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sábado, 13 de abril de 2013

Mensagem Espírita - A retribuição - Site Da Federação Espírita Brasileira




A retribuição


“Pedro disse-lhe: e nós que deixamos tudo e te seguimos, que receberemos?” – (Mateus, 19:27.)

A pergunta do apóstolo exprime a atitude de muitos corações nos templos religiosos.
Consagra-se o homem a determinado círculo de fé e clama, de imediato: – “Que receberei?”
A resposta, porém, se derrama silenciosa, através da própria vida.
Que recebe o grão maduro, após a colheita? O triturador que o ajuda a purificar-se.
Que prêmio se reserva à farinha alva e nobre? O fermento que a transforma para a utilidade geral.
Que privilégio caracteriza o pão, depois do forno? A graça de servir.
Não se formam cristãos para adornos vivos do mundo e sim para a ação regeneradora e santificante da existência.
Outrora, os servidores da realeza humana recebiam o espólio dos vencidos e, com eles, se rodeavam de gratificações de natureza física, com as quais abreviavam a própria morte.
Em Cristo, contudo, o quadro é diverso.
Vencemos, em companhia dele, para nos fazermos irmãos de quantos nos partilham a experiência, guardando a obrigação de ampará-los e ser-lhes úteis.
Simão Pedro, que desejou saber qual lhe seria a recompensa pela adesão à Boa Nova, viu, de perto, a necessidade da renúncia.
Quanto mais se lhe acendrou a fé, maiores testemunhos de amor à Humanidade lhe foram requeridos. 
Quanto mais conhecimento adquiriu, a mais ampla caridade foi constrangido, até o sacrifício extremo.
Se deixaste, pois, por devoção a Jesus, os laços que te prendiam às zonas inferiores da vida, recorda que, por felicidade tua, recebeste do Céu a honra de ajudar, a prerrogativa de entender e a glória de servir.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Mensagem Espírita - Aceita a correção - Site da Federação Espírita Brasileira



Aceita a correção



“E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela”.  Paulo. (HEBREUS, 12:11).


A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos.


A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.


A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.


Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma.


A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.


A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o Homem, campeão da inteligência no      Planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.


O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.


Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.


Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em arminho, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito. Surge, revestida de acúleos ou misturada de fel, à guisa de remédio curativo e salutar.


Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.


A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.


Conto Espírita - INVOCAÇÕES DIRETAS - Livro Reportagens de Além-túmulo - Chico Xavier



INVOCAÇÕES DIRETAS
Pelo Espírito de Humberto de Campos psicografado por Chico Xavier



Nos primeiros movimentos de intercâmbio com a esfera invisível, Casimiro Colaço experimentara sensações de indefinível inquietude. Aquelas comunicações com o Além assombravam-no.

Povoavam-lhe a alma profundas indagações. Aquele novo mundo que se lhe escortinava aos olhos, trazia maravilhosas incógnitas para cuja solução daria, de bom grado, todas as possibilidades terrestres.

Casimiro não se contentava com as reuniões de experimentação mediúnica, num esforço metódico e gradativo. Embora o arraigado amor à família, vivia mentalmente muito distante dos deveres inadiáveis e justas.

Viciado pela curiosidade doentia, esperava a noite com singular ansiedade. Ao regressar do estabelecimento bancário, após a luta do ganha-pão, trancava-se a sós no quarto, dilatando observações por catalogar conhecimentos novos, no vasto círculo de entidades espiritual.

Longe de aceitar com proveito as manifestações espontâneas, preferia impor os próprios caprichos, perdendo-se em longas evocações diretas e ignorando sistematicamente se possuía credenciais ou merecimento para isso.

Entre as entidades que costumava invocar impertinentemente, contava-se um velho tio – o ex-sacerdote Leão Colaço, que partira do mundo, anos antes. Padre inteligente e devotado ao bem coletivo, Leão convertera-se em ídolo dos parentes. Por isso mesmo o sobrinho, ao menor obstáculo utilizava a concentração, pedindo-lhe esclarecimentos.

