista Reformador, de junho
2012, ed. Feb.
Em  8.11.2012.