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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Poesia Espírita - Portas abertas, portas fechadas - Site Recanto das Letras


                                                                                                       Imagem Facebook
        

Portas abertas, portas fechadas
Poema  de Pedro Rocha sob o pseudônimo de Astúrio Passos publicado no Recanto das Letras)


Num dia radiante!

Um útero, se nos abriu uma porta,
Que, em seguida, foi fechada pelo parto.

E o parto, se nos abriu outra porta,
Que, em seguida, foi fechada pela infância.

E a infância, se nos abriu outra porta,
Que, em seguida, foi fechada pela juventude.

E a juventude, se nos abriu outra porta,
Que, em seguida, foi fechada pela maturidade.

E a maturidade, se nos abriu outra porta,
Que, em seguida, foi fechada pela velhice.

E a velhice, se nos abriu outra porta,
Que, em seguida, foi fechada pelo término da jornada.

E o término da jornada, se nos abriu outra porta,
Que, em seguida, foi fechada pela sepultura.

E a sepultura, se nos abriu outra porta,
Que, em seguida, foi fechada pelo retorno à  vida espiritual.

E a vida espiritual, se nos abriu outra porta,
Porém, esta jamais se fecha.

E, jamais fechada,
Nos projeta rumo às estrelas

Avizinha-nos das mansões celestiais,
Ou das masmorras abismais.

Um desfrute dos caminhos que,
Em vida, decidimos caminhar

Das vitórias que,
Nas lutas, conseguimos conquistar.

E num dia qualquer, nas veredas do tempo!
Outra porta vai se abrir.

E atrás, momentaneamente,
Aquela, perene, irá fechar.

E num novo útero.
De posse de um novo corpo.

Novas portas, hão de se abrir!

Astúrio Passos



segunda-feira, 5 de maio de 2014

Feira do Livro Espírita - CEACLUZ - Itaituba - PA - Maio / 2014 - Fotos












Mensagem Espírita - No paraíso - Site da Federação Espírita Brasileira





No paraíso


“E respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” — (LUCAS, CAPÍTULO 23, VERSÍCULO 43.)


A primeira vista, parece que Jesus se inclinou para o chamado bom ladrão, através da simpatia particular.
Mas, não é assim.

O Mestre, nessa lição do Calvário, renovou a definição de paraíso.

Noutra passagem, Ele mesmo asseverou que o Reino Divino não surge com aparências exteriores. Inicia-se, desenvolve-se e consolida-se, em resplendores eternos, no imo do coração.

Naquela hora de sacrifício culminante, o bom ladrão rendeu-se incondicionalmente a Jesus-Cristo. O leitor do Evangelho não se informa, com respeito aos porfiados trabalhos e às responsabilidades novas que lhe pesariam nos ombros, de modo a cimentar a união com o Salvador, todavia, convence-se de que daquele momento em diante o ex-malfeitor penetrará o céu.

O símbolo é formoso e profundo e dá idéia da infinita extensão da Divina Misericórdia.

Podemos apresentar-nos com volumosa bagagem de débitos do passado escuro, ante a verdade; mas desde o instante em que nos rendemos aos desígnios do Senhor, aceitando sinceramente o dever da própria regeneração, avançamos para região espiritual diferente, onde todo jugo é suave e todo fardo é leve. 

Chegado a essa altura, o espírito endividado não permanecerá em falsa atitude beatífica, reconhecendo, acima de tudo, que, com Jesus, o sofrimento é retificação e as cruzes são claridades imortais.


Eis o motivo pelo qual o bom ladrão, naquela mesma hora, ingressou nas excelsitudes do paraíso.


Feira do Livro Espírita CEACLUZ - 2014