O ex-sacerdote era obrigado a abandonar trabalhos sérios, no plano de ação onde se localizava quase sempre, para solucionar espantosas futilidades. Decorrido algum tempo em que Leão se destacou pela paciência e o sobrinho pela leviandade, reconheceu o nobre emissário que a situação requeria outros rumos. Muito delicado, falou confidencialmente em mensagem carinhosa :

– Meu filho, nas relações com o Invisível, não queiras impor a vontade caprichosa, quando não identificas, ao certo, as próprias necessidades. Faze a prece, observa, medita e espera com paciência. A oração e o esforço mental, por si sós, valem imensamente, ainda mesmo que não recebas conselhos diretos dos amigos. Por que invocar violentamente os desencarnados, se não desconheces que também eles assumiram certas responsabilidades de serviço ante os desígnios de Deus? Por que insistir nominalmente no comparecimento de quem sofre ou de quem trabalha? Submetes o primeiro à dor da vergonha e ao segundo impões o pernicioso esquecimento do dever. Não recordas a lição de Jesus na prece dominical? O Mestre ensinou ao homem rogasse a Deus o cumprimento da Vontade Divina, assim na Terra como no Céu. Trabalha, meu filho, e sê atento às obrigações próprias. Se não é justo pedir o aluno aos instrutores a necessária solução de problemas condizentes ao aprendizado em curso, também não é razoável abandone a criatura a possibilidade de  novas luzes, recorrendo, nas ocorrências mais fúteis, à bondade daqueles que a seguem de mais alto. Organiza reuniões, continua observando os planos invisíveis, mas não olvides a espontaneidade. Se o irmão infeliz bate à tua porta, consola-o; se recebes a visita generosa de respeitável instrutor, pondera-lhe os conselhos e guarda-lhe a sabedoria. Aprende a interpretar os desígnios de Deus, no local de serviço ou testemunho onde te encontres, nas horas mais diversas. O trabalho divino sempre requisitou devotamento, mas dispensa a provocação, por desnecessária e inconveniente.

Casimiro leu e releu a mensagem e, contudo, continuou agindo com a mesma leviandade que o caracterizava antes dela. A qualquer frioleira, repetia o antigo estribilho :

– Chamemos o tio Leão Colaço e teremos a solução precisa.

Submergia-se a prestimosa entidade em verdadeiro mar de preocupações, atenta à confusão que se desdobrava, quando certo amigo lhe observou:

– Não te entregues a exagerada inquietação. Se o sobrinho vem buscar-te tantas vezes por semana, compelindo-te à dilação de serviços tão graves, por que não o invocas igualmente?

Se é verdade que os companheiros do mundo podem chamar-nos, não desconhecemos a possibilidade de lhes retribuir no mesmo grau. Experimentando a inconveniência das invocações diretas, o Casimiro renovará as concepções sobre o assunto. E creio que uma vez será o bastante.

O ex-sacerdote aceitou o alvitre, evidenciando indisfarçável contentamento. Escolheu, por isso, a noite mais oportuna e, reunindo alguns companheiros, invocou o sobrinho de modo a lhe proporcionar excelente lição.

Enquanto se lhe enrijecia o organismo no leito, alarmando a família, Casimiro Colaço compareceu em Espírito ante a reduzida assembléia que o atraía intencionalmente.

Revelava-se indisposto e perturbado, o mísero sentindo-se presa de inenarrável angústia.

Em frente dos amigos espirituais, rojou-se de joelhos e exclamou em pranto amargo :

– Benfeitores amados, por quem sois, não me deixeis voltar por enquanto ao vosso plano, quando tenho filhinhos a esperar por mim!...

Após doloroso gemido, prosseguiu num véu de lágrimas :

– Ah!... quem me chamou aqui com tamanha insistência? Deixai-me regressar à Terra, por amor de Deus!

Aproximou-se então o bondoso tio e esclareceu :

– Sou eu quem te chama, Casimiro.

– Oh! sois vós, meu tio? Por quê? desconheceis, porventura, a bagagem dos meus deveres?

Tendes seguido carinhosamente meus passos e compreendeis, certamente, que me não posso furtar ao cumprimento de obrigações intransferíveis. Não me retenhais aqui por mais tempo!...

Depois de soluços convulsivos, rematava diante do ex-sacerdote que sorria, bondoso :

– Afinal, por que me buscastes assim nesta violência terrível?

Colocou-lhe a entidade a mão paterna no ombro, evidenciando amorosa solicitude e respondeu :

–– Chamei-te por amor e porque não devia desprezar o ensejo de entregar-te novos valores educativos.

Aprende a considerar as situações alheias, meu filho! Também nós, aqui, temos deveres e trabalhos, responsabilidades e compromissos. Não somos figuras aéreas, catalogadas entre seres ociosos ou vagabundos. Já que percebeste o quanto dói a perturbação infligida ao homem no trabalho honesto e intransferível, não procures desorientar serviços de nossa esfera de ação, onde colaboramos na estruturarão espiritual de um mundo melhor.

Tanto se pode invocar a entidade celeste, quanto atrair a criatura terrestre, na mesma lei que rege o constante intercâmbio das almas. Não olvides, pois, estas preciosas verdades!

E, mergulhando o olhar penetrante no sobrinho angustiado, concluía:

– Voltarás, imediatamente, ao serviço que Deus te confia no mundo; entretanto, faze tudo por não esquecer a valiosa lição desta noite.

Em casa de Casimiro, todavia, observava-se o vaivém dos familiares alarmados. Durante quatro horas, permanecia o pobre rapaz no leito, pálido, ofegante, semimorto. Multiplicavam-se  cataplasmas e injeções, sob o olhar atento do médico que o assistia. Quando o suposto enfermo revelou os primeiros sinais de melhora, o facultativo chamou em particular o velho genitor de Casimiro e esclareceu, demonstrando justificada alegria:

– Felizmente o problema está resolvido.

– E que pensa o senhor? – interrogou o ancião aflito.

– Trata-se de caso para observar – retrucou o interpelado, confidencialmente –, aplicarei tratamento decisivo, pois a meu ver a moléstia tem todos os característicos de fenômeno epileptóide.

Mas Casimiro Colaço, daí a dois dias, estava refeito para o trabalho comum. E embora não recordasse o ensinamento senão na tela mágica de sonho mal definido, jamais se atreveu a    repetir invocações diretas e nominais, renunciando à imposição da vontade caprichosa em relação ao plano invisível.

Fonte: Conto extraído do livro Reportagens de Além-túmulo de Francisco Cândido Xavier. Editora da FEB

domingo, 7 de abril de 2013

Mensagem Espírita - No serviço cristão - Site da Federação Espírita Brasileira




No serviço cristão


“Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.” – (I PEDRO, 5:3.)

Aos companheiros de Espiritismo cristão cabem tarefas de enormes proporções, junto das almas.
Preocupam-nos profundos problemas da fé, transcendentes questões da dor.
Porque dão de graça o que por graça recebem, contam com a animosidade dos que vendem os dons divinos; porque procuram a sabedoria espiritual, recebem a gratuita aversão dos que se cristalizam na pequena ciência; porque se preparam em face da vida eterna, desligando-se do egoísmo destruidor, são categorizados como loucos, pelos que se satisfazem na fantasia transitória.
Quanto maior, porém, a incompreensão do mundo, mais se deverá intensificar naqueles as noções da responsabilidade.
Não falamos aqui dos estudiosos, dos investigadores ou dos observadores simplesmente. Referimo-nos aos que já entenderam a grandeza do auxílio fraternal e a ele se entregaram, de coração voltado para o Cristo. 
Encontram-se nos círculos de uma experiência nobre demais para ser comentada, mas a responsabilidade que lhes compete é igualmente muito grande para ser definida.
A ti, pois, meu irmão, que guardas contigo os interesses de muitas almas, repito as palavras do grande apóstolo, para que jamais te envaideças, nem procedas “como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”.